quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Duas Questões De Pai Para Filho


Um rico empresário pensava seriamente em se aposentar e deixar a administração de suas empresas e de sua fortuna sob os cuidados de seu filho, um belo jovem de 25 anos que acabara de se formar.

O rapaz também aguardava com ansiedade a chance de mostrar seu talento dirigindo as empresas do pai, já havia inclusive começado há alguns anos a trabalhar em uma delas para que pudesse se inteirar dos negócios da família.

Contudo, o pai, homem prudente, resolveu antes de consumar seu intento , testar o rapaz. Foi então que chamou o filho e disse:

- Meu filho, como sabes, quero me aposentar, curtir um pouco a vida ao lado de sua mãe, e para tanto, necessito de deixar as empresas em suas mãos, porém, antes de sacramentarmos as coisas, quero que me responda a duas simples questões.

O jovem, feliz em ver que logo assumiria o comando da situação mediante a apenas duas simples questões, eufórico pediu ao pai:

-Então vamos lá, formule as perguntas:

E o pai começou:

1 – Meu filho, o que achas da legalização do aborto?

O jovem, com ar de vitória diante de tão simples pergunta, respondeu de bate pronto:

- Cada qual tem o direito de fazer o que bem entender de sua vida, julgo que legalizar o aborto equivale a dar liberdade as pessoas para escolherem seus caminhos. Ninguém é obrigado a fazer aquilo que não quer. No mais, a legalização do aborto acabaria com clínicas clandestinas e a morte de muitas mulheres que se submetem a elas.

O pai, apenas disse:

- Certo, agora farei a segunda pergunta:

2 –O que achas da amizade?

O jovem nem bem refletiu na questão formulada e começou:

- Amizade? Não acredito em amizade sincera, as pessoas se relacionam apenas por conveniência, quando alguém lhes interessa elas se aproximam, quando este alguém já não pode mais lhe oferecer o benefício elas se afastam. Sim meu pai, aprendi com a vida que não podemos nem devemos confiar em ninguém.

Após as duas respostas, o pai olhou bem nos olhos do filho e com tristeza na voz comentou:

- Meu filho, é uma pena que penses dessa forma, me considero um pouco culpado, deveria ter dedicado um tempo maior a tua educação; cuidei bem das empresas, no entanto, te releguei a segundo plano. Me perdoe, todavia, não poderei deixar nada sob teus cuidados.

- Mas como? Perguntou o jovem entre espantado e triste.Creio que minhas respostas foram todas coerentes.

- Nada disso filho, tua resposta referente ao aborto indica que não estás preparado para absorver novas idéias, nem novos colaboradores, nem novos fornecedores, tampouco, enfrentar crises de mercado. Ao se deparar com novas iniciativas certamente você as abortaria. Ao receber novos colaboradores certamente você os sufocaria, ao entrar em contato com novos fornecedores você os espantaria, ao ver dificuldades você tentaria se safar delas em vez de enxergá-las como oportunidade de crescimento.

- E tua resposta concernente a amizade demonstra que precisas primeiro amadurecer tua maneira de enxergar a vida e as pessoas. Um líder deve saber observar o que há de positivo em seus liderados para que possa deles colher bons frutos. Um líder deve sobretudo formar amigos, dar-lhes sustentáculo, enfim, plantar confiança para colher amizade e resultados positivos. Meu filho, não há verdadeiro sucesso sem amigos ao lado!

Com tuas respostas filho, vejo que em vez de curtir a vida com tua mãe, vou sim é dedicar-me a você, ficar mais a teu lado e passar o que a vida me ensinou nestes 65 anos.

Os pensamentos revelam o que vai na natureza íntima de cada criatura.

Se quisermos realmente saber como alguém se comportará ao assumir o poder, observemos como ela se comporta diante de assuntos do cotidiano.

Pensemos nisso!

Artigo gentilmente cedido por Wellington Balbo
Baurú - SP

Preciosa Orientação Para os Pais


Quando nos casamos e após os primeiros tempos, a preocupação dominante passa a ser a conquista ou manutenção do patrimônio material, entre outros anseios do casal, preocupados com o futuro – especialmente considerando-se os filhos que virão. O homem volta sua atenção, assim como a mulher nos dias atuais – um tanto diferente do passado – para o sucesso profissional e a escalada dos valores sociais.

Em muitos casos viagens, cursos, aprimoramentos e os desdobramentos próprios de uma vida que se equilibra gradativamente. Tudo muito natural, normal.

Em outros casos, como os dos casamentos prematuros, das precipitações – inclusive geradoras da gravidez precoce –, ou de jovens casais sem estruturas materiais, psicológicas e emocionais para assumir a vida a dois, alguns desfechos infelizes causam traumas e dificuldades. Nada além de nossa limitada condição humana.

Consideremos, porém, um detalhe. Fazemos cursos, nos especializamos, destinamos recursos e tempo para a formação profissional, voltamos nossa atenção para formação e manutenção do patrimônio material, buscamos um bom nível de vida, mas não somos preparados a mais importante função de um casal: educar os filhos.

Tornamo-nos pais. Sem experiência. Sem estrutura para educar, para formar o caráter, para direcionar os filhos numa via que lhes possibilite crescer moral-intelectualmente, simultaneamente ao equilíbrio psico-emocional que todos precisamos para enfrentar os desafios da vida humana.

Além da formação para a profissão, para cuidar da casa, para administrar bens e providências de uma família, para gerar renda, para conduzir a própria vida conjugal e mesmo para atender às crescentes exigências da vida moderna, deveríamos nos preparar igualmente para a missão incomparável de educar os filhos.

Transferimos a eles nossas neuroses, nossos descaminhos, contaminamos-lhes o caráter com nossos vícios, influenciamos sua conduta, exemplificamos mal com nosso comportamento nem sempre recomendável e agimos na maioria das vezes sem vigiar o que falamos ou fazemos. Com isso, ao invés de educar, deseducamos.

É correto que há pais e pais. Não podemos generalizar. Há pais e mães notáveis, exemplares, que transmitem como ninguém as noções de honestidade, decência, dignidade, respeito, crença, valorização e amor ao próximo. Mas a maioria de nós está ainda deixando a desejar nesta notável e intransferível missão. Para constatar isso, basta visualizar o comportamento social a quanto anda...

Nas classes mais abastadas, nas consideradas de baixa renda ou nas intermediárias, nas diferentes designações religiosas, com ou sem cultura, no poder ou fora dele, entre homens e mulheres – sejam crianças, jovens, maduros ou mesmo idosos – o que se nota é ainda uma carência enorme da base que a família deve oferecer, o que vem se refletindo severamente na sociedade.

Mas esta não é uma visão pessimista. É apenas uma visão do que nos falta fazer.

Estimular a criatividade, incentivar o bem, combater o egoísmo, promover o crescimento intelecto-moral, propiciar experiências enriquecedoras de solidariedade e amor ao próximo, semear a esperança, fomentar a gentileza e a bondade estão entre as ações que todos nós, pais e educadores ainda podemos fazer em favor de nossas crianças.

Dar-lhes atenção, ouvir-lhes, exemplificar mais que proferir sermões ou castigar, falar-lhes ao sentimento, tratá-los com carinho e especialmente trazer-lhes o Evangelho ao coração estão entre os caminhos práticos para referida incumbência.

A criança necessita das referências do adulto, observa seus exemplos e os assimila, precisa compreender que há regras para a vida social, necessita compreender os valores do respeito a si próprio e ao semelhante e mais que tudo isso, o futuro adulto deve ter nos pais seus melhores amigos.

O que nos tem trazido dificuldades é o egoísmo que ainda trazemos no coração, inclusive para com os filhos. Achamos, equivocadamente, que eles são nossos, que devem pensar como pensamos, que são máquinas sujeitas aos nossos caprichos. Não são! São seres pensantes, individuais, e vontade própria, também integrantes desse enorme processo de crescimento.

Sempre há tempo de mudarmos o comportamento, de atender a esses reclamos de dignidade, desses olhinhos atentos e esperançosos que caminham ao nosso lado. Sempre é tempo de exemplificarmos o bem e semearmos o amor.

Prestemos atenção. O tempo trará as alegrias de nossa ação. A família e a sociedade agradecem. E seremos mais felizes.

A Origem do Dia dos Pais


Ao que tudo indica, o Dia dos Pais tem uma origem bem semelhante ao Dia das Mães. Pelo menos é o que mostra a tradição norte-americana. Em ambas as datas, a idéia inicial foi praticamente a mesma: criar datas para fortalecer os laços familiares e o respeito por aqueles que nos deram a vida.
Estados UnidosEm 1909 Sonora Louise Dodd, filha do veterano da Guerra Civil, John Bruce Dodd, ao ouvir um sermão de sua mãe, teve a idéia de celebrar o Dia dos Pais. Sonora, de Washington, queria um dia especial em homenagem ao pai, que viu sua mulher dando a luz ao sexto filho, tendo que criar o recém-nascido e seus outros cinco filhos sozinho. Já adulta, Sonora sentia-se orgulhosa de seu pai ao vê-lo superar todas as dificuldades sem a ajuda de ninguém; foi destemido e amável. Então, já que John Bruce Dodd, pai de sonora, nascera no mês de Junho, ela escolheu celebrar o primeiro Dia dos Pais em Spokane, Washington, no dia 19 de junho de 1910.
Por fim, em 1924 o presidente Calvin Coolidge, apoiou a idéia de um Dia dos Pais nacional e, finalmente, em 1966, o presidente Lyndon Johnson assinou uma proclamação presidencial declarando o terceiro Domingo de Junho como o Dia dos Pais.
BrasilJá no Brasil, quem importou a data foi o publicitário Sylvio Bhering. Instituido no dia 14 de Agosto de 1953, período que coincidiu com o dia de São Joaquim, patriarca da família, atualmente é comemorado no 2º domingo do mês de agosto, sendo a data brasileira diferente da americana e européia.
PELO MUNDOPelo menos onze países também comemoram o Dia dos Pais à sua maneira e tradição. Na Itália e Portugal, por exemplo, a festividade acontece no mesmo dia de São José, 19 de março. Mesmo com a ligação católica, essa data ganhou destaque por ser comercialmente interessante. Saiba mais:
Reino Unido - No Reino Unido, o Dia dos Pais é comemorado no terceiro domingo de junho, sem muita festividade. Os ingleses não costumam se reunir em família, como no Brasil. É comum os filhos agradarem os pais com cartões, e não com presentes.
Argentina - A data na Argentina é festejada no terceiro domingo de junho com reuniões em família e presentes.
Grécia - Na Grécia, essa comemoração é recente e surgiu do embalo do Dia das Mães. Lá se comemora o Dia dos Pais em 21 de junho.
Portugal - A data é comemorada no dia 19 de março, mesmo dia que São José. Surgiu porque é comercialmente interessante. Os portugueses não dão muita importância para essa comemoração.
Canadá - O Dia dos Pais canadente é comemorado no dia 17 de junho. Não há muitas reuniões familiares, costuma ser uma data mais comercial.
Alemanha - Na Alemanha não existe um dia oficial dos Pais. Os papais alemães comemoram seu dia na mesma data que Jesus Cristo ressuscitou. Eles costumam sair às ruas para andar de bicicleta e fazer piquenique.
Paraguai - A data é comemorada no segundo domingo de junho. Lá as festas são como no Brasil, reuniões em família e presentes.
Peru - O Dia dos Pais é comemorado no terceiro domingo de junho. Não é uma data muito especial para eles.
Austrália- A data é comemorada no segundo domingo de setembro. E a comemoração é igual ao do Brasil, com direito a muita publicidade.
África do Sul - A comemoração acontece no mesmo dia do Brasil, mas não é nada tradicional.
Rússia - Na Rússia não existe propriamente o Dia dos Pais. Lá os homens comemoram seu dia em 23 de fevereiro, a chamada data "o dia do defensor da pátria" (Den Zaschitnika Otetchestva).
Ser pai não é para qualquer um... não mesmo! Fortes, protetores, ou mesmo atrapalhados, eles inspiraram inúmeros criadores a explorar suas histórias. Aventuras, comédias ou dramas.
A verdade é que todo dia é dia dos Pais! E o maior presente que você pode dar a ele, todos os dias, é dizer sempre o quanto você o ama. Afinal de contas, se: "mãe é mãe", "pai é pai", não é?

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Temos o que merecemos! Somos o que pensamos!

Prezados Irmãos e amigos!

Fazendo uma reflexão do cotidiano, cheguei a conclusão que as pessoas aderem a comunidades espíritas, muitas vêzes sem ter a noção exata do Espíritismo.
O Espiritismo é fundamentado nas obras de Allan Kardec, O Evangelho Segundo O Espíritismo, O Livro dos Espíritos, O Livros dos Médiuns, A Gênese, Obras Póstimas, O Céu e Inferno e O que é o Espiritismo.
Para nos basear-mos na verdade espírita, é necessário que a mensagem esteja de acordo com a codificação de Kardec acima citada, fora dela rejeite.
Mas, é claro que estamos em evolução e a cada revelação dos espíritos superiores, podem notar que nunca discordam da codificação que foi escrita pelo Espírito de Verdade.
Nós somos o que pensamos e temos o que merecemos, não adianta fórmulas mágicas para alcançar tal coisa, que não vai conseguir se não merecemos.
Daí a inportância da reforma íntima que vai nos proporcionar uma vida melhor baseada nos princípios do Evangelho de Jesus.
Através da reforma íntima, reforçamos o contato com a Espiritualidade Superior, onde estaremos dentro do plano traçado pela Divina Providência, para contribuírmos cada vez mais com o processo de transição planetária que já se inicionou.
As pessoas que pensam que na última hora poderão fazer sua reforma íntima, estão totalmente enganadas, pois não há mais tempo para perdemos, pois a reforma íntima é feita de forma gradual e não istantântea.
Vamos nos esforçar para amarmos a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Sei que é preciso exercitar essa benção para que possamos um dia alcançar a casa dos bem aventurados.

Um forte abraço,
Antonio Carlos Laranjeira Miranda

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Magoar-se é Adoecer

Mal dos maiores, a mágoa faculta o surgimento de morbos de ordem psíquica na condição orgânica de quem a agasalha.

Metaforicamente, poder-se-ia comparar a mágoa ao apodrecimento da madeira, a ferrugem do metal, apodrecimento e ferrugem que sempre têm efeito destruidor.

Costuma-se afirmar que a mágoa se instala quando o amor é ferido. Ora, quem ama nunca se fere com atitudes e procedimentos da pessoa amada. A expressão popularizada, portanto, mostra-se destituída de lógica, desde que entendamos o que seja o amor, o que significa o verbo amar.

A mágoa pode ser combatida de imediato, caso a criatura use o recurso da oração. É que também todo estado patológico, no seu início, oferece maior facilidade de ser debelado. Permitindo-se a sua continuidade, ela (a mágoa) se desdobra em várias modalidades, toma posse de compartimentos da emotividade, engendrando, em sua caminhada, pustulentas feridas de fundo moral, muitas vezes irreversíveis. A mágoa com livre curso atinge o caminho da aversão, transmudando-se depois para o campo do ódio, tornando-se aí enfermidade de largo período e de conseqüências imprevisíveis pela complexidade em que se enclausura.

Não somente quem cultiva a mágoa dela se ressente, mas os que estão dentro do círculo de sua atuação, geralmente familiares e amigos. Inimigos nem sempre, porque estes têm o revide pronto para desfechar sobre o magoado as suas queixas e seu mau humor.

A mágoa é um entulho que entope os caminhos por onde transita a esperança, a esta obstaculizando a execução da tarefa que lhe é específica: consolar.

Quem se magoa costuma cercar-se de argumentos muito bem urdidos, parecendo justificar quem tem o direito de não perdoar, de não esquecer, desta forma, ensejando a trajetória livre da causa da mágoa que, inegavelmente, é o orgulho.

Quantas e quantas desarmonias fisiológicas se originam na mágoa! Ela é uma geradora de cargas tóxicas de origem mental produzindo desequilíbrios no psiquismo, de cujas conseqüências só se pode esperar o pior, porque podem afetar os aparelhos circulatório, digestivo, nervoso...

Joanna de Ângelis assevera que "O homem é, sem dúvida, o que vitaliza pelo pensamento. Suas idéias, suas aspirações constituem o campo vibratório no qual transita e em cujas fontes se nutre." ("Florações Evangélicas", Editora G. Holman Ltda., pag. 91, psicografia de Divaldo Pereira Franco)

Segundo idéia freudiana, o EU seria o inconsciente, enquanto um membro de sua própria escola, Gustav Geley, afirmava que o inconsciente era o próprio espírito. Desde o feto a psicanálise vem encontrando manifestação do inconsciente, estabelecendo bases, desta forma, para que o psiquismo fetal seja uma realidade.

Fomos entrando por esse terreno meio escorregadio onde se localiza o inconsciente para demonstrar que é nele onde mais se fixa o espírito e suas vivências passadas. Onde ele está, também se encontram os desequilíbrios espirituais que conduzem o ser á mágoa, ao desequilíbrio, às distonias de patogêneses demasiadamente complexas.

Ela, a mágoa, não vem de fora, mas é exumada do interior da criatura, malgrado carregue toda a aparência de que vem de fora, que é trazida pelo semelhante.

O magoado traz toda uma história herdada de seu passado existencial, onde preponderou, com toda certeza, a exteriorização do orgulho e seus sequazes.

O espírito somente habita a Terra, mundo de provas e expiações, porque está enfermo moralmente, e ele somente deixará de reencarnar aqui quando estiver curado dessas enfermidades. A transformação que se apresta é antes moral que material, apesar do homem dirigir todos os seus esforços pela mudança e melhoramento do seu mundo físico que é perecível, esquecendo-se do seu aspecto imperecível - o espiritual.

A contumaz persistência da mágoa no indivíduo provoca, naturalmente, certos tipos de lesões cerebrais, as quais, não sendo combatidas a tempo, podem engendrar momentos de insanidade e de lucidez, numa verdadeira manifestação psicótica.

A mágoa deve ser trabalhada pelos pais tão logo a percebam em seus filhos, evitando assim o seu desenvolvimento. Isso poderá ser logrado, com certeza, caso procurem (os pais) fazer brotar e crescer a religiosidade do amor no interior de seus filhos.

As mágoas sejam quais forem as suas etiologias, marcam o eixo das neuroses; já o amor, o perdão, a humildade e a confiança em DEUS marcam a existência da alma sadia, lúcida, feliz...

Esse tipo de patologia da alma estiola a idéia e espalha suspeitas infundadas, isolando quem a cultiva, impossibilitando, inclusive, o auxílio que possa vir do exterior, geralmente de amigos e parentes.

Os agentes psíquicos inferiores, entre eles a mágoa, conspiram contra a serenidade. Os portadores da mágoa são merecedores, deste modo, da nossa compaixão e nunca da nossa indiferença, do nosso desprezo. Não esqueçamos: são enfermos espirituais.

Não há porque valorizar quem se magoa, dispensando-lhes atenções e preocupações, sendo necessário apenas que cultivemos pensamentos salutares, o que nos leva a pairar acima das viciações mentais agasalhadoras desses miasmas morbíficos que se alastram sobre a Terra, enquanto os seus habitantes se mantiverem afastados de DEUS e de quem ELE nos enviou como Guia e Modelo - JESUS.


ADÉSIO ALVES MACHADO

Ser Espírita

Toda convicção religiosa é importante, todavia, se buscamos a Doutrina Espírita, não podemos negar-lhe fidelidade. Por inúmeras razões precisamos preservar a incolumidade doutrinária. Até porque, ante as funções educativas das crenças religiosas, em geral, explica Emmanuel: só a Doutrina Espírita permite-nos o livre exame, com o sentimento livre de compressões dogmáticas, para que a fé contemple a razão, face a face. Se as religiões “preparam” as almas para punições e recompensas no além-túmulo, só o conceitos kardecianos elucidam que todos colheremos conforme a plantação que tenhamos lançado à vida, sem qualquer privilégio na Justiça Divina.

A Doutrina codificada por Allan Kardec nos oferece a chave precisa para a verdadeira interpretação do Evangelho. Por representar em si mesmo a liberdade e o entendimento. Há quem interprete seja a Terceira Revelação obrigada a miscigenar-se com todas as peripécias aventureiras e com todos os exotismos religiosos, sob pena de fugir aos impositivos da fraternidade que veicula. Mas temos que acautelar-nos sobre esse lisonjeiro ecletismo, buscando dignificar a Doutrina que nos consola e liberta, vigiando-lhe a pureza e a simplicidade para que não colaboremos, sub-repticiamente, nos vícios da ignorância e nos crimes do pensamento.

O legado da tolerância não se pode transfigurar na omissão da obrigatória advertência verbal ante às enxertias conceituais e práticas anômalas que alguns confrades intentam impor nas hostes do movimento doutrinário.

Inobstante repelir as atitudes extremas não devemos abrir mão da vigilância exigida pela pureza dos postulados espíritas e não hesitemos, quando a situação se impõe, no alerta sobre a fidelidade que devemos a Kardec e a Jesus.

É importante não esquecermos que nas pequeninas concessões vamos descaracterizando o projeto da Terceira Revelação. É óbvio que a luta pela pureza e simplicidade doutrinária sem vivê-la é consolidar focos de perturbação, impondo normas para os outros, despreocupados da própria vigília.

Destarte, para evitarmos determinadas práticas perfeitamente dispensáveis em nome do Espiritismo, entendamos que prática de fidelidade aos preceitos kardecianos é processo de aprendizagem com responsabilidade nas bases da dignidade cristã, sem quaisquer laivos de fanatismo, tendente a impossibilitar discussão sadia em torno de questões controversas , porém não olvidemos que Espírita deve ser o nosso caráter, ainda mesmo nos sintamos em reajuste, depois da queda. Espírita deve ser a nossa conduta, ainda mesmo que estejamos em duras experiências. Espírita deve ser o nome do nosso nome, ainda mesmo respiremos em aflitivos combates conosco mesmo. Espírita deve ser o claro adjetivo de nossa instituição, ainda mesmo que, por isso, nos faltem as passageiras subvenções e honrarias terrestres.

E, ainda, Emmanuel admoesta: Doutrina Espírita quer dizer Doutrina do Cristo. E a Doutrina do Cristo é a doutrina do aperfeiçoamento moral em todos os mundos. Guarda-a, pois, na existência, como sendo a tua responsabilidade mais alta, porque dia virá em que serás naturalmente convidado a prestar-lhe contas.


Artigo gentilmente cedido por Jorge Luiz Hesse.

A Turma do "Eu Avisei"

No ambiente familiar, religioso ou profissional, certamente já convivemos com a Turma do Eu avisei.

È fácil identificá-los, pessimistas incorrigíveis tem sempre uma palavra de desânimo e de desencorajamento.

O profissional que julgando o patrão um explorador torce contra a própria empresa!

O cônjuge que sepulta os sonhos do outro com suas tendências negativas!

O religioso que procura entravar os ideais de seus companheiros de jornada!

Estes estão sempre a espreita, na espera de um insucesso para dar o ar da graça, quando isso acontece, afirmam vitoriosos: - Eu avisei, eu disse que não daria certo!

Para eles tudo é imensamente trabalhoso e doloroso.

A qualquer idéia nova sustentam inúmeras objeções!

Refratários as iniciativas e as mudanças, preferem sempre o acomodamento e a facilidade, julgam assim, estarem seguros quanto as intempéries da vida.

Ignoram que não estamos aqui por mero acidente biológico!

Certamente serão obrigados a mudar suas concepções pela marcha inexorável do progresso humano!

Entretanto, graças a bondade divina temos pessoas que rompem com a Turma do eu Avisei.

Empreendedores que com suas iniciativas trazem o progresso e as benfeitorias ao ser humano, certamente não dão ouvidos a essa Turma!

Voluntários de instituições filantrópicas que desenvolvem fantástico trabalho em prol do desenvolvimento humano ignoram essa Turma!

Idealistas que empregam seu tempo na busca de melhores condições de vida a seus semelhantes desafiam freqüentemente a Turma do Eu avisei!

Ao contrário do que alguns pensam não precisamos ser gênios ou criaturas angelicais para romper com essa turma.

Precisamos sim, de boa vontade!

Aliás você faz parte da Turma do Eu Avisei?


Artigo gentilmente cedido por Wellington Balbo
Baurú - SP