terça-feira, 21 de julho de 2009

Nem Castigo, Nem Perdão

Um dos maiores temores que vibram no coração do homem é o medo do castigo divino.
Convivendo com a possibilidade de que Deus possa se ofender e castiga-lo por suas faltas, o indivíduo sofre e se divide entre o amor e o temor de Deus.
Atribuindo ao Criador os mesmos vícios que ainda possui, o ser humano teme ser castigado a qualquer momento por um Deus caprichoso e cruel que está sempre à procura de defeitos para se vingar, impondo-nos sofrimentos.
Paulo, o apóstolo, se manifestou a respeito desse tema dizendo o seguinte:"Gravitar para a unidade divina, eis o fim da humanidade.Para atingi-lo, três coisas são necessárias: a justiça, o amor e a ciência. Três coisas lhe são opostas e contrárias: a ignorância, o ódio e a injustiça.
Pois bem! Digo-vos, em verdade, que mentis a estes princípios fundamentais, comprometendo a idéia de Deus, exagerando-lhe a severidade.
Duplamente a comprometeis, deixando que no espírito da criatura penetre a suposição de que há nela mais clemência, mais virtude, amor e verdadeira justiça, do que atribuis ao ser infinito.
Quem é, com efeito, o culpado? É aquele que, por um desvio, por um falso movimento da alma, se afasta do objetivo da criação, que consiste no culto harmonioso do belo, do bem, idealizados pelo arquétipo humano, pelo Homem-Deus, por Jesus-Cristo.
Que é o castigo? A conseqüência natural, derivada desse falso movimento; uma certa soma de dores necessária a desgosta-lo da sua deformidade, pela experimentação do sofrimento.
Assim, o que se chama castigo é apenas a conseqüência das leis naturais.É graças à dor física que a criatura procura o remédio para sua enfermidade. É graças ao sofrimento moral que a alma busca a própria cura.
O sofrimento só tem por finalidade a reabilitação, o retorno do aprendiz ao caminho reto.
Como podemos perceber, o mal não é de essência divina, é gerado pelas criaturas, ainda imperfeitas.
O sofrimento não é imposto por Deus como castigo, é o efeito natural do falso movimento da criatura, e que a estimula, pela amargura, a se dobrar sobre si mesma, a voltar ao objetivo traçado pelas leis divinas, que é a harmonia.
E essas leis são justas, imparciais e amorosas. Um exemplo disso acontece quando um homem, enlouquecido, assassina várias pessoas, foge e, na fuga, se fere profundamente.
O que acontece com seu organismo? Suas células, obedecendo a lei natural, começam imediatamente a se movimentar para estancar o sangue, cicatrizar a ferida e expulsar os germes que causam infecção.
Se Deus quisesse castiga-lo, derrogaria suas próprias leis e faria com que as células desse indivíduo não trabalhassem a seu favor, mas se rebelassem e o deixassem morrer. Afinal, ele é um criminoso!
Mas não é isso que acontece. As leis divinas seguem naturalmente seu curso. O sol brilha, incansável, sobre justos e injustos, sem se importar com o que acontece sob sua luz.
A chuva cai sobre a mansão e sobre o casebre. O frio fustiga a pobres e ricos. As catástrofes naturais arrebatam sábios e ignorantes, velhos e crianças, fortes e fracos.
Por todas essas razões devemos entender que o Criador não derroga suas próprias leis para nos punir ou para nos premiar.
As nossas ações é que geram efeitos sobre essas leis. As boas ações geram efeitos positivos, e as infrações às leis geram efeitos desajustados.
Nada mais justo do que esta sentença: "a cada um segundo suas obras."
Nem castigo, nem perdão. Deus não castiga porque suas leis são de amor, e não perdoa porque jamais se ofende.
Pensemos nisso, e busquemos atender essas leis soberanas que estão inscritas em nossa própria consciência.

Autor: Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita (www.momento.com.br), com base no item 1009 de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec.

O evangelho no Lar

O Evangelho no Lar

Evangelho no Lar (Roteiro):
-Escolher pelo menos um dia da semana, em horário fixo, para a reunião com os familiares. A pontualidade e a assiduidade são importantes;
-Iniciar a reunião com prece de abertura;
-Ler um trecho do Evangelho segundo o Espiritismo (Allan Kardec).
-Comentar o tema lido;
-Concluir com a prece de encerramento, com agradecimento pelas benções da vida recebidas rogando a Jesus o auxilio para o Lar, familiares, amigos, para os sofredores em geral e pelos inimigos.
-Duração: Aproximadamente 30 min.
É facultativo o seguinte:
- Antes da prece de abertura, pode-se também ler uma pequena mensagem de Emmanuel, Joanna de Ângelis, André Luiz, Meimei, Neio Lúcio, Maria Dolores, etc. como forma de harmonizar o ambiente.
- No início da reunião pode-se colocar um recipiente com água e pedir na prece de abertura aos Bons Espiritos que fluidifiquem a água. No final da reunião serve-se a água fluidificada aos presentes.
- No início da reunião, pode-se pôr música suave favorecendo um ambiente calmante e harmonizado.

Disse Jesus: «Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou no meio deles.» (Mateus 18:20)
«Quando o Evangelho penetra no Lar, o coração abre mais facilmente a porta do Mestre Divino.»Pelo Espírito de Emmanuel

DESENVOLVIMENTO
O que é o «Evangelho no Lar»?
Comecemos por definir o que é o Evangelho. O Evangelho são as lições de Jesus codificadas no Novo Testamento.
Muitas pessoas utilizam a expressão «Culto do Evangelho no Lar» para designarem a reunião feita no lar com a finalidade de se estudar o Evangelho à luz do Espiritismo e de se orar.
Não achamos correcto designá-la por «culto», pois tal reunião não constitui nenhum ritual de adoração, nem nenhuma liturgia, como se poderia depreender da palavra «culto», nomeadamente pelas pessoas menos esclarecidas e avisadas. Tais reuniões - de importância transcendente para se elevar vibratoriamente o padrão moral do lar, dos seus participantes e por extensão da Humanidade - deverão ser idênticas às mesmas iniciadas por Jesus em Cafarnaum, na casa de Simão Pedro, e depois no lar dos demais discípulos, para os instruir a respeito da vida e sua finalidade; da nossa postura perante o mundo; da vida futura e do nosso destino.
Eram reuniões simples e informais, sem pruridos de rituais ou outras práticas de carácter exterior, mais para impressionar os sentidos (vista, olfacto, etc.) do que para tocar verdadeiramente a inteligência e o sentimento. Tais exterioridades (imagens, velas, incenso, flores, etc.), a que muitos de nós estamos apegados, são os vestígios atávicos de que ainda não nos libertámos, herdados do judaísmo e do paganismo. Aliás, Jesus combateu de forma sistemática os formalismos farisaicos e Kardec - o «seu mais lúcido discípulo de sempre», nas palavras de Emmanuel - aboliu por completo todo o tipo de rituais na crença. São estas as razões pela qual devemos designar tais reuniões de «Estudo do Evangelho no Lar» ou, simplesmente, de «Evangelho no Lar».

COMO FAZER O EVANGELHO NO LAR
- Escolher um dia e hora certa durante a semana para a reunião do Evangelho no Lar, permitindo que os Bons Espíritos, nossos orientadores, façam-se presentes, no auxílio às tarefas programadas. Como também eles tem suas ocupações, o cumprimento dos horários estabelecidos, facilita a presença dos Guias da Espiritualidade Maior no recinto doméstico.
- Pode-se colocar uma música suave, facilitando a harmonização do próprio ambiente, favorecendo um ambiente mais calmo e tranquilizante para todos os presentes. (Facultativo)
- Pode-se fazer uma pequena leitura dum trecho ou mensagem dos Espíritos Emmanuel, Joanna de Ângelis, André Luiz, Meimei, Neio Lúcio, Maria Dolores, etc. (existem bons livros para tal efeito), como forma de preparar o ambiente e harmonizar nossas mentes e sentimentos, facilitando uma maior serenidade e sintonia com a espiritualidade. (Facultativo).
- Fazer uma prece a Deus, a Jesus ou aos Bons Espíritos, pedindo auxílio e a presença da espiritualidade no trabalho a realizar. Tal prece deve ser simples, sentida e concisa (sem palavreado rebuscado e inútil).
- Abrir O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO de forma aleatória, sequencial, ou ainda, no texto designado para esse dia e pedir a algum dos presentes para o ler, findo o qual serão tecidos comentários sobre o mesmo, por alguém designado. Sugere-se, que cada um dos presentes, possa participar com breve comentário da mensagem evangélica lida.
- Podem-se tecer comentários, às situações marcantes do dia a dia, que envolvem a sociedade e os seus elementos, à luz de mensagem evangélica em discussão.
- Terminados os comentários, encerra-se a reunião com uma prece de agradecimento a Deus, a Jesus ou aos Bons Espíritos, pelas oportunidades de crescimento espiritual que nos oferta, pelas bênçãos da vida sob todos os aspectos e pedindo também auxilio para o lar, familiares em geral, vizinhos, colegas de trabalho e seus responsáveis, para os que vivem em difíceis condições materiais, para os causadores de dor e aflição na Humanidade, para os necessitados de toda a ordem, suicidas, toxicómanos em geral, pela paz no Mundo, etc. Não devemos esquecer os nossos inimigos, encarnados ou desencarnados, os que não simpatizam connosco, ou que nós julgamos que não nos são simpáticos, e ainda, as pessoas públicas: governantes, professores, médicos, intelectuais, artistas e religiosos de todos os matizes. Esta prece final com as vibrações, não deve exceder os 6/8 minutos.
- Devemos aproveitar as crianças, quando presentes, caso queiram, para fazerem uma prece, lerem um pequeno trecho ou uma pagela no início dos trabalhos podendo também, participar nos comentários do Evangelho. É uma forma importante de as educarmos para a vida.
- O Evangelho no Lar, pode ser realizado apenas por uma única pessoa, seguindo as informações anteriormente transmitidas. Os comentários devem ser feitos em voz alta, como forma de beneficiar as presenças espirituais que eventualmente se encontrem no ambiente doméstico e que tenham sido trazidas pelos Guias do Mundo Maior para usufruir da vibração e das elucidações comentadas em torno dos ensinos de Jesus.
Considerações importantes:
- O tempo de duração do Evangelho no Lar pode variar entre 20 min. e os 45 minutos.
- A reunião não deve ser interrompida pelos aparelhos electrónicos da casa (telefones, campainha da porta, etc). Também os telemóveis devem permanecer desligados durante o tempo da reunião familiar, salvo excepções de força maior. As pessoas devem ser instruídas, de que aquela hora, está-se a realizar a reunião do «Evangelho no Lar».
- Havendo médiuns ostensivos, não deverão ser permitidas comunicações nem quaisquer outros tipos de manifestações pelos próprios.
- Outras pessoas que manifestem interesse em participar no Evangelho no Lar, poderão ser consentidas pelo responsável, que ministrará as informações que julgar úteis (Seriedade, recolhimento, etc) para o bom desenrolar das tarefas programadas.
- O Evangelho no Lar não obriga que a reunião se faça em volta de uma mesa. Apenas é usada a mesa por maior comodidade.
- Sem obrigatoriedade, pode ser colocado um recipiente de água na mesa, pedindo na prece inícial aos Bons Espíritos para fluidificarem a água com os elementos terapêuticos indispensáveis.

“É assim que as mais insignificantes substâncias, como a água, por exemplo, podem adquirir qualidades poderosas e efetivas, sob a ação do fluido espiritual ou magnético, ao qual elas servem de veículo, ou se quiserem, de reservatório.”
Allan Kardec, A Gênese, cap. 15

“A água é dos corpos mais simples e receptivos da Terra. É como que a base pura, em que a medicação do Céu pode ser impressa, através de recursos substanciais de assistência ao corpo e à alma, embora em processo invisível aos olhos mortais. “
Espírito Emmanuel através da mediunidade de Francisco Cândido Xavier – Livro: Segue-me, p. 131.
BENEFÍCIOS DO EVANGELHO NO LAR:

- Contribui para higienizar a psicosfera do lar, diluindo os miasmas mentais segregados por nós – (Discussões, atitudes doentias, conversas menos dignas, etc.) e também pelos Espíritos desequilibrados que por afinidade, atraímos, e coabitam connosco. A prática do amor e a vigilância do nosso campo mental, através de pensamentos nobres e elevados, são favoráveis a uma atmosfera psíquica saudável em nossos lares.
- Os esclarecimentos fornecidos durante a explanação e os comentários da mensagem evangélica, são benéficos a todos nós, iluminando nossos corações, mas também favorecendo as eventuais presenças espirituais que se encontrem no recinto doméstico.
- Os Bons Espíritos afirmam, que todo o trabalho seriamente conduzido, produz consequências benéficas assinaláveis, criando padrões de defesa vibratória em torno do lar, extensível ao prédio e à própria rua que habitamos.
- Produz efeitos positivos e consideravelmente melhorados em todos os que participam do Evangelho no Lar. Pelos esforços individuais realizados, ao pôr em prática os ensinos de Jesus, consignados no Evangelho, fomenta-se um coração mais alegre e vigilante, produzindo uma vibração pessoal mais intensa e saudável e proporcionando uma vida mais feliz e equilibrada.
- O amor deve ser a vibração predominante ao longo do trabalho do Evangelho no Lar, envolvendo a todos os presentes, espíritos encarnados ou desencarnados, com os sentimentos da compreensão, do perdão e da prece.
- A nossa postura de aprender e servir, com dedicação e preserverança contribui para a construção do verdadeiro património do Espírito - o Amor e a Sabedoria - que nos preparam para voos mais altos no processo de evolução.

MENSAGENS DOS ESPÍRITOS:

NO LAR
«Começar na intimidade do templo doméstico , uniformizando o próprio procedimento, dentro e fora dele.Fé espírita no clima da família, fonte do Espiritismo no campo social.Calar todo impulso de cólera ou violência, amoldando-se ao Evangelho de modo a estabelecer a harmonia em si mesmo, perante os outros.A humildade constrói para a Vida Eterna.Proporcionar às crianças os fundamentos de uma educação sólida e bem orientada, sem infundir-lhes medo ou fantasias, começando por dar-lhes nomes simples e naturais, evitando a pompa dos nomes famosos, susceptíveis de lhes criar embaraços futuros.O lar é a escola primeira.Sempre que possível, converter o santuário familiar em dispensário de socorro aos menos felizes, pela aplicação daquilo que seja menos necessário à mantença doméstica.A Seara do Cristo não tem fronteira.Se está sozinho com a sua fé, no recesso do próprio lar, deve o espírita atender fielmente ao testemunho de amor que lhe cabe, lembrando-se de que responderá, em qualquer tempo, pelos princípios que abraça.A ribalta humana situa-nos sempre no papel que devamos desempenhar.Ao menos uma vez por semana, formar o culto do Evangelho com todos aqueles que lhe co-participam da fé, estudando a verdade e irradiando o bem, através de preces e comentários em torno da experiência diária à luz dos postulados espíritas.Quem cultiva o Evangelho em casa, faz da própria casa um templo do Cristo.Evitar o luxo supérfluo nos aposentos, objectos e costumes, imprimindo em tudo características de naturalidade, desde os hábitos mais singelos até os pormenores arquitectónicos da própria moradia.Não há verdadeiro clima espírita cristão, sem a presença da simplicidade conosco.“Aprendam primeiro a exercer piedade para com a sua própria família e a recompensar seus pais, porque isto é bom e agradável diante de Deus.” — Paulo. (I TIMÓTEO, 5:4.)»
Pelo Espírito de André Luiz Médium Waldo Vieira In Conduta Espírita



«Dedica uma das sete noites da semana ao culto do Evangelho no Lar, afim de que Jesus possa pernoitar em tua casa.Prepara a mesa, coloca água pura, abre o evangelho, distende a mensagem da fé, enlaça a família e ora, Jesus virá em visita.Quando o Lar se converte em santuário, o crime se recolhe ao museu.Quando a família ora, Jesus se demora em casa.Quando os corações se unem no liame da fé, o equilíbrio oferta bênçãos de consolo e saúde derrama vinho de paz para todos.Jesus no Lar é vida para o Lar.Não aguardes que o mundo te leve a certeza do bem invariável.Distende, de sua casa cristã, a luz do Evangelho para o mundo atormentado.Quando uma família ora em casa, reunida nas blandícias do Evangelho, toda rua recebe o benefício da comunhão com o Alto.Se alguém num edifício de apartamentos, alça aos Céus a prece da comunhão, em família todo o edifício se beneficia, qual lâmpada ignorada, acesa na ventania. Não te afastes da linha direccional do Evangelho entre os teus familiares.Continua orando fiel, estudando com os teus filhos e com aqueles a quem amas, as directrizes do Mestre e quando possível, debate os problemas que te afligem à luz clara da mensagem de Boa Nova e examina as dificuldades que se perturbam ante a inspiração de Cristo.Não demandes a rua, nessa noite, senão para os inevitáveis deveres que não possas adiar. Demora-te no lar para que o Divino Hóspede aí também se possa demorar.E quando as luzes se apagarem à hora do repouso, ora mais uma vez, comungando com Ele, como Ele procura fazer, afim de que, ligado a ti, possas em casa uma vez por semana em sete noites, ter Jesus Contigo.»
Pelo Espírito de Joanna de ÂngelisMédium Divaldo P. Franco



“A noite da oração em família do estudo cristão no lar, é a festiva oportunidade de conviver algumas horas com os Espíritos de Luz que virão ajudar-te nas provações purificadoras, em nome d’Aquele que é o Benfeitor Vigilante e Amigo de todos nós.”
Joanna de Ângelis In Celeiro de Bênçãos (Divaldo Pereira Franco)
Actualizado em ( 30-Dec-2006

domingo, 19 de julho de 2009

Proselitismo

O Espiritismo, ao contrário de outras religiões, não faz proselitismo de arrastamento, e os médiuns, que se lhe dedicam às fileiras, devem adotar idêntico comportamento.
Os Centros Espíritas estão de portas abertas para os que desejam procurá-los e as lições ali ministradas são acessíveis a todos.
Os que estiverem aptos para assimilarem a Doutrina, espontaneamente a procurarão.
Muitos dos que, após o seu primeiro contato com a filosofia espírita, dela se distanciaram, é porque se sentiram "incomodados", a nível de consciência, de vez que, justamente por não exigir nada de ninguém, sentem-se na obrigação de corresponder-lhe de alguma forma.
O comodismo é o responsável pelo atraso espiritual de um sem-número de pessoas e infelizmente,existem religiões que fomentam esse estado de coisas, já que lhes interessa a ingenuidade de seus profitentes.
Habitualmente, diz-se que os espíritas trabalham muito. É que, ansiando por recuperar o tempo perdido, eles compreendem o significado das palavras do Mestre Nazareno: "Pedi e se vos dará; buscai e achareis; batei à porta e se vos abrirá...
No Espiritismo não há lugar para a ociosidade.
Compreende-se a brevidade da vida física e procura-se fazer o que se pode. O Espírita tem sede de progresso, e os Espíritos-espíritas(se é que podemos rotular assim) também a tem.
É por não fazer proselitismo que a Doutrina tem chamado a atenção de muita gente. Mas o espírita não faz proselitismo porque não deseja que as pessoas sejam espíritas.... Evidentemente que deseja colocar a luz sobre o candeeiro e compartilhá-la com todos, mas sabe que não pode e não deve obrigar ninguém a contemplá-la.
Paulo, que ansiava por espalhar a Boa-Nova, foi rejeitado exatamente pelo povo mais culto da época-o grego-, que, inclusive, no areópago de Atenas, rendia culto ao Deus Desconhecido!
O médiun não deve prevalecer-se de sua mediunidade para fazer proselitismo.
Quando o fruto amadurece, ele despenca da árvore, se bem que o vendaval das provas pode arremessá-lo ao chão, obrigando-o à maturação.
O exemplo é o discurso mais convincente.
A Altercação religiosa deve ser evitada, a todo custo, pelos espíritas idôneos. Dialogar, sim; polemizar, não.
Se o Próprio Cristo não polemizou sobre a verdade, com Pilatos, por que haveríamos de nos arvorar em seus intransigentes defensores?
A discussão religiosa aumenta a distância entre Deus e os homens.
Divulgar a Doutrina, através de todos os recursos lícitos, é dever básico do espírita, desde que não haja imposição.
Que as sementes sejam lançadas e que germinem as que cairem em terreno fértil.

Lembremo-nos de que, dos dez leprosos curados pelo mestre, apenas um voltou para agradecer-lhe...
Silenciando, ainda, ante Pilatos, Jesus não o estaria convidando a descobrir por si mesmo a resporta, como a dizer-nos que o conhecimento da verdade é uma tarefa pessoal?!...

Joanna de Ângelis (Resumo Biográfico)

Joanna de Ângelis


Joanna de Ângelis é o nome adotado pela mentora espiritual do médium Divaldo Pereira Franco, o incansável divulgador da doutrina espírita.
Este espírito, aureolado por infinito amor e profunda sabedoria, tem acompanhado Divaldo na sua trajetória de divulgação doutrinária, assistido a sua Obra de Assistência Social, não deixando, no entanto, de se fazer presente em cada grupamento cristão, levando a sua palavra de esclarecimento e conforto, qual se fora um Sol, que irradia luz, aquece e dá vida, em vários lugares, ao mesmo tempo.
Quanto às suas encarnações passadas, as informações que a espiritualidade e o próprio Espírito nos permitem tomar conhecimento ainda são um pouco vagas. Dentre todas as encarnações de Joanna de Ângelis, foram permitidas a divulgação aqui em nosso plano de apenas quatro, todas marcadas pelo seu exemplo de pungente de humildade e heroísmo:
-Joana de Cusa, nos tempos de Cristo;
-nome ainda desconhecido, Itália nos tempos de Francisco de Assis;
-Sóror Juana Inés de La Cruz, México do século XVII ;
-Joana Angélica de Jesus, Brasil do século XIX;
Poucas pessoas sabem, mas Joanna de Ângelis integrou a equipe do Espírito de Verdade quando do trabalho de implantação da Doutrina Consoladora em nosso plano. No livro "Após a Tempestade", em sua última mensagem, Joanna faz uma referência a esta tarefa.
Após a compilação e organização magistralmente elaborada por Allan Kardec, chegaram à edição final de O Evangelho Segundo o Espiritismo duas mensagens de Joanna de Ângelis, modestamente assinadas como "Um Espírito Amigo".
Joanna de Ângelis é um Espírito de elevadíssimas aquisições espirituais e que possui profundas raízes literárias e poéticas, como podemos perceber em encarnações anteriores e através de seus livros.

Meimei (Resumo Biográfico)

Meimei

Meimei - expressão chinesa que significa "amor puro".
Seu nome de batismo, aqui na terra, foi IRMA CASTRO. Nasceu a 22 de Outubro de 1.922, em Mateus Leme-MG.
MEIMEI foi desde criança diferente de todos pela sua beleza fisica e inteligência invulgar.
Era alegre, comunicativa, espirituosa, espontânea. Ela, no entanto, modesta, não se orgulhava dos dotes que DEUS lhe dera. Profundamente caridosa, aproximava-se dos humildes com a esmola que podia oferecer ou uma palavra de carinho e estímulo.
Conheceu ARNALDO ROCHA com quem se casou aos 22 janeiros de idade. Viviam um lindo sonho de amor que durou 2 anos apenas, quando adoeceu novamente.
Esteve acamada três meses, vítima da pertinaz doença - nefrite crônica.
O casamento durou apenas dois anos, pois veio a desencarnar com 24 anos de idade no dia 1º de outubro de 1946, por complicações generalizadas devido a doença. Apesar de todos os esforços e desvelos do esposo,e dos médicos,os momentos finais foram muito dolorosos. Seus pulmões não resistiram, apresentando um processo de edema agudo, fazendo com que ela emitisse sangue pela boca. Seus últimos trinta minutos de vida foram de desespero e aflição. Mas, no final deste quadro, com o encerramento da vida física, seu corpo voltou a apresentar a expressão de calma que sempre a caracterizou. Meimei foi enterrada no cemitério do Bonfim, em Belo Horizonte.
Logo depois do seu desencarne, seu espírito já esclarecido começou a manifestar-se através de mensagens psicografadas por FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER, e prossegue nessa linda missão de esclarecimento e consolo, em páginas organizadas em várias obras mediúnicas, que têm se espalhado por todo o Brasil e até além das nossas fronteiras.

Chico Xavier

Chico Xavier

Francisco Cândido Xavier nasceu em Pedro Leopoldo (MG), no dia 2 de abril de 1910.
Desde a infância, Francisco Cândido Xavier via e ouvia os espíritos, em especial o que fora sua mãe (era já orfão), o que o levou, na juventude, rumo ao espiritismo. A partir de 1932, Chico Xavier deu início a uma intensa atividade mediúnica.
Espíritos como Emmanuel, André Luiz e, mesmo, autores consagrados já desencarnados, como aqueles responsáveis pelos poemas do "Parnaso de Além-Túmulo" (Olavo Bilac e Castro Alves, entre outros), sua primeira obra psicografada, o acompanharam ao longo desses anos de produtivo trabalho. Ao longo de quase 75 anos , Chico Xavier foi intermediário (psicógrafo) de mais de 400 títulos.
Seu trabalho sempre consistiu na divulgação doutrinária e em tarefas assistenciais, aliadas ao evangélico serviço do esclarecimento e reconforto pessoais aos que o procuram.
Em 5 de janeiro de 1959 mudou-se para Uberaba, sob a orientação dos Benfeitores Espirituais, iniciando nessa mesma data, as atividades mediúnicas, em reunião pública da Comunhão Espírita Cristã.multiplicou os talentos que o Senhor lhe confiou, através de seu trabalho, de sua perseverança e da sua humildade em serviço.
Com 92 anos desta vida terrena, em que desenvolveu importante atividade mediúnica e filantrópica, e após grave pneumonia sofrida durante o ano de 2001, de que se recuperara, desencarnou em (30 de junho de 2002) em Uberaba, onde residia, a causa do desencarne foi uma parada cardíaca.

Bezerra de Menezes (Resumo Biográfico)

Bezerra de Menezes
O Dr. Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti nasceu no dia 29 de Agosto de 1831, em Riacho do Sangue, no Ceará, descendente de antiga família das primeiras que vieram do Sul povoar aquele Estado.
Em 1838, entrou para a escola pública da Vila do Frade. Diplomou-se, em 1856, pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. No dia 6 de novembro de 1858, casou-se com Dª Maria Cândida de Lacerda, que faleceu em 24 de março de 1863, deixando-lhe dois filhos (em de 3 anos e um de 1 ano).
Conheceu o espiritismo em 1875 e, em 16 de Agosto de 1886, diante de um público extraordinário, proclamou a sua adesão ao Espiritismo.
A partir daí, toda sua existência foi totalmente dedicada à causa de Cristo, sendo considerado o "médico dos pobres" e o apóstolo da caridade devido à sua dedicação a causa de Cristo, pelo amor que dedicava ao próximo.
Foi vereador e deputado pelo Rio de Janeiro, além de presidente da FEB, Federação Espírita Brasileira, onde conseguiu aglutinar o movimento espírita.
Em 11 de abril de 1900, às onze horas e meia, desencarnava, no Rio de Janeiro, o Dr. Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti, o inolvidável Apóstolo do Espiritismo no Brasil.