quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Dez Dicas para uma boa caminhada


Saiba quais são as 10 dicas essenciais para uma boa caminhada!
1. AVALIAÇÃO MÉDICA
Antes de iniciar a prática da caminhada é necessário fazer uma avaliação médica, incluindo a execução de exames como eletrocardiograma e hemograma. Atenção especial para diabéticos e hipertensos, que devem tomar uma série de cuidados antes de caminhar.
2. RESPIRAR CORRETAMENTE
- O ideal é inspirar pelo nariz, que tem mecanismos para filtrar o ar e permite uma ventilação mais eficiente e segura.
- Para expirar, o melhor é utilizar a boca, o que torna a troca de ar mais rápida, já que a boca é bem maior do que as duas narinas.
- Quando o esforço é grande, a tendência é inspirar também pela boca. Quando isso ocorre, o ideal é diminuir o ritmo e respirar profundamente, contando até cinco, para voltar a inspirar pelo nariz e expirar pela boca.
- Um dos pontos mais importantes é o equilíbrio entre a quantidade de oxigênio colocada na circulação sangüínea pela respiração e o gasto desse oxigênio. Uma dica é equilibrar pelo número de passadas: quatro para inspirar, outras quatro para expirar.

3. POSTURA
- A cabeça deve estar centrada nos ombros; o olhar focaliza o horizonte, em linha reta; o queixo e a cabeça acompanham o olhar (nem para cima, nem para baixo). Os ombros devem estar relaxados. Evite incliná-los para a frente ou para os lados. O tórax fica em posição normal, sem desvios para a frente ou para trás. Os braços devem estar para baixo, levemente dobrados. O balanço dos braços durante a caminhada deve ser natural e suave.
- Nas mãos, agir como se tivesse segurando uma borboleta. A idéia é não apertá-las, para não esmagar a borboleta, nem abri-las demais para não deixar a borboleta fugir. Para proteger a coluna, o abdome deve estar contraído, estável e ereto. Esse movimento permite também apontar o cóccix (ossinho no final da coluna) em direção ao chão, alinhando a coluna vertebral.
- Os quadris devem ser movidos de forma natural, acompanhando o movimento das pernas para a frente e para trás. Nunca movimente os quadris para os lados!!! Os ossos ilíacos devem apontar sempre para a frente, convergindo para o centro.
4. ALONGAMENTO
O alongamento é a palavra-chave para tornar a caminhada mais segura e eficiente, por reduzir o risco de lesões e cãibras. Para fazer o alongamento, inicie da seguinte forma:
- Apoiar as mãos na parede, flexione o joelho da perna direita à frente do corpo, enquanto a outra fica estendida para atrás. Troque a posição, utilizando a perna esquerda.
- Apoiar a ponta do pé direito na beirada da calçada e deixe que o calcanhar se abaixe. Repita o movimento com o pé esquerdo.
- Apoiar a perna direita na parede e direcione o tronco em sentido do pé, como ilustra a figura. Repita o alongamento com a perna esquerda.
- Sentar-se com os pés juntos (formato borboleta), deixando que os joelhos caiam para os lados. Mantenha o corpo ereto, alinhando a coluna.
- Separe as pernas e desça com as mãos em direção ao chão. Deixe seu corpo relaxar completamente. Não é necessário tocar o chão.
- Entrelace os dedos e eleve as palmas das mãos juntas para cima. Eleve os calcanhares durante o exercício.
5. PRATICAR COM REGULARIDADE
Os exercícios físicos devem ser realizados de forma regular três vezes por semana, com intervalo entre as sessões de 24 a 48 horas. É muito importante que esses exercícios sejam realizados com o paciente suportando o seu próprio peso, em função da força que os músculos exercem sobre os ossos da coluna e dos membros inferiores. A força muscular sobre os ossos constitui o estímulo fundamental para a manutenção e o aumento da massa óssea. O que quer dizer que os exercícios na água, como a hidroginástica e a natação, ou mesmo aqueles realizados em bicicleta, não trazem os benefícios observados com exercícios do tipo caminhar, correr, dançar, jogar tênis, peteca ou praticar algum esporte coletivo como o futebol, o basquete e o voleibol.

Considerando-se a condição de idoso, o exercício mais indicado para a prevenção da osteoporose é a caminhada, que deve ser realizada por aproximadamente 40 minutos, antecedidos por aquecimento e finalizados com um alongamento muscular. A intensidade do exercício deve ser de 60% a 90% da freqüência cardíaca máxima (própria para a idade), de preferência avaliada por meio de consulta médica, complementada pelo teste de esforço.
6. CUIDADO COM OS PÉS
- Quando comprar um calçado para caminhadas, prefira os tênis. Não deixe que os vendedores o convençam a comprar botas e sapatos com estilo rústico, alegando que são ideais para caminhar.
- As principais marcas de tênis oferecem diversos modelos com sistema de amortecimento, que atenuam o impacto do pé no solo. Escolha um para treinamento (com solado mais alto) e não para competição (mais baixo e leve).
- Levar em consideração o seu tipo de pisada. Existem opções de tênis para quem pisa para dentro (pés pronadores), para quem pisa para fora (supinadores) e para quem tem pisada normal. É fundamental que o calçado seja confortável mesmo quando os pés incharem, o que pode acontecer durante a caminhada. Por isso, deixe para comprar o calçado à noite ou depois de uma atividade física, quando os pés estão mais volumosos. Dias quentes também são mais indicados para a compra do que os frios.
- Quando comprar o calçado, use-o pelo menos duas semanas antes em pequenas caminhadas no bairro e dentro de casa. Isso irá amaciar o calçado e, também, indicar se algum lugar está “pegando mais”, pois este ponto com certeza irá prejudicar durante uma caminhada com maior duração.
- Evitar colocar algodão, pano ou jornal molhado dentro do calçado para alargar, isto só irá comprometer a vida útil do calçado.
- Optar por tênis leves, de solado flexível, salto baixo com sistema de amortecimento no calcanhar e amplo espaço para os dedos do pé.
- Dar preferência aos modelos de tênis que são reforçados nas laterais, pois evitam torsões caso você tropece. Quem pratica caminhada também deve considerar o terreno no qual se exercita. Existem amortecimentos diferenciados para esteira e para passeios ao ar livre.
7. ROUPAS ADEQUADAS
Roupas claras e leves são ideais para caminhar. Evite roupas apertadas que possam comprometer a respiração e os movimentos.
8. ALIMENTAÇÃO E HIDRATAÇÃO
Para evitar queda de pressão, náuseas e fadiga, antes de caminhar faça uma refeição leve, à base de frutas e sucos. Mantenha a hidratação adequada antes, durante e após a atividade física. Beba água!!! Jamais substitua a água por refrigerantes.
Não espere sentir sede para beber água — quando a sede chega é porque a pessoa já está desidratada.
9. LOCAL APROPRIADO
É muito importante que a caminhada seja realizada em parques ou praças. O terreno plano é recomendado para evitar quedas. Locais poluídos não são recomendados.
10. BONS PENSAMENTOS
Quando sair para caminhar, deixe as preocupações de lado. Tente cultivar bons pensamentos e utilizar a caminhada para relaxar.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Saúde


Segundo a Organização Mundial de Saúde:
" Saúde é o mais completo estado de bem estar-físico, Mental e Social e não a simples ausência de doença.
Ter Saúde é viver num estado em que todas as funções orgânicas desempenham normalmente o papel para que foram criadas, dando ao indivíduo o máximo de vitalidade e disposição.
Conheça alguns hábitos de vida, necessários a sua saúde:

1-Beba água pura;
2-Procure lugares arejados;
3-Pratique exercícios físicos regularmente;
4-Tome banho diariamente, cuidando sempre da higiene pessoal;
5-Coma em horas certas, numa dieta equilibrada;
6-Trabalhe, mas procure repousar e praticar lazer sadios.

Obs: Lembre-se não esqueça de tomar em média 2 litros de água por dia ou você poderá sofrer de cálculo renal ou na certa ficará com uma aparência de maracujá de gaveta.

Antonio Carlos 10.01.2010

DESEJO A TODOS OS AMIGOS COLABORADORES DESTE BLOG UM FELIZ 2010,QUE JESUS OS ABENÇOE HOJE E SEMPRE!

sábado, 2 de janeiro de 2010

Mensagem de Bom Ânimo


simpatia e a amizade são duas flores enraizadas no jardim do tempo.

De longe chegamos para a subida ao monte da elevação.

Manifestemos a Jesus o nosso reconhecimento profundo pelo ensejo de serviço abençoado que nos confere.

Com as dificuldades de hoje, aprendemos a reajustar os recursos que ontem relegamos ao abandono.

Não há dor sem causa e nem lágrimas sem procedência justa.

Nossos obstáculos de agora foram tecidos por nós mesmos. Tenhamos, pois, a coragem de eliminá-los a golpes de esforço próprio, buscando na caridade a luz acesa para o nosso roteiro da ascensão.

Recordações aflitivas nos possuem a alma, diante do pretérito próximo. Sofrimentos incontáveis marcaram a nossa passagem sobre a Terra de séculos passados e hoje não nos cabe senão aceitar o resultante de nossos compromissos na Vida Espiritual.

Só a humildade é a energia suficientemente segura, para sustentar-nos o êxito no serviço abençoado e não devemos esmorecer na jornada que nos compele para diante...

Não nos falte a fé, sob a tempestade do mundo.

O temporal das incompreensões, invariavelmente, na Terra, surpreende os que procuram entender a vida como Jesus no-la reservou, repleta de santas obrigações da fraternidade, uns à frente dos outros.

Façamos de cada dia um canteiro de trabalho em favor do nosso próximo, porque o serviço aos outros é sumo bem a nós mesmos.

Guardemos o coração na confiança sincera em nosso Pai Celestial.

Ninguém renasce na Terra para gozar ou para converter a carne em instrumento de reprovável prazer

A existência, entre as criaturas terrestres, é uma porta divina que se abre à nossa firme vontade de trabalhar e renascer para o Alto.

Aqueles que dormem ou que estacionam em posição imprópria, naturalmente perdem a mais valiosa estrada de acesso à Esfera Superior.

Por isso mesmo, prossigamos para a frente, sem desânimo e sem fadiga.

O desalento é dos invigilantes.

O cansaço é dos fracos.

Auxiliemo-nos, amparando os outros.

Ergamo-nos, levantando os que caíram.

Desçamos aos precipícios da sombra, para exercer a caridade com Jesus, a fim de subirmos, realmente com Ele, às regiões da Perfeita Alegria.

Abençoemos a luta para que a vitória nos abençoe.

Ensinemos, praticando os princípios que nos iluminam a palavra.

Avancemos para a frente, sustentando aqueles que ainda não aprenderam a ciência da marcha regular.

Doemos nossas possibilidades, em benefício de todos, para que a vida se compadeça de nós, socorrendo-nos sempre.

Escravizemo-nos ao dever com o Cristo, e o cativeiro divino no Evangelho nos restituirá a verdadeira liberdade.

No sacrifício de nós mesmos, a favor do bem, permanece a bendita sementeira do triunfo para a glória imortal.

Tudo na Terra passa ou se transforma.

Nosso espírito, porém, com toda a nossa bagagem de esperanças e sonhos, não sofre alterações que se refiram à decadência ou ao sofrimento.

A elevação é o nosso destino.

De almas unidas, pois, sob o manto da fraternidade em Jesus, Nosso Mestre e Senhor, que possamos cumprir todos os nossos deveres, seguindo em companhia dEle para o Monte da Redenção, na conquista de nossa felicidade para sempre.

A Resiliência na Visão Espírita


A Resiliência na Visão Espírita
A edição 1852 da Revista VEJA1 , de 5 de maio de 2004, na seção Páginas Amarelas, entrevista a professora Andréa Salgado que, no fim do ano passado, teve suas duas pernas decepadas com a colisão de uma lancha com o banana boat em que passeava em uma praia do litoral fluminense. O acidente por si só uma tragédia, agrava-se pela impunidade já que os responsáveis até hoje não respondem pelo crime de lesão corporal grave. Acrescente-se a tudo isso a transformação radical a que foi sujeita, aos 33 anos, casada e mãe de 2 filhos de 4 e 7 anos. Hoje está treinando para andar com as pernas artificiais. Conta ainda a reportagem que seis meses após o acidente, a professora mantém o otimismo. Perguntada sobre a origem desse ânimo ela confessa não saber que tinha essa força toda. Atribui a Deus e ao apoio da família e que no início foi ela quem deu força para o marido e os filhos. Decidira não viver lamentando o que perdera e sim o que ganhara, ou seja, a vida. Estar viva para ela foi uma vitória, ainda que sem as pernas.
Mas o que esse fato tem a ver com a resiliência do título? A imprensa leiga está timidamente abordando esse tema. Recentemente a revista Cláudia (abril 2004) fez uma boa matéria sobre o assunto e o encarte da Folha, Sinapse, de 27 de Abril de 2004, também fez algumas referências, ainda que pequenas. Tive meu contato com a resiliência ao estudar o estresse docente, para minha dissertação de mestrado, buscando entender por que alguns professores sabiam lidar com as adversidades da profissão enquanto outros sucumbiam diante das mesmas. Na tentativa de entender essa variação de comportamento, aprendi que existe um fator importante que faz a diferença. Atribuem os estudiosos à personalidade mais resistente ou não ao estresse. Os professores que não se deixavam abater apresentavam certas características que compunham a personalidade resiliente.
A resiliência é caracterizada por um conjunto de atitudes adotadas pelo ser humano para resistir aos embates da vida. O termo vem de uma propriedade da Física sobre a capacidade que os corpos têm de voltar à sua forma original, depois de submetidos a um esforço intenso. Fazer a simples transposição da Física para a Psicologia não é possível porque, aplicado aos seres humanos, o conceito se destaca exatamente pela capacidade do indivíduo dar a volta por cima das situações de risco e voltar TRANSFORMADO, crescendo com a experiência.
A análise dos comportamentos leva à idéia de que todo ser humano traz dentro de si essa capacidade inata. Alguns a estimulam por si mesmos sobrepujando guerras, maus tratos, conflitos diversos. Outros precisam de ajuda externa, seja de comunidades religiosas ou não, da família ou de terapeutas para ajudá-los a criar os fatores de proteção que suavizam os fatores de risco. Ou seja, são as forças internas e externas que contribuem para minorar esses fatores de risco. E a essa força chama-se resiliência. Assim diz-se que um indivíduo é resiliente quando consegue superar (e não necessariamente eliminar) as adversidades, encontrando forças para aprender com elas.
A forma como lidamos com os agentes estressores é que determinaria o grau de resiliência alcançado. O ser resiliente não foge das opressões e consegue neutralizar seus efeitos sem que necessariamente as mesmas sejam afastadas ou diminuídas. Como exemplo, citamos os sobreviventes dos campos de concentração que, apesar de todas as adversidades, ainda encontraram dentro de si mesmos força para resistir, sem que tenha havido redução da exposição ao risco.
Voltando ao comportamento da jovem e bonita professora percebemos sua atitude resiliente quando demonstra uma força, uma coragem que, como dissemos, existe latente no ser humano e que emerge diante das situações difíceis. Ora cria seus próprios fatores de proteção, ora utiliza os externos (Deus e a família). Destaque-se aqui o elo com a religião não para servir de fuga psicológica mas para ajudar no enfrentamento dos conflitos.
Na visão espírita, o conceito de resiliência se alarga porque ao depararmos com as diferenças de personalidade para justificar a maneira mais fácil ou difícil, de lidar com as adversidades, vamos ao encontro do conceito do espírito eterno, milenar, que atravessa as eras em aprendizado contínuo.
Conhecedores de que nosso planeta abriga seres em diversas escalas de evolução e que os mais adiantados servem-nos de exemplo para nosso próprio crescimento, fica mais fácil entender porque alguns são mais fortes e descobrem em si mesmos a força para lutar. Jesus já não dizia que só teríamos o fardo que agüentamos suportar? Por isso, a professora, apesar de toda luta, serve de exemplo para tantos outros:
“Muita gente me procura para dizer que recuperou a vontade de viver depois de conhecer minha história. Isso me deixa contente e me dá mais força ainda para prosseguir.”
Joanna de Ângelis, no profundo livro O Despertar do Espírito2 (p.173) nos esclarece que “essa força para o crescimento, haure-a ele (o espírito) na realidade de si mesmo, ínsita nos painéis profundos da sua essencialidade”.
Andréa Salgado, a professora, revela como encontra forças (p.13):
“Como não posso voltar atrás, tenho de dar a volta por cima. Quando vejo que estou ficando triste, digo a mim mesma: levanta essa cabeça!”
Esse comportamento exemplifica como o sofrimento pode ser modificado “mediante a coragem de os defrontar e trabalhá-los corajosamente com os instrumentos da realidade”. 3
A teoria da resiliência defende a capacidade individual do ser humano de aprender a trabalhar comportamentos que reduzam a ação dos agentes estressores, admitindo que a personalidade pode mudar sua maneira de ser, se a ela forem dadas as ferramentas adequadas para a construção do novo indivíduo.
Ao entender que o ser humano pode ser modificado para melhor, a teoria da resiliência se aproxima do conceito espírita de evolução espiritual.
Ser resiliente também implica em aceitar as coisas como são, se não puderem ser modificadas. A angústia leva algumas pessoas ao desespero enquanto outras procuram consolo e resposta para os acontecimentos.
Andréa, apesar de católica, depois do acidente encontrou muitas respostas no Espiritismo, tendo aprendido que nada acontece por acaso. Comenta também que tem lido muitos livros kardecistas, livros com mensagens de otimismo. Certamente esse contato com uma nova realidade é que tem suprido sua necessidade de conforto espiritual, fazendo nascer a vontade de lutar e a esperança por dias melhores, observado quando assim se expressa:
“Como é certo que não terei minhas pernas de volta, não adianta ficar na cama chorando. Tenho de ficar boa para cuidar da minha família. Tento usar minha energia para mudar o enredo dessa história.”
São comportamentos como o de Andréa que nos levam a analisar as diversas reações dos indivíduos. Ao se fazer um exame do sofrimento, observamos que, conforme esclarece o Espiritismo, cada um passa pelas experiências que necessita para evoluir. E que essas experiências podem vir carregadas de um sofrimento intenso. Já a forma de lidar com a dor vai variar de indivíduo para indivíduo. Joanna de Ângelis complementa dizendo que “a sensibilidade à dor depende do grau de evolução do ser, do seu nível de consciência”. Diz ainda, a nobre mentora que
“à medida que progride, que sai do mecanismo dos fenômenos e adquire responsabilidade como decorrência da conscientização da sua realidade, ele se torna mais perceptivo ao sofrimento, embora, simultaneamente, mais resistente.”4
É a lucidez da consciência que equipa o indivíduo na superação da amargura, do desespero, da infelicidade, esclarece Joanna. Segundo a sábia mensageira de Cristo, em virtude da compreensão que o ser demonstra em torno dos objetivos espirituais de sua existência, fica mais fácil entender e aceitar o sofrimento e a necessidade de ainda se encontrar nas faixas mais ásperas do mecanismo evolutivo.
Essa aceitação e superação dos desafios que a vida terrena nos oferece é que demonstram atitudes resilientes. Mais uma vez a Psicologia Espírita se aproxima da ciência, no caso, da Psicologia Social, quando mostra e explica as semelhanças e diferenças do comportamento dos espíritos encarnados aqui na Terra.

Referências Bibliográficas:
1 Revista VEJA – Páginas Amarelas - Entrevista Profª Andréa Salgado. Por Ariel Kostman

Desculpar



Procura motivos para desculpar tantos quantos te possam ter ofendido dessa ou daquela forma, com ou sem motivos aparentes, direta ou indiretamente, para que a vitória da paz, e a implantação da harmonia, em torno de teus passos não se demore a estabelecer.

É, certo que, o mal que te possam ter causado sem que “nada tenhas feito por merecer”, estará sendo apreciado cedo ou tarde pelo Tribunal da Justiça Divina, e que, em sendo assim, terás por certo teus direitos reconhecidos e, por conseguinte, quem te houver causado prejuízos de qualquer ordem, arcará, inevitavelmente, com as conseqüências dos atos e ações, indevidamente relacionados com teu nome.

Mas, como indivíduo encarnado num planeta de provas e expiações, bem distante da pureza espiritual, como nos informam os Espíritos Superiores, é prudente e até mesmo inteligente, procurar desculpar e esquecer o quanto já te mostres capaz, as possíveis falhas do teu semelhante em relação a ti, pois, do mesmo modo que te utilizar para julgar as palavras, atos e ações de teus irmãos, serás também, medido e pesado, pela Justiça Maior, com os respectivos instrumentos de que tenhas te servido, para que também tu, prestes contas dos teus desatinos frente à contabilidade Celeste.

Procura entender, que nem todos os que nos ofendem ou caluniam, o fazem por maldade, e sim por pura ignorância e, até, por motivos de infortúnio e desespero, a quem precisamos dar nossa cota de contribuição e empenho no socorro que devemos ofertar aos necessitados que nos pedem ajuda e compreensão no dia a dia de nossas vidas, concedendo-nos excelentes oportunidades de desenvolver em nós as virtudes divinas do amor no exercício da verdadeira caridade.

Quem, de nós, em sã consciência, poderá medir ou, sequer avaliar, a extensão das trevas nas mãos que se envolveram em crimes?, Quem, de nós, seres humanos estará suficientemente capacitado a tudo, para distinguir toda a extensão da dor e da necessidade que provoca em alguém o desespero e a revolta?

Acautela-te, portanto, ante todo aquele que te possa trazer dissabores ou prejuízos, buscando na oração o combustível da fé e da esperança, desculpando infinitamente a todos, deixando a cargo da Soberana Justiça do Universo o julgamento final e inequívoco, em benefício de todos, e, que em relação a ti, possa garantir paz e tranqüilidade para que tua consciência se conserve harmonizada e em cumprimento das sábias e imutáveis Leis de Deus.

Amizades e Afeições

Não apenas a simpatia como ingredientes único para facultar que os afagos da amizade te adornem e enlevem o espírito.
Muito fácil ganhar como perder amigos. Quiçá difícil se apresente a tarefa de sustentar amizades, ao invés de somente consegui-las.
O magnetismo pessoal é fator importante para promover a aquisição de afetos. Todavia, se o comportamento pessoal não se padroniza e sustenta em diretrizes de enobrecimento e lealdade, as amizades e afeições não raro se convertem em pesada canga, desagradável parceria que culmina em clima de animosidade, gerando futuros adversários.
Nesse particular existem pequenos fatores que não podem nem devem ser relegados a plano secundário, a fim de que sejam mantidas as afeições.
A planta não irrigada sucumbe sob a canícula.
O grão não sepulto morre.
O lume sem combustível se apaga.
A máquina sem graxa arrebenta-se.
Assim, também, a amizade que sem o sustento da cortesia e da gentileza se estiola.
Se desejas preservar teus amigos não creias consegui-lo mediante um curso de etiqueta ou de boas maneiras, com que muitas vezes a aparência estudada, artificial, substitui ou esconde os sentimentos reais. Os impositivos evangélicos que te apliques, ser-te-ão admiráveis técnicas de autenticidade, que funcionam como recurso valioso para a sustentação do bem em qualquer lugar, em toda a situação, com qualquer pessoa.
A afabilidade, a doçura, a gentileza de alguém, aparentemente destituído de simpatia conseguem propiciar a presença de amigos, retê-los e torná-los afetos puros para sempre.
Amizades se desagregam ou se desgastam exatamente após articuladas, no período em que os consórcios fraternos se descuidam de mantê-las.
E isto normalmente ocorre, como conseqüência de atitudes que se podem evitar:
o olhar agressivo;
a palavra ríspida;
o atendimento hostil ou negligente;
a lamentação constante;
a irreverência acompanhada pela frivolidade;
a irritação contínua;
a queixa contumaz;
o pessimismo vinagroso...
Os amigos são companheiros que também têm problemas. Por essa razão se acercam de ti.
Usa, no trato com eles, quanto possível, a bondade e a atenção, a fim de que, um dia, conforme Jesus enunciou: "Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz seu senhor; mas, tenho-vos chamado amigos, porque vos revelei tudo quanto ouvi de meu Pai", tornando-te legítimo amigo de todos, conseqüentemente fruindo as bênçãos da amizade e da afeição puras.