NOS DOMÍNIOS DA MEDIUNIDADE
Autor Espiritual: André Luiz
Psicografia: Francisco Cândido Xavier
Sinopse: Eurípedes Kühl
Realização: Instituto André Luiz
Conteúdo doutrinário:
ANDRÉ LUIZ, com sua abençoada perspicácia, dedicou esta obra inteiramente à mediunidade, com isso ofertando-nos a visão “do Céu para a Terra”, em contraponto à visão “da Terra para o Céu”.
Em vários pontos, cita o papel da Ciência na jornada evolutiva do Espírito e explica: a Ciência, buscando compreender cada vez mais os fatos da alma humana — muitos deles, na verdade, ligados ao intercâmbio dos dois Planos — , vem compreendendo as sublimes nuanças da mediunidade. Por enquanto, nomeia tais fatos com palavras algo complicadas, mas que não passam de rótulos... Contudo, sendo o progresso Lei Divina, não tardará a identificar que o intercâmbio com o Plano Espiritual é manancial inapreciável de possibilidades construtivas da pax omnium (paz de todos), que nada mais é do que a somatória da pax personæ ad persona (paz de pessoa a pessoa).
E complementa: Vida e Morte, berço e túmulo, experiência e renovação, nada mais são do que simples etapas seqüenciais do progresso espiritual, expressando-se, pujantes, num “hoje imperecível”. Na verdade, nossa mente é o nosso endereço e nossos pensamentos são as nossas criações de luz e sombra, de liberdade ou escravidão, de paz ou tortura.
Dessa forma, a orientação aqui exposta para uma próspera vivência dos fenômenos mediúnicos, para cada médium e para toda a Humanidade, repousa na vivência dos ensinos de Jesus, inscritos na consciência e no coração de cada um de nós, médiuns ou não...
SINOPSE - Capítulo a capítulo
Cap 1 – Estudando a mediunidade – André Luiz, Hilário e dezenas de outros Espíritos, num curso rápido de ciências mediúnicas, assistem à palestra do Instrutor Albério, que esclarece ser a mente a base de todos os fenômenos mediúnicos. Na família terrena, que é a própria Humanidade, agimos e reagimos uns sobre os outros, através da energia mental em que nos renovamos constantemente... Assim, criamos, alimentamos e destruímos formas e situações, paisagens e coisas, com o que estrutura-mos nossos destinos. A mente é um núcleo de forças inteligentes que geram sutil plasma, o qual, ao exteriorizar-se, oferece recursos ao que pensamos. No mundo mental do agente um eventual recipiente pode interpretar os pensamentos recebidos, limitando-os à sua capacidade. “Vibrações compensadas”, ao contrário, exprimem valores mentais de qualidades idênticas. Ao médium compete elevar seu padrão, pelo estudo e prática de virtudes, para só assim recolher mensagens das Grandes Almas.
Cap 2 – O psicoscópio – Especializando conhecimentos sobre mediunidade, A.Luiz e Hilário recebem do Assistente Áulus a descrição de um aparelho pequeno e leve, na forma de uma pasta, denominado “psicoscópio”. Esse aparelho possibilita identificar as vibrações da alma e observar a matéria, tudo isso sem grande concentração mental. Com ele, os Espíritos classificam, de imediato, as possibilidades de um médium ou de um grupo mediúnico, segundo as radiações que projetam: a moralidade, o sentimento, a educação e o caráter. Os três Espíritos (Áulus, A.Luiz e Hilário) se dirigem ao plano terreno e adentram numa “casa espírita-cristã”. A.Luiz e Hilário deslumbram-se ao utilizarem o psicoscópio e verificar a harmonia dos dez médiuns, a se expressar por um sublime espetáculo de luzes, de ambos os Planos da vida. Vêem raios vitais do Plano terreno que Áulus denominou de “raios ectoplásmicos”.
Cap 3 – Equipagem mediúnica – É feita apresentação dos médiuns que formam o grupo mediúnico no qual A.Luiz e Hilário irão permanecer em estágio de aprendizado, sob assistência de Áulus.
A “ficha psicoscópica” demonstra a natureza dos pensamentos do Espírito focalizado. É esclarecida a importância do cérebro, onde se concentram todas as manifestações da individualidade, a governar as ações oriundas dos estímulos da alma, a partir dos pensamentos. É citado o perigo que ronda os médiuns que se julgam donos de recursos espirituais que não lhes pertencem.
Cap 4 – Ante o serviço – Os expositores evangélicos (de todas as religiões) são comparáveis a técnicos eletricistas, a desligar “tomadas mentais” de encarnados e desencarnados, através das suas boas palavras contendo princípios libertadores na esfera do pensamento. Por isso, são alvo de Espíritos vampirizadores que a eles se opõem ferreamente, às vezes, provocando sono nos ouvintes... Espíritos necessitados trazidos à reunião apresentavam lesões perispirituais (mutilações, ulcerações, paralisias). Há descrição de dois casos sobre hipnotismo e obsessão: o primeiro, ligado a vigorosa sugestão pós-hipnótica (gerando amnésia) e o segundo, versando sobre força hipnotizante (acatamento de sugestão de maldição e conseqüente concretização dessa maldição).
Cap 5 – Assimilação de correntes mentais – A.Luiz utiliza o psicoscópio em encarnados. São descritos os preparativos espirituais para uma reunião mediúnica: o dirigente espiritual atenua seu tom vibratório para se compatibilizar com o do dirigente encarnado, transferindo-lhe energia mental, que se traduzia por forças que resultavam em palavras e raios luminosos. É explicitado como cada pensamento tem peso próprio, conforme seja de crueldade, revolta, tristeza, amor, compreensão, alegria, etc., expressos pela onda mental (em palavras orais ou escritas).
Há valiosa explicação de como perceber e identificar o teor de interferências em nossa mente.
Cap 6 – Psicofonia consciente – É descrito um caso de obsessão por paixão. A psicofonia é descrita de forma simples, qual processo de enxertia neuropsíquica. O médium “empresta” seu órgão vocal e possibilidade das sensações, mas permanece no comando firme da vontade, limitando caprichos e excessos, mantendo dessa forma a dignidade do trabalho caridoso e do próprio recinto. O Mentor espiritual recomenda a abstenção de perguntas ao visitante espiritual necessitado (com alienação mental) perguntas essas que procurassem identificá-lo. Se um psicofônico em serviço duvidar de sua mediunidade o visitante espiritual que estiver atendendo será expulso e o socorro se tornará anulado.
Cap 7 – Socorro espiritual – Este capítulo se constitui em preciosa aula de como doutrinar um Espírito sofredor e irônico. É descrito o processo de regressão de memória (no Plano Espiritual), com ajuda de uma tela (de um metro quadrado, aproximadamente) formada de gaze tenuíssima. O aparelho se denomina “condensador ectoplasmático” e funciona sob apoio dos médiuns. As cenas vistas pelo protagonista — o Espírito necessitado — são também percebidas intuitivamente pelo doutrinador, possibilitando-lhe o amparo adequado.
Cap 8 – Psicofonia sonambúlica – Foi trazido à reunião mediúnica um Espírito infeliz que há mais de dois séculos permanecia estagnado no egoísmo e apegado aos bens materiais. Foi atendido por médium psicofônica passiva (exteriormente), mas com absoluto controle moral do exercício mediúnico no qual se manteve presente e responsável. Quando a pessoa que é médium de psicofonia não possui méritos morais para a autodefesa, pode ser levada à possessão...
Cap 9 – Possessão – Vemos aqui a inconveniência da presença na reunião mediúnica de pessoas necessitadas, principalmente as epilépticas. Nesses casos, geralmente ocorrem crises de epilepsia, por possessão espiritual, que é detalhada neste capítulo. Tal crise, que pela medicina terrestre é um ataque epiléptico, contudo, para o Plano espiritual, é considerada um “transe mediúnico de baixo teor”. No caso focalizado neste capítulo, quando o Espírito obsessor é admitido na reunião ocorre grave cri-se orgânica no obsidiado.
Cap 10 – Sonambulismo torturado – Novamente se confirma a inconveniência de encarnados obsidiados assistirem à reunião mediúnica. Neste capítulo, com a chegada do Espírito perseguidor, a mulher perseguida (encarnada), presente, começa a gritar, transfigurada, contorcendo-se em pranto convulsivo, tendo a respiração sibilante e opressa.
Obs 1 – Nem precisamos alongar considerações, pois é evidente o perigo que tais acontecimentos podem representar para o encarnado, além do potencial desequilíbrio que tende a colocar em risco o clima vibratório da reunião mediúnica. A ajuda ao encarnado necessitado será produtiva com o seu encaminhamento às palestras evangélicas, à recepção de passes, ao engajamento em atividades assistenciais, ao estudo doutrinário constante e principalmente, por preces e auto-reforma.
Obs 2 – Novamente(*) vemos citação da aplicação de eletrochoque em pessoas com crises histéricas (dementes). Tal recurso médico, atualmente, se mostra improdutivo e mesmo contra-indicado.
(*) No livro “No Mundo Maior”, Cap. 7, foi citado o eletrochoque e na respectiva sinopse anotamos:
Atualmente, são outros os conceitos sobre o tratamento por choque elétrico, que tiveram seu emprego consideravelmente restringido após o progresso da psicofarmacologia.
Cap 11 – Desdobramento em serviço – É descrito detalhadamente o fenômeno de desdobramento do médium, seguido de psicofonia, tudo sob ação do Plano Espiritual. Há referências sobre o “duplo etérico”, aqui considerado como “eflúvios vitais” situados entre a alma e o corpo. O duplo etérico se desintegra com a morte física.
Cap 12 – Clarividência e clariaudiência – A fluidificação da água é mostrada, sendo relatados os benefícios de medicação que promove. A clarividência e a clariaudiência são faculdades mediúnicas de percepção mental. Surdos e cegos encarnados podem ouvir e ver através de outros recursos, se convenientemente educados para isso(!). Há preciosa lição sobre os sentidos físicos e a mente. Formas-pensamento positivas criadas por Mentor espiritual são vistas por médiuns clarividentes. Por esse mesmo processo obsessores sugerem às suas vítimas impressões alucinatórias.
Cap 13 – Pensamento e mediunidade – Este capítulo é dedicado a uma sublime preleção de um Espírito muito evoluído, no encerramento da reunião mediúnica. Constitui, para todos nós, verdadeira metodologia científica espírita para a renovação íntima e progresso espiritual.
A renovação mental é tida como o único meio de recuperação da harmonia, particularmente nos casos de “mediunidade torturada”. A educação mediúnica, a leitura de livros de autoria dos orientadores do progresso, a bondade — a elevação de si mesmo, enfim —, tais os deveres do bom médium.
“Amor e sabedoria: asas para o vôo definitivo, no rumo da perfeita comunhão com o Pai Celestial”.
Cap 14 – Em serviço espiritual – Vemos aqui o caso de um marido temperamental e atrabiliário que cedo desencarnou e a seguir tentou transformar a viúva em serva, não o conseguindo, sendo ela médium vigilante, de excelsas virtudes. Em conseqüência, tal marido estagiou em zonas purgatoriais até reconsiderar suas atitudes. Aí, então, passou a contar com o auxílio da ex-esposa (embora não seja regra, foi-lhe permitido semanalmente se aproximar do antigo lar), onde a acompanha no culto íntimo da oração e nas tarefas mediúnicas.
É citado o “piche gaseificado” que predomina nos ambientes trevosos.
Há proveitosa lição sobre obsessão recíproca entre encarnado e desencarnado.
Cap 15 – Forças viciadas – Vampirismo sobre alcoólatras e fumantes... Apontamentos sobre a inexorabilidade da Lei de Ação e Reação, por meio de dolorosas reencarnações às “almas necrosadas nos vícios”: mongolismo, hidrocefalia, paralisia, cegueira, epilepsia secundária, idiotismo, aleijão de nascença... são recursos angustiosos, mas necessários. É citado o exemplo de um hábil médium psicógrafo que, bebendo e fumando num restaurante, escrevia idéias escabrosas que captava de um infeliz Espírito ao qual estava imantado. O objetivo desse obsessor era perturbar uma jovem encarnada, envolvida com um crime. Em oposição a esse triste quadro a equipe espiritual, com A.Luiz, vê uma ambulância passar por eles e nela um médico acompanhado de um Espírito que lhe envolvia a cabeça em “roupagem lirial, com suaves irradiações calmantes de prateada luz”.
Cap 16 – Mandato mediúnico – Narração de como é realizada a segurança da reunião mediúnica, a cargo do Plano Espiritual e como uma médium dedicada, com ideal de amor, é assistida pelos Benfeitores espirituais. É-nos mostrado como proceder no atualmente chamado “atendimento fraterno”, a desenrolar-se nos dois Planos, sem individualizar o auxílio, mas com sugestões evangélicas tendo endereço certo, aos necessitados.
Vários obsessores “procuravam hipnotizar suas vítimas precipitando-as no sono provocado, para que não tomassem conhecimento das mensagens transformadores ali veiculadas pelo verbo construtivo”.
Notável citação é a do “espelho fluídico” a mostrar aos Espíritos protetores o perispírito da pessoa ausente para a qual alguém formulara petição, por escrito: vendo as necessidades, inspiravam a médium psicografa a anotar a orientação e o atendimento adequados.
O “mandato mediúnico”, aqui largamente explicitado, constitui inapreciável condição do médium compromissado com o dever, mas sobretudo com o Evangelho de Jesus.
As instruções têm clareza e ao mesmo tempo advertências, sendo lição imperdível a todos os médiuns.
Cap 17 – Serviço de passes – São oportunas as instruções deste capítulo, versando sobre passes e passistas. Tantas e sublimes são as explicações que impedem a síntese. Não obstante, eis os tópicos:
- “toque desnecessário”; chispas luminosas saindo das mãos; energias circulando da mente do passista às suas mãos; força magnética isenta de moral; médium curador sem moral, resvalando para situações difíceis; necessidade do estudo pelo médium; força da prece sincera; recepção positiva e negativa por parte do paciente; causas espirituais das doenças; a cura pela renovação dos pensamentos; passes à distância.
Cap 18 – Apontamentos à margem – Nem sempre a solicitação de um encarnado (para ter notícias de ente amado que desencarnou), pode ser atendida... a benefício de ambos.
Novos apontamentos sobre a caridade de Jesus, o Espiritismo e a mediunidade.
Cap 19 – Dominação telepática – Numa traição conjugal, o cônjuge traído se ressente da influência perturbadora, pois o casal respira em regime de clima espiritual mútuo. Detectada a traição, só o perdão incondicional pode imunizar aquele que está sendo traído, beneficiando-o com a paz da consciência. Nesses acontecimentos, tão generalizados, o lar se transforma em trincheira de lutas, campeando angústias e repulsão, a desaguarem nas tormentosas águas da obsessão.
Cap 20 – Mediunidade e oração – Valiosos são os apontamentos sobre o casamento e o perdão, quando o lar vivencia traição de um cônjuge... Diz o Mentor Áulus: A vingança é a alma da magia negra. Mal por mal, significa o eclipse absoluto da razão(!).
Pela prece, o ofendido não muda os fatos, mas modifica a si mesmo, obtendo forças e amparo espirituais para administrar evangelicamente a crise conjugal.
Cap 21 – Mediunidade no leito de morte – Uma moribunda invigilante atrai o Espírito do filho (desencarnado) e imanta-se a ele, num verdadeiro transe mediúnico altamente prejudicial a ambos: o filho era alcoólatra e morreu assassinado. Em conseqüência dessa simbiose mental, imprudentemente autoconvocada e instalada, essa mãe passa a ter visões que são do desencarnado (perseguidores, serpentes e aranhas). Contudo, a lição prova, mais uma vez, que de todo mal Deus tira um bem: a ajuda do Plano Espiritual nos momentos finais é aqui repetida.
O capítulo descreve o rotineiro caso de comunicação nas ocorrências de morte: a moribunda, num sobresforço final, ainda como encarnada, consegue ir em perispírito visitar a irmã consangüínea que lhe restava na Terra, a qual, por sua vez, registra tal visita e depreende que a visitante morrera...
Cap 22 – Emersão no passado – Uma médium revive cenas do seu passado infeliz e apresenta um quadro de animismo. Não se trata de mistificação inconsciente ou subconsciente, mas sim de emersão no passado, tal fato caracterizando uma doente mental, necessitada de auxílio evangélico, qual se fosse uma sofredora desencarnada, visitando a reunião mediúnica. No caso, muito comum entre encarnados, era alguém que renasceu pela carne, sem renovar-se em espírito, tal como acontece com mendigos que reencarnam envergando o esburacado manto da fidalguia efêmera que envergaram outrora!
Cap 23 – Fascinação – Um doloroso caso de mediunidade destrambelhada, sob ação cruel de um obsessor desencarnado, põe a descoberto fatos infelizes que já duram um milênio(!). A vítima de uma vingança, uma médium, tem tanta sintonia com seu algoz, que retransmite palavras num dialeto já morto, usado ao tempo passado no qual ambos se acumpliciaram em crime. Esse fenômeno caracteriza a “mediunidade poliglota” ou xenoglossia. De igual processualística ocorre a mediunidade pela qual um médium psicógrafo registra texto em idioma que lhe é desconhecido (na atual existência...).
Cap 24 – Luta expiatória – É analisado o caso de uma pessoa que quando desencarnada esteve sintonizada e subjugada por Espíritos delinqüentes. Ao reencarnar, essa pessoa trouxe deficiências orgânicas. A mediunidade entre familiares é exposta com preciosas advertências, eis que quase sempre, num lar, reencontram-se Espíritos que no passado vivenciaram desajustes, ou que tenham se unido para desajustar o próximo. Então, num e noutro caso, entre quatro paredes — no lar — o clima obsessivo resultante desse reencontro (proporcionado pela caridade de Deus, via reencarnação) tem abençoadas e múltiplas oportunidades de reconstrução, individual e familiar, com a conquista da paz.
Cap 25 – Em torno da fixação mental – A invigilância moral e os descaminhos dela resultantes geram angústias que, sem esforço, não se dissipam: ao contrário, fixam-se na mente de quem assim procede. Isso pode demorar séculos (cristalização do e no tempo), gerando “múmias espirituais”, isto é, Espíritos hibernados no autodesequilíbrio. Por isso é que ocorrem as reencarnações compulsórias e difíceis, a benefício desses prostrados na evolução, a título de doce constrangimento (processo de re-equilíbrio) da dor. A fixação mental gera os padecimentos da amnésia, esquizofrenia e paranóia.
Obs – Sob risco de estarmos equivocados, conjeturamos que também o autismo é um dos retratos fiéis do quadro espiritual da fixação mental prolongada.
Cap 26 – Psicometria – Num museu: alguns objetos apresentam-se revestidos de fluidos opacos, fruto das multiplicadas lembranças dos que os possuíram (encarnados ou desencarnados). A imanação de objetos pela força mental sobre eles impregna-os de formas-pensamento, as quais, o médium psicômetra pode conhecer, mediante toque neles. “Almas e coisas”, cada uma a seu modo, algo conservam do tempo e do espaço — eternos na memória da vida. Um relógio, um quadro e um espelho, no museu que a equipe espiritual visita, com finalidade de pedagogia mediúnica, ofertam interessantes lições, ratificando que todos os problemas criados por nós não serão resolvidos senão por nós mesmos...
Cap 27 – Mediunidade transviada – O ultraje à oração e à mediunidade é aqui exposto, mostrando penoso quadro em que espíritas medianamente esclarecidos, mas médiuns ociosos, exploram Espíritos desencarnados de condição inferior, para a solução de problemas materiais. A vampirização se torna recíproca (entre encarnados e desencarnados). A.Luiz filosofa, mais uma vez, sobre a bênção da pedagogia divina: “a dor é o grande ministro da Justiça Divina”!.
Cap 28 – Efeitos físicos – As chamadas “sessões de materialização”, segundo o Plano Espiritual, só se justificam quando são realizadas com altos objetivos morais, como por exemplo, a cura de doentes encarnados. Os Espíritos desencarnados que agem nessas reuniões extraem forças de pessoas, de objetos e da Natureza, as quais se casam aos elementos espirituais.
São enérgicos os alertas quanto aos perigos dessas reuniões, tendo em vista que os encarnados que dela participam devem ter sentimentos purificados, a par de conduta cristã, o que dificilmente acontece, coletivamente. As infinitas possibilidades de emprego do ectoplasma são aqui enunciadas, sendo explicitadas suas excelsas propriedades, de transporte de matéria de qualquer natureza, inclusive o corpo humano (!), através desmaterialização num ponto e rematerialização em outro, próximo ou distante.
Cap 29 – Anotações em serviço – Há ligeira crítica sobre a sinonímia utilizada pela Metapsíquica, em contraponto à simplicidade evangélica. Prestes a concluir o proveitoso estágio na companhia do Assistente Áulus, A.Luiz ainda narra novas e belíssimas considerações ouvidas dele, sobre o Espiritismo, sobre a mediunidade e sobre o comportamento dos médiuns.
Cap 30 – Últimas páginas – As várias e sublimes ações dos diferentes médiuns são aqui filosoficamente enunciadas, com raros timbres, poético e moral. O sacerdócio da paternidade e da maternidade é expresso com eloqüência evangélica, posto que é no lar que a mediunidade se mostra mais espontânea e mais pura (eis aqui uma informação, ou melhor, um esclarecimento, que nos induz a intensas reflexões...).
Agradabilíssima surpresa no fecho deste livro: o próprio A.Luiz profere uma prece aos Benfeitores Espirituais. Sem identificar, a prece reporta-se à gratidão dele para com o bondoso Áulus.
Gratidão que também é nossa!
OBS: Citaremos a seguir os demais nomes dos personagens do livro "NOS DOMÍNIOS DA MEDIUNIDADE", colocando entre parênteses: (d) = desencarnado; (e) = encarnado, e os respectivos capítulo e página onde são pela primeira vez mencionados.
ÁULUS (d) – 1/13 – É (assistente) um dos 12 (doze) Ministros de “Nosso Lar” (NL).
CLARÊNCIO (d) – 1/13 – É também Ministro de NL.
HILÁRIO (d) – 1/14 – Colega de A.Luiz em “Nosso Lar” (quando encarnado, também foi médico).
ALBÉRIO (d) – 1/15 – Palestrante sobre mediunidade no Ministério das Comunicações de “NL”.
RAUL SILVA (e) – 3/29 – Dirigente de reunião mediúnica.
EUGÊNIA (e) – 2/29 – Médium psicofônica de grande docilidade, consciente, intuitiva.
ANÉLIO ARAUJO (e) – 3/30 – Médium: clarividente, clariaudiente e psicógrafo (ainda educando a mediunidade, necessita de grandes cuidados).
ANTÔNIO CASTRO (e) – 3/30 – Médium sonâmbulo (desdobra-se facilmente).
CELINA (e) – 3/30 – Médium: clarividente, clariaudiente e de incorporação sonambúlica (age com responsabilidade e por isso é valiosa cooperadora do Plano Espiritual).
CLEMENTINO (d) – 5/45 – Dirigente espiritual do Centro Espírita e do grupo mediúnico.
LIBÓRIO DOS SANTOS (d) – 6/58 – Espírito obsessor atendido em reunião mediúnica.
SARA (e) – 7/62 – É a mulher que LIBÓRIO vem obsidiando há 5 anos.
JOSÉ MARIA (d) – 8/73 – Espírito necessitado atendido em reunião mediúnica.
PEDRO (e) – 9/78 – Doente que comparece à reunião mediúnica e é assediado por obsessor.
RODRIGO e SÉRGIO (d) – 11/102 – Vigilantes espirituais que, em excursão de auxílio, conduzem em volitação e com segurança, o perispírito do médium de desdobramento ( ANTÔNIO CASTRO).
OLIVEIRA (d) – 11/103 – Abnegado companheiro do grupo mediúnico, desencarnado há poucos dias e que é visitado por ANTÔNIO CASTRO (o médium desdobrado).
ABELARDO MARTINS (d) – 14/127 – Marido de CELINA, em processo de melhoria espiritual.
JUSTINO (d) – 14/132 – Diretor de Instituição espiritual socorrista a psicopatas.
AMBROSINA (e) – 16/148 – Médium dedicada, com ideal de amor, em atividade há mais de 20 anos sucessivos.
GABRIEL (d) – 16/150 – Mentor de grupo mediúnico.
CLARA e HENRIQUE (e) – Médiuns passistas.
CONRADO (d) – 17/162 – Orientador espiritual em atividade na “câmara de passes”.
TEONÍLIA (d) – 19/179 – Assistente espiritual em equipe de auxílio.
ANÉSIA (e) – 19/179 – Esposa traída e com dificuldades para educar 3 filhas e cuidar da mãe, prestes a desencarnar.
JOVINO (e) – 19/179 – Marido de ANÉSIA.
MARCINA, MARTA e MÁRCIA (e) – 19/182 – Filhas de ANÉSIA e JOVINO. São jovens.
ELISA (d) – 20/189 – Mãe de ANÉSIA. Está em avançado “processo liberatório” (desencarnação).
OLÍMPIO (d) – 21/201 – Filho de ELISA (e irmão de ANÉSIA). Alcoólatra. Morreu assassinado.
MATILDE (e) – 21/205 – Irmã de ELISA, a qual, ao desencarnar, visita-a.
AMÉRICO (e) – 24/228 – Médium com deficiências orgânicas, sintonizado a obsessores, com os quais se acumpliciou, ainda quando desencarnado.
MÁRCIO (e) – 24/228 – Alcoólatra (irmão de AMÉRICO).
JÚLIO (e) – 24/229 – Pai de AMÉRICO e MÁRCIO. Paralítico das pernas. Tem 5 filhos.
LAURA, GUILHERME e BENÍCIO (e) – 24/230 – Os outros 3 filhos de JÚLIO.
CÁSSIO (d) – 27/251 – Guardião espiritual que tenta recuperar um grupo mediúnico irresponsável.
QUINTINO (e) - 27/252 – Teimoso — e invigilante — diretor de um grupo mediúnico que promete solução para problemas materiais...
RAIMUNDO (e) 27/252 – Componente do grupo mediúnico sob direção de QUINTINO.
TEOTÔNIO (e) – 27/253 – Componente do grupo mediúnico sob direção de QUINTINO.
GARCEZ (d) – 28/266 – Espírito técnico em atividades ligadas a “efeitos físicos”.
Considerações Finais:
Este livro é inteiramente dedicado aos médiuns.
E Kardec leciona, no Cap XIV de “O Livro dos Médiuns”:
Toda pessoa que sente, em um grau qualquer, a influência dos Espíritos, por isso mesmo é médium.
(...) Pode-se, pois, dizer que todo mundo é, mais ou menos, médium.
André Luiz, com seu amigo Hilário, sob supervisão do Assistente ÁULUS, vêm ao Plano terreno e visitam vários Centros Espíritas, onde são realizadas reuniões mediúnicas.
Em cada grupo de médiuns são observadas as características individuais e coletivas dos médiuns que as compõem...
As várias faculdades mediúnicas são analisadas detalhadamente, sempre sob a ótica do Plano Espiritual, trazendo informes inéditos do intercâmbio sublime entre encarnados e desencarnados.
Tamanhas e tantas são as lições, que a obra se torna imperdível aos estudiosos de boa vontade, médiuns ou não...
TERMOS POUCO USADOS:
A título de colaboração, registramos abaixo o significado ou origem de alguns termos pouco usados, que eventualmente aparecem ao longo do texto de “Nos Domínios da Mediunidade”:
TERMOS CAPÍTULO PÁGINA S I G N I F I C A D O
(elementos) hipostáticos Introd. 9 (adj.) (Medicina) = retardamento circulatório
hotentote 1 17 (adj. e subst.) referente a povo da África
(cabeça) pintalgada 3 32 (adj.) pintada de cores variadas
imanização 4 43 (subst.) processo de imanizar; de imantar
ensanchas 5 48 (subst.) sobejo; sobra
solilóquio 5 49 (subst.) fala de alguém consigo mesmo; monólogo
nume 8 69 (subst.) divindade mitológica; gênio; influxo divino
(horrenda) fácies 8 69 (subst.) o aspecto de um corpo tal como se apresenta
Escarmento 8 71 (subst.) correção; castigo; punição
(clamores) roufenhos 10 88 (adj.) fanhoso
calhaus 13 120 (subst.) fragmentos de pedra dura
grilheta 13 120 (subst.) grilhão; obrigação penosa
escabiose 13 121 (subst.) (Medicina) = sarna
colédoco 17 169 (adj. e subst.) (Medicina) = porção terminal da via biliar principal
(estremeções) coreiformes 24 225 (adj.) instabilidade; diz-se de movimentação que lembra a da coréia.*
librar 26 244 (verbo) pôr em equilíbrio; equilibrar
acoimam 29 275 (do verbo acoimar) = multam; punem; castigam
escopro 30 282 (subst.) instrumento de ferro e aço para lavrar pedra ou madeira.
* (Coréia = afecção que se manifesta por movimentos involuntários, breves, irregulares e de grande amplitude)
RIBEIRÃO PRETO/SP
Eurípedes Kühl – Responsável
SOCIEDADE ESPÍRITA ALLAN KARDEC
Este Blog destina-se a pessoas interessadas no estudo e na prática da verdade do evangelho de Jesus, sem alienação e temor.
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Mediunidade - Conceito e Tipos
Ä Mediunidade - Conceito:
Lamartine Palhano Jr. em seu "Dicionário de Filosofia Espírita", conceitua mediunidade como sendo uma faculdade inerente ao homem que permite a ele a percepção, em um grau qualquer, da influência dos Espíritos. Não constitui privilégio exclusivo de uma ou outra pessoa, pois, sendo uma possibilidade orgânica, depende de um organismo mais ou menos sensitivo.
Ä Mediunismo:
Alexander Aksakof, em 1.890, empregou o termo mediunismo para designar o uso das faculdades mediúnicas. A prática do mediunismo não significa que haja prática de Espiritismo propriamente dito, visto que a mediunidade não é propriedade do Espiritismo.
(veja ao final, pequena biografia de Alexander Aksakof).
Ä Mediunato:
Missão mediúnica da qual está investido um médium. Esta expressão foi criada pelos próprios Espíritos: "Deus me encarregou de desempenhar uma missão junto aos crentes a quem ele favorece com o mediunato" - Joana d’Arc (Capítulo XXXI, comunicação XII, em "O Livro dos Médiuns" de Allan Kardec.
Ä Médium:
(Do latim: medium = meio; intermediário; medianeiro). Pessoa que pode servir de intermediário entre os Espíritos e os homens; aquele que em um grau qualquer sente a influência dos Espíritos de modo ostensivo.
Como já foi mencionado, todo aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos, é, por esse fato, médium. Essa faculdade é inerente ao homem; não constitui, portanto, privilégio exclusivo, donde se segue que poucos são os que não possuem um rudimento dessa faculdade. Pode-se, pois, dizer que todos são, mais ou menos, médiuns. Todavia, usualmente, assim só se qualificam aqueles em que a faculdade mediúnica se mostra bem caracterizada e se traduz por efeitos patentes, de certa intensidade, o que então depende de uma organização mais ou menos sensitiva.
Ä A Predisposição Mediúnica:
A predisposição mediúnica independe do sexo, da idade e do temperamento, bem como da condição social, da raça, da cultura, da religião, da inteligência e até mesmo das qualidades morais. Todavia, quanto mais elevado for moralmente o médium, melhor instrumento este se tornará à Espiritualidade.
Ä O Desenvolvimento da Faculdade Mediúnica:
O desenvolvimento da faculdade mediúnica depende da natureza mais ou menos expansiva do perispírito do médium e da maior ou menor facilidade da sua assimilação pelo dos Espíritos; depende, portanto, do organismo e pode ser desenvolvida quando exista o princípio; não podendo, consequentemente, quando o princípio não existe.
As relações entre os Espíritos e os médiuns se estabelecem por meio dos respectivos perispíritos, dependendo a facilidade dessas relações do grau de afinidade existente entre os dois fluidos. Alguns há que se combinam facilmente, enquanto outros se repelem, donde se segue que não basta ser médium para que uma pessoa se comunique indistintamente com todos os Espíritos.
Combinando os fluidos perispiríticos os Espíritos não só transmitem aos médiuns seus pensamentos, como também chegam a exercer sobre eles uma influência física, fazem-nos agir e falar à sua vontade. Todavia, a elevação moral do médium e seu controle sobre a faculdade que possuí impedirá que os Espíritos inferiorizados se adonem da sua faculdade e paralisem-lhe o livre arbítrio.
Podem os espíritos manifestar-se de uma infinidade de maneiras, mas não o podem senão com a condição de acharem uma pessoa apta a receber e transmitir impressões deste ou daquele gênero, segundo as aptidões que possua. Da diversidade de aptidões decorre que há diferentes espécies de médiuns.
Ä Mediunidade – Classificação segundo seus Efeitos:
Os fenômenos dos efeitos mediúnicos podem ser de duas ordens:
– Fenômenos de Efeitos Materiais, Físicos ou Objetivos:
São os que sensibilizam diretamente os órgãos dos sentidos dos observadores. Podem se apresentar sob variadas formas, tais como:
Materialização – de objetos, de Espíritos, etc.
Transfiguração – modificação dos traços fisionômicos do próprio médium.
Levitação – erguimento de objetos e/ou pessoas, contrariando a Lei da Gravidade.
Transporte – entrada e saída de objetos de recintos hermeticamente fechados.
Bilocação ou Bicorporiedade – aparecimento do Espírito do médium desdobrado sob forma materializada, em lugar diferente ao do corpo.
Voz Direta – vozes dos Espíritos que soam pelo ambiente, independentemente do médium (em termos), através de uma garganta ectoplasmática. Vide ao final significado de ectoplasma.
Escrita Direta – Palavras, frases, mensagens, escritas sem a utilização da mão do médium.
Tiptologia – Sinais por pancadas formando palavras e frases inteligentes.
Sematologia – Movimento de objetos sem contato físico, traduzindo uma vontade, um sentimento, etc.
Fenômenos de Efeitos Intelectuais ou Subjetivos:
São os que ocorrem na esfera subjetiva, não ferindo os cinco sentidos, senão a racionalidade e o intelecto. Podem se apresentar das seguintes formas:
Intuição – Uma modalidade de telepatia, quando a transmissão do pensamento se dá por meio do Espírito do médium, ou melhor de sua alma. Ela recebe o pensamento do Espírito que se manifesta e o transmite. Nessa situação o médium tem consciência do que fala ou escreve, embora não exprima o seu próprio pensamento.
Vidência – Faculdade anímica ou mediúnica que permite a uma pessoa perceber imagens da vida espiritual, e mesmo da vida corpórea, independentemente do tempo e da distância.
Audiência – Da mesma forma, faculdade anímica ou mediúnica que permite a uma pessoa escutar os sons do mundo espiritual.
Desdobramento – Estado no qual o Espírito do percipiente desloca-se e vai até outros lugares, distantes ou não, fora da dimensão tempo/espaço, e descreve o que vê e o que faz.
Psicometria – Faculdade que tem o médium de estabelecer contato com toda a vida psíquica de alguém, coisa ou ambiente, podendo perscrutar o passado, o presente e o futuro, bastando para isso que entre em contato com o nome ou um objeto relacionado.
Psicografia – É a escrita sob a influência dos Espíritos. Os Espíritos escrevem, impulsionando a mão do médium, seja por uma forte intuição, por um controle parcial do centro motor e com ciência do médium ou por uma ação mecânica absoluta.
Psicofonia – Fenômeno mediúnico que, associado ou não a outras modalidades da mediunidade, possibilita a um Espírito falar através do aparelho fonador do médium
À generalidade destes dois últimos tipos de fenômenos intelectuais (psicografia e psicofonia) tem-se denominado vulgarmente de "Incorporação Mediúnica". Ressalte-se, todavia, que não ocorre a "introdução" do Espírito no corpo do médium, mas, sim, uma associação de seus fluidos com os do médium, resultantes das faixas vibratórias em que se encontrem e que pela lei de sintonia e da assimilação se identificam formando um complexo - Emissor - (Espírito – desencarnado) e Receptor (médium).
Ä Classificação dos Médiuns:
Inicialmente, podemos classificar os médiuns em:
Médiuns Facultativos ou Voluntários
Médiuns Naturais ou Involuntários
– Médiuns Facultativos ou Voluntários:
Só se encontram entre pessoas que tem conhecimento mais ou menos completo dos meios de comunicação com os Espíritos, o que lhes possibilita servir-se, por vontade própria, de suas faculdades. Não que realizem quando queiram os fenômenos, pois sem a vontade do Espírito que se irá comunicar nada conseguirão, porém, são senhores da faculdade que possuem, não permitindo que se dêem comunicações extemporâneas e em momentos impróprios. Sabem que possuem a faculdade e se predispõem ao intercâmbio com o mundo dos Espíritos.
– Médiuns Naturais ou Involuntários:
Também denominados "Inconscientes", pelo Codificador, por não terem consciência da faculdade que possuem. São aqueles cuja influência se exerce a seu mau grado. Existem entre as pessoas que nenhuma idéia fazem do Espiritismo, e nem dos Espíritos, até mesmo entre as mais incrédulas e que servem de instrumento, sem o saberem e sem o quererem. .
Os fenômenos espíritas de todos os gêneros podem operar-se por influência destes últimos, que sempre existiram, em todas as épocas e no seio de todos os povos. A ignorância e a credulidade lhe atribuíram um poder sobrenatural e, conforme os tempos e os lugares, fizeram deles santos, feiticeiros, loucos ou visionários. O Espiritismo mostra que com eles, apenas se dá a manifestação espontânea de uma faculdade natural.
Ä Classificação Geral dos Médiuns:
Médiuns de Efeito Físicos - São os mais aptos, especialmente, à produção de fenômenos materiais, como movimentos de corpos inertes, os ruídos, a deslocação, o levantamento e a translação de objetos, etc. Sempre neste fenômenos há o concurso voluntário ou involuntário de médiuns dotados de faculdades especiais.
Médiuns Sensitivos ou Impressivos - São pessoas suscetíveis de pressentir a presença dos Espíritos, por impressão vaga, como ligeiro atrito em todos os membros, fato que não logram explicar. Tal sutileza pode essa faculdade adquirir; que aquele que a possui reconhece, pela impressão que experimenta, não só a natureza, boa ou má, do Espírito que lhe está ao lado, mas também a sua individualidade.
Médiuns Audientes - São médiuns que ouvem os Espíritos. Algumas vezes é como se escutassem uma voz interna que lhes ressoasse no foro íntimo; doutras vezes, é uma voz exterior, clara e distinta como a de uma pessoa viva.
Médiuns Psicofônicos ou Falantes - É a faculdade que permite aos Espíritos, utilizando os órgãos vocais do encarnado, transmitirem a palavra audível a todos que presentes se encontrem.
É a faculdade mais freqüente em nosso movimento e possibilita o intercâmbio com o mundo extracorpóreo.
É através dela que os desencarnados narram, quando podem/desejam, os seus aflitivos problemas, recebendo dos orientadores, em nome da fraternidade cristã, a palavra do esclarecimento e da consolação.
O pensamento do Espírito antes de chegar ao cérebro físico do médium, passa pelo cérebro perispirítico, resultando disso a propriedade que tem o medianeiro, "em tese" de fazer ou não fazer o que a entidade pretende.
Também os Mentores Espirituais, Espíritos trabalhadores da grande Seara do Pai, utilizam esta possibilidade de intercâmbio para esclarecerem, orientarem, confirmando a continuidade do labor nas duas esferas da vida.
Obs: - Os médiuns falantes, de maneira geral são intuitivos ou conscientes, sendo o intérprete ou mensageiro. O estilo, o vocabulário, a construção das frases são suas, mas a idéia é do Espirito.
Os médiuns psicofônicos semiconscientes conservam o estilo e a idéia do Espírito que se comunica e nos, psicofônicos inconscientes, geralmente se exprime sem ter consciência do que diz e muitas vezes diz coisas completamente estranhas às suas idéias habituais, aos seus conhecimentos e, até, fora do alcance de sua inteligência. Embora se ache perfeitamente acordado e em estado normal, raramente guarda lembrança do que diz.
Médiuns Videntes - São dotados da faculdade de ver os Espíritos. Alguns gozam dessa faculdade em estado normal, quando perfeitamente acordados e conservam lembrança precisa do que viram. Outros só a possuem em estado sonambúlico, ou próximo do sonambulismo. É raro esta faculdade permanecer por muito tempo; quase sempre é efeito de uma crise passageira.
Médiuns Sonambúlicos - Nesta ordem, são duas as categorias de fenômenos que freqüentemente se acham reunidos:
a) Quando o sonâmbulo age sob a influência do seu próprio Espírito; é sua alma que, nos momentos e emancipação, vê, ouve e percebe, fora dos limites dos sentidos. O que ele externa tira-o de si mesmo; são idéias suas, em geral, mais justas do que no estado normal, seus conhecimentos estão mais dilatados, porque tem livre a alma.
b) Como médium, ao contrário, é instrumento de uma inteligência estranha; é passivo e o que diz não vem de si. O médium sonambúlico, em estado de emancipação da alma pode facultar a comunicação. Muitos sonâmbulos vêem perfeitamente os Espíritos e os descrevem com tanta precisão, como médiuns videntes. Podem confabular com eles e transmitir-nos seus pensamentos. O que dizem, fora do âmbito de seus conhecimentos pessoais, lhes é com freqüência sugerido por outros Espíritos.
Médiuns Curadores - Este gênero de mediunidade consiste, principalmente, no dom que possuem certas pessoas de curar pelo simples toque, pelo olhar, mesmo por um gesto, sem o concurso de qualquer medicação. Exemplo maior Jesus. Geralmente a faculdade é espontânea e, embora haja a utilização do fluido magnético, alguns médiuns curadores jamais ouviram falar do magnetismo. Ex: - benzedeiras.
Médiuns Pneumatógrafos - Dá-se este nome aos médiuns que têm aptidão para obter a escrita direta. Esta faculdade é bastante rara. Desenvolve-se pelo exercício; mas sem utilidade prática. Se limita a uma comprovação patente da intervenção de uma força oculta nas manifestações.
Médiuns Escreventes ou Psicógrafos – São os médiuns aptos a receber a comunicação dos Espíritos através da escrita. Como afirma Allan Kardec, "de todos os meios de comunicação, a escrita manual é o mais simples, o mais cômodo e, sobretudo o mais completo". Para eles devem tender todos os esforços, porquanto permite se estabeleçam, com os Espíritos, relações tão continuadas e regulares, como as que existem entre nós. Deve ser desenvolvido com muita responsabilidade pois é através dessa faculdade que os Espíritos revelam melhor sua natureza e o grau do seu aperfeiçoamento, ou a sua inferioridade. Para o médium, a faculdade de escrever é, além disso, a mais suscetível de desenvolver-se pelo exercício e proporciona a todos um exame acurado e minucioso da mensagem recebida.
Os médiuns psicógrafos podem ser classificados em:
a) Médiuns Mecânicos – O Espírito atua diretamente sobre a mão do médium, impulsionando-a. O que caracteriza este gênero de mediunidade é a inconsciência absoluta, por parte do médium, do que sua mão escreve. Ela se move sem interrupção, enquanto o Espírito tem alguma coisa que dizer, e para, assim que ele acaba. Neste tipo de mensagem, a escrita vem antes do pensamento.
b) Médiuns Intuitivos – Neste caso, o Espírito não atua sobre a mão para movê-la, mas, atua sobre a alma do médium, identificando-se com ela e imprimindo-lhe sua vontade e suas idéias. A alma recebe o pensamento do Espírito comunicante e o transcreve. Nesta situação, o médium escreve voluntariamente e tem consciência do que escreve, embora não grafe seus próprios pensamentos. Podemos dizer, que nestes casos, o pensamento vem antes da escrita.
C) Médiuns Semimecânicos – Também denominados Semi-intuitivos. Eles sentem que, à sua mão uma impulsão é dada, mau grado seu, mas, ao mesmo tempo, têm consciência do que escrevem, à medida que as palavras se formam. Neste casos, o pensamento acompanha as palavras.
Médiuns Polígrafos – São aqueles cuja escrita se modifica em decorrência do Espírito que se comunica, ou que são aptos a reproduzir a escrita que o Espírito tinha em vida.
Médiuns Iletrados – Os que escrevem como médiuns, sem saber ler, nem escrever, no estado ordinário. Muito raros; mais que os anteriores.
Médiuns Poliglotas ou Xenoglotas – São aqueles que escreve ou falam, sob a influência dos Espíritos, em idiomas que lhe são desconhecidos.
Lamartine Palhano Jr. em seu "Dicionário de Filosofia Espírita", conceitua mediunidade como sendo uma faculdade inerente ao homem que permite a ele a percepção, em um grau qualquer, da influência dos Espíritos. Não constitui privilégio exclusivo de uma ou outra pessoa, pois, sendo uma possibilidade orgânica, depende de um organismo mais ou menos sensitivo.
Ä Mediunismo:
Alexander Aksakof, em 1.890, empregou o termo mediunismo para designar o uso das faculdades mediúnicas. A prática do mediunismo não significa que haja prática de Espiritismo propriamente dito, visto que a mediunidade não é propriedade do Espiritismo.
(veja ao final, pequena biografia de Alexander Aksakof).
Ä Mediunato:
Missão mediúnica da qual está investido um médium. Esta expressão foi criada pelos próprios Espíritos: "Deus me encarregou de desempenhar uma missão junto aos crentes a quem ele favorece com o mediunato" - Joana d’Arc (Capítulo XXXI, comunicação XII, em "O Livro dos Médiuns" de Allan Kardec.
Ä Médium:
(Do latim: medium = meio; intermediário; medianeiro). Pessoa que pode servir de intermediário entre os Espíritos e os homens; aquele que em um grau qualquer sente a influência dos Espíritos de modo ostensivo.
Como já foi mencionado, todo aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos, é, por esse fato, médium. Essa faculdade é inerente ao homem; não constitui, portanto, privilégio exclusivo, donde se segue que poucos são os que não possuem um rudimento dessa faculdade. Pode-se, pois, dizer que todos são, mais ou menos, médiuns. Todavia, usualmente, assim só se qualificam aqueles em que a faculdade mediúnica se mostra bem caracterizada e se traduz por efeitos patentes, de certa intensidade, o que então depende de uma organização mais ou menos sensitiva.
Ä A Predisposição Mediúnica:
A predisposição mediúnica independe do sexo, da idade e do temperamento, bem como da condição social, da raça, da cultura, da religião, da inteligência e até mesmo das qualidades morais. Todavia, quanto mais elevado for moralmente o médium, melhor instrumento este se tornará à Espiritualidade.
Ä O Desenvolvimento da Faculdade Mediúnica:
O desenvolvimento da faculdade mediúnica depende da natureza mais ou menos expansiva do perispírito do médium e da maior ou menor facilidade da sua assimilação pelo dos Espíritos; depende, portanto, do organismo e pode ser desenvolvida quando exista o princípio; não podendo, consequentemente, quando o princípio não existe.
As relações entre os Espíritos e os médiuns se estabelecem por meio dos respectivos perispíritos, dependendo a facilidade dessas relações do grau de afinidade existente entre os dois fluidos. Alguns há que se combinam facilmente, enquanto outros se repelem, donde se segue que não basta ser médium para que uma pessoa se comunique indistintamente com todos os Espíritos.
Combinando os fluidos perispiríticos os Espíritos não só transmitem aos médiuns seus pensamentos, como também chegam a exercer sobre eles uma influência física, fazem-nos agir e falar à sua vontade. Todavia, a elevação moral do médium e seu controle sobre a faculdade que possuí impedirá que os Espíritos inferiorizados se adonem da sua faculdade e paralisem-lhe o livre arbítrio.
Podem os espíritos manifestar-se de uma infinidade de maneiras, mas não o podem senão com a condição de acharem uma pessoa apta a receber e transmitir impressões deste ou daquele gênero, segundo as aptidões que possua. Da diversidade de aptidões decorre que há diferentes espécies de médiuns.
Ä Mediunidade – Classificação segundo seus Efeitos:
Os fenômenos dos efeitos mediúnicos podem ser de duas ordens:
– Fenômenos de Efeitos Materiais, Físicos ou Objetivos:
São os que sensibilizam diretamente os órgãos dos sentidos dos observadores. Podem se apresentar sob variadas formas, tais como:
Materialização – de objetos, de Espíritos, etc.
Transfiguração – modificação dos traços fisionômicos do próprio médium.
Levitação – erguimento de objetos e/ou pessoas, contrariando a Lei da Gravidade.
Transporte – entrada e saída de objetos de recintos hermeticamente fechados.
Bilocação ou Bicorporiedade – aparecimento do Espírito do médium desdobrado sob forma materializada, em lugar diferente ao do corpo.
Voz Direta – vozes dos Espíritos que soam pelo ambiente, independentemente do médium (em termos), através de uma garganta ectoplasmática. Vide ao final significado de ectoplasma.
Escrita Direta – Palavras, frases, mensagens, escritas sem a utilização da mão do médium.
Tiptologia – Sinais por pancadas formando palavras e frases inteligentes.
Sematologia – Movimento de objetos sem contato físico, traduzindo uma vontade, um sentimento, etc.
Fenômenos de Efeitos Intelectuais ou Subjetivos:
São os que ocorrem na esfera subjetiva, não ferindo os cinco sentidos, senão a racionalidade e o intelecto. Podem se apresentar das seguintes formas:
Intuição – Uma modalidade de telepatia, quando a transmissão do pensamento se dá por meio do Espírito do médium, ou melhor de sua alma. Ela recebe o pensamento do Espírito que se manifesta e o transmite. Nessa situação o médium tem consciência do que fala ou escreve, embora não exprima o seu próprio pensamento.
Vidência – Faculdade anímica ou mediúnica que permite a uma pessoa perceber imagens da vida espiritual, e mesmo da vida corpórea, independentemente do tempo e da distância.
Audiência – Da mesma forma, faculdade anímica ou mediúnica que permite a uma pessoa escutar os sons do mundo espiritual.
Desdobramento – Estado no qual o Espírito do percipiente desloca-se e vai até outros lugares, distantes ou não, fora da dimensão tempo/espaço, e descreve o que vê e o que faz.
Psicometria – Faculdade que tem o médium de estabelecer contato com toda a vida psíquica de alguém, coisa ou ambiente, podendo perscrutar o passado, o presente e o futuro, bastando para isso que entre em contato com o nome ou um objeto relacionado.
Psicografia – É a escrita sob a influência dos Espíritos. Os Espíritos escrevem, impulsionando a mão do médium, seja por uma forte intuição, por um controle parcial do centro motor e com ciência do médium ou por uma ação mecânica absoluta.
Psicofonia – Fenômeno mediúnico que, associado ou não a outras modalidades da mediunidade, possibilita a um Espírito falar através do aparelho fonador do médium
À generalidade destes dois últimos tipos de fenômenos intelectuais (psicografia e psicofonia) tem-se denominado vulgarmente de "Incorporação Mediúnica". Ressalte-se, todavia, que não ocorre a "introdução" do Espírito no corpo do médium, mas, sim, uma associação de seus fluidos com os do médium, resultantes das faixas vibratórias em que se encontrem e que pela lei de sintonia e da assimilação se identificam formando um complexo - Emissor - (Espírito – desencarnado) e Receptor (médium).
Ä Classificação dos Médiuns:
Inicialmente, podemos classificar os médiuns em:
Médiuns Facultativos ou Voluntários
Médiuns Naturais ou Involuntários
– Médiuns Facultativos ou Voluntários:
Só se encontram entre pessoas que tem conhecimento mais ou menos completo dos meios de comunicação com os Espíritos, o que lhes possibilita servir-se, por vontade própria, de suas faculdades. Não que realizem quando queiram os fenômenos, pois sem a vontade do Espírito que se irá comunicar nada conseguirão, porém, são senhores da faculdade que possuem, não permitindo que se dêem comunicações extemporâneas e em momentos impróprios. Sabem que possuem a faculdade e se predispõem ao intercâmbio com o mundo dos Espíritos.
– Médiuns Naturais ou Involuntários:
Também denominados "Inconscientes", pelo Codificador, por não terem consciência da faculdade que possuem. São aqueles cuja influência se exerce a seu mau grado. Existem entre as pessoas que nenhuma idéia fazem do Espiritismo, e nem dos Espíritos, até mesmo entre as mais incrédulas e que servem de instrumento, sem o saberem e sem o quererem. .
Os fenômenos espíritas de todos os gêneros podem operar-se por influência destes últimos, que sempre existiram, em todas as épocas e no seio de todos os povos. A ignorância e a credulidade lhe atribuíram um poder sobrenatural e, conforme os tempos e os lugares, fizeram deles santos, feiticeiros, loucos ou visionários. O Espiritismo mostra que com eles, apenas se dá a manifestação espontânea de uma faculdade natural.
Ä Classificação Geral dos Médiuns:
Médiuns de Efeito Físicos - São os mais aptos, especialmente, à produção de fenômenos materiais, como movimentos de corpos inertes, os ruídos, a deslocação, o levantamento e a translação de objetos, etc. Sempre neste fenômenos há o concurso voluntário ou involuntário de médiuns dotados de faculdades especiais.
Médiuns Sensitivos ou Impressivos - São pessoas suscetíveis de pressentir a presença dos Espíritos, por impressão vaga, como ligeiro atrito em todos os membros, fato que não logram explicar. Tal sutileza pode essa faculdade adquirir; que aquele que a possui reconhece, pela impressão que experimenta, não só a natureza, boa ou má, do Espírito que lhe está ao lado, mas também a sua individualidade.
Médiuns Audientes - São médiuns que ouvem os Espíritos. Algumas vezes é como se escutassem uma voz interna que lhes ressoasse no foro íntimo; doutras vezes, é uma voz exterior, clara e distinta como a de uma pessoa viva.
Médiuns Psicofônicos ou Falantes - É a faculdade que permite aos Espíritos, utilizando os órgãos vocais do encarnado, transmitirem a palavra audível a todos que presentes se encontrem.
É a faculdade mais freqüente em nosso movimento e possibilita o intercâmbio com o mundo extracorpóreo.
É através dela que os desencarnados narram, quando podem/desejam, os seus aflitivos problemas, recebendo dos orientadores, em nome da fraternidade cristã, a palavra do esclarecimento e da consolação.
O pensamento do Espírito antes de chegar ao cérebro físico do médium, passa pelo cérebro perispirítico, resultando disso a propriedade que tem o medianeiro, "em tese" de fazer ou não fazer o que a entidade pretende.
Também os Mentores Espirituais, Espíritos trabalhadores da grande Seara do Pai, utilizam esta possibilidade de intercâmbio para esclarecerem, orientarem, confirmando a continuidade do labor nas duas esferas da vida.
Obs: - Os médiuns falantes, de maneira geral são intuitivos ou conscientes, sendo o intérprete ou mensageiro. O estilo, o vocabulário, a construção das frases são suas, mas a idéia é do Espirito.
Os médiuns psicofônicos semiconscientes conservam o estilo e a idéia do Espírito que se comunica e nos, psicofônicos inconscientes, geralmente se exprime sem ter consciência do que diz e muitas vezes diz coisas completamente estranhas às suas idéias habituais, aos seus conhecimentos e, até, fora do alcance de sua inteligência. Embora se ache perfeitamente acordado e em estado normal, raramente guarda lembrança do que diz.
Médiuns Videntes - São dotados da faculdade de ver os Espíritos. Alguns gozam dessa faculdade em estado normal, quando perfeitamente acordados e conservam lembrança precisa do que viram. Outros só a possuem em estado sonambúlico, ou próximo do sonambulismo. É raro esta faculdade permanecer por muito tempo; quase sempre é efeito de uma crise passageira.
Médiuns Sonambúlicos - Nesta ordem, são duas as categorias de fenômenos que freqüentemente se acham reunidos:
a) Quando o sonâmbulo age sob a influência do seu próprio Espírito; é sua alma que, nos momentos e emancipação, vê, ouve e percebe, fora dos limites dos sentidos. O que ele externa tira-o de si mesmo; são idéias suas, em geral, mais justas do que no estado normal, seus conhecimentos estão mais dilatados, porque tem livre a alma.
b) Como médium, ao contrário, é instrumento de uma inteligência estranha; é passivo e o que diz não vem de si. O médium sonambúlico, em estado de emancipação da alma pode facultar a comunicação. Muitos sonâmbulos vêem perfeitamente os Espíritos e os descrevem com tanta precisão, como médiuns videntes. Podem confabular com eles e transmitir-nos seus pensamentos. O que dizem, fora do âmbito de seus conhecimentos pessoais, lhes é com freqüência sugerido por outros Espíritos.
Médiuns Curadores - Este gênero de mediunidade consiste, principalmente, no dom que possuem certas pessoas de curar pelo simples toque, pelo olhar, mesmo por um gesto, sem o concurso de qualquer medicação. Exemplo maior Jesus. Geralmente a faculdade é espontânea e, embora haja a utilização do fluido magnético, alguns médiuns curadores jamais ouviram falar do magnetismo. Ex: - benzedeiras.
Médiuns Pneumatógrafos - Dá-se este nome aos médiuns que têm aptidão para obter a escrita direta. Esta faculdade é bastante rara. Desenvolve-se pelo exercício; mas sem utilidade prática. Se limita a uma comprovação patente da intervenção de uma força oculta nas manifestações.
Médiuns Escreventes ou Psicógrafos – São os médiuns aptos a receber a comunicação dos Espíritos através da escrita. Como afirma Allan Kardec, "de todos os meios de comunicação, a escrita manual é o mais simples, o mais cômodo e, sobretudo o mais completo". Para eles devem tender todos os esforços, porquanto permite se estabeleçam, com os Espíritos, relações tão continuadas e regulares, como as que existem entre nós. Deve ser desenvolvido com muita responsabilidade pois é através dessa faculdade que os Espíritos revelam melhor sua natureza e o grau do seu aperfeiçoamento, ou a sua inferioridade. Para o médium, a faculdade de escrever é, além disso, a mais suscetível de desenvolver-se pelo exercício e proporciona a todos um exame acurado e minucioso da mensagem recebida.
Os médiuns psicógrafos podem ser classificados em:
a) Médiuns Mecânicos – O Espírito atua diretamente sobre a mão do médium, impulsionando-a. O que caracteriza este gênero de mediunidade é a inconsciência absoluta, por parte do médium, do que sua mão escreve. Ela se move sem interrupção, enquanto o Espírito tem alguma coisa que dizer, e para, assim que ele acaba. Neste tipo de mensagem, a escrita vem antes do pensamento.
b) Médiuns Intuitivos – Neste caso, o Espírito não atua sobre a mão para movê-la, mas, atua sobre a alma do médium, identificando-se com ela e imprimindo-lhe sua vontade e suas idéias. A alma recebe o pensamento do Espírito comunicante e o transcreve. Nesta situação, o médium escreve voluntariamente e tem consciência do que escreve, embora não grafe seus próprios pensamentos. Podemos dizer, que nestes casos, o pensamento vem antes da escrita.
C) Médiuns Semimecânicos – Também denominados Semi-intuitivos. Eles sentem que, à sua mão uma impulsão é dada, mau grado seu, mas, ao mesmo tempo, têm consciência do que escrevem, à medida que as palavras se formam. Neste casos, o pensamento acompanha as palavras.
Médiuns Polígrafos – São aqueles cuja escrita se modifica em decorrência do Espírito que se comunica, ou que são aptos a reproduzir a escrita que o Espírito tinha em vida.
Médiuns Iletrados – Os que escrevem como médiuns, sem saber ler, nem escrever, no estado ordinário. Muito raros; mais que os anteriores.
Médiuns Poliglotas ou Xenoglotas – São aqueles que escreve ou falam, sob a influência dos Espíritos, em idiomas que lhe são desconhecidos.
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
De Olhos Fechados para a Vida - Sarah El Khouri
Às vezes...
...na sede de ser compreendidos
a gente esquece de compreender.
E na ânsia de vencer o vazio
nos esquecemos de o preencher com o bem.
E na pressa de encontrar nos esquecemos
de procurar dentro e perto de nós.
E na vontade de não aparentarmos pequenos
nos apegamos numa vaidade tão pobre!
E no sonho de progredir, de obter êxito
esquecemos de valorizar o que já possuímos.
E na iniciativa de doar o que temos
esquecemos de doar o que somos com carinho.
E no desejo de sermos pelos outros amados
esquecemos de verdadeiramente nos amar.
E no medo de não superar o passado
esquecemos de para frente olhar.
E no desencanto de outra vez perder
esquecemos no poder de outra vez tentar.
E na dificuldade de do drama esquecer
a gente duvida de que há como o superar.
E na frustração de ver o sonho desabar
esquecemos que é preciso apenas o reconstruir.
E na dor de ver o caminho escolhido se fechar
esquecemos que há outros caminhos para seguir.
E, assim, tocamos a vida esquecidos de
detalhes que fazem toda a diferença,
de soluções tão simples e pequenas,
de realizações minúsculas, porém plenas.
Esquecemos de uma força em nós, grande e sutil.
E de um Poder Sublime que não nos deixa só,
e de gestos grandiosos, porém servis,
mas que poucos dão o devido valor...
(Sarah El Khouri)
...na sede de ser compreendidos
a gente esquece de compreender.
E na ânsia de vencer o vazio
nos esquecemos de o preencher com o bem.
E na pressa de encontrar nos esquecemos
de procurar dentro e perto de nós.
E na vontade de não aparentarmos pequenos
nos apegamos numa vaidade tão pobre!
E no sonho de progredir, de obter êxito
esquecemos de valorizar o que já possuímos.
E na iniciativa de doar o que temos
esquecemos de doar o que somos com carinho.
E no desejo de sermos pelos outros amados
esquecemos de verdadeiramente nos amar.
E no medo de não superar o passado
esquecemos de para frente olhar.
E no desencanto de outra vez perder
esquecemos no poder de outra vez tentar.
E na dificuldade de do drama esquecer
a gente duvida de que há como o superar.
E na frustração de ver o sonho desabar
esquecemos que é preciso apenas o reconstruir.
E na dor de ver o caminho escolhido se fechar
esquecemos que há outros caminhos para seguir.
E, assim, tocamos a vida esquecidos de
detalhes que fazem toda a diferença,
de soluções tão simples e pequenas,
de realizações minúsculas, porém plenas.
Esquecemos de uma força em nós, grande e sutil.
E de um Poder Sublime que não nos deixa só,
e de gestos grandiosos, porém servis,
mas que poucos dão o devido valor...
(Sarah El Khouri)
sábado, 3 de dezembro de 2011
Evangelho no Lar
Grupo Espírita Batuíra – São Paulo
INTRODUÇÃO:
No livro de Jesus no Lar, Néio Lúcio conta a seguinte estória:
Povoara-se o firmamento de estrelas, dentro da noite de luar, quando o Senhor, instalado provisoriamente em casa de Pedro, tomou os Sagrados Escritos e, como se quisesse imprimir novo rumo à conversação, que se fizera improdutiva e menos edificante, falou com bondade:
- Simão, que faz o pescador quando se dirige para o mercado com os frutos de cada dia?
O apóstolo pensou alguns momentos e respondeu, hesitante:
- Mestre, naturalmente, escolhemos os peixes melhores. Ninguém compra os resíduos da pesca.
Jesus sorriu e perguntou, de novo:
- E o oleiro? que faz para atender à tarefa a que se propõe?
- Certamente, Senhor redargüiu o pescador, intrigado, modela o barro, imprimindo-lhe a forma que deseja.
O Amigo Celeste, de olhar compassivo e fulgurante, insistiu:
- E como procede o carpinteiro para alcançar o trabalho que pretende?
O interlocutor, muito simples, informou sem vacilar:
- Lavará a madeira, usará a enxó e o serrote, o martelo e o formão. De outro modo, não afeiçoará a peça bruta.
Calou-se por alguns instantes, e aduziu:
- Assim, também, é o lar diante do mundo. O berço doméstico é a primeira escola e o primeiro templo da alma. A casa do homem é a legítima exportadora de caracteres para a vida comum. Se o negociante seleciona a mercadoria, se o marceneiro não consegue fazer um barco sem afeiçoar a madeira aos propósitos, com esperar uma comunidade segura a tranqüila sem que o lar se aperfeiçoe? A paz do mundo começa sob as telhas a que nos acolhemos. Se não aprendemos a viver em paz, entre quatro paredes, como aguardar a harmonia das nações? Se não nos habituarmos a amar o irmão mais próximo, associado à nossa luta de cada dia, como respeitar o Eterno Pai que nos parece distante?
Jesus relanceou o olhar sobre a sala modesta, fez pequeno intervalo e continuou:
- Pedro, acendamos aqui, torno de quantos nos procuram a assistência fraterna, uma claridade nova. A mesa de tua casa é o lar de teu pão. Nela, recebes do Senhor o alimento para cada dia. Por que não instalar, ao redor dela, a sementeira da felicidade e da paz na conversação e no pensamento? O Pai, que nos dá o trigo para o celeiro, através do solo, envia-nos a luz através do Céu. Se a claridade é a expansão dos raios que a constituem, a fartura começa no grão. Em razão disto, o Evangelho não foi singelo domicílio dos pastores e dos animais.
Simão Pedro fitou no Mestre os olhos humildes e lúcidos e, como não encontrasse palavras adequadas para explicar-se, murmurou, tímido:
- Mestre, seja feito como desejas. Então Jesus, convidando os familiares do apóstolo à palestra edificante e à meditação elevada, desenrolou os escritos da sabedoria e abriu, na Terra, o primeiro culto cristão do lar.
***
A vida agitada de hoje dificulta, mais do que nunca, a reunião dos familiares para a troca de idéias, a reflexão em conjunto, a busca de referenciais de pensamento e ação.
Atualmente, não podemos contar sequer com o horário das refeições e cada um vai levando a sua vida. Outras solicitações, como a televisão, roubam os poucos instantes em que estamos juntos.
A estória de Néio Lúcio lembra-nos a necessidade de criarmos esse momento, no lar. Juntos, harmonizados pela palavra do Evangelho, estaremos, ainda, em melhores condições para pedir as bênçãos e o auxílio do Mestre. Segundo Mateus, 18;20, esta foi a sua promessa:
- "Onde estiverem duas ou mais criaturas reunidas em meu nome, eu entre elas estarei."
OBJETIVO
Richard Simonetti, em seu livro Temas de Hoje, Problemas de Sempre, no capítulo reservado ao Lar, expõe de maneira muito feliz o objetivo do Evangelho no Lar. Diz-nos Simonetti:
"O culto do Evangelho é uma forma de reunir a família em torno de um objetivo comum. A comunhão familiar onde todos conversam, trocam idéias, falam de seus problemas, comentas suas atividades à luz dos ensinamentos de Jesus, representa o mais eficiente estímulo para o estreitamento das ligações afetivas, transformando o lar em porto de segurança e paz, com garantia de equilíbrio e alegria para todos".
De maneira concisa, podemos, assim, propor como objetivo principal do Evangelho no Lar: a comunhão familiar à luz dos ensinamentos de Jesus.
Deste objetivo geral decorrem efeitos ( ou objetivos secundários ) como os que citamos a seguir:
levar os ensinamentos de Jesus para a família;
orar em conjunto;
estudo + aprendizado em conjunto + informação sobre a Doutrina;
harmonização do ambiente familiar;
higienização ambiental;
conhecer e harmonizar-se com a Doutrina Espírita para prática de vida coerente com os ensinos de Jesus;
melhoria de sintonia vibratória;
esclarecimento e proteção;
fortalecimento espiritual;
abrir as portas do lar para receber os Espíritos Amigos, e
contato mais profundo com o mundo espiritual.
BIBLIOGRAFIA DE APOIO AO EVANGELHO NO LAR
Na realização do Evangelho no Lar, o grupo familiar deve apoiar-se em obras de conteúdo edificante, que serão comentadas à luz do conhecimento e da moral cristã.
A escolha do livro fica a critério do grupo, que optará por aquele com que mais se afinize e que provoque nos participantes maior interesse em ler e estudar.
Para alcançar o objetivo da reunião, "O Evangelho Segundo o Espiritismo", de Allan Kardec, tem sido o grande eleito. Nele encontramos as leis morais, universais e eternas, isto é, independentes de cultura, de raça, de religião e de época. São os textos do Evangelho de Jesus, comentados à luz da Doutrina Espírita, que funcionam como bússola, norteando nosso viver de acordo com as leis do Criador.
Além deste, os demais livros da Codificação podem ser utilizados, servindo principalmente à ampliação do conhecimento da Doutrina, como, por exemplo, o Livro dos Espíritos.
Para leitura complementar, visando à reflexão recomendam-se os livros de mensagens e outros, como, por exemplo: Fonte Viva, de Emmanuel; Palavras de Vida Eterna, de Emmanuel; Estude e Viva, de Emmanuel e André Luiz; Encontro Marcado, de Emmanuel; Luz no Lar, de diversos autores; Sinal Verde, de André Luiz; Calma, de Emmanuel; Roteiro, de Emmanuel; Mais Luz, de Batuíra; Coragem, de diversos autores; Minutos de Sabedoria, de C. Torres Pastorino; Minutos de Luz, de C. Torres Pastorino; etc.…
ROTEIRO
Iniciar a reunião com uma prece simples e espontânea.
Proceder à leitura de um tema edificante, buscando sempre a essência dos ensinamentos de Jesus e aplicação na vida diária.
Fazer comentários ao tema lido.
Fazer vibração pelo lar onde realizada a reunião, pelos presentes, familiares, amigos e necessitados, no sentido de harmonia, paz, tranqüilidade e equilíbrio.
Encerrar com uma prece.
OBSERVAÇÕES, CUIDADOS E SUGESTÕES
Observações:
A escolha do local, na casa, deve atender exclusivamente à conveniência do grupo familiar, podendo variar à vontade.
O dia da semana e o horário mais adequados a todos os participantes devem ser escolhidos livremente.
O tempo de duração é flexível.
Cuidados:
Uma vez escolhidos, o dia da semana e o horário de realização do Evangelho no Lar devem ser respeitados. Assiduidade e pontualidade são importantes para o bom contato com o Plano Espiritual.
Não transferir ou suspender a reunião em virtude de visita inesperada, hóspedes (podendo-se convidá-los a participar da reunião), compromissos de última hora, etc.…
Não transformar a reunião em trabalho mediúnico.
Tomar todo o cuidado para não criar polêmicas, acusações ou desvio para outros assuntos.
Sugestões:
Pode-se colocar água para ser fluidificada pelos Espíritos presentes, no transcorrer da reunião.
Música suave pode contribuir para melhor ambientação, auxiliando as vibrações e preces.
Quando houver crianças, é recomendável que se escolham livros apropriados com "Jesus no Lar", "Alvorada Cristã", "O Evangelho da Meninada"…
Podem ser feitas leituras complementares alternativas (jornais, revistas, atualidades) que ofereçam conteúdo adequado à reflexão, conforme os objetivos do Evangelho no Lar.
INTRODUÇÃO:
No livro de Jesus no Lar, Néio Lúcio conta a seguinte estória:
Povoara-se o firmamento de estrelas, dentro da noite de luar, quando o Senhor, instalado provisoriamente em casa de Pedro, tomou os Sagrados Escritos e, como se quisesse imprimir novo rumo à conversação, que se fizera improdutiva e menos edificante, falou com bondade:
- Simão, que faz o pescador quando se dirige para o mercado com os frutos de cada dia?
O apóstolo pensou alguns momentos e respondeu, hesitante:
- Mestre, naturalmente, escolhemos os peixes melhores. Ninguém compra os resíduos da pesca.
Jesus sorriu e perguntou, de novo:
- E o oleiro? que faz para atender à tarefa a que se propõe?
- Certamente, Senhor redargüiu o pescador, intrigado, modela o barro, imprimindo-lhe a forma que deseja.
O Amigo Celeste, de olhar compassivo e fulgurante, insistiu:
- E como procede o carpinteiro para alcançar o trabalho que pretende?
O interlocutor, muito simples, informou sem vacilar:
- Lavará a madeira, usará a enxó e o serrote, o martelo e o formão. De outro modo, não afeiçoará a peça bruta.
Calou-se por alguns instantes, e aduziu:
- Assim, também, é o lar diante do mundo. O berço doméstico é a primeira escola e o primeiro templo da alma. A casa do homem é a legítima exportadora de caracteres para a vida comum. Se o negociante seleciona a mercadoria, se o marceneiro não consegue fazer um barco sem afeiçoar a madeira aos propósitos, com esperar uma comunidade segura a tranqüila sem que o lar se aperfeiçoe? A paz do mundo começa sob as telhas a que nos acolhemos. Se não aprendemos a viver em paz, entre quatro paredes, como aguardar a harmonia das nações? Se não nos habituarmos a amar o irmão mais próximo, associado à nossa luta de cada dia, como respeitar o Eterno Pai que nos parece distante?
Jesus relanceou o olhar sobre a sala modesta, fez pequeno intervalo e continuou:
- Pedro, acendamos aqui, torno de quantos nos procuram a assistência fraterna, uma claridade nova. A mesa de tua casa é o lar de teu pão. Nela, recebes do Senhor o alimento para cada dia. Por que não instalar, ao redor dela, a sementeira da felicidade e da paz na conversação e no pensamento? O Pai, que nos dá o trigo para o celeiro, através do solo, envia-nos a luz através do Céu. Se a claridade é a expansão dos raios que a constituem, a fartura começa no grão. Em razão disto, o Evangelho não foi singelo domicílio dos pastores e dos animais.
Simão Pedro fitou no Mestre os olhos humildes e lúcidos e, como não encontrasse palavras adequadas para explicar-se, murmurou, tímido:
- Mestre, seja feito como desejas. Então Jesus, convidando os familiares do apóstolo à palestra edificante e à meditação elevada, desenrolou os escritos da sabedoria e abriu, na Terra, o primeiro culto cristão do lar.
***
A vida agitada de hoje dificulta, mais do que nunca, a reunião dos familiares para a troca de idéias, a reflexão em conjunto, a busca de referenciais de pensamento e ação.
Atualmente, não podemos contar sequer com o horário das refeições e cada um vai levando a sua vida. Outras solicitações, como a televisão, roubam os poucos instantes em que estamos juntos.
A estória de Néio Lúcio lembra-nos a necessidade de criarmos esse momento, no lar. Juntos, harmonizados pela palavra do Evangelho, estaremos, ainda, em melhores condições para pedir as bênçãos e o auxílio do Mestre. Segundo Mateus, 18;20, esta foi a sua promessa:
- "Onde estiverem duas ou mais criaturas reunidas em meu nome, eu entre elas estarei."
OBJETIVO
Richard Simonetti, em seu livro Temas de Hoje, Problemas de Sempre, no capítulo reservado ao Lar, expõe de maneira muito feliz o objetivo do Evangelho no Lar. Diz-nos Simonetti:
"O culto do Evangelho é uma forma de reunir a família em torno de um objetivo comum. A comunhão familiar onde todos conversam, trocam idéias, falam de seus problemas, comentas suas atividades à luz dos ensinamentos de Jesus, representa o mais eficiente estímulo para o estreitamento das ligações afetivas, transformando o lar em porto de segurança e paz, com garantia de equilíbrio e alegria para todos".
De maneira concisa, podemos, assim, propor como objetivo principal do Evangelho no Lar: a comunhão familiar à luz dos ensinamentos de Jesus.
Deste objetivo geral decorrem efeitos ( ou objetivos secundários ) como os que citamos a seguir:
levar os ensinamentos de Jesus para a família;
orar em conjunto;
estudo + aprendizado em conjunto + informação sobre a Doutrina;
harmonização do ambiente familiar;
higienização ambiental;
conhecer e harmonizar-se com a Doutrina Espírita para prática de vida coerente com os ensinos de Jesus;
melhoria de sintonia vibratória;
esclarecimento e proteção;
fortalecimento espiritual;
abrir as portas do lar para receber os Espíritos Amigos, e
contato mais profundo com o mundo espiritual.
BIBLIOGRAFIA DE APOIO AO EVANGELHO NO LAR
Na realização do Evangelho no Lar, o grupo familiar deve apoiar-se em obras de conteúdo edificante, que serão comentadas à luz do conhecimento e da moral cristã.
A escolha do livro fica a critério do grupo, que optará por aquele com que mais se afinize e que provoque nos participantes maior interesse em ler e estudar.
Para alcançar o objetivo da reunião, "O Evangelho Segundo o Espiritismo", de Allan Kardec, tem sido o grande eleito. Nele encontramos as leis morais, universais e eternas, isto é, independentes de cultura, de raça, de religião e de época. São os textos do Evangelho de Jesus, comentados à luz da Doutrina Espírita, que funcionam como bússola, norteando nosso viver de acordo com as leis do Criador.
Além deste, os demais livros da Codificação podem ser utilizados, servindo principalmente à ampliação do conhecimento da Doutrina, como, por exemplo, o Livro dos Espíritos.
Para leitura complementar, visando à reflexão recomendam-se os livros de mensagens e outros, como, por exemplo: Fonte Viva, de Emmanuel; Palavras de Vida Eterna, de Emmanuel; Estude e Viva, de Emmanuel e André Luiz; Encontro Marcado, de Emmanuel; Luz no Lar, de diversos autores; Sinal Verde, de André Luiz; Calma, de Emmanuel; Roteiro, de Emmanuel; Mais Luz, de Batuíra; Coragem, de diversos autores; Minutos de Sabedoria, de C. Torres Pastorino; Minutos de Luz, de C. Torres Pastorino; etc.…
ROTEIRO
Iniciar a reunião com uma prece simples e espontânea.
Proceder à leitura de um tema edificante, buscando sempre a essência dos ensinamentos de Jesus e aplicação na vida diária.
Fazer comentários ao tema lido.
Fazer vibração pelo lar onde realizada a reunião, pelos presentes, familiares, amigos e necessitados, no sentido de harmonia, paz, tranqüilidade e equilíbrio.
Encerrar com uma prece.
OBSERVAÇÕES, CUIDADOS E SUGESTÕES
Observações:
A escolha do local, na casa, deve atender exclusivamente à conveniência do grupo familiar, podendo variar à vontade.
O dia da semana e o horário mais adequados a todos os participantes devem ser escolhidos livremente.
O tempo de duração é flexível.
Cuidados:
Uma vez escolhidos, o dia da semana e o horário de realização do Evangelho no Lar devem ser respeitados. Assiduidade e pontualidade são importantes para o bom contato com o Plano Espiritual.
Não transferir ou suspender a reunião em virtude de visita inesperada, hóspedes (podendo-se convidá-los a participar da reunião), compromissos de última hora, etc.…
Não transformar a reunião em trabalho mediúnico.
Tomar todo o cuidado para não criar polêmicas, acusações ou desvio para outros assuntos.
Sugestões:
Pode-se colocar água para ser fluidificada pelos Espíritos presentes, no transcorrer da reunião.
Música suave pode contribuir para melhor ambientação, auxiliando as vibrações e preces.
Quando houver crianças, é recomendável que se escolham livros apropriados com "Jesus no Lar", "Alvorada Cristã", "O Evangelho da Meninada"…
Podem ser feitas leituras complementares alternativas (jornais, revistas, atualidades) que ofereçam conteúdo adequado à reflexão, conforme os objetivos do Evangelho no Lar.
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Veneno Livre
Pede você que os Espíritos desencarnados manifestem sua opinião sobre o álcool, sobre os arrasamentos do álcool.
Muito difícil, entretanto, enfileirar palavras e definir-lhe a influência. Basta lembrar que a cobra, nossa velha conhecida, cujo bote comumente não alcança mais que uma só pessoa, é combatida a vara de ferro, porrete, pedra, armadilha, borralho, água fervente e boca de fogo, vigiada de perto pela gritaria dos meninos, pela cautela das donas de casa e pela defesa do serviço municipal. Mas o álcool, que destrói milhares de criaturas, é veneno livre, onde quer que vá, e, em muitos casos, quando se fantasia de champanha ou de uísque, chega a ser convidado de honra, consagrando eventos sociais. Escorrega na goela de ministros com a mesma sem-cerimônia com que desliza na garganta dos malandros encarrapitados na rua. Endoidece artistas notáveis, desfibra o caráter de abnegados pais de família, favorece doenças e engrossa a estatística dos manicômios; no entanto, diga isso num banquete de luxo e tudo indica que você, a conselho dos amigos mais generosos, será conduzido ao psiquiatra, se não for parar no hospício.
Ninguém precisa escrever sobre a aguardente, tenha ela o nome de vodca ou suco de cana, rum ou conhaque, de vez que as crônicas vivas, escritas por ela mesma, estão nos próprios consumidores, largados à bebedeira, nos crimes que a imprensa recama de sensacionalismo, nos ataques da violência e nos lares destruídos. E se comentaristas de semelhantes demolições devem ser chamados à mesa redonda da opinião pública, é indispensável sejam trazidos à fala as vitimas de espancamento no recinto doméstico; os homens e as mulheres de vida respeitável que viram a loucura aparecer de chofre no ânimo de familiares queridos; as crianças transidas de horror ante o desvario de tutores inconscientes e, sobretudo, os médicos encanecidos no duro ofício de aliviar os sofrimentos humanos.
Qual! Não acredite que nós, pobres inteligências desencarnadas, possamos grafar com mais vigor os efeitos da calamidade terrível que escorre, de copinho a copinho.
E por isso talvez que as tragédias do alcoolismo são, quase sempre, tratadas a estilete de sarcasmo. E creia você que a ironia vem de longe.
Consta do folclore israelita, numa história popular, fartamente anotada em vários países por diversos autores, que Noé, o patriarca, depois do grande dilúvio, rematava aprestos para lançar à terra ainda molhada a primeira vinha, quando lhe apareceu o Espírito das Trevas, perguntando, insolente:
- Que desejas levantar, agora?
- Uma vinha - respondeu o ancião, sereno.
O sinistro visitante indagou quanto aos frutos esperados da plantação.
- Sim - esclareceu o bondoso velho -, serão frutos doces e capitosos. As criaturas poderão deliciar-se com eles, em qualquer tempo, depois de colhidos. Além disso, fornecerão milagroso caldo que se transformará facilmente em vinho, saboroso elixir capaz de adormecê-las em suaves delírios de felicidade e repouso...
- Exijo sociedade nessa lavoura! - gritou Satanás, arrogante.
Noé, submisso, concordou sem restrições e o Gênio do Mal se encarregou de regar a terra e adubá-la, para o justo cultivo. Logo após, com a intenção de exaltar a crueldade, o parceiro maligno retirou quatro animais da arca enorme e passou a fazer adubagem e a rega com a saliva do bode, com o sangue do leão, com a gordura do porco e com excremento do macaco.
À vista disso, quantos se entregam ao vicio da embriaguez, apresentam os trejeitos e os berros sádicos do bode ou a agressividade do leão, quando não caem na estupidez do porco ou na momice dos macacos.
Esta é a lenda; entretanto, nós, meu amigo, integrados no conhecimento da reencarnação, estamos cientes de que o álcool, intoxicando temporariamente o corpo espiritual, arroja a mente humana em primitivos estados vibratórios, detendo-a, de maneira anormal, na condição de qualquer bicho.
Muito difícil, entretanto, enfileirar palavras e definir-lhe a influência. Basta lembrar que a cobra, nossa velha conhecida, cujo bote comumente não alcança mais que uma só pessoa, é combatida a vara de ferro, porrete, pedra, armadilha, borralho, água fervente e boca de fogo, vigiada de perto pela gritaria dos meninos, pela cautela das donas de casa e pela defesa do serviço municipal. Mas o álcool, que destrói milhares de criaturas, é veneno livre, onde quer que vá, e, em muitos casos, quando se fantasia de champanha ou de uísque, chega a ser convidado de honra, consagrando eventos sociais. Escorrega na goela de ministros com a mesma sem-cerimônia com que desliza na garganta dos malandros encarrapitados na rua. Endoidece artistas notáveis, desfibra o caráter de abnegados pais de família, favorece doenças e engrossa a estatística dos manicômios; no entanto, diga isso num banquete de luxo e tudo indica que você, a conselho dos amigos mais generosos, será conduzido ao psiquiatra, se não for parar no hospício.
Ninguém precisa escrever sobre a aguardente, tenha ela o nome de vodca ou suco de cana, rum ou conhaque, de vez que as crônicas vivas, escritas por ela mesma, estão nos próprios consumidores, largados à bebedeira, nos crimes que a imprensa recama de sensacionalismo, nos ataques da violência e nos lares destruídos. E se comentaristas de semelhantes demolições devem ser chamados à mesa redonda da opinião pública, é indispensável sejam trazidos à fala as vitimas de espancamento no recinto doméstico; os homens e as mulheres de vida respeitável que viram a loucura aparecer de chofre no ânimo de familiares queridos; as crianças transidas de horror ante o desvario de tutores inconscientes e, sobretudo, os médicos encanecidos no duro ofício de aliviar os sofrimentos humanos.
Qual! Não acredite que nós, pobres inteligências desencarnadas, possamos grafar com mais vigor os efeitos da calamidade terrível que escorre, de copinho a copinho.
E por isso talvez que as tragédias do alcoolismo são, quase sempre, tratadas a estilete de sarcasmo. E creia você que a ironia vem de longe.
Consta do folclore israelita, numa história popular, fartamente anotada em vários países por diversos autores, que Noé, o patriarca, depois do grande dilúvio, rematava aprestos para lançar à terra ainda molhada a primeira vinha, quando lhe apareceu o Espírito das Trevas, perguntando, insolente:
- Que desejas levantar, agora?
- Uma vinha - respondeu o ancião, sereno.
O sinistro visitante indagou quanto aos frutos esperados da plantação.
- Sim - esclareceu o bondoso velho -, serão frutos doces e capitosos. As criaturas poderão deliciar-se com eles, em qualquer tempo, depois de colhidos. Além disso, fornecerão milagroso caldo que se transformará facilmente em vinho, saboroso elixir capaz de adormecê-las em suaves delírios de felicidade e repouso...
- Exijo sociedade nessa lavoura! - gritou Satanás, arrogante.
Noé, submisso, concordou sem restrições e o Gênio do Mal se encarregou de regar a terra e adubá-la, para o justo cultivo. Logo após, com a intenção de exaltar a crueldade, o parceiro maligno retirou quatro animais da arca enorme e passou a fazer adubagem e a rega com a saliva do bode, com o sangue do leão, com a gordura do porco e com excremento do macaco.
À vista disso, quantos se entregam ao vicio da embriaguez, apresentam os trejeitos e os berros sádicos do bode ou a agressividade do leão, quando não caem na estupidez do porco ou na momice dos macacos.
Esta é a lenda; entretanto, nós, meu amigo, integrados no conhecimento da reencarnação, estamos cientes de que o álcool, intoxicando temporariamente o corpo espiritual, arroja a mente humana em primitivos estados vibratórios, detendo-a, de maneira anormal, na condição de qualquer bicho.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Carta de Um Feto à Sua Mãe
Texto de Marlene Nobre, do livro O clamor da Vida (Editora FEB)
Querida mamãe,
Não tenho palavras para exprimir-te a ansiedade e a sofreguidão com que me precipitei sobre aquele pequenino globo de luz que me ofereceste como semente abençoada, colocando-me a ele, como um náufrago agarra-se à tábua salvadora.
Depois, tranqüilizei-me. Afinal, já era senhor de um grânulo microscópico, um pequeno torrão de açúcar, repleto de energia. Todinho meu! Senti-me importante, recebera de ti e de meu pai uma herança de valor inestimável. Veio, então, aquela sensação gostosa de potência, de que eu era capaz de vencer, apesar de todas as angústias que trazia por dentro.
Escorreguei, depois, por um longo tubo, como se estivesse em um tobogã, rolei, rolei e caí em uma caverna escura, mas, engraçado!, não tinha medo. O seu interior era aconchegante, com sucos nutritivos, poças cheias de líquidos tépidos e solo de veludo.
Todos os mecanismos da minha herança trabalhavam a pleno vapor. Eu já tinha o tamanho de uma cabeça de alfinete. Intimamente, sabia que alguma coisa não funcionava bem, mas eu tinha fé, acreditava que aquela angústia que trazia por dentro, um dia, terminaria.
Como o barro nas formas de oleiro, plasmava meu corpo nas retortas desta caverna. Desenvolvi-me. Cresci, obedecendo a um programa inexplicável.
Um dia, mostraram a minha imagem para ti, aconselhando-te a expulsar-me, porque era malformado, trazia imperfeições. "Era um monstro!", Foi uma tempestade dentro da caverna, onde me abrigo, Tuas lágrimas eram chuvas torrenciais. Teus pensamentos, raios fulminantes de luminosidade terrível a espraiar-se no ambiente escuro: "Por que Deus me esqueceu? Por que me castigou? Por que recebo em meu ventre um fruto deteriorado? De que me culpam?"
Recolhi todos os teus pensamentos e todas as suas angústias. E, desesperado,
do fundo da minha inconsciência, respondi:
"Mamãe, Deus não te esqueceu. Ele te escolheu! A mãe de filhos eficientes é missionária do amor, mas as dos deficientes, são anjos dos Céus engastados na Terra.
Sou um fruto deteriorado, mamãe, mas estou deficiente, não sou deficiente!
Momentaneamente minha forma está defeituosa, mas, no fundo do meu inconsciente, eu não sou assim.
Não te culpes, mãe! Não te culpes pela minha apresentação! Quando te mostrarem, novamente, o meu retrato na caverna, tenha piedade da minha pobre forma e dá-me a chance de viver o quanto me foi designado!
Preciso de ti, da tua ternura, da tua renúncia. Levarás contigo, para sempre, a minha gratidão.
Sou viajor do infinito, meu tempo é determinado por Deus.
Recolheste as minhas respostas de forma imprecisa.
Já é noite alta, no momento em que um computador invisível ajuda-me a grafar-te estes meus pensamentos.
Amanhã deverias internar-te para retirar-me à força da caverna. Estava tudo marcado.
Acabas, no entanto, de ler o jornal, em que viste a pequenina mão de um feto a segurar o dedo do cirurgião que o estava operando no ventre materno, para salvá-lo da morte. Nesse momento, foi como se recebesses, de forma clara, de uma só vez, todos os meus pedidos de socorro. Decidiste que eu continuarei a viver o tempo que me foi determinado.
Ah!, mãe, não podes ouvir, perfeitamente, meu choro de alegria, mas registra os meus pensamentos inarticulados:
Obrigado, mãe! És o anjo do Céu que me arranca das trevas para a luz!
Um dia, após a minha morte, quando as estrelas voltarem a brilhar no meu Céu
novamente, nós tornaremos a nos encontrar! Abraçar-nos-emos, sorrindo e chorando de felicidade, porque minha forma estará tão bela como a luz do luar!
Até sempre, anjo da minha vida!
Beijos do filho grato, que não te esquece.
Querida mamãe,
Não tenho palavras para exprimir-te a ansiedade e a sofreguidão com que me precipitei sobre aquele pequenino globo de luz que me ofereceste como semente abençoada, colocando-me a ele, como um náufrago agarra-se à tábua salvadora.
Depois, tranqüilizei-me. Afinal, já era senhor de um grânulo microscópico, um pequeno torrão de açúcar, repleto de energia. Todinho meu! Senti-me importante, recebera de ti e de meu pai uma herança de valor inestimável. Veio, então, aquela sensação gostosa de potência, de que eu era capaz de vencer, apesar de todas as angústias que trazia por dentro.
Escorreguei, depois, por um longo tubo, como se estivesse em um tobogã, rolei, rolei e caí em uma caverna escura, mas, engraçado!, não tinha medo. O seu interior era aconchegante, com sucos nutritivos, poças cheias de líquidos tépidos e solo de veludo.
Todos os mecanismos da minha herança trabalhavam a pleno vapor. Eu já tinha o tamanho de uma cabeça de alfinete. Intimamente, sabia que alguma coisa não funcionava bem, mas eu tinha fé, acreditava que aquela angústia que trazia por dentro, um dia, terminaria.
Como o barro nas formas de oleiro, plasmava meu corpo nas retortas desta caverna. Desenvolvi-me. Cresci, obedecendo a um programa inexplicável.
Um dia, mostraram a minha imagem para ti, aconselhando-te a expulsar-me, porque era malformado, trazia imperfeições. "Era um monstro!", Foi uma tempestade dentro da caverna, onde me abrigo, Tuas lágrimas eram chuvas torrenciais. Teus pensamentos, raios fulminantes de luminosidade terrível a espraiar-se no ambiente escuro: "Por que Deus me esqueceu? Por que me castigou? Por que recebo em meu ventre um fruto deteriorado? De que me culpam?"
Recolhi todos os teus pensamentos e todas as suas angústias. E, desesperado,
do fundo da minha inconsciência, respondi:
"Mamãe, Deus não te esqueceu. Ele te escolheu! A mãe de filhos eficientes é missionária do amor, mas as dos deficientes, são anjos dos Céus engastados na Terra.
Sou um fruto deteriorado, mamãe, mas estou deficiente, não sou deficiente!
Momentaneamente minha forma está defeituosa, mas, no fundo do meu inconsciente, eu não sou assim.
Não te culpes, mãe! Não te culpes pela minha apresentação! Quando te mostrarem, novamente, o meu retrato na caverna, tenha piedade da minha pobre forma e dá-me a chance de viver o quanto me foi designado!
Preciso de ti, da tua ternura, da tua renúncia. Levarás contigo, para sempre, a minha gratidão.
Sou viajor do infinito, meu tempo é determinado por Deus.
Recolheste as minhas respostas de forma imprecisa.
Já é noite alta, no momento em que um computador invisível ajuda-me a grafar-te estes meus pensamentos.
Amanhã deverias internar-te para retirar-me à força da caverna. Estava tudo marcado.
Acabas, no entanto, de ler o jornal, em que viste a pequenina mão de um feto a segurar o dedo do cirurgião que o estava operando no ventre materno, para salvá-lo da morte. Nesse momento, foi como se recebesses, de forma clara, de uma só vez, todos os meus pedidos de socorro. Decidiste que eu continuarei a viver o tempo que me foi determinado.
Ah!, mãe, não podes ouvir, perfeitamente, meu choro de alegria, mas registra os meus pensamentos inarticulados:
Obrigado, mãe! És o anjo do Céu que me arranca das trevas para a luz!
Um dia, após a minha morte, quando as estrelas voltarem a brilhar no meu Céu
novamente, nós tornaremos a nos encontrar! Abraçar-nos-emos, sorrindo e chorando de felicidade, porque minha forma estará tão bela como a luz do luar!
Até sempre, anjo da minha vida!
Beijos do filho grato, que não te esquece.
Perdoar aos inimigos é pedir perdão para si mesmo...
Sérgio Aparecido Alvim
“... porque se sois duros, exigente, inflexível, se tende rigor mesmo por uma ofensa leve, como quereis que Deus esqueça que, cada dia, tende maior necessidade de indulgência?...”
(ESSE cap. X, item 15)
Quando o Divino Mestre esteve entre nós, diante de suas belas e fraternas lições, ele veio nos falar da grande necessidade de perdoarmos sempre quando nos sentirmos ofendidos, então, ele nos trazia suas parábolas, onde ilustrava seus magníficos ensinamentos, para que pudéssemos refletir através delas, nos colocando em posição para melhor entendimento de sua mensagem.
Mas o próprio Cristo entendia nossas grandes limitações para o compreendemos da forma como deveríamos, foi então que ele nos prometeu o seu Consolador, que nos ajudaria a alcançarmos melhores condições de entendermos tantas coisas que antes não podíamos, Jesus tinha consciência de que estaríamos mais “maduros”, e neste momento nos enviaria seus emissários de luz, que nos trariam tantos esclarecimentos para que pudéssemos nos enriquecer ainda mais através de seu Evangelho, mesmo depois de dois milênios, condenando a nevoa densa da ignorância e nos libertando dos dogmas fortalecedores do fanatismo,nos trazendo a fé raciocinada para que através de nossas sábias escolhas , pudéssemos trilhar firmes no caminho rumo á perfeição, como espíritos imortais que somos.
Depois da codificação da Doutrina de Luz enviada pelo Mestre, hoje mais esclarecidos do que antes, já temos a plena consciência de que alem de buscarmos efetivamente os devidos esforços para nutrirmos um sentimento de maior compreensão uns com os outros, examinando o nosso irmão como ser que esta na luta pelo aprimoramento espiritual como todos nós estamos, também já nos conscientizamos da grande responsabilidade que temos, quando observamos que o nosso hoje é fruto de nosso ontem e que se estamos em determinada condição de “ofendidos”, que isso nada mais é, do que uma grande oportunidade para demonstrar algum aprendizado do Evangelho do Cristo-“Perdoa agora, hoje e amanhã, incondicionalmente.”- mas também não podemos esquecer de que o cultivo no passado de grandes indiferenças com aqueles que nos ladeiam em nossa jornada para a luz, nos traz a colheita certa hoje, que de alguma forma pode nos beneficiar, se formos testemunhos fiéis das lições do Cristo.
“O perdão é, pois, remédio santo para a euforia da mente na luta cotidiana.”
(Palavras de Vida Eterna-Emmanuel-Francisco Cândido Xavier)
Era isso que o Mestre queria nos ensinar, a necessidade de nos perdoarmos sempre, todas as vezes que fosse necessário o nosso perdão, pois só assim, aos poucos, de acordo com nossas boas conquistas, e de acordo com nossas vitórias, de não tratarmos mais com tanta indiferença uns aos outros, mas nos olharmos como irmãos, nos tornaríamos mais compreensivos mutuamente, seriamos maiores do que as pequenas rasuras que a convivência nos proporciona e assim seriamos seres mais felizes e mais fraternos.
Entretanto para podermos lograr efetivamente a posição de verdadeiros cristãos que lutam para superar a ignorância que retarda nosso aprimoramento espiritual, devemos também aprender a nos perdoar, livrando-nos das penitencias impróprias, dos processos de culpa, que nada mais são do que verdadeiros instrumentos devassadores da alma, devemos nos libertar da posição de algozes de nós mesmos, nos possibilitando ao reajuste necessário, nos colocando na posição real de que somos almas ainda na marcha pela perfeição, merecedores de nossa própria indulgencia.
Quantos são os irmãos que ainda estão estagnados na marcha para a Luz, pois não conseguiram se libertar das culpas provenientes de um passado equivocado e sofrem por estarem ainda muito ligados a sentimentos de culpas pelos atos cometidos no pretérito, nesta o em outras vidas, entregando-se a processos obsessivos que fatalmente farão surgir os transtornos mentais, causando uma completa falta de autoridade sobre si mesmo, colocando-se a disposição daqueles entes equivocados que não desejam o nosso melhoramento espiritual, por mera igonarancia, ou ainda colocando a criatura a mercê dos narcóticos, surgindo à dependência química que escraviza e limita a criatura.
“... Suas raízes podem estar fixadas no pretérito – erros e crimes ocultos que não foram justiçados – ou em passado próximo, nas ações da extravagância ou da delinqüência. Geradora de graves distúrbios, a culpa deve ser liberada, a fim de que os seus danos desapareçam.
(Joanna de Angelis-Livro: Momentos de Consciência.
psicografia de Divaldo P. Franco
Para nos livrarmos do fardo pesado do passado, Deus nosso Pai que em sua bondade, justiça e misericórdia, nos dá a cada dia novas oportunidades para recomeçarmos e para buscarmos uma vida nova, cheia de bênçãos e de momentos para ajustarmos o que fizemos contra nós e contra aqueles que caminham conosco nesta Terra Santa e abençoada, muito abençoada por aquele que esteve entre nós um dia, se dignando a estar perto de nós para que pudesse provar seu grande e incondicional amor , quando ainda na cruz,lá no calvário, nos seus derradeiros momentos, em meio a tanto sofrimento, ele ainda nos perdoou-“Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem”
“Não atingiremos a paz sem desculpar os erros alheios que, em outras circunstancias , poderiam ser os nossos...”
(Ave Cristo)
“... porque se sois duros, exigente, inflexível, se tende rigor mesmo por uma ofensa leve, como quereis que Deus esqueça que, cada dia, tende maior necessidade de indulgência?...”
(ESSE cap. X, item 15)
Quando o Divino Mestre esteve entre nós, diante de suas belas e fraternas lições, ele veio nos falar da grande necessidade de perdoarmos sempre quando nos sentirmos ofendidos, então, ele nos trazia suas parábolas, onde ilustrava seus magníficos ensinamentos, para que pudéssemos refletir através delas, nos colocando em posição para melhor entendimento de sua mensagem.
Mas o próprio Cristo entendia nossas grandes limitações para o compreendemos da forma como deveríamos, foi então que ele nos prometeu o seu Consolador, que nos ajudaria a alcançarmos melhores condições de entendermos tantas coisas que antes não podíamos, Jesus tinha consciência de que estaríamos mais “maduros”, e neste momento nos enviaria seus emissários de luz, que nos trariam tantos esclarecimentos para que pudéssemos nos enriquecer ainda mais através de seu Evangelho, mesmo depois de dois milênios, condenando a nevoa densa da ignorância e nos libertando dos dogmas fortalecedores do fanatismo,nos trazendo a fé raciocinada para que através de nossas sábias escolhas , pudéssemos trilhar firmes no caminho rumo á perfeição, como espíritos imortais que somos.
Depois da codificação da Doutrina de Luz enviada pelo Mestre, hoje mais esclarecidos do que antes, já temos a plena consciência de que alem de buscarmos efetivamente os devidos esforços para nutrirmos um sentimento de maior compreensão uns com os outros, examinando o nosso irmão como ser que esta na luta pelo aprimoramento espiritual como todos nós estamos, também já nos conscientizamos da grande responsabilidade que temos, quando observamos que o nosso hoje é fruto de nosso ontem e que se estamos em determinada condição de “ofendidos”, que isso nada mais é, do que uma grande oportunidade para demonstrar algum aprendizado do Evangelho do Cristo-“Perdoa agora, hoje e amanhã, incondicionalmente.”- mas também não podemos esquecer de que o cultivo no passado de grandes indiferenças com aqueles que nos ladeiam em nossa jornada para a luz, nos traz a colheita certa hoje, que de alguma forma pode nos beneficiar, se formos testemunhos fiéis das lições do Cristo.
“O perdão é, pois, remédio santo para a euforia da mente na luta cotidiana.”
(Palavras de Vida Eterna-Emmanuel-Francisco Cândido Xavier)
Era isso que o Mestre queria nos ensinar, a necessidade de nos perdoarmos sempre, todas as vezes que fosse necessário o nosso perdão, pois só assim, aos poucos, de acordo com nossas boas conquistas, e de acordo com nossas vitórias, de não tratarmos mais com tanta indiferença uns aos outros, mas nos olharmos como irmãos, nos tornaríamos mais compreensivos mutuamente, seriamos maiores do que as pequenas rasuras que a convivência nos proporciona e assim seriamos seres mais felizes e mais fraternos.
Entretanto para podermos lograr efetivamente a posição de verdadeiros cristãos que lutam para superar a ignorância que retarda nosso aprimoramento espiritual, devemos também aprender a nos perdoar, livrando-nos das penitencias impróprias, dos processos de culpa, que nada mais são do que verdadeiros instrumentos devassadores da alma, devemos nos libertar da posição de algozes de nós mesmos, nos possibilitando ao reajuste necessário, nos colocando na posição real de que somos almas ainda na marcha pela perfeição, merecedores de nossa própria indulgencia.
Quantos são os irmãos que ainda estão estagnados na marcha para a Luz, pois não conseguiram se libertar das culpas provenientes de um passado equivocado e sofrem por estarem ainda muito ligados a sentimentos de culpas pelos atos cometidos no pretérito, nesta o em outras vidas, entregando-se a processos obsessivos que fatalmente farão surgir os transtornos mentais, causando uma completa falta de autoridade sobre si mesmo, colocando-se a disposição daqueles entes equivocados que não desejam o nosso melhoramento espiritual, por mera igonarancia, ou ainda colocando a criatura a mercê dos narcóticos, surgindo à dependência química que escraviza e limita a criatura.
“... Suas raízes podem estar fixadas no pretérito – erros e crimes ocultos que não foram justiçados – ou em passado próximo, nas ações da extravagância ou da delinqüência. Geradora de graves distúrbios, a culpa deve ser liberada, a fim de que os seus danos desapareçam.
(Joanna de Angelis-Livro: Momentos de Consciência.
psicografia de Divaldo P. Franco
Para nos livrarmos do fardo pesado do passado, Deus nosso Pai que em sua bondade, justiça e misericórdia, nos dá a cada dia novas oportunidades para recomeçarmos e para buscarmos uma vida nova, cheia de bênçãos e de momentos para ajustarmos o que fizemos contra nós e contra aqueles que caminham conosco nesta Terra Santa e abençoada, muito abençoada por aquele que esteve entre nós um dia, se dignando a estar perto de nós para que pudesse provar seu grande e incondicional amor , quando ainda na cruz,lá no calvário, nos seus derradeiros momentos, em meio a tanto sofrimento, ele ainda nos perdoou-“Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem”
“Não atingiremos a paz sem desculpar os erros alheios que, em outras circunstancias , poderiam ser os nossos...”
(Ave Cristo)
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