segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Biografia de Allan Kardec

Nascido em Lião, a 3 de outubro de 1804, de antiga família que se distinguiu na magistratura e no foro, Allan Kardec (Léon-Hippolyte-Denizart Rivail ) não seguiu a carreira dos Avoengos, sentindo-se, desde os verdes anos, atraído pelos estudos da ciência e da filosofia. Matriculado na escola de Pestalozzi, em Yverdun (Suíça), tornou-se um dos mais aplicados discípulos daquele eminente professor e um dos mais zelosos propagadores do seu sistema de educação, que tão grande influência exerceu na reforma dos estudos de Alemanha e de França. Dotado de notável inteligência e atraído para o ensino por vocação e especiais aptidões, desde os quatorze anos ensinava aos condiscípulos menos adiantados o que ia aprendendo. Foi com essas lições que se lhe desenvolveram as idéias, que mais tarde deveriam colocá-lo entre os homens do progresso e do livre pensamento. Nascido na religião Católica, mas educado no Protestantismo, serviram-lhe os atos de intolerância por que passou, de incentivo, em boa hora, ao pensamento de uma reforma religiosa, na qual trabalhou, em silêncio, por dilatados anos, procurando alcançar o meio de unificar as crenças, sem que pudesse descobrir, entretanto, o elemento indispensável para a solução do grande problema. Foi o Espiritismo que, mais tarde, lhe facultou esse meio, imprimindo-lhe aos trabalhos particular orientação.

Concluídos os estudos, tornou à França; possuindo profundo conhecimento da língua alemã, traduziu para ela diferentes obras de educação e moral, entre as quais , o que é característico, as de Fénelon, que mui particularmente o seduziram. Era membro de muitas sociedades científicas e entre elas a da Academia Real de Arras, que, no concurso de 1831, lhe coroou uma notável memória acerca da questão: Qual o sistema de estudos mais em harmonia com as necessidades da época?

De 1835 a 1840, fundou em sua casa, na rua Sévres, cursos gratuitos de física, química, anatomia comparada, astronomia, etc.- empresa digna de encômios em qualquer tempo, mas principalmente numa época em que bem poucos eram os interessados que se aventuravam pôr aquela senda. Sempre empenhado em tornar atraentes e interessantes os sistemas de educação, inventou , ao mesmo tempo, um método engenhoso para aprender a contar e um quadro mnemônico da história de França, cujo objetivo era fixar na memória as datas dos mais notáveis acontecimentos, bem como os descobrimentos que ilustram cada reinado.

Entre as numerosa obras de educação, podemos citar as seguintes: Plano para o melhoramento da instrução pública, 1828. _ Curso prático e teórico de aritmética, segundo o método de Pestalozzi , para uso de professores e de mães de família, 1829._ Gramática francesa clássica, 1831._ Manual para exames de capacidade. Soluções racionais de questões e problemas de aritmética e de geometria, 1846. _ Catecismo gramatical da língua francesa, 1848._ Programa dos cursos ordinários de física, química, astronomia, fisiologia (que ele dava no Liceu Polimático).

Pontos para os exames da Câmara Municipal e da Sorbonne, acompanhados de instruções especiais sobre as dificuldades ortográficas, 1849, obra muito estimada na ocasião da qual ainda recentemente se faziam novas edições. Antes que o Espiritismo lhe viesse popularizar o pseudônimo de Allan Kardec, havia ele, como se vê, sabido ilustrar-se com trabalhos de natureza mui diversa, os quais tinham pôr finalidade esclarecer a massa popular, prendendo-a ainda mais ao sentimento de família e ao amor de pátria. Em 1855, quando se começou a tratar das manifestações de Espíritos, Allan Kardec dedicou-se a perseverantes observações do fenômeno e cuidou principalmente de lhe deduzir as conseqüências filosóficas; entreviu de longe o princípio de novas leis naturais; aquelas que regem as relações entre o mundo visível e invisível.

Reconheceu, nas manifestações deste, uma das forças da natureza, cujo conhecimento devia projetar luz a uma infinidade de problemas considerados insolúveis. Finalmente percebeu a relação de tudo aquilo com pontos de vista religiosos. As suas principais obras acerca da nova matéria são: O Livro dos Espíritos, para a parte filosófica, cuja a primeira edição apareceu a 18 de abril de 1857. O Livro dos Médiuns, para a parte experimental e científica, publicada em janeiro de 1861. O Evangelho Segundo o Espiritismo, para a parte moral , publicada em abril de 1864. O Céu e o Inferno, ou A Justiça de Deus segundo o Espiritismo, agosto de 1865. A Gênese, os Milagres e as Predições, janeiro de 1868.

A Revista Espírita, órgão de estudos psicológicos, publicação mensal começada em 1 de janeiro de 1858. Fundou em Paris, a 1 de abril de 1858, a primeira sociedade espírita regularmente constituída, com o nome de Societé parisiense des études spirites, cujo o fim exclusivo era o estudo de tudo quanto pudesse contribuir para o progresso da nova ciência. Allan Kardec se defendeu admiravelmente da pecha de haver escrito sob a influência de idéias preconcebidas ou sistemáticas. Homem de caráter frio e severo, observara os fatos e das observações deduziu as leis que os regem; foi o primeiro que, a propósito desses fatos, estabeleceu teoria e constituiu em corpo de doutrina , regular e metódico. Demonstrando que os fatos, falsamente chamados sobrenaturais, são sujeitos as leis, os subordinou à categoria dos fenômenos da natureza, e fez ruir, assim, o último reduto do maravilhoso, que é uma das causas da superstição.

Durante os primeiros anos de preocupação com os fenômenos espíritas, foram estes mais objeto de curiosidade que de meditações sérias. O Livro dos Espíritos fez com que fossem encarados pôr outra face: desprezaram-se as mesas falantes, que tinham sido o prelúdio e se ligou o fenômeno a um corpo de doutrina, que compreendia questões concernentes à humanidade. Da aparição do livro data a verdadeira fundação do Espiritismo, que até então só possuía elementos esparsos, sem coordenação, e cujo o alcance não tinha sido compreendido pôr todos. Também foi desde aquela época que a doutrina prendeu a atenção dos homens sérios e adquiriu rápido desenvolvimento. "Em poucos anos, as idéias espíritas contavam com numerosos aderentes nas classes sociais e em todos os países.

O êxito, sem precedentes, é obra da simpatia que essas idéias encontram, mas também é devido, em grande parte, à clareza característica dos escritos de Allan Kardec. "Abstendo-se das fórmulas abstratas da metafísica, o autor soube fazer-se sem fadiga, condição essencial para a vulgarização de uma idéia. Sobre todos os pontos de controvérsia, a sua argumentação, de uma lógica cerrada, oferece pouco material à contestação e predispõe o antagonista à convicção. "As provas materiais, que o Espiritismo fornece tanto da existência da alma como da vida futura, derrocam as idéias materialistas e panteístas. Um dos princípios mais fecundos da doutrina, o qual decorre do precedente, é o da pluralidade das existências, já entrevista pôr inúmeros filósofos antigos e modernos e, nestes últimos tempos, pôr Jean Reynaud, Charles Fourier, Eugène Sue e outros; mais tinha ficado no estado de hipótese, ao passo que o Espiritismo demonstra a sua realidade e prova que é um dos atributos essenciais da humanidade.

Desse princípio decorre a solução de todas as anomalias aparentes da vida humana, de todas as desigualdades intelectuais, morais e sociais. O homem sabe assim donde vem, para onde vai, para que fim está na Terra e pôr que sofre aqui. "As idéias inatas explicam-se pelos conhecimentos adquiridos em vidas anteriores; o caminhar dos povos explica-se pelos homens do tempo passado, que voltam a esta vida, depois de terem progredido; as simpatias e as antipatias, pela natureza das relações anteriores, relações que ligam a grande família humana de todas as épocas aos altos princípios da fraternidade, da igualdade, da liberdade e da solidariedade universal, têm pôr base as mesmas leis a Natureza e não mais uma teoria.

Em vez do princípio: Fora da Igreja não há salvação, que mantém a divisão e a animosidade entre diferentes seitas e que tanto sangue tem feito correr- o Espiritismo tem pôr máxima: Fora da caridade não há salvação, isto é, a igualdade dos homens perante Deus, a liberdade da consciência, a tolerância e a benevolência mútuas. Em vez da fé cega, que aniquila a liberdade de pensar, ensina: a fé inabalável é somente aquela que pode encarar a razão face a face, em todas as épocas da humanidade; para a fé é preciso uma base e esta é a inteligência perfeita do que se deve crer; para crer não basta ver, é preciso sobretudo compreender; a fé cega não é mais deste século; ora, é precisamente o dogma da fé cega que produz hoje o maior número de incrédulos, pôr querer impor-se. Exigindo a alimentação das mais preciosas faculdades do homem: o raciocínio e o livre arbítrio.(Evangelho segundo o Espiritismo).

Trabalhador infatigável, sempre o primeiro a iniciar o trabalho e o último a deixá-lo, Allan Kardec sucumbiu a 31 de março de 1869, em meio dos preparativos para mudar de domicílio, como lho exigia a extensão considerável das múltiplas ocupações. Numerosas obras, que tinha em mão, ou que só esperavam oportunidade para vir a lume, provar-lhe-ão um dia a magnitude das concepções. Morreu como viveu: trabalhando. Desde longos anos sofria do coração, que reclamava, como meio de cura, o repouso intelectual, com pequena atividade material. Ele, porém, inteiramente entregue às obras, negava-se a tudo o que lhe roubasse um instante das suas ocupações de predileção. Nele, como em todas as almas de boa têmpera, a lima do trabalho gastou o aço do invólucro. O corpo, entorpecido, recusava-lhe os serviços; mas o espírito, cada vez mais vivaz, mais enérgico, mais fecundo, alargava-lhe o círculo da atividade. Na luta desigual a matéria nem sempre podia resistir.

Um dia foi vencida: o aneurisma rompeu-se e Allan Kardec caiu fulminado. Um homem desapareceu da terra, mas o seu grande nome tomou lugar entre as ilustrações do século e um culto espírito foi retemperar-se no infinito, onde aqueles, que ele próprio havia consolado e esclarecido, lhe esperavam a volta com impaciência. "A morte, dizia mui recentemente, a morte amiúda os golpes na falange dos homens ilustres!... A quem virá ela agora libertar?" Foi ele, depois de tantos outros, retemperar-se no espaço e buscar outros elementos para renovar o organismo gasto pôr uma vida de labores incessantes. Partiu com aqueles que virão a ser os luminares da nova geração, a fim de voltar com eles para continuar e concluir a obra que deixou confiada a mãos dedicadas. O homem deixou-nos, mas a sua alma será sempre conosco.

É um protetor seguro, uma luz a mais, um labutador infatigável, que foi aumentar as forças das falanges do espaço. Como na terra, saberá moderar o zelo dos impetuosos, secundar as intenções dos sinceros e dos desinteressados, estimular os vagarosos - saberá enfim, sem ferir a ninguém, fazer com que todos lhe ouçam os mais convenientes conselhos. Ele vê e reconhece agora o que ainda ontem apenas previa. Não mais está sujeito às incertezas e aos desfalecimentos e contribuirá para participarmos das suas convicções, fazendo-nos alcançar a meta, dirigindo-nos pelo bom caminho, tudo nessa linguagem clara, precisa, que constitui um característico nos anais literários.

O homem, nós o repetimos, deixou-nos, mas Allan Kardec é imortal, e a sua memória, os trabalhos, o Espírito, estarão sempre com aqueles que sustentarem com firmeza e elevação a bandeira, que ele sempre soube fazer respeitar. Uma individualidade pujante construiu o monumento. Esse monumento será para nós na Terra a personificação daquela individualidade. Não se congregarão em torno de Allan Kardec: congregar-se-ão em torno do Espiritismo, que é o monumento pôr ele erigido. Através dos conselhos dele, sob a sua influência, caminharemos com passo firme para essas fases venturosas prometidas à humanidade regenerada. (Revue Spirit. Maio 1869).

domingo, 2 de outubro de 2011

Realização Interior

Enquanto o homem não se convencer de que lhe é necessário conquistar as paisagens íntimas, suas realizações externas deixá-lo-ão em desencanto, sob frustrações que se sucederão, tantas vezes quantas sejam as glórias alcançadas no mundo de fora.

À semelhança de uma semente, na qual dormem incontáveis recursos, que surgem a partir da germinação, cabe ao ser humano desatar os valores que lhe dormem inatos, facultando-se as condições de desenvolvimento, graças às quais logrará sua plenitude.

Muitas vezes, as dificuldades que o desafiam são fatores propiciatórios para o desabrochar dos elementos adormecidos, e para que sua destinação gloriosa seja alcançada.

O homem de bem, que reúne os valores expressivos da honra e da ação edificante, faz-se caracterizar pelo esforço, pelo empenho que desenvolve, realizando o programa essencial da vida que é sua iluminação íntima.

Somente essa identificação com o si profundo facultar-lhe-á a tranqüilidade, meta próxima a ser conseguida. Partindo dela, novas etapas surgirão, convidativas, ensejando o crescimento moral e intelectual proporcionador da felicidade real.

Todas as conquistas externas - moedas, projeção social, objetos raros, moradia, eletrodomésticos, aparelhos eletrônicos - não obstante úteis para a comodidade, a automação e sintonia com o mundo, bem como com a sociedade, não podem acompanhar o ser, quando lhe ocorre a fatalidade biológica da morte.

Cada qual desencarna com os recursos morais e intelectivos que amealhou, liberando-se ou não dos grilhões emocionais que o prendem às quinquilharias a que atribui valor.

Na luta pela aquisição das coisas, as batalhas se tornam renhidas, graças à competição, às angustiantes expectativas das disputas, nas quais o crime assume papel preponderante, com resultados quase sempre funestos.

Na grande transição, tudo aquilo que constituiu motivo de luta insana perde o significado, passando a afligir mais do que antes..

*

Não te descures da auto-iluminação.

Se buscas a consolidação da estrutura sócio-econômica pessoal e familiar, vai mais longe, e intenta a conquista dos tesouros íntimos.

Exercita as virtudes que possuis em germe, dando-lhes oportunidade de se agigantarem, arrastando outros corações.

Recorda-te, a cada instante, da brevidade do corpo físico e reivindica o treino para a morte, mantendo-te em serenidade, reflexão e ação iluminativa.

Vida interior é conquista possível, e está ao teu alcance. Logra-a, quanto antes, e sentirás a imensa alegria da plenificação.

Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Momentos Enriquecedores. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis. Salvador, BA.

Ser Espírita

Toda convicção religiosa é importante, todavia, se buscamos a Doutrina Espírita, não podemos negar-lhe fidelidade. Por inúmeras razões precisamos preservar a incolumidade doutrinária. Até porque, ante as funções educativas das crenças religiosas, em geral, explica Emmanuel: só a Doutrina Espírita permite-nos o livre exame, com o sentimento livre de compressões dogmáticas, para que a fé contemple a razão, face a face. Se as religiões “preparam” as almas para punições e recompensas no além-túmulo, só o conceitos kardecianos elucidam que todos colheremos conforme a plantação que tenhamos lançado à vida, sem qualquer privilégio na Justiça Divina.

A Doutrina codificada por Allan Kardec nos oferece a chave precisa para a verdadeira interpretação do Evangelho. Por representar em si mesmo a liberdade e o entendimento. Há quem interprete seja a Terceira Revelação obrigada a miscigenar-se com todas as peripécias aventureiras e com todos os exotismos religiosos, sob pena de fugir aos impositivos da fraternidade que veicula. Mas temos que acautelar-nos sobre esse lisonjeiro ecletismo, buscando dignificar a Doutrina que nos consola e liberta, vigiando-lhe a pureza e a simplicidade para que não colaboremos, sub-repticiamente, nos vícios da ignorância e nos crimes do pensamento.

O legado da tolerância não se pode transfigurar na omissão da obrigatória advertência verbal ante às enxertias conceituais e práticas anômalas que alguns confrades intentam impor nas hostes do movimento doutrinário.

Inobstante repelir as atitudes extremas não devemos abrir mão da vigilância exigida pela pureza dos postulados espíritas e não hesitemos, quando a situação se impõe, no alerta sobre a fidelidade que devemos a Kardec e a Jesus.

É importante não esquecermos que nas pequeninas concessões vamos descaracterizando o projeto da Terceira Revelação. É óbvio que a luta pela pureza e simplicidade doutrinária sem vivê-la é consolidar focos de perturbação, impondo normas para os outros, despreocupados da própria vigília.

Destarte, para evitarmos determinadas práticas perfeitamente dispensáveis em nome do Espiritismo, entendamos que prática de fidelidade aos preceitos kardecianos é processo de aprendizagem com responsabilidade nas bases da dignidade cristã, sem quaisquer laivos de fanatismo, tendente a impossibilitar discussão sadia em torno de questões controversas , porém não olvidemos que Espírita deve ser o nosso caráter, ainda mesmo nos sintamos em reajuste, depois da queda. Espírita deve ser a nossa conduta, ainda mesmo que estejamos em duras experiências. Espírita deve ser o nome do nosso nome, ainda mesmo respiremos em aflitivos combates conosco mesmo. Espírita deve ser o claro adjetivo de nossa instituição, ainda mesmo que, por isso, nos faltem as passageiras subvenções e honrarias terrestres.

E, ainda, Emmanuel admoesta: Doutrina Espírita quer dizer Doutrina do Cristo. E a Doutrina do Cristo é a doutrina do aperfeiçoamento moral em todos os mundos. Guarda-a, pois, na existência, como sendo a tua responsabilidade mais alta, porque dia virá em que serás naturalmente convidado a prestar-lhe contas.

Artigo gentilmente cedido por Jorge Luiz Hessen

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Rock In RIO - Vale Uma Reflexão?

Prezados amigos(as) e irmãos(ãs)!

Nas recentes apresentações do evento intitulado, o evento do ano, como o Rock in Rio, fiquei fazendo uma reflexão: Estamos realmente em um estágio em que as pessoas terão suas últimas oportunidades de retornarem ao planeta ou nele permanecerem.
Arquitetei em minha mente o que os jovens estavam indo buscar naquele rítmo frenético onde predominava a alienação, o descontrole emocional e o incentivo a violência de certos cantores, bem como víamos bandas com aspectos horrorozos trazidos do Umbral,onde pessoas muitas vezes no seu descanço corporal, se liberta do corpo e vive nessa faixa vibratória.
Muitas bandas faziam apologia ao horror, as alucinações, onde as pessoas naqueles rítmos tresloucados faziam consumo de bebidas alcóolicas(droga lícita) e drogas ilícitas, onde os jovens em estados alucinógenos dançavam de diversas formas e idolatrando pessoas que passavam uma imagem de desquilíbrio para todos e que muitas vezes servem de parâmetro para suas atitudes.
Sei que nem todas as bandas são assim (pois tem Cantor|banda que até tem deficiência visual e fala de amor), me refiro as que tem descontrole emocional, onde parece que o primatismo está de volta em lugar do amor, da inteligência e a harmonia espiritual que percisamos.
Nós Espíritas precisamos repensar essas práticas de desequilíbrados que se passam como ídolos de uma responsabilidade singular perante o próximo.
Que Jesus os abençõe, sempre em busca de um mundo melhor! Que possam acordar!
Vamos orar por todos com amor, para que as pessoas se conscientizem da necessidade de progredir encarando a razão de frente.
Muita paz em Cristo! Ave Jesus!
Por Antonio Carlos Laranjeira Miranda

sábado, 24 de setembro de 2011

Quando Alguém lhe Diz: Você Precisa Desenvolver a sua mediunidade!

Por Bruno José Gimenes

Quantos já ouviram essa expressão?

É uma frase típica, muito utilizada nos centros espíritas, que possui um significado amplo. No entanto o sentido que essa palavra produz nas pessoas que ouvem, muitas vezes é distorcido em relação ao seu verdadeiro significado.

Como sabemos, a mediunidade é um instrumento de evolução. Ela nos possibilita um crescimento mais rápido, na direção da realização de nossa missão. O que seria de nós sem as possibilidades mediúnicas que ganhamos de Deus?

Então, pense. Certo dia, lá em cima no plano astral, o Papai do Céu nos escalou. Isso mesmo, como um técnico de futebol, que chama seu jogador para entrar em campo. Ele veio e falou:

“Você vai descer, vai voltar para a escola (Planeta Terra). Precisa aprender, evoluir, resgatar muitas coisas, por isso precisa descer… Mas, você sabe que sua necessidade é grande, possui muitas coisas para curar, muitos erros de outrora para corrigir. Dessa forma, uma existência apenas não seria tempo suficiente para tanto. Por isso filho, vou te proporcionar a mediunidade, como um instrumento para ajudar você a fazer muito mais coisas em menos tempo. Sem essa faculdade, isso não seria possível, pois ela lhe ajudará a otimizar sua encarnação, ou seja, sua experiência no plano físico, que é tão necessário para a reforma íntima”.

“Essa dádiva vai lhe permitir fazer grandes tarefas, o que será muito importante para que consigas aproveitar muito bem sua encarnação e seu propósito nessa descida. Entenda que ela é uma grande aliada na sua empreitada, é um presente para lhe ajudar. A mediunidade é como a betoneira para o pedreiro. Ajuda a virar a massa, mexer o cimento com muito mais facilidade. Sem ela, a obra demoraria muito mais tempo, geraria muito mais desgaste…”

E assim nascemos no plano físico, nos desenvolvemos e chegamos a maturidade (física apenas). E em meio a tantas ilusões e tanto distanciamentos em relação a nossa essência divina, acabamos considerando a mediunidade um “Fardo”! Esquecemo-nos do seu real objetivo… Isso é “cuspir para cima”. Um equívoco sem igual! Desperdiçamos uma oportunidade incrível.

Centros espíritas, através de seus orientadores, trabalhadores e monitores, alertam para as pessoas sobre a necessidade de trabalhar a mediunidade e desenvolver a espiritualidade. Normalmente, atuam de maneira amorosa, respeitando o livre-arbítrio de cada um. No entanto é normal, as pessoas fazerem mal uso dessa liberdade de escolha. Alienadas de sua finalidade aqui na Terra, acabam que por rejeitar a sugestão para desenvolver a sua mediunidade. A recebem como uma coisa ruim, algo incômodo, realmente um fardo.

Se essas casas de amparo e desenvolvimento espiritual pudessem interferir na escolha das pessoas, seus orientadores diriam assim: “Meu irmão, se liga, você recebe um presente de Deus, chamado mediunidade, não porque você é um ser iluminado ou puro, tampouco porque você possui dons extraterrestres. Simplesmente porque você está abarrotado de coisas (karmas) para curar…. Você tem a obrigação de mergulhar nesse entendimento, mas o azar é seu se você virar as costas para essa necessidade, e quiser desperdiçar mais essa oportunidade de evolução”.

Então, amigo leitor, pense á respeito: Quando alguém lhe disser a fatídica frase: Você precisa desenvolver a sua mediunidade! Entenda de uma vez por todas, isso quer dizer que chegou a hora de você utilizar esse poderoso recurso, como um instrumento para dinamizar a sua tarefa de curar-se! Redimir-se de erros do passado e evoluir. Essa é a meta de todos! Com isso, se você fizer bom uso desse instrumento, quando o ciclo dessa vida se finalizar e o desencarne chegar, você voltará ao grande Pai, O Supremo Técnico de futebol, e ele terá o prazer em lhe dizer:

“Parabéns, que ótima partida você realizou, que grande jogo! Agora descanse um pouco e prepare-se para a próxima, temos um Campeonato inteiro pela frente!”

Que essa metáfora possa ser levada em conta na hora de tomar uma decisão, mas nunca se esqueça que o coração é a voz que deve falar mais alto em nossa alma, respeite sempre suas intuições quando orientadas ao bem e ao amor.

Complementando o nosso estudo, o termo “desenvolvimento mediúnico” já começa a ser criticado por alguns estudiosos da doutrina espírita e passa a ser substituído por outro termo mais coerente com a realidade: “educação da mediunidade”, afinal o que vai se desenvolver no seu organismo, quer você queira ou não, assim como suas mãos e seus pés se desenvolveram, carece apenas de ser educado para o uso adequado e bem orientado.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Sindrome de Down

I - O QUE É SÍNDROME DE DOWN?

A palavra síndrome deriva do grego "sindromé" e significa a ação de reunir tumultuosamente, que correm juntos. Em medicina, indica o conjunto de sinais e sintomas que podem ser observados em processos patológicos diferentes, em um determinado tempo, e que definem um estado mórbido. Numa síndrome, todos os sinais e sintomas encontram-se entrelaçados pela genética, pelos fatores causais e pela patologia, indicando um distúrbio funcional com particularidades anatômica, física ou bioquímica.

Com relação à cura e ao prognóstico, estes dependerão do tipo de síndrome que o paciente possua. A Síndrome de Down (SD) é uma anomalia cromossômica caracterizada pela existência de uma terceira cópia do cromossomo 21. Tal característica é o que determina o nome científico desta variação como 'trissomia do 27'. A SD é a causa mais comum de dificuldades do aprendizado.

Evidências históricas indicam que provavelmente sempre tenha havido pessoas com a SD. Há indícios de pessoas com SD na cultura dos Olmecas, que viveram no México entre 1500 a.C. e 300 d.C. O registro arqueológico mais antigo de Down foi derivado de escavações de um crânio apresentando mudanças estruturais vistas nestes indivíduos e datado do século VII, encontrado no Reino Unido.

Segundo alguns pesquisadores, como Siegfried M. Pueschel, muitos artistas da Idade Média e do Renascimento usaram pessoas que nasceram com SD na hora de pintar figuras angelicais e o menino Jesus. O uso destas pessoas como modelos de seres celestiais teria sido um hábito comum. Andrea Mantegna (1431-1506), que tinha um filho com Down, pintou vários quadros de madonas com o menino Jesus com as características de um portador dessa síndrome.

Destaca-se a tela 'Virgin with a Child' exposto no Fine Arts Museum, em Boston. No século XIX, John Langdon Down (1832-1896) descreveu a síndrome em 1866, durante seu trabalho com deficientes mentais. Identificou-a como uma entidade clínica peculiar e ajudou a diferenciar essa síndrome do Hipotireoidismo Congênito. Down acreditava que esta condição era um retorno a um tipo racial primitivo, por isso, ele criou o termo 'mongolóide', seguindo a tendência da ciência na época. Apesar de o tom de seus estados ser, hoje em dia, considerado racista, o legado deixado por este médico inglês é, até hoje, fonte de referência para os estudos da SD. Seu nome foi oficialmente reconhecido pela Organização Mundial da Saúde em 1965.

Em 1932, Waardemberg descobriu que a SD poderia ser decorrente de uma aberração cromossômica e, dois anos depois, Adrian Bleyer informou que esta aberração poderia ser decorrente de uma trissomia. Em 1956, foi estabelecido que o número normal de pares de cromossomos era 23, sendo um par de cromossomos sexuais. Em 1959, foi descrita a presença de um cromossomo extra pelo Dr. Jerome Lejeune. Em 1960.

Em face das discordâncias causadas pelo termo mongolismo, que era considerado ofensivo tanto por pesquisadores orientais como pelos pais dos portadores no ocidente, bem como pela delegação da Mongólia junto à Organização Mundial de Saúde, tal denominação foi excluída das publicações da OMS em 1965 e do Index Medicus em 1975. Hoje este termo é considerado arcaico e inadequado.

A Síndrome de Down não se limita a nenhuma raça, cultura, religião, dieta, comportamento, clima ou sexo. Sua incidência é de aproximadamente l :650-700 nascidos vivos. Há dois fatores que interferem nessa incidência: a idade materna e o diagnóstico pré-natal.

As pessoas que nascem com a trissomia do 21 não são doentes, nem vítimas e nem sofrem desta condição. O certo é dizer que a pessoa nasceu com ou tem SD. Geralmente, as crianças com SD nascem prematuras e com peso e altura inferiores ao normal. Elas geralmente apresentam peso encefálico diminuído, principalmente o cerebelo e o tronco cerebral, que se tornará mais evidente com o passar do tempo, com quadros bastante variáveis de deficiência mental.

A criança portadora dessa síndrome tem facilidade em compreender o que as pessoas dizem, porém, há uma dificuldade para emitir as palavras, devido a dificuldades articulatórias.

"NÃO TEM FUNDAMENTO A IDÉIA DE QUE OS DEFICIENTES MENTAIS TERIAM UMA ALMA INFERIOR.
ELES TÊM UMA ALMA HUMANA, MUITAS VEZES MAIS INTELIGENTE DO QUE PENSAIS, QUE SOFRE DA
INSUFICIÊNCIA DOS MEIOS QUE TEM PARA SE MANIFESTAR, ASSIM COMO O MUDO SOFRE POR NÃO
PODER FALAR." (LE, 371)

II - O QUE DIZEM OS ESPÍRITOS

A - L.E. pergunta 217: O homem, pelo Espírito, conserva traços físicos das existências anteriores em suas diferentes encarnações?

- O corpo que foi anteriormente destruído não tem nenhuma relação com o novo. Entretanto, o Espírito se reflete no corpo. Certamente, o corpo é apenas matéria, mas apesar disso é modelado de acordo com a capacidade do Espírito que lhe imprime um certo caráter, principalmente ao rosto, e é verdade quando se diz que os olhos são o espelho da alma, ou seja é o rosto que uma pessoa sem grande beleza tem, entretanto, algo que agrada quando é animada por um Espírito bom, sábio humanitário, enquanto existem rostos muito belos que nada fazem sentir, podendo até inspirar repulsa.
Poderíeis pensar que apenas os corpos mais belos servem de envoltório aos Espíritos mais perfeitos; entretanto, encontrais todos os dias homens de bem sem nenhuma beleza exterior. Sem haver uma semelhança pronunciada, a similitude dos gostos e das inclinações pode dar o que se chama de um "ar de família".

B - L.E. pergunta 220: Ao mudar de corpo, podem-se perder alguns talentos intelectuais, não mais ter, por exemplo o gosto pelas artes?

- Sim, se desonrou esse talento ou se fez dele um mau uso. Uma capacidade intelectual pode, além do mais, permanecer adormecida numa existência, porque o Espírito veio para exercitar uma outra que não tem relação com ela. Então, qualquer talento pode permanecer em estado latente para ressurgir mais tarde.

C - L.E. pergunta 258: Na espiritualidade, antes de começar uma nova existência corporal, o Espírito tem consciência e previsão das coisas que acontecerão durante sua vida?

- Ele mesmo escolhe o gênero de provas que quer passar. Nisso consiste seu livre-arbítrio.

D - L.E. pergunta 262: Quando o Espírito usa seu livre-arbítrio, a escolha da existência corporal depende sempre de sua vontade, ou essa existência pode ser imposta pela vontade de Deus como expiação?

- Deus sabe esperar, não apressa a expiação. No entanto, perante a Lei, um Espírito pode ter uma encarnação compulsória quando, por sua inferioridade, ou má vontade, não está apto a compreender o que lhe poderia ser mais útil e quando essa encarnação pode servir à sua purificação e adiantamento, ao mesmo tempo que lhe sirva de expiação.

E - L.E. pergunta 266: Não parece natural escolher as provas menos dolorosas?

- Para vós, sim; para o Espírito, não. Quando se está liberto da matéria, a ilusão cessa e a forma de pensar é outra.

F - L.E. pergunta 373a: O corpo de um deficiente mental pode, assim, abrigar um Espírito que teria animado um homem de gênio em uma existência precedente?

- Sim. A genialidade torna-se às vezes um flagelo quando dela se abusa. A superioridade moral nem sempre está em razão da superioridade intelectual, e os maiores gênios podem ter muito para expiar. Daí resulta frequentemente para eles uma existência inferior à que tiveram e causa de sofrimentos.
As dificuldades que o Espírito experimenta em suas manifestações são para ele como correntes que impedem os movimentos de um homem vigoroso. Pode-se dizer que deficientes mentais são aleijados do cérebro, assim como o coxo das pernas e cego dos olhos.

III - A VISÃO ESPÍRITA DA SÍNDROME DE DOWN:

É preciso compreender que existe amor e misericórdia na Lei de Ação e Reação, afinal Deus - justo e onipotente - não poderia ser ao mesmo tempo vingativo. Sua perfeição está caracterizada na própria Criação, regida por leis fraternas e imutáveis. É assim que destinados que somos à felicidade como Espíritos imortais, a bondade divina se faz presente justamente nas inúmeras oportunidades de recomeço que nos são concedidas através das reencarnações.

Assim, podemos vivenciar em efeitos iguais, experiências diversas e advindas de causas diferentes. Totalmente errado, portanto, julgarmos a história de cada Espírito na relatividade da matéria, pela aparência do corpo físico, que serve apenas de roupagem para a manifestação da sua essência inteligente.

Somos criaturas únicas em processos particulares de evolução, rumo à perfectibilidade - cada qual a seu tempo, com seu entendimento e à sua maneira - o que já demonstra por si só que poderemos até ter "aparentemente" os mesmos defeitos, o que não quer dizer - em hipótese alguma — que tenhamos sido agentes das mesmas causas. Cada caso é um caso. Cada aprendizado é único.

Cada qual evolui da melhor forma que lhe aprouver, que lhe seja permitido e escolhido, tendo invariavelmente a Lei do Amor SEMPRE a nos direcionar os passos. Leia abaixo a análise espírita do neurologista Dr. David Monducci. Com respostas objetivas, à luz do Espiritismo, ele esclarece dúvidas comuns e muito importantes em relação à Síndrome de Down, um assunto que vem sendo explorado com bastante evidência pela mídia atualmente.

A - COMO PODEMOS EXPLICAR A SÍNDROME DE DOWN, SEGUNDO O ESPÍRITISMO?

- Nascer portador de SD é uma provação ou uma expiação para o Espírito COMO QUALQUER OUTRO TIPO DE PROGRAMAÇÃO REENCARNATÓRIA. Não se trata de punição ou de castigo, idéias que não fazem parte do corpo doutrinário espírita. O Espírito é livre para escolher, com aqueles que estarão ao seu lado, que tipo de experiências serão mais produtivas para o seu progresso espiritual.

B - PRECISA SER DESSA FORMA?

- A forma pouca interessa ao Espírito. O importante é o resultado a ser atingido. Para tanto pode-se escolher uma forma que permita grandes conquistas no menor tempo possível, o que demanda um grande esforço, ou formas que ofereçam conquistas pequenas ao longo de um grande intervalo de tempo mas que exijam pouco esforço. A forma está sempre a serviço do Espírito.

C - SE O OBJETIVO DA REENCARNAÇÃO É EVOLUIR, COMO APRENDER BEM COM UM INSTRUMENTO (CORPO FÍSICO) LIMITADO?

- Antes de mais nada é imprescindível termos em mente que o objetivo da reencarnação é de atender os imperativos da evolução espiritual. Neste contexto ao lado do aprendizado científico há as lições morais que o Espírito deve aprender para evoluir. Ao reencarnar em um corpo com limitações físicas, o Espírito estará automaticamente matriculando-se em curso de aprendizado moral. As limitações impostas pela Síndrome de Down são para o corpo e NÃO PARA O ESPÍRITO. Nestas condições o Espírito terá oportunidade de se dedicar ao aprendizado das lições morais como a paciência, a resignação, a humildade, a simplicidade, poderá aprimorar a sua determinação no cumprimento de um objetivo, trabalhará a sua força de vontade e a sua capacidade de ser perseverante.

D - É CERTO DIZER QUE O PORTADOR DE DOWN ESTÁ RECEBENDO AQUILO QUE PLANTOU?

- Depende. Quando se diz que a "semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória" estamos usando uma imagem metafórica da lei de ação e reação. O Espírito é livre para agir segundo a sua vontade, entretanto, cada ação nossa gera um efeito e nós somos os responsáveis por esse efeito. Os companheiros que ainda se encontram presos à ignorância semeiam espinhos.

É certo que deverão colher espinhos querendo ou não. Para estes a colheita deverá ser compulsória até porque eles mesmos ainda não despertaram para as consequências das ações praticadas. Ao experimentarem a consequência das próprias ações terão a oportunidade de aprender a fazer melhores escolhas no futuro.

Para os Espíritos com graus medianos de evolução a semeadura geralmente é de boas sementes que podem ser perdidas por negligência ou por omissão durante o trabalho. O portador de Down até poderia ser algum Espírito que tivesse plantado espinhos, todavia o seu pouco nível evolutivo não o habilitaria a colheitas proveitosas nestas circunstâncias.

Quem verdadeiramente se beneficiaria deste tipo de colheita seria um grupo de evolução mediana que quisesse fazer um curso intensivo para recuperar tempo perdido com colheitas fúteis.

E - QUEM É O CULPADO QUANDO UMA CRIANÇA NASCE COM SÍNDROME DE DOWN, O ESPÍRITO REENCARNANTE OU OS SEUS PAIS?

- A palavra culpa é de origem latina e designa as idéias de falha, defeito, imperfeição, prejuízo ou dano. Se por culpado entendemos a idéia arquetípica de ofensa a Deus e de queda do Paraíso por causa do pecado original, então ninguém é culpado. Se por culpado entendemos e reconhecemos os nossos erros, as nossas falhas e os nossos defeitos, então todos somos de alguma forma culpados.

Como vivemos em sociedade, os erros e as falhas geralmente são cometidas em grupo. Neste caso a oportunidade de reparar os erros e de fazer as coisas certas é oferecida ao grupo. Todos estão convidados a participar da obra de construção do bem. Cada um de nós é livre para participarmos desta obra dentro das nossas próprias capacidades e méritos.

F - POR QUE OS ESPÍRITOS NÃO AUXILIAM PARA QUE NÃO HAJA "ERRO" NA COMBINAÇÃO DOS CROMOSSOMOS?

- A pergunta seria procedente se o acaso existisse. Todavia como o acaso não existe NÃO há nenhum "erro" na combinação dos cromossomos. O que existe é a combinação necessária para atender a programação reencarnatória de um grupo de Espíritos, onde cada um se revestirá do corpo físico que melhor possa serví-lo no trabalho de REFORMA ÍNTIMA. O objetivo da reencarnação é evoluir.

G - COMO É O PERISPÍRITO DE UM PORTADOR DE SÍNDROME DE DOWN?

- Não dispomos de informações confiáveis para dar uma resposta final a esta pergunta. Mas podemos especular um pouco sobre a questão. Se pensarmos no perispírito apenas como o Modelo Organizador Biológico - MOB - deveremos supor que ele apresentará a configuração típica dos pacientes com SD para que o corpo físico se desenvolva dentro dos parâmetros devidos.

Tal configuração deverá ser adotada no plano espiritual, através da capacidade de plasticidade do perispírito, antes do processo reencarnatório. Se pensarmos no perispírito apenas como o corpo espiritual este reflitirá o nível evolutivo do Espírito e, portanto, terá a forma que aquele desejar. Não é o hábito que faz o monge.

H -QUANDO EVOLUIRMOS ESPIRITUALMENTE, AS SÍNDROMES DEIXARÃO DE EXISTIR? OU SEJA, ESSA "FALHA" GENÉTICA SÓ EXISTE EM FUNÇÃO DA NOSSA SITUAÇÃO EVOLUTIVA?

- Mais ou menos. As formas físicas e os meios nos quais elas estão inseridas existem para atender às necessidades evolutivas do Espírito. À medida que o Espírito evolui, mudam as necessidades e com elas mudam as formas.

I - COMO O ESPÍRITO ATUA PARA "BURLAR" A GENÉTICA? AFINAL, ESSA CIÊNCIA NÃO É EXATA?

- O Espírito não pode "burlar" a genética por que ela está dentro das leis da natureza, e as leis da natureza são as leis de Deus. O nosso conhecimento sobre genética ainda é pequeno e permanece restrito apenas ao campo físico. Se ainda não conhecemos os segredos da genética no nosso nível, como poderemos pretender compreendê-la perante o conhecimento da espiritualidade superior???

J - COMO ESPÍRITAS, QUE LIÇÃO NOS TRAZEM OS PORTADORES DE DOWN?

- São companheiros de muita coragem, dignos do maior respeito, que escolheram um caminho de evolução que muitos não ousaríamos trilhar. Todos somos instrumentos e ao mesmo tempo estamos inseridos na grande Lei: "Amai ao próximo como a vós mesmos".

DR. DAVID MONDUCCI

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Ataques no Centro Espírita

Revista Caminho Espíritual
Por Gero Maita

Quando nos propomos a falar da ação das trevas nos grupos espíritas, anes de tudo precisamos saber de quais espíritos estamos falando, porque a grande maioria dos espíritos obsessores que vêm às casas espíritas são mais ignorantes do que propriamente maldosos.No livro Não HÁ MAIS TEMPO organizado pelo Espírito Klaus, nós publicamos uma comunicação de um verdadeiro das organizações do mal e percebemos ue há uma grande diferença entre o ue nós classificamos como espíritos obsessores e os verdadeiros representantes das trevas.
Eu estava presente na reunião na qual essa se manifestou. Quando o espírito incorporou a doutrinadora disse:!"Seja bem vindo meu uerido irmão!". Ele respondeu:
"Em primeiro lugar nao sou seu irmão, em segundo lugar eu conheço o seu sentimento. Sei que voce não gosta nem das pessoas que trabalham com você na casa, que dirá de mim que você não conhece. Por isso duvido que eu seja bem-vindo aqui". Ela ficou um tanto desconcertada, porém disse:"Mas meu irmão, veja bem, isto aqui é um hospital".
Ele respondeu:"Muito bem, agora você vai dizer que eu sou o doente e que você vai cuidar de mim, não é isto?". Ela disse " Sim". Pois bem, e quem garante para você que eu sou um doente? Só porque penso diferente de você! Aliás, o que a faz acreditar que possa cuidar de mim? Quem é que cuida de você? Porque suponho que quando alguém vai cuidar do outro, este alguém esteja melhor do que o outro e, francamente, eu não vejo que você esteja melhor que eu. Por que eu faço o mal? Por que sou combatente das idéias de Jesus? Sim, é verdade, mas admito isto, enquanto que você faz o mal tanto quanto eu e se disfaça de espírita boazinha."
Outro Doutrinador disse:"Meu irmão, é preciso amar". O Espírito respondeu:"Acabou o argumento . Quando vocês v~em com esta ladainha que é preciso amar é que vocês não tem mais argumentos"."Mas o amor não é ladainha meu irmão".
"Se o amor nõ é ladainha por que o senhor não vai amar o seu filho na sua casa? Aliás um filho que o senhor não tem relacionamento há mais de dez anos. Se o senhor não consegue perdoar o seu filho que é sangue do seu sangue, como é que o senhor quer falar de amor comigo? O senhor nem me conhece.
Vieram outros doutrinadores e a história se repetiu até que, por último, veio o dirigente da casa e com muita calma disse: "Não é necessário que o senhor fique atirando essas verdades em nossas faces. Nós temos plena consciência daquilo que somos. Sabemos que ainda somos crianças espirituais e que precisamos aprender muito". O espírito respondeu: " Até que enfim alguém com coerência nesse grupo. Até que enfim alguém disse uma verdade. Concordo com você, realmente vocês são crianças espirituais e como crianças não deveriam se meter a fazer trabalho de gente grande porque vocês não dão conta".
COMO AGEM OS ESPÍRITOS REPRESENTANTES DAS TREVAS EM NOSSOS NÚCLEOS ESPÍRITAS?

Como vimos, os verdadeiros representantes das trevas, além de maldosossão, também, extremamente inteligentes. São espíritos que não estão muito preocupados com as casas espíritas.
São espíritos que estiveram envolvidos por exemplo, na 1ª e 2ª guerras mundiais e no ataque às torres gêmeas nos Estados Unidos.
São mentores intelectuais de Bin Laden, de Sadan Hussein e de inumeros outros ditadores que já passaram pelo mundo, porque eles têm um plano muito bem elaborado, que é o de dominar o mundo. Os grupos espíritas não apresentam tanto perigo para eles.
Esses espíritos estarão sim atacando núcleos espíritas desde que o núcleo realmente represente algum perigo para as intençoes das trevas.
Portanto, quando nós falamos das inteligências do mal nós estamos falando destes espíritos que tem uma capacidade mental e intelectual muito acima da média em geral. Normalmente não são esses espíritos que se comunicam nas nossas sessões mediúnicas. Em geral eles não estão preocupados com os nossos trabalhos, a não ser que esses trabalhos estejam bem direcionados, o que é muito difícil, e represente algum perigo para eles.
Nós que vivemos e trabalhamos numa casa espírita sabemos bem dos problemas encontrados nas atividades desses grupos. Para ilustrar, vou contar para vocês um fato verídico ocorrido numa casa espírita. Um espírito obsessor incorporou na sessão mediúnica e disse para o grupo: "Nós viemos informar que não vamos mais obsediar vocês. Vamos para o o outro grupo".
Houve silênciao, até ue alguém perguntou: "Vocês não vão mais nos obsediar, por que?
O espírito respondeu: " Existe, nessa casa, tanta maledicência, tanta preguiça, tanto atrito, tantas brigas pelo poder, tantas pessoas pregando auilo que não praticam, que não precisamos nos preocupar com vocês. Vocês mesmos são obsessores uns dos outros".

POR QUE REALIZAR UM SEMINÁRIO RESSALTANDO A AÇÃO DAS TREVAS? FALAR DO MAL NÃO É AJUDAR O MAL A CRESCER?

No livro a Arte da Guerra está escrito:"Se você vai para uma guerra e conhece mais o seu inimigo que a você mesmo, não se preocupe, você vai vencer todas as batalhas. Se você conhece a si mesmo, mas não conhece o inimigo, para cada vitória você terá uma derrota. Porém, se você não conhece nem a si mesmo e nem ao inimigo, você vai perder todas as batalhas". Infelizmente, a grande maioria das pessoas não conhece a si mesma. Têm medo da reforma íntima, têm medo do que vão encontrar dentro de si. Negam a transformação interior.
Precisamos falar das trevas para conhecermos as trevas. Se não conhermos como eles manipulam os tarefeiros espíritas, umbandistas ou seja da linha que for, como é que vamos saber nos defender deles. Para isso é preciso refletirmos nesta condição de nos conhecermos, até porque toda a ação das trevas exteriores é um reflexo das trevas que nós carregamos dentro de nós. É preciso realmente realizarmos a nossa reforma interior para sirmos da sintonia dessas entidades.

E OS GUARDIÕES QUE CUIDAM DO CENTRO, COMO FICAM?

Não podemos esquecer que os benfeitores espirituais trabalham respeitando o nosso livre-árbítrio. Uma casa espírita possui o seu campo de proteção, uma cerca construída pelos benfeitores, porém, quem a mantém ligada são os trabalhadores encarnados. Toda vez que há brigas dentro do centro, toda vez há grupos inimigos conflitando-se, toda vez que há maledicências, é como se houvesse um curto circuito nesta rede, é como se houvesse uma queda de energia, e as entidades do mal entram. Os benfeitores espirituais estão presentes, a rede é religada, mas as entidades do mal já entraram. O grande problema é que quase sempre nós não estamos sintonizados com o bem. A ação do bem em nossa vida é fundamental.
Por exemplo: O umbral não é causa, o umbral é efeito. Só existe o umbral, a zona espiritual inferior que cerca o planeta, porque os homens têm sentimentos medíocres e inferiores. No dia que a humanidade evoluir, o umbral desaparece, porque ele é consequência. Por isso que não podemos nos esquecer que as trevas exteriores são apenas uma extenção das nossas trevas interiores. Existe, sim, a proteção espiritual nas casas espíritas, porém os espíritos amigos respeitam o nosso livre-arbítrio.

COMO OS GRUPOS ESPÍRITAS PODEM SE DEFENDER DAS TREVAS?

1-Com muita sinceridade, amizade verdadeira e, principalmente, muito amor entre todos os colaboradores do grupo.

2-Existindo a prática da solidariedade, carinho e respeito para com todas as pessoas que buscam o grupo ou para estudar ou para serem orientadas ou para receberem assistência espiritual.

3- muito comprometimento com a causa espírita.

4-Realizando, periodicamente, uma avaliação dos resultados obtidos!

*Queridos Irmãos(ãs)
O evangelho de Jesus está a nossa disposição para lermos e praticá-lo, voltemos nossas forças em uma reforma íntima, seguindo os ensinamentos de Jesus com disciplina, disciplina, disciplina, como falou Emmanuel para Chico Xavier.
Lembre-se fazendo a vontade do Pai que está nos céus, a luz sempre vencerá as trevas, onde há escuridão a luz prevalecerá. Jesus sempre será vitorioso, cabe a nós seguí-lo. Ave Jesus, Deus, Caridade e venceremos todas as trevas com a maravilhosa luz Divina. Buscai e achareis. Muita paz!

*Nota de Antonio Carlos Laranjeira Miranda.