Jornal Mundo Espírita de Março de 2001
Sobre a conversão do notável e saudoso escritor Coelho Neto ao Espiritismo, eis a entrevista publicada pelo "Jornal do Brasil", de sete de julho de 1923 que ora transcrevemos:
"Sim, tens razão. Combati, com todas as minhas forças, o que sempre considerei a mais ridícula das superstições. Essa doutrina, hoje triunfante em todo o mundo, não teve, entre nós, adversário mais intransigente, mais cruel do que eu.
Em casa, onde a propaganda, habilmente insinuada, conseguira fazer prosélitos, todos temiam-me, apesar da minha conhecida tolerância em matéria de fé, porque eu não deixava passar um só dos livros de preparação e opunha-me, com energia, às tais sessões reveladoras. Mas que queres?
Não tiveram os cristãos inimigo mais acirrado do que Saulo até o momento em que, na estrada de Damasco, por onde ia para a sua campanha de perseguição, o céu abriu-se em luz e uma voz do Alto o chamou à fé. E de inimigo que era não se tornou, o tapeceiro de Tarso, o mais fervoroso e abnegado apóstolo do Cristianismo, saindo a pregar a Palavra suave ao gentio pagão? Pois, meu caro, a minha estrada de Damasco foi o meu escritório e, se nele não irradiou a luz celestial, que deslumbrou S. Paulo, soou uma voz do Além, voz amada, cujo eco não morre em meu coração.
Sabes que, depois da morte da pequenina Ester, que era o nosso enlevo, a vida tornou-se sombria. A casa, dantes alegre com o riso cristalino da criança, mudou-se em jazigo melancólico de saudade. Passei a viver entre sombras lamentosas.
Minha mulher, para quem a netinha era tudo, não fazia outra coisa senão evocá-la, reunindo lembranças: roupas que ela vestira, brinquedos que a acompanharam até a última hora, entre os quais a boneca, que foi com ela para a cova, porque a pobrezinha não a deixou até expirar.
Júlia... coitada! Nem sei como resistiu a tão fundos desgostos; seis meses depois do marido, a filha.
Pensei perdê-la. Todas as manhãs lá ia ela, para o cemitério, cobrir o pequenino túmulo de flores, e lá ficava, horas e horas, conversando com a terra, com o mesmo carinho com que conversava com a filha. Ia depois ao túmulo do marido e assim vivia entre mortos, alheia ao mais, indiferente a tudo.
Propus mudarmo-nos para Copacabana. Opôs-se. Insistiu em ficar na casa em que fora feliz e desgraçada, mas onde perduravam recordações do seu tempo de ventura.
Temi que a seduzissem para o Espiritismo, que a lançassem ao turbilhão do mistério em que se agitam as almas do nosso tempo, como endemoninhados da Idade Média corriam ao sabbat, nos desfiladeiros sinistros. No estado de abatimento moral em que ela se achava, seria arriscado perturbar-lhe a razão com práticas nigromânticas.
As minhas ordens, dadas em tom severo, foram obedecidas. Júlia passava os dias no quarto, que fora da pequena, e de fora ouvíamo-la falar, rir, contar histórias de fadas, exatamente como fazia durante a vida da criança.
Tais ilusões dolorosas eram bálsamos que mitigavam o sofrimento da alma, como a morfina alivia as dores. Cessada a ilusão, o desespero irrompia mais acerbo.
Uma noite, minha mulher entrou-me pelo escritório, lavada em lágrimas, e disse-me, abraçando-se comigo, que a filha enlouquecera.
- Por quê?! perguntei.
- Está lá embaixo, ao telefone, falando com Ester.
- Que Ester?
- A filha...
Encarei-a demoradamente, certo que a louca era ela, não Júlia.
Como se compreendesse o meu pensamento, ela insistiu:
- Lá está. Se queres convencer-te, vem até a escada. Poderás ouvi-la.
Fui. Como sabes, tenho dois aparelhos: um no "hall", outro, em extensão, no meu escritório.
Ficamos os dois, minha mulher e eu, junto à balaustrada do primeiro andar.
Júlia falava baixo, no escuro.
Por mais esforço que fizéssemos, não conseguíamos ouvir uma palavra. Era um sussurro meigo, cortado de risinhos. O que me pareceu (por que não dizê-lo?) foi que a conversa era de amor.
Tive ímpetos de violar o segredo de minha filha, mas o escrúpulo do meu cavalheirismo conteve-me.
- Por que dizes que ela fala com Ester? perguntei à minha mulher.
- Por quê? Porque ela mesmo me confessou e não imaginas com que alegria!
Fiquei estatelado, sem compreender o que ouvia. De repente, numa decisão, entrei no escritório, desmontei lentamente o fone do aparelho, apliquei-o ao ouvido e ouvi.
Ouvi, meu amigo. Ouvi minha neta. Reconheci-lhe a voz, a doce voz, que era a música da minha casa... Mas não foi a voz que me impressionou, que me fez sorrir e chorar, senão o que ela dizia.
Ainda que eu duvidasse, com toda a minha incredulidade, havia de convencer-me, tais eram as referências, as alusões que a pequenina voz do Além fazia a fatos, incidentes da vida que conosco vivera o corpo do qual ela fora o som...
Mistificação? E que mistificador seria esse que conhecia episódios ignorados de nós mesmos, passados na mais estreita intimidade entre mãe e filha? Não! Era ela, a minha neta, ou antes, a sua alma visitadora que se comunicava daquele modo com o coração materno, levantando-o da dor em que jazia para consolação suprema.
Ouvi toda a conversa e compreendi que nos estamos aproximando da grande era; que os tempos se atraem - o finito defronta o infinito, e das fronteiras que os separam, as almas já se comunicam. E eis como me converti, eis porque te disse que a minha estrada de Damasco foi o escritório onde, se não fui deslumbrado pelo fogo celestial, ouvi a voz do céu, a voz do Além, da outra Vida, do mundo da Perfeição...
- Ouviste-a ao telefone... E por que não a ouves no ar, como a ouviu... São Paulo, por exemplo?
- Por quê? Porque o espírito precisa de um meio em que se demonstre. Para viver conosco, encarna-se. O próprio Espírito de Jesus encarnou-se. O lume precisa de um combustível para arder e o lume é luz, eternidade: o som precisa de um órgão para vibrar. Todo o imaterial carece de um veículo para agir.
- Uma pergunta, apenas: - Como consegue Dona Júlia pôr-se em comunicação com o espírito da filha? Não me consta que a "Companhia Telefônica" tenha ligação com o Além.
- Respondo-te. Quando Júlia - disse-me ela própria - deseja comunicar-se com a filha, invoca-a, chama-a com o coração, ou melhor: com o amor, e ouve-lhe imediatamente a voz. Falam-se, entretêm-se, continuam a vida espiritual. A que está lá em cima é feliz na bem-aventurança, e a que ficou na orfandade já não sofre, como dantes sofria, porque o que era esperança tornou-se certeza...
- Certeza de quê?
- De uma vida melhor e maior, de vida puramente espiritual, como a claridade, vida sem dores, sem os tormentos próprios da carne, que não é mais do que um cadinho em que nos depuramos em sofrimento para alcançarmos a Perfeição."
Este Blog destina-se a pessoas interessadas no estudo e na prática da verdade do evangelho de Jesus, sem alienação e temor.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Uma Preciosa Lição
Noeval de Quadros
Numa terça-feira de manhã, ele estava no hospital, para doar sangue. Disse que faz isso habitualmente, apenas para colaborar. É moço ainda, saudável e a doação de sangue até lhe faz bem.
Conversamos enquanto eu o acompanhava ao banco de sangue. Dei-lhe o braço porque ele nada enxerga: é cego de nascimento. Nossa conversa foi mais ou menos esta:
"— Já tentou alguma cirurgia para corrigir a visão?"
"— Várias".
"— Enxerga alguma coisa?
"— Nada, nem vultos".
Ao responder às perguntas da moça que preenchia a ficha de doador, declarou sua idade (33 anos) e profissão (advogado). Quis saber como ele se formara. Disse que havia estudado na Universidade Mackenzie, em São Paulo. Fiquei imaginando o esforço desse moço: numa universidade muito concorrida, deve ter enfrentado um vestibular duríssimo, com vários candidatos que enxergavam e poderiam se preparar bem melhor que ele.
Não sei se teve algum tratamento diferenciado, nesse vestibular, por sua condição especial.
Mas só o fato de ter chegado até o ensino superior já demonstra a sua perseverança e força de vontade.
Na Faculdade, sempre estudando pelo método braille, concluiu com aproveitamento todas as disciplinas, terminou o curso superior, ao final ainda submeteu-se ao rigorosíssimo exame da OAB e hoje está advogando em Curitiba.
Perguntei-lhe como iria do hospital para casa. Disse que iria caminhando, sozinho, como sempre faz, com o auxílio de sua bengala (monitor).
A cidade, movimentada, violenta, de trânsito caótico, não o amedronta. Nada impedia o jovem doutor de locomover-se por aí, pleno de energia.
Pensei quantos desafios ele superou para chegar onde está. Privado da visão, que é o principal sentido da vida de relação, nem assim ele se sentiu um desvalido. Foi à luta e tem vencido muitos obstáculos. E, naquele dia, ainda encontrava tempo e disposição para doar sangue, em favor de um conhecido, que estava internado no hospital.
Nem guardei o seu nome. Não importa. Logo estava ele na rua, misturado com diversas pessoas, cada uma cuidando das suas preocupações.
Lembrei da mensagem de Vianney, Cura de Ars:
"O olho aberto está sempre pronto a fazer com que a alma caia; o olho fechado, pelo contrário, está sempre pronto a fazê-la se elevar a Deus. Acreditai em mim, meus bons e caros amigos, a cegueira dos olhos é, muitas vezes, a verdadeira luz do coração, enquanto a visão é, freqüentemente, o anjo tenebroso que conduz à morte". (O Evangelho segundo o Espiritismo, cap.8, 20).
A lição evangélica esclarece a mensagem de Jesus: Se teu olho é motivo de escândalo, arranca-o.
Muitos há que, pelo arrependimento, escolhem a dura expiação da cegueira, quando o seu olho foi motivo de queda.
O arrancar não é, de modo algum, físico, mas sim moral. Jesus ensinou que é preciso arrancar a raiz do mal, o vício que nos fez cair. Em seu lugar, ver brotar a virtude que está em potencial dentro de nós.
Arrependimento, expiação, reparação. Eis um dos caminhos para nos limparmos de mazelas graves do Espírito.
Enquanto via o jovem cego distanciar-se na multidão, percebi, deslumbrado, que eu podia enxergar: sem dúvida, o dia estava muito bonito, tudo parecia ter mais cores. Comecei a observar os detalhes das árvores, dos carros, olhar melhor quem passava. Poxa, fazia um bom tempo que eu olhava mas não prestava atenção!
Refleti sobre a bênção dos órgãos materiais perfeitos. Que maravilha poder ler, escrever, decifrar o mundo! Pelo menos naquele dia, e diante do exemplo de um irmão que realmente tem vencido desafios importantes, deixei de lamentar tantas coisas fúteis. Foi uma preciosa lição.
Numa terça-feira de manhã, ele estava no hospital, para doar sangue. Disse que faz isso habitualmente, apenas para colaborar. É moço ainda, saudável e a doação de sangue até lhe faz bem.
Conversamos enquanto eu o acompanhava ao banco de sangue. Dei-lhe o braço porque ele nada enxerga: é cego de nascimento. Nossa conversa foi mais ou menos esta:
"— Já tentou alguma cirurgia para corrigir a visão?"
"— Várias".
"— Enxerga alguma coisa?
"— Nada, nem vultos".
Ao responder às perguntas da moça que preenchia a ficha de doador, declarou sua idade (33 anos) e profissão (advogado). Quis saber como ele se formara. Disse que havia estudado na Universidade Mackenzie, em São Paulo. Fiquei imaginando o esforço desse moço: numa universidade muito concorrida, deve ter enfrentado um vestibular duríssimo, com vários candidatos que enxergavam e poderiam se preparar bem melhor que ele.
Não sei se teve algum tratamento diferenciado, nesse vestibular, por sua condição especial.
Mas só o fato de ter chegado até o ensino superior já demonstra a sua perseverança e força de vontade.
Na Faculdade, sempre estudando pelo método braille, concluiu com aproveitamento todas as disciplinas, terminou o curso superior, ao final ainda submeteu-se ao rigorosíssimo exame da OAB e hoje está advogando em Curitiba.
Perguntei-lhe como iria do hospital para casa. Disse que iria caminhando, sozinho, como sempre faz, com o auxílio de sua bengala (monitor).
A cidade, movimentada, violenta, de trânsito caótico, não o amedronta. Nada impedia o jovem doutor de locomover-se por aí, pleno de energia.
Pensei quantos desafios ele superou para chegar onde está. Privado da visão, que é o principal sentido da vida de relação, nem assim ele se sentiu um desvalido. Foi à luta e tem vencido muitos obstáculos. E, naquele dia, ainda encontrava tempo e disposição para doar sangue, em favor de um conhecido, que estava internado no hospital.
Nem guardei o seu nome. Não importa. Logo estava ele na rua, misturado com diversas pessoas, cada uma cuidando das suas preocupações.
Lembrei da mensagem de Vianney, Cura de Ars:
"O olho aberto está sempre pronto a fazer com que a alma caia; o olho fechado, pelo contrário, está sempre pronto a fazê-la se elevar a Deus. Acreditai em mim, meus bons e caros amigos, a cegueira dos olhos é, muitas vezes, a verdadeira luz do coração, enquanto a visão é, freqüentemente, o anjo tenebroso que conduz à morte". (O Evangelho segundo o Espiritismo, cap.8, 20).
A lição evangélica esclarece a mensagem de Jesus: Se teu olho é motivo de escândalo, arranca-o.
Muitos há que, pelo arrependimento, escolhem a dura expiação da cegueira, quando o seu olho foi motivo de queda.
O arrancar não é, de modo algum, físico, mas sim moral. Jesus ensinou que é preciso arrancar a raiz do mal, o vício que nos fez cair. Em seu lugar, ver brotar a virtude que está em potencial dentro de nós.
Arrependimento, expiação, reparação. Eis um dos caminhos para nos limparmos de mazelas graves do Espírito.
Enquanto via o jovem cego distanciar-se na multidão, percebi, deslumbrado, que eu podia enxergar: sem dúvida, o dia estava muito bonito, tudo parecia ter mais cores. Comecei a observar os detalhes das árvores, dos carros, olhar melhor quem passava. Poxa, fazia um bom tempo que eu olhava mas não prestava atenção!
Refleti sobre a bênção dos órgãos materiais perfeitos. Que maravilha poder ler, escrever, decifrar o mundo! Pelo menos naquele dia, e diante do exemplo de um irmão que realmente tem vencido desafios importantes, deixei de lamentar tantas coisas fúteis. Foi uma preciosa lição.
Reflexões Sobre o Suicídio
Antônio Moris Cury
É impressionante a estatística oficiosa dando conta de que em Curitiba, a cidade onde vivemos, são cometidos 14 suicídios em média por mês, ou seja, quase um suicídio a cada dois dias.
Este número só não é maior porque os diretores dos meios de comunicação, felizmente, concluíram que o melhor é não haver divulgação, a não ser em casos excepcionais ou que, pelas circunstâncias, não possam ser omitidos, diante do efeito multiplicador que a publicação certamente provocaria.
Conquanto sejam diversas as causas alegadas para o suicídio, em bilhetes e cartas deixados pelos autores de tão tresloucado gesto, em sua maioria, porém, aparece o desgosto pela vida como o motivo determinante.
A esse propósito, na pergunta 943 de O Livro dos Espíritos, a obra basilar da Doutrina Espírita, questionou Allan Kardec, o eminente e proeminente Codificador: "Donde nasce o desgosto da vida, que, sem motivos plausíveis, se apodera de certos indivíduos?, recebendo dos Benfeitores da Humanidade a seguinte resposta: "Efeito da ociosidade, da falta de fé e, também, da saciedade. Para aquele que usa de suas faculdades com fim útil e de acordo com as suas aptidões naturais, o trabalho nada tem de árido e a vida se escoa mais rapidamente. Ele lhe suporta as vicissitudes com tanto mais paciência e resignação, quanto obra com o fito da felicidade mais sólida e mais durável que o espera" (texto encontrável na página 439 da 75a edição da FEB).
Com efeito, a ociosidade é perigosa sempre, o mesmo acontecendo com a saciedade, que cria a ilusão de que, por estar aparentemente satisfeito em todos os sentidos, o indivíduo não teria mais desafios pela frente, o que significaria, em última análise, estar submetido à intolerável rotina.
De igual modo, a falta de fé pode conduzir a criatura ao despenhadeiro, já que não tem confiança, e muito menos convicção, de que a vida prossegue para sempre, a despeito da desencarnação, conclusão a que se pode chegar pelo uso da razão, especialmente se combinada com a observação dos atos e fatos do dia-a-dia.
Feliz, pois, é quem usa de suas faculdades com finalidade útil, tornando-se útil onde quer que esteja, procurando servir antes de ser servido, revelando por este modo ter plena consciência de que mais se beneficia quem melhor serve.
Todos nós renascemos com aptidões, com tendências oriundas de outras existências, remotas ou não, razão pela qual quem a elas der vazão, com naturalidade, verá que nenhum trabalho é árduo; bem ao contrário, qualquer trabalho será fonte inesgotável de satisfação, sobretudo se realizado com esmero, do melhor modo possível, com apreciável qualidade, o que se constituirá, no mínimo, em importante contributo para o equilíbrio das relações sociais.
E, convém que não esqueçamos, "Toda ocupação útil é trabalho", na enxuta e precisa definição de O Livro dos Espíritos, que se pode encontrar na resposta dada à questão número 675 (página 328 da 75a edição da FEB).
Assim, aquele que usa esses antídotos, ao alcance de todos nós, seguramente sentirá permanente alegria de viver, renovando-se a cada dia, para melhor, e seguindo em frente, sempre em frente, sem temor de qualquer espécie.
Por outro lado, não é difícil concluir que o suicida direto pretende eliminar a aflição, a vergonha, o desgosto pela vida, o problema maior, enfim, que esteja vivenciando, acreditando que por este modo estará pondo um ponto final em tudo.
Ledo engano! Que desapontamento terá depois!
Com efeito, o suicida pode pôr fim ao seu corpo material, ao seu corpo físico, que irá se decompor e transformar. Todavia, não conseguirá dar cabo de sua vida propriamente dita, à sua individualidade, uma vez que todos nós, Espíritos, seres pensantes da Criação, encarnados ou desencarnados, somos imortais. Depois de criados passamos a ser eternos, tendo uma única vida, desdobrada em inúmeras existências, cujo destino final é a perfeição relativa e a felicidade suprema.
Como as leis da Natureza são perfeitas, e por esta razão imutáveis, a brusca interrupção da vida física praticada pelo suicida, que não teve coragem e resignação suficientes para prosseguir, independentemente das dificuldades que encontrou pelo caminho, comuns a todos nós, deverá ser reparada, por ele, exclusiva e intransferivelmente, sofrendo expiação proporcional ao ato, à sua gravidade e demais circunstâncias.
Nem poderia ser diferente, uma vez que ninguém, exceto Deus, tem o direito de dispor sobre a vida.
Entretanto, não obstante o insano gesto, terá ele, com certeza, novas oportunidades para corrigir os erros, males e equívocos cometidos, porquanto sempre é possível recomeçar, eis que não há nas Leis Divinas ou Naturais condenação irremissível. Por mais hediondo que seja o crime, por maior insanidade de que se revista o ato, a reparação será sempre possível porque tendemos todos para a perfeição, que se constrói gradualmente, devagarinho, a pouco e pouco, a exemplo do que acontece com a própria Natureza, que não dá saltos.
Neste passo, interessante reproduzir a questão 950 de O Livro dos Espíritos: "Que pensar daquele que se mata, na esperança de chegar mais depressa a uma vida melhor? , que obteve a seguinte e lúcida resposta dos Espíritos Superiores: "Outra loucura! Que faça o bem e mais certo estará de lá chegar, pois, matando-se, retarda a sua entrada num mundo melhor e terá que pedir lhe seja permitido voltar, para concluir a vida a que pôs termo sob o influxo de uma idéia falsa. Uma falta, seja qual for, jamais abre a ninguém o santuário dos eleitos" (página 441 da edição da FEB, antes citada).
Por derradeiro, nestas rápidas observações sobre tema tão complexo quão penoso, vale relembrar que há também o suicídio indireto, que pode decorrer da gula, da ingestão de bebidas alcoólicas, do uso do tabaco em suas variadas formas, da exposição voluntária a riscos desnecessários (de que são exemplos as corridas de automóveis e de motocicletas), etc., cumprindo dizer, ainda, que o suicídio indireto também pode decorrer de viciações morais.
Pelo exposto, pode-se desde logo extrair inarredável conclusão: a prática do Bem é um excelente remédio para todos os males!
É impressionante a estatística oficiosa dando conta de que em Curitiba, a cidade onde vivemos, são cometidos 14 suicídios em média por mês, ou seja, quase um suicídio a cada dois dias.
Este número só não é maior porque os diretores dos meios de comunicação, felizmente, concluíram que o melhor é não haver divulgação, a não ser em casos excepcionais ou que, pelas circunstâncias, não possam ser omitidos, diante do efeito multiplicador que a publicação certamente provocaria.
Conquanto sejam diversas as causas alegadas para o suicídio, em bilhetes e cartas deixados pelos autores de tão tresloucado gesto, em sua maioria, porém, aparece o desgosto pela vida como o motivo determinante.
A esse propósito, na pergunta 943 de O Livro dos Espíritos, a obra basilar da Doutrina Espírita, questionou Allan Kardec, o eminente e proeminente Codificador: "Donde nasce o desgosto da vida, que, sem motivos plausíveis, se apodera de certos indivíduos?, recebendo dos Benfeitores da Humanidade a seguinte resposta: "Efeito da ociosidade, da falta de fé e, também, da saciedade. Para aquele que usa de suas faculdades com fim útil e de acordo com as suas aptidões naturais, o trabalho nada tem de árido e a vida se escoa mais rapidamente. Ele lhe suporta as vicissitudes com tanto mais paciência e resignação, quanto obra com o fito da felicidade mais sólida e mais durável que o espera" (texto encontrável na página 439 da 75a edição da FEB).
Com efeito, a ociosidade é perigosa sempre, o mesmo acontecendo com a saciedade, que cria a ilusão de que, por estar aparentemente satisfeito em todos os sentidos, o indivíduo não teria mais desafios pela frente, o que significaria, em última análise, estar submetido à intolerável rotina.
De igual modo, a falta de fé pode conduzir a criatura ao despenhadeiro, já que não tem confiança, e muito menos convicção, de que a vida prossegue para sempre, a despeito da desencarnação, conclusão a que se pode chegar pelo uso da razão, especialmente se combinada com a observação dos atos e fatos do dia-a-dia.
Feliz, pois, é quem usa de suas faculdades com finalidade útil, tornando-se útil onde quer que esteja, procurando servir antes de ser servido, revelando por este modo ter plena consciência de que mais se beneficia quem melhor serve.
Todos nós renascemos com aptidões, com tendências oriundas de outras existências, remotas ou não, razão pela qual quem a elas der vazão, com naturalidade, verá que nenhum trabalho é árduo; bem ao contrário, qualquer trabalho será fonte inesgotável de satisfação, sobretudo se realizado com esmero, do melhor modo possível, com apreciável qualidade, o que se constituirá, no mínimo, em importante contributo para o equilíbrio das relações sociais.
E, convém que não esqueçamos, "Toda ocupação útil é trabalho", na enxuta e precisa definição de O Livro dos Espíritos, que se pode encontrar na resposta dada à questão número 675 (página 328 da 75a edição da FEB).
Assim, aquele que usa esses antídotos, ao alcance de todos nós, seguramente sentirá permanente alegria de viver, renovando-se a cada dia, para melhor, e seguindo em frente, sempre em frente, sem temor de qualquer espécie.
Por outro lado, não é difícil concluir que o suicida direto pretende eliminar a aflição, a vergonha, o desgosto pela vida, o problema maior, enfim, que esteja vivenciando, acreditando que por este modo estará pondo um ponto final em tudo.
Ledo engano! Que desapontamento terá depois!
Com efeito, o suicida pode pôr fim ao seu corpo material, ao seu corpo físico, que irá se decompor e transformar. Todavia, não conseguirá dar cabo de sua vida propriamente dita, à sua individualidade, uma vez que todos nós, Espíritos, seres pensantes da Criação, encarnados ou desencarnados, somos imortais. Depois de criados passamos a ser eternos, tendo uma única vida, desdobrada em inúmeras existências, cujo destino final é a perfeição relativa e a felicidade suprema.
Como as leis da Natureza são perfeitas, e por esta razão imutáveis, a brusca interrupção da vida física praticada pelo suicida, que não teve coragem e resignação suficientes para prosseguir, independentemente das dificuldades que encontrou pelo caminho, comuns a todos nós, deverá ser reparada, por ele, exclusiva e intransferivelmente, sofrendo expiação proporcional ao ato, à sua gravidade e demais circunstâncias.
Nem poderia ser diferente, uma vez que ninguém, exceto Deus, tem o direito de dispor sobre a vida.
Entretanto, não obstante o insano gesto, terá ele, com certeza, novas oportunidades para corrigir os erros, males e equívocos cometidos, porquanto sempre é possível recomeçar, eis que não há nas Leis Divinas ou Naturais condenação irremissível. Por mais hediondo que seja o crime, por maior insanidade de que se revista o ato, a reparação será sempre possível porque tendemos todos para a perfeição, que se constrói gradualmente, devagarinho, a pouco e pouco, a exemplo do que acontece com a própria Natureza, que não dá saltos.
Neste passo, interessante reproduzir a questão 950 de O Livro dos Espíritos: "Que pensar daquele que se mata, na esperança de chegar mais depressa a uma vida melhor? , que obteve a seguinte e lúcida resposta dos Espíritos Superiores: "Outra loucura! Que faça o bem e mais certo estará de lá chegar, pois, matando-se, retarda a sua entrada num mundo melhor e terá que pedir lhe seja permitido voltar, para concluir a vida a que pôs termo sob o influxo de uma idéia falsa. Uma falta, seja qual for, jamais abre a ninguém o santuário dos eleitos" (página 441 da edição da FEB, antes citada).
Por derradeiro, nestas rápidas observações sobre tema tão complexo quão penoso, vale relembrar que há também o suicídio indireto, que pode decorrer da gula, da ingestão de bebidas alcoólicas, do uso do tabaco em suas variadas formas, da exposição voluntária a riscos desnecessários (de que são exemplos as corridas de automóveis e de motocicletas), etc., cumprindo dizer, ainda, que o suicídio indireto também pode decorrer de viciações morais.
Pelo exposto, pode-se desde logo extrair inarredável conclusão: a prática do Bem é um excelente remédio para todos os males!
Porque os Médicos Hoje Acreditam que a Fé Cura?
Elena Serocki
Com o título acima a Revista Seleções de agosto de 2001 publicou matéria com base em pesquisas médicas, da qual extraímos o seguinte tópico:
O CÉU PODE ESPERAR
Centenas de estudos e pesquisas documentam a ligação entre fé e saúde. Entre os efeitos positivos da devoção figuram:
Vida mais longa. Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos com 21 mil pessoas, entre 1987 e 1995, constatou uma diferença de sete anos na expectativa de vida entre aquelas que nunca freqüentam cultos religiosos e as que os freqüentam mais de uma vez por semana.
Bem-estar geral. Em uma pesquisa co-dirigida pelo epidemiologista Jeff Levin, autor de God, faith, and health (Deus, fé e saúde), idosos que se consideravam religiosos tiveram menos problemas de saúde do que os não religiosos.
Melhor recuperação. Pacientes confortados pela fé apresentaram probabilidades três vezes maior de sobrevivência após cirurgias cardíacas abertas, segundo estudo de 1995 da Faculdade de Medicina de Dartmouth.
Batimentos mais firmes. Em um estudo feito na Índia, em 1997, os participantes, em sua maioria hindus, que rezavam regularmente tinham 70% menos chance de sofrer de doença coronariana.
Pressão mais baixa. Em um estudo de 1989 realizado com 400 homens, pesquisadores da Duke University observaram um significativo efeito protetor contra a pressão alta entre aqueles que consideravam a religião muito importante e freqüentavam a igreja.
Boa saúde mental. Freqüentar locais de devoção tem relação com taxas menores de depressão e ansiedade, segundo uma pesquisa de 1999 da Duke University, que incluiu quase 4 mil idosos.
Menos estresse. Pessoas sob estresse apresentam aumento da pressão arterial e das freqüências cardíaca e respiratória, reduzindo a imunidade, segundo o Dr. Herbert Benson, de Harvard, autor de A resposta do relaxamento. Ele constatou, em várias pesquisas, que tanto a meditação como a oração, o tai chi chuan e a ioga provocam uma reação oposta ao estresse.
Com o título acima a Revista Seleções de agosto de 2001 publicou matéria com base em pesquisas médicas, da qual extraímos o seguinte tópico:
O CÉU PODE ESPERAR
Centenas de estudos e pesquisas documentam a ligação entre fé e saúde. Entre os efeitos positivos da devoção figuram:
Vida mais longa. Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos com 21 mil pessoas, entre 1987 e 1995, constatou uma diferença de sete anos na expectativa de vida entre aquelas que nunca freqüentam cultos religiosos e as que os freqüentam mais de uma vez por semana.
Bem-estar geral. Em uma pesquisa co-dirigida pelo epidemiologista Jeff Levin, autor de God, faith, and health (Deus, fé e saúde), idosos que se consideravam religiosos tiveram menos problemas de saúde do que os não religiosos.
Melhor recuperação. Pacientes confortados pela fé apresentaram probabilidades três vezes maior de sobrevivência após cirurgias cardíacas abertas, segundo estudo de 1995 da Faculdade de Medicina de Dartmouth.
Batimentos mais firmes. Em um estudo feito na Índia, em 1997, os participantes, em sua maioria hindus, que rezavam regularmente tinham 70% menos chance de sofrer de doença coronariana.
Pressão mais baixa. Em um estudo de 1989 realizado com 400 homens, pesquisadores da Duke University observaram um significativo efeito protetor contra a pressão alta entre aqueles que consideravam a religião muito importante e freqüentavam a igreja.
Boa saúde mental. Freqüentar locais de devoção tem relação com taxas menores de depressão e ansiedade, segundo uma pesquisa de 1999 da Duke University, que incluiu quase 4 mil idosos.
Menos estresse. Pessoas sob estresse apresentam aumento da pressão arterial e das freqüências cardíaca e respiratória, reduzindo a imunidade, segundo o Dr. Herbert Benson, de Harvard, autor de A resposta do relaxamento. Ele constatou, em várias pesquisas, que tanto a meditação como a oração, o tai chi chuan e a ioga provocam uma reação oposta ao estresse.
A Razão de Ser do Espiritismo
Victor Hugo (espírito)
Quando o obscurantismo da fé dominava as mentes, levando-as ao fanatismo desestruturador da dignidade e do comportamento; quando a cultura, enlouquecida pelas suas conquistas no campo da ciência de laboratório, proclamava a desnecessidade de qualquer preocupação com Deus e com a alma, face à fragilidade com que se apresentavam no proscênio do mundo; quando a filosofia divagava pelas múltiplas escolas do pensamento, cada qual mais arrebatadora e irresponsável, inculcando-se como portadora da verdade que liberta o ser humano de todos os atavismos e limitações; quando a arte rompia as ligações com o clássico, o romântico e a beleza convencional, para expressar-se em formulações modernistas, impressionistas, abstracionistas, traduzindo, ora a angústia da sua geração remanescente dos atavismos e limitações do passado, ora a ansiedade por diferentes paradigmas de afirmação da realidade; quando se tornavam necessários diversos comportamentos sociais e políticos para amenizar a desgraça moral e econômica que avassalava a Humanidade; quando a religião perdia o controle sobre as consciências e tentava rearticular-se para prosseguir com os métodos medievais ultramontanos e insuportáveis; quando as luzes e as sombras se alternavam na civilização, surgiu o Espiritismo com a sua razão de ser para promover o homem e a mulher, a vida e a imortalidade, o amor e o bem a níveis dantes jamais alcançados.
Realizando uma revolução silenciosa como poucas jamais ocorridas na História, tornou-se poderosa alavanca para o soerguimento do ser humano, retirando-o do caos do materialismo a que se arrojara ou fora atirado sem a menor consideração, para que adquirisse a dignidade ética e cultural, fundamentada na identificação dos valores morais, indispensável para a identificação dos objetivos essenciais e insuperáveis da paz interna e da consciência de si mesmo durante o trânsito corporal.
Logo depois, no Collège de France, proclamando ser Jesus um homem incomparável, no seu memorável discurso, o acadêmico e imortal Ernesto Renan confirmava, a seu turno, embora sem qualquer contato com a Doutrina nascente, a humanidade do Rabi galileu, rompendo a tradição dogmática do Homem Deus ou do ancestral Deus feito homem.
Sob a ação do escopro inexorável das informações de além-túmulo, o decantado repouso ou punição eterna, o arbitrário julgamento mais punitivo que justiceiro, cediam lugar à consciência da vida exuberante que prossegue morte afora impondo a cada qual a responsabilidade pela conduta mantida durante a trajetória encerrada.
As narrações da sobrevivência tocadas pela legitimidade dos fatos fundamentadas na lógica da indestrutibilidade do ser espiritual, davam colorido diferente às paisagens da Eternidade, diluindo as fantasias e mitos que as adornaram por diversos milênios.
Permitiu que o ser humano se redescobrisse como Espírito imortal que é, preexistente ao berço e sobrevivente ao túmulo, facultando-lhe compreender a finalidade existencial, que é imergir no oceano do inconsciente, onde dormem os atos pretéritos e as construções que projetam diretrizes para o momento e o futuro, a fim de diluir as volumosas barreiras de sombra e de crueldade a que se entregou e que lhe obnubila a compreensão da sua realidade, emergindo em triunfo, para que lobrigue a imarcescível luz da verdade que o há de conduzir pelos infinitos roteiros do porvir.
Intoxicado pelos vapores da organização fisiológica, mergulhado em sombras que lhe impedem o discernimento, vagando pelos dédalos intérminos da busca da realidade, somente ao preço da fé raciocinada e lógica, portadora dos instrumentos que se derivam dos fatos constatados, o homem e a mulher podem avançar com destemor pelas trilhas dos sofrimentos inevitáveis, que são inerentes à sua condição de humanidade, vislumbrando níveis mais nobres que devem ser conquistados.
O Espiritismo traçou novos programas para a compreensão da vida e a mais eficaz
maneira de enfrentá-la, desafiando o materialismo no seu reduto e os materialistas no seu cepticismo, oferecendo-lhes mais seguras propostas de comportamento para a felicidade ante as vicissitudes do processo existencial.
Não se compadecendo da presunção dos vazios de sentimento e soberbos de conhecimentos em ebulição de idéias, demonstrou a sua força arrastando desesperados que foram confortados, violentos que se acalmaram, alucinados que recuperaram a razão, delinqüentes que volveram ao culto do dever, perversos que se transformaram, ateus que fizeram as pazes com Deus, ingratos que se reabilitaram perante os seus benfeitores, miseráveis morais que se enriqueceram de esperança e de alegria de viver, construindo juntos o mundo de bem-estar por todos anelado.
O Espiritismo trouxe a perfeita mensagem da justiça divina, por enquanto mal traduzida pela consciência humana, contribuindo para a transformação da sociedade, mas sem a revolução sangrenta das paixões em predomínio, que sempre impõe uma classe poderosa sobre as outras que são debilitadas à medida que vão sendo extorquidos os seus parcos recursos até a exaustão das suas forças, quando novas revoluções do mesmo gênero explodem, produzindo desgraça e ódios que nunca terminam . . .
Trabalhando a transformação moral do indivíduo, propõe-lhe o comportamento solidário e fraternal, a aplicação da justiça corretiva e reeducativa quando delinqüi, conscientizando-o de que as suas ações serão também os seus juízes e que não fugirá de si mesmo onde quer que vá.
Todo esse contributo moral foi retirado do Evangelho de Jesus, especialmente do Seu Sermão da montanha, no qual reformulou os valores humanos até então aceitos, demonstrando que forte não é o vencedor de fora, mas aquele que se vence a si mesmo, e poderoso, no seu sentido profundo, não é aquele que mata corpos, mas não é capaz de evitar a própria morte.
Revolucionando o pensamento ético e abrindo espaço para novo comportamento filosófico, a Sua palavra vibrante e a Sua vivência inigualável, colocaram as pedras básicas para o Espiritismo no futuro alicerçar, conforme ocorreu, os seus postulados morais através da ética do amor sob qualquer ponto de vista considerado.
Nos acampamentos de lutas que se estabeleciam no Século XIX, quando a ciência e a razão enfrentavam a fé cega e a prepotência das Academias e dos seus membros fascinados como Narciso por si mesmo, o Espiritismo surgiu como débil claridade na noite das ambições perturbadoras e lentamente se afirmou como amanhecer de um novo dia para a Humanidade já cansada de aberrações de conduta como fugas da realidade e sonhos de poder transitório, transformados em pesadelos de guerras infames, cujas seqüelas ainda se demoram trucidando vidas e dilacerando sentimentos.
A razão de ser do Espiritismo encontra-se na sua estrutura doutrinária, diversificada nos seus aspectos de investigação científica ao lado das demais correntes da ciência, do comportamento filosófico com a sua escola otimista e realista para o enfrentamento do ser consigo mesmo e da vivência ético-moral-religiosa que se estrutura em Deus, na imortalidade, na justiça divina, na oração, na ação do bem e sobretudo do amor, única psicoterapia preventiva-curativa à disposição da Humanidade atual e do futuro.
Quando o obscurantismo da fé dominava as mentes, levando-as ao fanatismo desestruturador da dignidade e do comportamento; quando a cultura, enlouquecida pelas suas conquistas no campo da ciência de laboratório, proclamava a desnecessidade de qualquer preocupação com Deus e com a alma, face à fragilidade com que se apresentavam no proscênio do mundo; quando a filosofia divagava pelas múltiplas escolas do pensamento, cada qual mais arrebatadora e irresponsável, inculcando-se como portadora da verdade que liberta o ser humano de todos os atavismos e limitações; quando a arte rompia as ligações com o clássico, o romântico e a beleza convencional, para expressar-se em formulações modernistas, impressionistas, abstracionistas, traduzindo, ora a angústia da sua geração remanescente dos atavismos e limitações do passado, ora a ansiedade por diferentes paradigmas de afirmação da realidade; quando se tornavam necessários diversos comportamentos sociais e políticos para amenizar a desgraça moral e econômica que avassalava a Humanidade; quando a religião perdia o controle sobre as consciências e tentava rearticular-se para prosseguir com os métodos medievais ultramontanos e insuportáveis; quando as luzes e as sombras se alternavam na civilização, surgiu o Espiritismo com a sua razão de ser para promover o homem e a mulher, a vida e a imortalidade, o amor e o bem a níveis dantes jamais alcançados.
Realizando uma revolução silenciosa como poucas jamais ocorridas na História, tornou-se poderosa alavanca para o soerguimento do ser humano, retirando-o do caos do materialismo a que se arrojara ou fora atirado sem a menor consideração, para que adquirisse a dignidade ética e cultural, fundamentada na identificação dos valores morais, indispensável para a identificação dos objetivos essenciais e insuperáveis da paz interna e da consciência de si mesmo durante o trânsito corporal.
Logo depois, no Collège de France, proclamando ser Jesus um homem incomparável, no seu memorável discurso, o acadêmico e imortal Ernesto Renan confirmava, a seu turno, embora sem qualquer contato com a Doutrina nascente, a humanidade do Rabi galileu, rompendo a tradição dogmática do Homem Deus ou do ancestral Deus feito homem.
Sob a ação do escopro inexorável das informações de além-túmulo, o decantado repouso ou punição eterna, o arbitrário julgamento mais punitivo que justiceiro, cediam lugar à consciência da vida exuberante que prossegue morte afora impondo a cada qual a responsabilidade pela conduta mantida durante a trajetória encerrada.
As narrações da sobrevivência tocadas pela legitimidade dos fatos fundamentadas na lógica da indestrutibilidade do ser espiritual, davam colorido diferente às paisagens da Eternidade, diluindo as fantasias e mitos que as adornaram por diversos milênios.
Permitiu que o ser humano se redescobrisse como Espírito imortal que é, preexistente ao berço e sobrevivente ao túmulo, facultando-lhe compreender a finalidade existencial, que é imergir no oceano do inconsciente, onde dormem os atos pretéritos e as construções que projetam diretrizes para o momento e o futuro, a fim de diluir as volumosas barreiras de sombra e de crueldade a que se entregou e que lhe obnubila a compreensão da sua realidade, emergindo em triunfo, para que lobrigue a imarcescível luz da verdade que o há de conduzir pelos infinitos roteiros do porvir.
Intoxicado pelos vapores da organização fisiológica, mergulhado em sombras que lhe impedem o discernimento, vagando pelos dédalos intérminos da busca da realidade, somente ao preço da fé raciocinada e lógica, portadora dos instrumentos que se derivam dos fatos constatados, o homem e a mulher podem avançar com destemor pelas trilhas dos sofrimentos inevitáveis, que são inerentes à sua condição de humanidade, vislumbrando níveis mais nobres que devem ser conquistados.
O Espiritismo traçou novos programas para a compreensão da vida e a mais eficaz
maneira de enfrentá-la, desafiando o materialismo no seu reduto e os materialistas no seu cepticismo, oferecendo-lhes mais seguras propostas de comportamento para a felicidade ante as vicissitudes do processo existencial.
Não se compadecendo da presunção dos vazios de sentimento e soberbos de conhecimentos em ebulição de idéias, demonstrou a sua força arrastando desesperados que foram confortados, violentos que se acalmaram, alucinados que recuperaram a razão, delinqüentes que volveram ao culto do dever, perversos que se transformaram, ateus que fizeram as pazes com Deus, ingratos que se reabilitaram perante os seus benfeitores, miseráveis morais que se enriqueceram de esperança e de alegria de viver, construindo juntos o mundo de bem-estar por todos anelado.
O Espiritismo trouxe a perfeita mensagem da justiça divina, por enquanto mal traduzida pela consciência humana, contribuindo para a transformação da sociedade, mas sem a revolução sangrenta das paixões em predomínio, que sempre impõe uma classe poderosa sobre as outras que são debilitadas à medida que vão sendo extorquidos os seus parcos recursos até a exaustão das suas forças, quando novas revoluções do mesmo gênero explodem, produzindo desgraça e ódios que nunca terminam . . .
Trabalhando a transformação moral do indivíduo, propõe-lhe o comportamento solidário e fraternal, a aplicação da justiça corretiva e reeducativa quando delinqüi, conscientizando-o de que as suas ações serão também os seus juízes e que não fugirá de si mesmo onde quer que vá.
Todo esse contributo moral foi retirado do Evangelho de Jesus, especialmente do Seu Sermão da montanha, no qual reformulou os valores humanos até então aceitos, demonstrando que forte não é o vencedor de fora, mas aquele que se vence a si mesmo, e poderoso, no seu sentido profundo, não é aquele que mata corpos, mas não é capaz de evitar a própria morte.
Revolucionando o pensamento ético e abrindo espaço para novo comportamento filosófico, a Sua palavra vibrante e a Sua vivência inigualável, colocaram as pedras básicas para o Espiritismo no futuro alicerçar, conforme ocorreu, os seus postulados morais através da ética do amor sob qualquer ponto de vista considerado.
Nos acampamentos de lutas que se estabeleciam no Século XIX, quando a ciência e a razão enfrentavam a fé cega e a prepotência das Academias e dos seus membros fascinados como Narciso por si mesmo, o Espiritismo surgiu como débil claridade na noite das ambições perturbadoras e lentamente se afirmou como amanhecer de um novo dia para a Humanidade já cansada de aberrações de conduta como fugas da realidade e sonhos de poder transitório, transformados em pesadelos de guerras infames, cujas seqüelas ainda se demoram trucidando vidas e dilacerando sentimentos.
A razão de ser do Espiritismo encontra-se na sua estrutura doutrinária, diversificada nos seus aspectos de investigação científica ao lado das demais correntes da ciência, do comportamento filosófico com a sua escola otimista e realista para o enfrentamento do ser consigo mesmo e da vivência ético-moral-religiosa que se estrutura em Deus, na imortalidade, na justiça divina, na oração, na ação do bem e sobretudo do amor, única psicoterapia preventiva-curativa à disposição da Humanidade atual e do futuro.
A Força do Exemplo
Daltro Rigueira Viana
Manhã luminosa. Sol esplendente, fazendo jorrar seus raios multicores sobre a minha face. Inicio a minha trajetória em mais um dia abençoado por Deus. Alhures, diviso um casal de rolinhas, arrulhando e se acariciando _ exemplo de amor! Subindo a ladeira, caminhando com passos incertos, olhos perdidos no tempo, surge uma criatura esquálida e maltrapilha _ exemplo de abandono! Alguém se desvia dela, como se de um malfeitor. Lembro-me de uma frase que aprendi: "Por que fugirmos dos andrajos humanos se em nossos corações repousam ulcerações lamentáveis?"
Mais adiante, uma velhinha de pequena estatura tem dificuldades em alcançar a campanhia de uma residência _ alguém presto resolve o seu problema _ exemplo de solidariedade!
A caminhada prossegue. Vejo uma igreja. Pela porta semi-aberta, diviso criaturas orando _ exemplo de fé! Vem-me à mente, outro ensinamento: "O templo que o homem ergue, seja, antes de tudo, o teto de agasalho onde o cansado repouse, o aflito dormite e o in feliz encontre a paz. Seja simples e modesto, para que sua ostentação não fira a humildade de quantos o busquem".
Sentados num banco junto à pracinha, três amigos recordam animados os "bons tempos" e sorriem felizes: exemplo de amizade! Ouço um deles, dizendo: "Na amizade e no amor se repartem os bens imortais da alma". Não longe, forte rapaz puxa uma carroça abarrotada de mercadorias _ exemplo de trabalho!
O tempo transcorre. Continuo com minhas observações. Caminhando cambaleante, segue um infeliz dominado pela bebida _ exemplo de vício! Pitágoras exarou: "Não é livre aquele que não obteve domínio sobre si próprio".
Respiro a longos haustos. Ali perto, uma livraria. Dirijo-me até lá. Um vendedor solícito me atende com carinho e atenção _ exemplo de gentileza! Na vitrine deparo com um extraordinário dizer do Pe. Antonio Vieira: "O livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive".
Retiro-me feliz. Uma senhora conversa com um maltrapilho e lhe oferece, além do caldo reconfortante, alguns minutos de conversação fraterna _ exemplo de caridade! Emmanuel, escritor espiritual, baila em meu campo mental, relembrando-me um ensinamento: "Sublime é a caridade que se transforma em reconforto. Divina é a caridade que se converte em amor irradiante".
Uma estátua na praça. Uma menina loura a observá-la. Na ampulheta do tempo, revejo-me lendo uma historieta: "O fato ocorreu na Itália. Havia uma estátua que representava uma menina grega, escrava. Era formosa, limpa e bem vestida. Uma menina maltrapilha, desasseada, despenteada, deteve-se a contemplar a estátua, enamorando-se dela. Ficou admirada, encantada. Chegou em casa, lavou-se e penteou-se. Pôs em ordem seus vestidos e passou a cuidar-se melhor. A força do exemplo, mesmo um exemplo mudo, estereotipado no mármore".
Num parque, sento-me e respiro profundamente. Volvo o olhar para o alto e agradeço as dádivas Divinas. Um toque suave de mão em meus ombros... A entrega de um folheto, enquanto a criatura abençoada se vai. Os pássaros gor
jeiam. Os ventos convidam-me à reflexão. Tudo é festa! Curioso, abro o folheto e leio magistrais elucidações para meu espírito, ávido de aprendizado:
"É longa a estrada dos preceitos: a dos exemplos é breve e mais segura". _ Sêneca.
"Em todas as idades, o exemplo pode muitíssimo convosco: na infância, então, é onipotente". _ Fénelon.
"As palavras comovem, os exemplos arrastam". _ Provérbio árabe.
"Não há modo de mandar ou ensinar mais forte e suave do que o exemplo; persuade sem retórica, seduz sem porfiar, convence sem debate, todas as dúvidas desata, e corta caladamente todas as desculpas". _ Pe. Manuel Bernardes.
"... vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais também vós". _ JESUS.
Retorno ao meu lar, meditando numa extraordinária frase da autora espiritual Joanna de Ângelis: "Vive de tal forma, que deixes pegadas luminosas no caminho percorrido, como estrelas apontando o rumo da felicidade".
Manhã luminosa. Sol esplendente, fazendo jorrar seus raios multicores sobre a minha face. Inicio a minha trajetória em mais um dia abençoado por Deus. Alhures, diviso um casal de rolinhas, arrulhando e se acariciando _ exemplo de amor! Subindo a ladeira, caminhando com passos incertos, olhos perdidos no tempo, surge uma criatura esquálida e maltrapilha _ exemplo de abandono! Alguém se desvia dela, como se de um malfeitor. Lembro-me de uma frase que aprendi: "Por que fugirmos dos andrajos humanos se em nossos corações repousam ulcerações lamentáveis?"
Mais adiante, uma velhinha de pequena estatura tem dificuldades em alcançar a campanhia de uma residência _ alguém presto resolve o seu problema _ exemplo de solidariedade!
A caminhada prossegue. Vejo uma igreja. Pela porta semi-aberta, diviso criaturas orando _ exemplo de fé! Vem-me à mente, outro ensinamento: "O templo que o homem ergue, seja, antes de tudo, o teto de agasalho onde o cansado repouse, o aflito dormite e o in feliz encontre a paz. Seja simples e modesto, para que sua ostentação não fira a humildade de quantos o busquem".
Sentados num banco junto à pracinha, três amigos recordam animados os "bons tempos" e sorriem felizes: exemplo de amizade! Ouço um deles, dizendo: "Na amizade e no amor se repartem os bens imortais da alma". Não longe, forte rapaz puxa uma carroça abarrotada de mercadorias _ exemplo de trabalho!
O tempo transcorre. Continuo com minhas observações. Caminhando cambaleante, segue um infeliz dominado pela bebida _ exemplo de vício! Pitágoras exarou: "Não é livre aquele que não obteve domínio sobre si próprio".
Respiro a longos haustos. Ali perto, uma livraria. Dirijo-me até lá. Um vendedor solícito me atende com carinho e atenção _ exemplo de gentileza! Na vitrine deparo com um extraordinário dizer do Pe. Antonio Vieira: "O livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive".
Retiro-me feliz. Uma senhora conversa com um maltrapilho e lhe oferece, além do caldo reconfortante, alguns minutos de conversação fraterna _ exemplo de caridade! Emmanuel, escritor espiritual, baila em meu campo mental, relembrando-me um ensinamento: "Sublime é a caridade que se transforma em reconforto. Divina é a caridade que se converte em amor irradiante".
Uma estátua na praça. Uma menina loura a observá-la. Na ampulheta do tempo, revejo-me lendo uma historieta: "O fato ocorreu na Itália. Havia uma estátua que representava uma menina grega, escrava. Era formosa, limpa e bem vestida. Uma menina maltrapilha, desasseada, despenteada, deteve-se a contemplar a estátua, enamorando-se dela. Ficou admirada, encantada. Chegou em casa, lavou-se e penteou-se. Pôs em ordem seus vestidos e passou a cuidar-se melhor. A força do exemplo, mesmo um exemplo mudo, estereotipado no mármore".
Num parque, sento-me e respiro profundamente. Volvo o olhar para o alto e agradeço as dádivas Divinas. Um toque suave de mão em meus ombros... A entrega de um folheto, enquanto a criatura abençoada se vai. Os pássaros gor
jeiam. Os ventos convidam-me à reflexão. Tudo é festa! Curioso, abro o folheto e leio magistrais elucidações para meu espírito, ávido de aprendizado:
"É longa a estrada dos preceitos: a dos exemplos é breve e mais segura". _ Sêneca.
"Em todas as idades, o exemplo pode muitíssimo convosco: na infância, então, é onipotente". _ Fénelon.
"As palavras comovem, os exemplos arrastam". _ Provérbio árabe.
"Não há modo de mandar ou ensinar mais forte e suave do que o exemplo; persuade sem retórica, seduz sem porfiar, convence sem debate, todas as dúvidas desata, e corta caladamente todas as desculpas". _ Pe. Manuel Bernardes.
"... vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais também vós". _ JESUS.
Retorno ao meu lar, meditando numa extraordinária frase da autora espiritual Joanna de Ângelis: "Vive de tal forma, que deixes pegadas luminosas no caminho percorrido, como estrelas apontando o rumo da felicidade".
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Uma Homenagem a Um Irmão do Coração
Queridos amigo!
Hoje, 02 de agosto é uma data que agradeço a Deus por ter mandado um ser maravilhoso conviver como meu irmão sanguíneo.
Há quantas vêzes na infância andamos juntos, a pé de bicicleta e na adolesCência e na fase adulta eramos muito unidos e passamos momentos inesquecíveis durante sua jornada na Terra.
Quanta falta senti de dua presença física, aquela palavra de carinho de amor a todos que o redeavam, era incapaz de cometer injustiça.
Como Médico, não tinha hora para atender e não era necessário ter convênio ou dinheiro para prestar seus competentes serviços em prol dos nossos irmãos.
Muitas vezes salvava vidas e essas pessoas nem sequer chegaram a conhecê-lo. Era um ser humano íntegro e praticava a caridade sem ninguém saber, que descobrimos no seu sepultamento ao chegar onibus e onibus a formarem filas de agradecimento pelo seu enorme coração.
Mano, como Eu te chamava, muito obrigado pela lição de vida que nos deixou e tenho certeza que no mundo espíritual estais sempre olhando por nós.
Alma querida, que Deus no seu infinito amor te proporcione forças a cada dia que passa a fim de que o teu maravilhoso espírito possa distribuir as grandezas do mundo celestial a todos necessitados.
Carlos André Laranjeira Miranda, Também te posso chamar de médico dos pobres, onde o teu exercício não enxergava, raça, cor, preconceitos e sim a verdadeira caridade a todos que te procuravam e também ao teu redor com seu maravilhoso exemplo.
Obrigado mais uma vez amado irmão, que a espiritualidade leve o meu abraço carinhoso para o teu coração.
Que Jesus te ampare hoje e sempre!
Hoje, 02 de agosto é uma data que agradeço a Deus por ter mandado um ser maravilhoso conviver como meu irmão sanguíneo.
Há quantas vêzes na infância andamos juntos, a pé de bicicleta e na adolesCência e na fase adulta eramos muito unidos e passamos momentos inesquecíveis durante sua jornada na Terra.
Quanta falta senti de dua presença física, aquela palavra de carinho de amor a todos que o redeavam, era incapaz de cometer injustiça.
Como Médico, não tinha hora para atender e não era necessário ter convênio ou dinheiro para prestar seus competentes serviços em prol dos nossos irmãos.
Muitas vezes salvava vidas e essas pessoas nem sequer chegaram a conhecê-lo. Era um ser humano íntegro e praticava a caridade sem ninguém saber, que descobrimos no seu sepultamento ao chegar onibus e onibus a formarem filas de agradecimento pelo seu enorme coração.
Mano, como Eu te chamava, muito obrigado pela lição de vida que nos deixou e tenho certeza que no mundo espíritual estais sempre olhando por nós.
Alma querida, que Deus no seu infinito amor te proporcione forças a cada dia que passa a fim de que o teu maravilhoso espírito possa distribuir as grandezas do mundo celestial a todos necessitados.
Carlos André Laranjeira Miranda, Também te posso chamar de médico dos pobres, onde o teu exercício não enxergava, raça, cor, preconceitos e sim a verdadeira caridade a todos que te procuravam e também ao teu redor com seu maravilhoso exemplo.
Obrigado mais uma vez amado irmão, que a espiritualidade leve o meu abraço carinhoso para o teu coração.
Que Jesus te ampare hoje e sempre!
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