sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

A Caridade Vem de Dentro

Jorge Gomes

Caridade. Para o espiritismo é a virtude máxima. É indiscutível que começa em casa, e, em síntese, é o amor em movimento.

Na óptica espírita, o oposto da caridade é o egoísmo. Ela é generosa, ele é mesquinho.
Não está em causa o manicaísmo resultante das concepções que se recusam a ver o ser humano como alguém submetido ao trabalho da sua própria evolução: todo o bem de um lado, do outro o mal. Herculano Pires já dissertou com mestria sobre a função do egoísmo nos horizontes evolutivos de onde vimos, via reencarnação, na sua obra «Curso Dinâmico de Espiritismo». O egoísmo é uma forma de comportamento que estamos a abandonar e que encontra as suas causas profundas no eterno desejo de estar bem, embora siga, é claro, pelo caminho errado. Ser não é possuir. Estar não é ser.

Não justifiquemos por isso o egoísmo, a que estamos a deixar de tender, quando se percebe que já temos condições de melhorar.

Essa tendência no percurso evolutivo de qualquer pessoa é parecida com a corrente de um curso de água na busca do oceano. Os rios, a partir da nascente, são rápidos, de leito abrupto, mas amansam à medida que atingem o mar e que envelhecem. Na evolução é também assim. E estamos no início, não nos iludamos.

Tão inconsciente é essa tendência de sermos egoístas, como se compreende, que agimos com ele, vindo de nós próprios, nas suas diversas roupagens sociais - a veste familiar, o pano comunitário e a farda nacional.
Resultados

Viver por viver não satisfaz. É importante viver bem. Seja neste plano de vida material, seja no Além. O egoísmo resseca, desalenta, infelicita. O amor refaz, desanuvia, alegra, e jamais se desgasta, tanto mais quanto mais depurado é. Isso porque é a meta evolutiva a que tendemos, em estágios mais amadurecidos.

A caridade - nada mais que o amor em movimento - é a grande desconhecida. Passa na história da Humanidade com personagens memoráveis, e assim sonhamos tê-la connosco. O grande problema é o de a conquistar: ela não se compra nem se transfere de uns para outros. Adquire-se, construindo-a no imo. Não é um objecto.

Também não é obra construída de agora para logo ou de hoje para amanhã, como um produto acabado. O psiquismo humano é complexo, como se se compusesse de diversas camadas que se justapõem numa individualidade una e única.

Um mergulho de superfície na caridade não é de desperdiçar. Mas daí a acreditar-se que o problema de a assimilar é imediato e rápido vai um longo caminho que desmente essa ilusão: o da experiência.

É compreensível: evoluir, amadurecer espiritualmente, não é seguir regras de fora para dentro, memorizar, mas sim debater ideias, estudar, aprender, testar, vivenciar para constituir sabedoria. E esta, património irreversível (quando muito apenas ocultado temporariamente via reencarnatória ou outra), segundo as situações concretas, verte atitudes luminosas de dentro para fora, sem esperar ou desejar aplauso, que não seja o da sua consciência feliz.
Ser e parecer

Caridade não é «caridadezinha». Temos uma amiga cuja prática é admirável. Integra uma equipa directora de uma associação de protecção à infância. Há algum tempo houve um jantar beneficente ilustrado com quem dizem ser o herdeiro da extinta coroa portuguesa. Esgotados os lugares, entre os sócios houve uma senhora que ficou ofendida por não lhe reservarem bilhetes ao ponto de entre impropérios dizer que ia deixar de ser sócia.

É um exemplo clássico. A contribuição dessa senhora revoltada feita até à data não perdeu valor. Ela é que rejeita a alegria de continuar a colaborar na satisfação das necessidades dessas crianças em séria dificuldade. Essa mistura do egoísmo e do orgulho com a caridade não é coisa fácil de erradicar. Porquê?

Porque a evolução para ser real, autêntica, tem de ser amadurecida em todas as camadas do nosso psiquismo, das mais superficiais para as mais profundas, e só quando atinge, se sedimenta nestas é que se torna mais frequente.

Vejamos a definição elevada, sucinta, clara e completa de «O Livro dos Espíritos»:

Allan Kardec: - Qual o verdadeiro sentido da palavra caridade, como a entende Jesus?

Resposta: - Benevolência para com todos, indulgência para com as imperfeições alheias, perdão das ofensas.
Doação imaterial

Caridade é doação afectiva, desinteressada, espontânea. Traz aos destinatários um bem-estar real, não um gozo periférico. O espírito Emmanuel, numa mensagem ensina que ficamos apenas com o que damos.

Caridade é a fraternidade que acompanha o gesto, a atitude interior. Não é o gesto visualizado. Este pode apenas querer parecer, para merecer o aplauso mundano, conforme descreve o Evangelho.

Pensar nos outros, nas suas dificuldades. Ajudar... sem atrapalhar.

Neste cenário, contudo, quando uma mão se estende para auxiliar, torna-se necessário, em geral, que haja uma mão que queira receber. Este é um dos maiores entraves ao processo de aproximação que envolve a caridade. Os espíritos mais sábios sabem «convencer» o necessitado a aceitar a contribuição fraterna, ao cativá-lo, sensibilizando-o.

A caridade vai-se sedimentando no nosso comportamento tanto mais quanto mais o quisermos, sem angústias ou pressas. E começa nas mais pequeninas coisas. Às vezes ajuda reflectir no lado bom das pessoas mais próximas, em casa, no trabalho, na rua, ou das circunstâncias. Pensar na caridade sem ser de cima para baixo, como sendo eu o bom e o outro o desgraçado. Somos seres que caminhamos lado a lado, todos necessitados do amparo recíproco. Temos momentos melhores umas vezes, de outras têm os outros.

O que não resulta, por certo, é fazer cobranças a outrem, porque é melhor convencermo-nos, em benefício próprio, que ninguém - mas mesmo ninguém - tem qualquer obrigação de ser caridoso connosco, mas, de facto, nós próprios temos a maior obrigação de ser caridosos com os demais, entendendo-os, perdoando o que houvesse a perdoar, agradecendo a quota de generosidade com que de uma forma ou de outra nos beneficiam...

E aí, caridade pode ser o silêncio de alguém que nos tolera algum desassossego.
Os amigos

Às vezes, irreflectidamente, acreditamos que os nossos amigos são aqueles que jamais nos apontam os enganos, que nos dizem que somos os maiores do mundo, que nos batem nas costas, mesmo quando estamos quase a caminho de um colapso de consciência.

Caridade não é aplaudir, apoiar a asneira. É manter a fraternidade de, na altura certa, sem violência, dizer o que se pensa, mesmo que não nos seja perguntado directamente.

Dar mais espaço a alguém em caminhada acelerada para estertorosa queda não é ser seu amigo. Aparecer como se lhe desse apoio, isso não é ajudá-lo.

A caridade não exclui a disciplina nem uma conduta coerente, mas sem agressividade.
Caridade social

A nossa tendência a tomar os conteúdos pela forma conduz a confusões como as de considerar que a prática da caridade para ser autêntica obriga a participar necessariamente - e em casos extremos até a criar - em obras de assistência social como orfanatos, hospitais, lares de idosos. Diz-se que o movimento espírita brasileiro passou a ser respeitado pelas obras dessa índole que foi criando com muito altruísmo. Até pode ser. Mas o facto é que o que dignifica mesmo, e passa uma boa impressão para quem não é espírita, é a conduta da pessoa em causa: o seu equilíbrio, a sua brandura, a sua paz, a sua capacidade de perdoar, numa palavra o seu timbre de caridade.

Esta virtude não nasce de fora para dentro, a partir de regulamentos: é manifestação afectiva de dentro para fora. A base da caridade assenta na sensibilidade, no conhecimento, no discernimento.

Depois, a caridade não tem rótulo. Não existe uma caridade espírita, outra budista, etc.. O amor em movimento - a caridade - é universalista, ajuda sem olhar a quem, levantando o ser para a dignificação de si próprio. É louvável matar a fome e a sede a quem a tem, inquestionavelmente. Mas proporcionar-lhe educação para prover a si próprio é o mais desejável. A maior caridade não será a divulgação do espiritismo?

Esclarecimentos da Sociedade Espírita Fraternidade - SEF

A Diretoria da SEF enfatiza que tem limitado as notícias sobre a evolução do tratamento do médium Raul Teixeira ao seu site, por considerar a forma mais adequada no momento, buscando evitar, assim, a veiculação de notícias que não correspondem a realidade.

Reiteramos que todos os boletins emitidos pela SEF tem obedecido rigorosamente aos acontecimentos, apenas com a omissão de nomes e locais, no sentido de permitir a privacidade das pessoas e do médium.

Quaisquer solicitações aos irmãos que o assistem de perto, amigos de nossa Casa e do médium, são desaconselháveis nesse momento, tendo em vista que teriam que ser, necessariamente, encaminhadas para apreciação do nobre orador espírita, sobrecarregando-o com a necessidade de ter que tomar decisões, o que é dispensável nessa fase delicada do tratamento, que requer maior recolhimento e foco nos esforços por recuperação.

Agradecemos, comovidos, as ligações telefônicas e os e-mails que chegam, diariamente, do Brasil e do exterior, com manifestações de carinho e apreço pelo valoroso amigo, rogando as devidas desculpas por não conseguirmos responder a todos.

Diretoria da Sociedade Espírita Fraternidade

13-12-2011 - 18:30 minutos

Recentemente, Raul conseguiu movimentar levemente o punho e os dedos da mão direita. Já consegue fechar a mão. Este movimento ele faz com maior facilidade do que o de abrir. Os terapeutas dizem que o processo de recuperação vem nessa ordem: primeiro fecha a mão; depois abre.
Como parte da terapia, cumprimenta a pessoas com um leve aperto de mão.

Os exercícios com a fonoaudióloga também têm sido muito melhores, já que ele tem atendido de forma mais eficaz a determinados comandos.

Está bastante animado, mas comedido nas comemorações. Parece não querer criar expectativas, relata seu acompanhante.

Tem se emocionado com as manifestações de carinho de todos, mantendo, porém, a lucidez que lhe é peculiar.

Fraternalmente,
Diretoria da Sociedade Espírita Fraternidade.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

A Dádiva de Viver

A DÁDIVA DE VIVE

Por vezes, você caminha pela vida com o olhar voltado para o chão, pensamento em desalinho, como quem perdeu o contato com sua origem divina.
Olha, mas não vê... Escuta, mas não ouve. Toca, mas não sente...
Perdido na névoa densa que envolve os próprios passos, não percebe que o dia o saúda e convida a seguir com alegria, com disposição, com olhar voltado para o horizonte infinito, que lhe acena com o perfume da esperança.
Considere que seu caminhar não é solitário e suas dores e angústias não passam despercebidas diante dos olhos atentos do Criador, que lhe concede a dádiva de viver.
Sua vida na terra tem um propósito único, um plano de felicidade elaborado especialmente para você.
Por isso, não deixe que as nuvens das ilusões e de revoltas infundadas contra as leis da vida, tornem seu caminhar denso e lhe toldem a visão do que é belo e nobre.
Siga adiante refletindo na oportunidade milagrosa que é o seu viver.
Inspire profundamente e medite na alegria de estar vivo, coração pulsante, sangue correndo pelas veias, e você, vivo, atuante, compartilhando deste momento do mundo, único, exclusivo. E você faz parte dele.
Sinta quão delicioso é o aroma do amanhecer, o cheiro da grama, da terra após a chuva, do calor do sol sobre a sua cabeça, ou da chuva a rolar sobre sua face.
Sinta o imenso prazer de estar vivo, de respirar. Respire forte e intensamente, oxigenando as idéias, o corpo, a alma.
Sinta o gosto pela vida. Detenha-se a apreciar as pequeninas coisas que dão sentido à vida.
Aquela flor miúda que, em meio à urze sobrevive linda, perfumosa, a brilhar como se fosse grande.
Sinta-se vivo ao apreciar o vôo da borboleta ou do pássaro à sua frente.
Escute os barulhos da natureza, a água a escorrer no riacho, ou simplesmente aprecie o céu, com suas nuvens a formar desenhos engraçados fazendo e desfazendo-se sobre seus olhos.
Quão maravilhosa é a vida!
Mas, se o céu estiver escuro e você não puder olhá-lo, detenha-se no micro universo, olhe o chão.
Quanta vida há no chão...
Minúsculos seres caminhando na terra, na grama...
A formiga na sua luta diária pela sobrevivência...
A aranha, a tecer sua teia caprichosamente, e tantas coisas para ver, ouvir, sentir, cheirar, para fazer você sentir-se vivo.
Observar a natureza é pequeno exercício diário que fará você relaxar, esquecer por instantes as provas, ora rudes, ora amenas, que a vida nos impõe.
Somos caminhantes da estrada da reencarnação, somando, a cada dia, virtudes às nossas vidas ainda medíocres, mas que se tornarão luminosas e brilhantes.
Aprenda a dar valor à dádiva da vida. Isso fará o seu dia se tornar mais leve e, em silêncio, sem palavras, sem pensamentos de revolta, você terá tido um momento de louvor a Deus.
Aprenda a silenciar o íntimo agitado e a beneficiar-se das belezas do mundo que Deus lhe oferece.
A sabedoria hindu aprecia, na natureza, o que Deus desejou para ela: que fosse aliada do homem no seu progresso, oferecendo o alimento, dando-lhe os meios de defender-se das intempéries.
E, sobretudo, sendo o seu colírio diário suavizando as aflições da vida.
Pense nisso, e aprenda a dar graças pela dádiva de viver.

Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em mensagem do Espírito
Stephano, psicografada por Marie-Chantal Dufour Eisenbach, na Sociedade
Espírita Renovação em junho de 2005.

Autor: Equipe de Redação do Momento Espírita

Bem Aventurados os Aflitos

Diz o ditado popular:
“Aqui se faz, aqui se paga”
Trocando em miúdos, é o mesmo que a lei de causa e efeito.

Porém, quando se fala em pagar, quitar débitos, sejam de reencarnações anteriores ou mesmo da atual, o que vem em mente é: Sofrimento, tortura, tristeza sem fim.

Criou-se essa cultura de que pagar é sofrer.

Contudo, a realidade vai distante disso e muitas vezes estamos quitando nossos chamados “débitos”, de maneira suave, gostosa, diria até que imperceptível.

Sim amigo leitor, para “pagar dividas”não precisamos necessariamente sofrer. Deus, Pai de Infinita Bondade, nos concede pagamentos á prazo, freqüentemente utilizando nossas habilidades, nossas aptidões como instrumento de nossa própria libertação, ou seja, ao mesmo tempo que quitamos débitos, colaboramos com o semelhante, desenvolvemos potencialidades, aprendemos e ainda sentimos prazer com tudo isso.

É o dinamismo do universo a concorrer para nossa felicidade!

A grande questão está em que algumas pessoas vivem com os olhos focados em problemas, daí provém que muitos consideram a existência pesada, densa, taciturna.

E as provas em suas bocas logo tornam-se carmas, explodindo em frases do tipo:

- Meu cônjuge é um carma!

- O que fiz em outra reencarnação para merecer tanto sofrimento!

Com uma visão dessa certamente pagar ou não pagar débitos será sempre uma sensação penosa, porque se enxerga a vida de forma penosa.

E chega a ser engraçado como alguns vêem méritos no fato de sofrer: Aquele que muito sofreu certamente muito pagou e muitas venturas irá conseguir – Conclamam, justificando o sofrimento alheio, ou quem sabe até o próprio.

Não é bem assim. Em O Evangelho segundo o espiritismo, CAP V – Bem Aventurados os Aflitos – o Espírito Lacordaire, dá a seguinte mensagem intitulada Bem e Mal sofrer:


Quando o Cristo disse: "Bem-aventurados os aflitos, o reino dos céus lhes pertence", não se referia de modo geral aos que sofrem, visto que sofrem todos os que se encontram na Terra, quer ocupem tronos, quer jazam sobre a palha. Mas, ah! poucos sofrem bem; poucos compreendem que somente as provas bem suportadas podem conduzi-los ao reino de Deus. O desânimo é uma falta. Deus vos recusa consolações, desde que vos falte coragem. A prece é um apoio para a alma; contudo, não basta: é preciso tenha por base uma fé viva na bondade de Deus. Ele já muitas vezes vos disse que não coloca fardos pesados em ombros fracos. O fardo é proporcional às forças, como a recompensa o será à resignação e à coragem. Mais opulenta será a recompensa, do que penosa a aflição. Cumpre, porém, merecê-la, e é para isso que a vida se apresenta cheia de tribulações.

O militar que não é mandado para as linhas de fogo fica descontente, porque o repouso no campo nenhuma ascensão de posto lhe faculta. Sede, pois, como o militar e não desejeis um repouso em que o vosso corpo se enervaria e se entorpeceria a vossa alma. Alegrai-vos, quando Deus vos enviar para a luta. Não consiste esta no fogo da batalha, mas nos amargores da vida, onde, às vezes, de mais coragem se há mister do que num combate sangrento, porquanto não é raro que aquele que se mantém firme em presença do inimigo fraqueje nas tenazes de uma pena moral. Nenhuma recompensa obtém o homem por essa espécie de coragem; mas, Deus lhe reserva palmas de vitória e uma situação gloriosa. Quando vos advenha uma causa de sofrimento ou de contrariedade, sobreponde-vos a ela, e, quando houverdes conseguido dominar os ímpetos da impaciência, da cólera, ou do desespero, dizei, de vós para convosco, cheio de justa satisfação: "Fui o mais forte."

Bem-aventurados os aflitos pode então traduzir-se assim: Bem-aventurados os que têm ocasião de provar sua fé, sua firmeza, sua perseverança e sua submissão à vontade de Deus, porque terão centuplicada a alegria que lhes falta na Terra, porque depois do labor virá o repouso. - Lacordaire. (Havre, 1863.)

Em suma amigo (a) leitor (a), o mérito reside justamente na forma que encaramos os embates da vida, eis porque um motivo mais que imediato para que encaremos o “Quitar Débitos” de maneira positiva, as aflições de forma serena, as injurias de maneira sensata, a vida de forma entusiasmada.

O sucesso existencial não está baseado na intensidade do sofrimento, mas sim, na forma como o encaramos.

Coragem pois, para que a existência seja de vitória sobre o pessimismo, enfim, vitória sobre nós mesmos.

Pensemos nisso!

Artigo gentilmente cedido por Wellington Balbo
Baurú - SP

Não Há Desespero!

"A humanidade se encontra em crise. Os valores e as crenças estão deturpados. Todo momento de crise é importante pois marca mudança.

Mudar é um ato individual que não está isolado. Cristo é o grande agente de transformação em cada coração, não importa a crença, a manifestação da fé é transformadora. Assim como o amor e a caridade são provedores de exemplos marcantes.

Orai sempre, meus irmãos, esse é o caminho. Agradecei pelas dores e obstáculos que aparecem em seu caminho.

Estejam sempre abertos aos bons exemplos de Jesus e a espiritualidade maior que a circunda. Pensem-se como integrantes de uma humanidade em evolução, que sempre cresce e caminha para Deus.

Sintam-se sempre protegidos e amados e sejam atores do bem no cenário do mundo!

Que Jesus os abençoe,

Fiquem em Paz!"

De seu irmão José Lazaroto

domingo, 11 de dezembro de 2011

Pensamento Positivo

Pensamentos positivos geram invariavelmente atitudes vencedoras.

Sendo o pensamento uma energia efetiva e que cria formas obedecendo a emanação mental, há que nos atentarmos para o tipo de pensamentos que nutrimos.

Por exemplo: Quando dizemos que somos incapazes de realizar tal tarefa, automaticamente projetamos essas ondas negativas em nós mesmos, e acabamos por nos sentirmos derrotados antes mesmo de tentarmos a realização daquilo que deveríamos realizar.

A isso dá-se o nome de derrota antecipada.

Sem exceção, todos que conquistaram seus objetivos nos mais variados campos de atuação da humanidade municiaram-se de extrema auto confiança.

Outro fator curioso é quando sentimos antipatia por alguém, freqüentemente nossos pensamentos em relação a essa pessoa não são nada generosos, tendemos a maximizar suas fraquezas e sequer observar suas virtudes.

Alguns mais apressados afirmam:

- Foi meu santo que não cruzou com o dele, não adianta, jamais seremos amigos ou sequer teremos um relacionamento amistoso, é melhor que fique ele no canto dele e eu no meu.

Diante disso, poderíamos exercitar o inverso - que fique claro, óbvio que há questões de afinidade que envolvem as criaturas - contudo, nada nos impede de treinar o bom pensamento em torno das pessoas, principalmente aquelas que nutrimos certa antipatia, quem sabe dessa forma não possamos descobrir grandes amigos, ocultos pela má vontade de olhar o lado bom das pessoas, do mundo, da vida...

Precisamos nos desvencilhar da preguiça de nos relacionarmos com as pessoas. Claro, muito mais cômodo e pratico continuar com o velho pensamento negativo em torno daqueles que se antipatiza do que procurar virtudes e motivos para se estabelecer um bom relacionamento, e quem sabe até uma proveitosa amizade.

É a velha inferioridade humana que se nega a ver o lado positivo das pessoas, do mundo, da vida.

E em virtude dos pensamentos nada amistosos que se cultiva em relação a todos, é claro que se verá apenas o lado obscuro e denso de cada um.

Diante disso, cabe-nos a pergunta:

Por que nos contaminamos a todos os segundos com pensamentos tortuosos de pessimismo e desânimo, de desinteresse e arrogância?

Fácil a resposta, pelo simples fato de desconhecermos os mecanismos de atuação do pensamento, e isso, saliente-se que é fruto de nossa mentalidade extremamente materialista que computa como realidade apenas aquilo que consegue ver, ter, pegar, ouvir..

Ou seja, tudo que foge do alcance de nossa falha percepção, tendemos a desprezar, por isso, muitos sequer percebem a atuação marcante do pensamento em suas vidas.

Amigo leitor, nossas atitudes começam em nossa casa mental, portanto, cuidemos para que dela emanem apenas pensamentos positivos, de confiança e coragem para que se reflita positivamente em nossa maneira de agir e se relacionar com a vida e com as pessoas.

São nos pensamentos que se constroem atitudes vencedoras!

Pensemos nisso.

Artigo gentilmente cedido por Wellington Balbo
Baurú - SP

Espíritos Evoluidos

Há alguns anos, nas olimpíadas especiais de Seattle, 9 participantes, todos com deficiência mental, alinharam-se para a largada da corrida dos 100 metros rasos.

Ao sinal, todos partiram, não exatamente em disparada, mas com vontade de dar o melhor de si, terminar a corrida e ganhar.

Um dos garotos tropeçou no asfalto, caiu e começou a chorar. Os outros oito ouviram o choro. Diminuíram o passo e olharam para trás. Então viraram e voltaram.. Todos eles.

Uma das meninas com Síndrome de Down ajoelhou, deu um beijo no garoto e disse:

- Pronto, agora vai sarar!

E todos os noves competidores deram os braços e andaram juntos até a linha de chegada. O estádio inteiro levantou e os aplausos duraram muitos minutos...
Talvez os atletas fossem deficientes mentais...
Mas com certeza, não eram deficientes espirituais...

"Isso porque, lá no fundo, todos nós sabemos que o que importa nesta vida, mais do que ganhar sozinho é ajudar os outros a vencer,mesmo que isso signifique diminuir os nossos passos..."