sábado, 13 de novembro de 2010

A Ação das Trevas - Richard Simonetti

Em entrevista fraterna no Centro Espírita:

- Vim buscar socorro. Ouvi dizer que esta é uma casa abençoada que ajuda as pessoas a resolverem seus problemas.

- Tentamos fazer o melhor. Em que podemos servi-lo, meu irmão?

- São as trevas! Não me dão sossego!

- Trevas?

- Sim! A influencia dos maus Espíritos.

- Pode dar um exemplo?

- Há inúmeros, a começar pela profissão. Em meu emprego os colegas vivem a falar mal de mim, inspirados pelas sombras.

- O amigo deve ter apoio em sua religião...

- Devia! As trevas imiscuíram-se até entre os que evocam o nome de Deus e ensinam as lições de Jesus. Não me dão a devida atenção.

- Os amigos...

- Que amigos?! Só vejo hipocrisia ao meu redor! Impossível cultivar amizade com gente que nos sorri, mas no fundo ri de nós.

- Como sabe disso?

- Tenho acurada sensibilidade. Percebo a influencia das trevas envolvendo as pessoas.

- E a família?

- Um desastre! Os filhos caçoam de mim. Minha mulher vive a dizer que tenho mania de perseguição. Que devo consultar um psicólogo.

- Procurou?

- Cometi essa asneira. Em principio foi muito simpático. Ouvia-me atenciosamente, aliás o mínimo que poderia fazer, já que lhe pagava regiamente. Mas logo foi envolvido também, pretendendo impor-me a idéia de que eu é que preciso mudar. Não compreendeu que a essência de meu problema está no fato de que perseguidores espirituais induzem as pessoas contra mim.

- É conveniente o amigo pensar melhor. Afinal, se aparentemente todos estão contra nós, talvez seja mais acertado admitir que estamos contra todos...

- Ah! Meu Deus! Assim não é possível! As trevas estão aqui também!...

São teus olhos a lâmpada do corpo. Se teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso. Se, porém, os teus olhos forem maus, todo o teu corpo estará em trevas. Portanto, caso a luz que há em ti sejam trevas, que grandes trevas serão!

O Caso de Aprígio - Chico Xavier e Waldo Vieira (médiuns) Hilário Silva (espírito)

Quando cheguei ao leito de Alfredo Cortes, debatia-se o velho entre as raias da morte.

Casa cheia.

Afastei os populares que se aglomeravam ao pé do quarto, e pedi garantias para examiná-lo severamente.

O Coronel Cortes fora vitima de traiçoeiro golpe e agonizava sem esperança.

O punhal atingira o coração e, condoído, sentei-me, desarvorado.

Sobre os lençóis empapados de sangue, jazia o ancião inerte.

- Coronel – perguntei, ansioso -, quem lhe fez isso?

O moribundo buscou, em vão, mover os olhos na direção do grande cofre violado e ciciou uma palavra.

Colei o ouvido aos lábios quase imóveis, e depois de muito esforço, escutei um nome:

- A... pri... gio...

Senti-me empolgado de horror. Aprígio era o rapaz que ele amava por filho. Naquele minuto rápido, lembrei-me da história dele. Fora enjeitado à porta de Cortes, quando D. Alzira, a esposa, ainda estava na Terra. O casal sem filhos exultara. Muita vez surpreendera eu os amigos em passeio para distrair a criança. Aprígio crescera mimado, respeitado, protegido. Não quisera cursar estabelecimento de ensino superior; entretanto, recebera instrução suficiente para desempenhar profissão respeitável. Costumava encontrá-lo, à noite, ao pé de amigos desocupados, quando de minhas visitas inesperadas aos casos de urgência. Nunca poderia suspeitar, porém, de que estivesse caminhando para semelhante loucura.

Não consegui, no entanto, mais largo tempo para a reflexão.

A vitima cravou em mim os olhos embaciados, conquanto lúcidos, e estremeceu.

Chegara o fim.

Emocionado, abri passagem, de modo a cientificar meu apontamento à polícia, mas a sala contígua povoava-se de vozes ásperas.

Dei alguns passos e estaquei.

- É ela! É ela!

Madalena Leandro, pobre lavadeira do povo, era puxada pelos cabelos.

Aprígio estava à frente do grupo amotinado, gritando com veemência.

Comuniquei o óbito ao chefe do destacamento policial e busquei agir com serenidade, tomando informes.

Madalena fora surpreendida, no telhado, mostrando enorme aflição.

Acusada, não se defendera. Tudo inclinava a autoridade a crer fosse ela a homicida.

Intrigado, avancei para a infeliz, perguntando:

- Diga, Madalena! Confesse! Foi realmente você?

A desditosa mulher, em silêncio, fixou em mim os olhos agoniados, à maneira de triste animal sentenciado à morte.

- Foi você?

Havia tamanho imperativo em minha pergunta, que a mísera, como que hipnotizada, confirmou sob o pranto pesado a lhe escorrer do rosto:

- Sim... fui eu!

- Assassina! Assassina! – exclamou Aprígio, colérico. – E o dinheiro? Onde está o dinheiro?

Como a acusada não respondesse, o moço precipitou-se de punhos cerrados e, a esmurrar-lhe o peito, bramia desesperado:

- Diga! Diga! Maldita! Maldita!

A infeliz tombou de joelhos e rogou, súplice:

- Piedade! Pelo amor de Deus, tenham piedade de mim!

Buscava debalde interferir, para sustar novo crime, quando o rapaz lhe aplicou um pontapé à altura dos pulmões e a lavadeira rolou, desgovernada.

O sangue borbotava-lhe agora da boca trêmula e, revoltado, consegui acalmar os ânimos.

Não permitiria se alongasse a agressão.

E ouvindo-me o arrazoado, o responsável pela ordem ponderou:

- Doutor, compreendemos a sua indignação, mas, afinal de contas, o pobre rapaz está possesso de angústia... Acaba de perder o pai e, sinceramente, no lugar dele, não sei se me comportaria de outra maneira...

Entendi que a hora não admitia réplicas e solicitei fosse Madalena conduzida à prisão, para as medidas aconselháveis.

Inquieto, continuei de atenção voltada para o assunto.

Perseguida por Aprígio, a infortunada mulher foi submetida a inquirições humilhantes.

Sempre que interrogada, declarava-se autora do estranho homicídio, mas, se instada a dizer algo sobre o furto, calava-se, estremunhada e, com isso, experimentava maior punição.

Procurei o juiz indicado para o processo, em segredo amistoso, esclarecendo-o quanto a minha observação, em caráter de confidência. E após atender-me, o magistrado, gentil, promoveu acareações.

Aprígio foi chamado a depor, diante da ré.

E fazendo força para alcançá-lo na consciência não vacilei arrolar-me entre as testemunhas.

Percebendo-me, todavia, a atitude, explicara que o velho, embora pacífico, desde algum tempo mostrava sintomas de alienação mental evidente. Vivia desmemoriado, agastadiço. Esquecia nomes familiares, truncava referências. E acentuava que não tinha dúvidas quanto à culpabilidade de Madalena. Narrava, com ênfase, como a encontrara em telhado vizinho, ansiosa, a observar os efeitos da infâmia que praticara. Dois soldados e ele próprio haviam visto. Esgueirara-se pelo quintal a fora, depois do crime. Decerto, enterrara o dinheiro roubado em algum lugar e, em seguida, espreitava, buscando possivelmente surrupiar nova presa. A residência do coronel tinha jóias e alfaias, relógios e roupas finas. Madalena fora, em outro tempo, lavadeira da casa. Conhecia passagens e escaninhos.

A acusada ouvia, em lágrimas, silenciando...

Se alguém perguntava, ao fim do interrogatório:

- Mas foi você? - Madalena chorava muda, fazendo um gesto confirmativo.

O sofrimento, contudo, alquebrava-lhe as forças.

Hemoptises apareciam, amiudadas.

Anotando-me o interesse pela infeliz, a autoridade judiciária permitiu pudesse, de minha parte, hospitalizá-la para o tratamento preciso.

A acusada, entretanto, como se houvesse desistido da existência, não mostrou qualquer reação favorável.

Ao cabo de vinte dias, providenciava-lhe o enterro de última classe.

A lavadeira não pudera esperar o julgamento definitivo.

E a vida continuou na marcha irrefreável.

Por muito tempo, demorei-me ainda entre os homens, e assisti à ascensão e à queda de Aprígio.

Dono de regular fortuna que herdara em testamento de Alfredo Cortes, prosperou a princípio, para cair, mais tarde, em descrédito, depois de largos anos em jogatina e dissipação. Findo vasto período de enfermidade e desencanto, morrera, ignorado, na sombra do hospício.

Um novo dia, entretanto, chegou para mim também e vi-me de mãos vazias, no retorno ao plano espiritual.

A morte do corpo renovara-me a alma e, em pleno acesso a lutas diferentes, dentre os amigos que me vieram trazer o abraço afetivo, Madalena surgiu, nimbada de luz.

Conversamos, alegremente, e porque o passado me batesse em cheio na tela da memória, formulei a pergunta discreta... Afinal, onde estava a verdade? Não fora Aprígio o autor da tragédia?

A heroína, porém, fitando-me de frente, tudo elucidou, respondendo calma:

- Doutor, nada pude falar, porque Aprígio, o infeliz criminoso, era meu filho...

Fazer Diferença - Autor Desconhecido

Era uma vez um escritor que morava em uma tranqüila praia, junto de uma colônia de pescadores. Todas as manhãs ele caminhava à beira do mar para se inspirar, e à tarde ficava em casa escrevendo. Certo dia, caminhando na praia, ele viu um vulto que parecia dançar. Ao chegar perto, ele reparou que se tratava de um jovem que recolhia estrelas-do-mar da areia para, uma por uma, jogá-las novamente de volta ao oceano.

"Por que está fazendo isso?"- perguntou o escritor.

"Você não vê! --explicou o jovem-- A maré está baixa e o sol está brilhando. Elas irão secar morrer se ficarem aqui na areia".

O escritor espantou-se.

"Meu jovem, existem milhares de quilômetros de praias por este mundo afora, e centenas de milhares de estrelas-do-mar espalhadas pela praia. Que diferença faz? Você joga umas poucas de volta ao oceano. A maioria vai perecer de qualquer forma".

O jovem pegou mais uma estrela na praia, jogou de volta ao oceano e olhou para o escritor.

"Para essa aqui eu fiz a diferença...".

Naquela noite o escritor não conseguiu escrever, sequer dormir. Pela manhã, voltou à praia, procurou o jovem, uniu-se a ele e, juntos, começaram a jogar estrelas-do-mar de volta ao oceano.

Sejamos, portanto, mais um dos que querem fazer do mundo um lugar melhor.

Sejamos a diferença!

A Salvação Inesperada - Meimei

Num país europeu, certa tarde, muito chuvosa, um maquinista, cheio de fé em Deus, começando a acionar a locomotiva com o trem repleto de passageiros para longa viagem, fixou o céu escuro e repetiu, com sentimento a oração dominical.

O comboio percorreu léguas e léguas, dentro das trevas densas, quando, alta noite, ele viu, a luz do farol aceso, alguns sinais que lhe pareceram feitos pela sombra de dois braços angustiados a lhe pedirem socorro.

Emocionado, fez o trem parar, de repente, e, seguido de muitos viajantes, correu pelos trilhos de ferro, procurando verificar se estavam
ameaçados de algum perigo.

Depois de alguns passos, foram surpreendidos por gigantesca inundação que, invadindo a terra com violência, destruíra a ponte que o comboio deveria atravessar.

O trem fora salvo, milagrosamente.

Tomados de infinita alegria, o maquinista e os viajores procuraram a pessoa que lhes fornecera o aviso salvador, mas ninguém aparecia. Intrigados, continuaram na busca, quando encontraram no chão um grande morcego agonizante. O enorme voador batera as asas, á frente do farol, em forma de dois braços agitados, e caíra sob as engrenagens. O maquinista retirou-o com cuidado e carinho, mostrou-o aos passageiros assombrados e contou como orara, ardentemente, invocando a proteção de Deus, antes de partir. E, ali mesmo, ajoelhou-se, ante o morcego que acabava antes de morrer, exclamando em alta voz:

Pai Nosso, que estás no céu, santificado seja o teu nome, venha a nós o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na Terra como no Céu: o pão nosso de cada dia dá-nos hoje, perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos os nossos devedores, não nos deixes cair em tentação e livra-nos do mal, porque teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Assim seja.

Quando acabou de orar, grande quietude reinava na paisagem.Todos os passageiros, crentes e descrentes, estavam ajoelhados, repetindo a prece com amoroso respeito. Alguns choravam de emoção e reconhecimento, agradecendo ao Pai Celestial, que lhes salvara a vida, por intermédio de um animal que infunde tanto pavor às criaturas humanas. E até a chuva parara de cair, como se o céu silencioso estivesse igualmente acompanhado acompanhando a sublime oração.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Gratidão- Autor desconhecido-O mensageiro

O homem por detrás do balcão olhava a rua de forma distraída, quando uma garotinha se aproximou da loja e amassou o narizinho contra o vidro da vitrine. Os olhos da cor do céu, brilhavam quando viu um determinado objeto.

Ela entrou na loja e pediu para ver o colar de turquesa azul.

- É para minha irmã. Pode fazer um pacote bem bonito? diz ela.

O dono da loja olhou desconfiado para a garotinha e lhe perguntou:

- Quanto de dinheiro você tem?

Sem hesitar, ela tirou do bolso da saia um lenço todo amarradinho e foi desfazendo os nós. Colocou-o sobre o balcão e feliz, disse:

- Isso dá?

Eram apenas algumas moedas que ela exibia orgulhosa.

- Sabe, quero dar este presente para minha irmã mais velha. Desde que morreu nossa mãe ela cuida da gente e não tem tempo para ela. É aniversário dela e tenho certeza que ficará feliz com o colar que é da cor de seus olhos.

O homem foi para o interior da loja, colocou o colar em um estojo, embrulhou com um vistoso papel vermelho e fez um laço caprichado com uma fita verde.

- Tome!, disse para a garota. Leve com cuidado.

Ela saiu feliz saltitando pela rua abaixo. Ainda não acabara o dia quando uma linda jovem de cabelos loiros e maravilhosos olhos azuis adentrou à loja. Colocou sobre o balcão o já conhecido embrulho desfeito e indagou:

- Este colar foi comprado aqui?

- Sim senhora.

- E quanto custou?

- Ah!, falou o dono da loja. O preço de qualquer produto da minha loja é sempre um assunto confidencial entre o vendedor e o cliente.

A moça continuou:

- Mas minha irmã tinha somente algumas moedas! O colar é verdadeiro, não é? Ela não teria dinheiro para pagá-lo!

O homem tomou o estojo, refez o embrulho com extremo carinho, colocou a fita e o devolveu à jovem.

- Ela pagou o preço mais alto que qualquer pessoa pode pagar. DEU TUDO O QUE TINHA.

O silêncio encheu a pequena loja e duas lágrimas rolaram pela face emocionada da jovem enquanto suas mãos tomavam o pequeno embrulho.

"Verdadeira doação é dar-se por inteiro, sem restrições. Gratidão de quem ama, não coloca limites para os gestos de ternura. Seja sempre grato, mas não espere pelo reconhecimento de ninguém. Gratidão com amor não apenas aquece quem recebe, como reconforta quem oferece."

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Atenção

Antonio Carlos Laranjeira Miranda
Queridos Amigos!
É chegado o momento o qual nós espíritas devemos tomar um rumo fora do orgulho da pressunção e até mesmo da auto suficiência em relação as nossas casas de oração.
O nosso próximo como a nós mesmo estamos precisando de motivação para que o nosso íntimo seja traçado de maneira a pesquisar,comparar e até mesmo comprovar os verdadeiros ensinos do Mestre Nazareno. Devemos compreender que a Doutrina Espírita não trata do ser fragmentado, mas sim do ser integral, onde um dia venha a chegar na casa dos bem aventurados.
As nossas reuniões devem ser traçadas de maneira motivante, onde cada frequentador não tenha a vontade de dormir e sim de participar do estudo ora dirigido.
Os Oradores devem buscar nos ensimanentos da oratória, a maneira eficaz e motivadora para que os frequentadores sintam prazer em estar na casa espírita.
Estamos perdendo terreno para algumas casas religiosas onde as pessoas são preparadas para persuadir os nossos irmãos por meios de oratória preparada e manipulada onde certas pessoas encontram o choque em suas aspirações que vem a lhes alienar.
Imagine, prezados irmãos, Oradores que alienam e conseguem adeptos através da técnica da oratória.
É chegado o momento onde os centros espíritas devem se atualizar em termos de oratória, onde os oradores procurem motivar os participantes, deixando de lado a leitura de grande porte(isso pode ser feito em casa) e dá enfâse as explanações que venham de verdade deixar todos felizes em um mundo melhor.
Não devemos confundir dias de estudos, com palestras.
A tribuna espírita não é lugar para testes,e sim para pessoas preparadas que tenham desenvoltura para transmitir de maneira prática os ensinamentos de Jesus, deixando assim uma mensagem positiva da Doutrina para os frequentadores
Estamos no século XXl,com a tecnologia cada vez mais avançada,o que aumenta ainda mais a nossa responsabilidade como palestrante perante os nossos irmãos.
Todos tem o direito de se expressar,porém que seja de maneira propícia a fomentar o número de admiradores da nossa Doutrina Espírita.
Quem está falando aqui é um simples irmão que tem suas limitações, mas que quer que a Doutrina Espirita seja um motivo de prazer, de motivação e acima de tudo de esclarecimento para nossos admiradores e colaboradores.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Por Que Existe Reencarnação?

Jorge Carmona
Imagine você vivendo na época da escravidão, sendo de cor branca, dono de uma Senzala, praticando maldades contra negros, seus escravos. Imagine depois, que você morre (desencarna), após tanta maldade.

E agora ? Irá para o INFERNO ETERNO, ou - como um aluno que repete o ano escolar - irá reencarnar, nascendo de novo (conforme afirma Cristo, em João, 3:3), em situações diferentes, para o aprimoramento moral? Imagine então, que você (seu espírito) renasce (reencarna), porém, nascendo, agora, uma criança negra, na mesma Senzala a qual antes era dono. Agora, sendo negro, esquecido do passado, inicia sua vida de sofrimentos, apanhando, inclusive, de seus ex-empregados, sentindo a dor da discriminação e das chibatadas, reclamando de Deus por ter nascido negro. Após várias desencarnações e reencarnações, sempre nascendo negro, você passa a amar os negros pois vai se acostumando com eles, possuindo pais e filhos negros, casando com negros, vivendo seus costumes, etc...

Agora sim. Você novamente morre (desencarna), e pode até reencarnar como branco, pois já aprendeu a amar os negros. E isto acontece, ou seja, você nasce de novo, numa família de brancos, onde seu pai maltrata negros, pois é dono de uma Senzala. Você, agora, mesmo sendo branco, luta a favor dos negros, indo contra seu próprio pai.

Você já está moralmente evoluído, com fins a praticar, inclusive, as ações que Cristo (em Mateus, 25;31/45) menciona ser a condição essencial para viver em um Plano Espiritual Superior, que somente os bons conseguem.

O exemplo acima, talvez o leve a entender a importância de várias vidas, para nossa evolução moral, ora sendo branco, ora negro, ora rico, ora pobre, etc.. Segundo a Bíblia (Hebreus, 9;27), é dado aos homens morrer uma só vez. Contudo, o espírito que habita o homem não morre nenhuma vez. É este espírito imortal que reencarna em corpo de homem, quantas vezes necessário para sua evolução moral. Por exemplo, Cristo afirma a Nicodemos (João, 3;1/12) ser necessário nascer de novo. Nicodemos, não entendendo como poderia o homem (a carne) nascer novamente, pergunta: "como pode um homem nascer, sendo velho ? Pode, porventura, voltar ao ventre materno e nascer segunda vez?" Cristo responde: "o que é nascido da carne, é carne; e o que é nascido do Espírito, é espírito." Veja o leitor, que a carne, não pode nascer novamente, mas o espírito pode. O ESPÍRITO NUNCA MORRE.

É, praticamente, impossível, em tão curto espaço, explicar reencarnação. Contudo, quem se aprofunda no caso, obtém respostas para várias perguntas, tais como: por que crianças (que segundo algumas Doutrinas, não possuem pecados) nascem aleijadas, cegas, surdas, mudas, com câncer, etc.? Propósito de Deus? Deus possui propósito bons para alguns, e ruins para outros ? Na verdade, o Planeta Terra e o nosso corpo, são as ferramentas que possuímos para nossa evolução moral, pois DEUS É JUSTO, DEUS É BOM, DEUS É AMOR.