É comum surgirem crises nas instituições humanas. Somos seres falíveis, com inúmeras limitações e dificuldades, e nossas falhas pessoais refletem-se diretamente nas atividades a que nos dedicamos ou nas instituições a que nos vinculamos, seja na condição de funcionário, voluntário, diretor ou mero colaborador.
Estas crises podem receber vários títulos: desorganização, desencontro, melindres, desentendimentos, agressões, separações, divisões, disputas, intrigas, “fofocas de bastidores”, abandonos, brigas, inimizades, calúnias, desastres financeiros e administrativos, entre tantos outros adjetivos que poderíamos colocar.
E as instituições espíritas, compostas por seres humanos igualmente falíveis que todos somos, não estão livres desses pesadelos que colocam a perder grandes investimentos de pioneiros, no passado, como de dedicados trabalhadores do presente. Isso nos dois planos da vida e não exclusivamente do ponto de vista material, mas especialmente na valorização da condição humana nas diversas áreas que se queira relacionar.
Muitas dessas crises são oportunidades de crescimento; outras poderiam ser evitadas e muitas – a maioria delas – simplesmente surgem porque ainda nos deixamos perder por bagatelas do relacionamento. Porém, sabe-se de onde se originam?
É simples. Muitas crises são construídas paulatinamente pela nossa invigilância, quando:
a) Consideramo-nos indispensáveis;
b) Tornamo-nos centralizadores e deixamos de preparar sucessores ou continuadores;
c) Desejamos impor pontos de vistas, considerando que somente nós sabemos;
d) Tornamo-nos indiferentes aos sentimentos das pessoas;
e) Desejamos fazer como achamos que deve ser feito, desconsiderando posições alheias;
f) Desejamos abraçar todas as tarefas, concentrando-as em nossa incomparável capacidade e experiência;
g) Tomamos para nós o título de enviado, missionário, porta-voz da espiritualidade ou aquele trabalhador sempre consciente e infalível;
h) Tornamo-nos fiscalizadores da conduta alheia;
i) Deixamo-nos levar pela crítica contumaz aos esforços alheios...
j) Quando levamos para o lado pessoal...
k) Quando consideramos as outras pessoas incapazes de levar adiante qualquer tarefa e as marginalizamos pelo ponto de vista de nossa opinião pessoal.
Será preciso continuar com tão nefasta relação? Não, são as circunstâncias humanas, não é mesmo? Infelizmente. Mas é daí que surgem as crises, que nem sempre são construtivas. Nossos pensamentos infelizes, nossa língua inoportuna, nossos gestos e posturas destroem iniciativas e “matam” ambientes, relacionamentos e instituições.
Pessimismo? Exagero? Penso que não.
Estamos nos deixando perder por bagatelas... Voltemo-nos para a finalidade principal de nossa amada e grandiosa Doutrina Espírita: o aprimoramento moral de nós mesmos.
Artigo gentilmente cedido por Orson Peter Carrara
Assessor de Imprensa da Casa Editora O Clarim em Matão SP
Este Blog destina-se a pessoas interessadas no estudo e na prática da verdade do evangelho de Jesus, sem alienação e temor.
domingo, 31 de julho de 2011
terça-feira, 26 de julho de 2011
Como Melhorar?
Há um meio prático de se melhorar nesta vida, moralmente falando, resistindo às más tendências e procurando adquirir mais virtudes? Uma recomendação do filósofo Sócrates indica o melhor caminho: Conhece-te a ti mesmo!
Isso significa uma viagem interior de questionamentos, uma entrevista onde somos o entrevistado e o entrevistador. Sim, questionarmos a nós mesmos, avaliando diariamente o próprio comportamento para averiguar se alguém tem algo a reclamar de nós ou se cumprimos com o próprio dever no dia que passou. Esta auto-avaliação pode ser resumida em cinco itens:
a) Interrogarmo-nos sobre o que temos feito;
b) Com que objetivo fizemos ou agimos dessa ou daquela forma;
c) Se fizemos algo que censuraríamos se praticado por outra pessoa;
d) Se algo fizemos que não ousaríamos confessar;
e) Se ocorresse a morte, teríamos temor do olhar de alguém?.
E poderíamos ainda examinar se agimos contra Deus, contra nosso próximo e contra nós mesmos. As respostas obtidas nos darão o descanso para a consciência ou a indicação de um mal que precisa ser curado. Havendo dúvida sobre determinado comportamento, há ainda um passo decisivo: “(...) Quando estiverdes indecisos sobre o valor de uma de vossas ações, inquiri como a qualificaríeis, se praticada por outra pessoa. Se a censurais noutrem, não na podereis ter por legítima quando fordes o seu autor (...) “. Esta dica, inclusive é precisa para possíveis questionamentos sobre ilusões do julgar-se a si mesmo, atenuando as faltas ou tornando-as desculpáveis. Se censuramos no comportamento de outra pessoa, é sinal que não aceitamos. E, portanto, trata-se de comportamento que não devemos adotar.
A formulação nítida e precisa de questões dirigidas a nós mesmos sobre o móvel de nossas ações ou o questionamento de nossas motivações é o caminho de nos conhecermos. E, convenhamos, conhecendo a nós mesmos, alcançaremos a reforma moral. Imagine-se agora se cada ser humano travar essa intensa luta consigo mesmo para melhorar-se a si mesmo, teremos um mundo melhor. É o que todos desejamos, não é?
Anotações preciosas essas, de Santo Agostinho, na resposta à questão 919 de O Livro dos Espíritos.
Artigo gentilmente cedido por Orson Peter Carrara
Isso significa uma viagem interior de questionamentos, uma entrevista onde somos o entrevistado e o entrevistador. Sim, questionarmos a nós mesmos, avaliando diariamente o próprio comportamento para averiguar se alguém tem algo a reclamar de nós ou se cumprimos com o próprio dever no dia que passou. Esta auto-avaliação pode ser resumida em cinco itens:
a) Interrogarmo-nos sobre o que temos feito;
b) Com que objetivo fizemos ou agimos dessa ou daquela forma;
c) Se fizemos algo que censuraríamos se praticado por outra pessoa;
d) Se algo fizemos que não ousaríamos confessar;
e) Se ocorresse a morte, teríamos temor do olhar de alguém?.
E poderíamos ainda examinar se agimos contra Deus, contra nosso próximo e contra nós mesmos. As respostas obtidas nos darão o descanso para a consciência ou a indicação de um mal que precisa ser curado. Havendo dúvida sobre determinado comportamento, há ainda um passo decisivo: “(...) Quando estiverdes indecisos sobre o valor de uma de vossas ações, inquiri como a qualificaríeis, se praticada por outra pessoa. Se a censurais noutrem, não na podereis ter por legítima quando fordes o seu autor (...) “. Esta dica, inclusive é precisa para possíveis questionamentos sobre ilusões do julgar-se a si mesmo, atenuando as faltas ou tornando-as desculpáveis. Se censuramos no comportamento de outra pessoa, é sinal que não aceitamos. E, portanto, trata-se de comportamento que não devemos adotar.
A formulação nítida e precisa de questões dirigidas a nós mesmos sobre o móvel de nossas ações ou o questionamento de nossas motivações é o caminho de nos conhecermos. E, convenhamos, conhecendo a nós mesmos, alcançaremos a reforma moral. Imagine-se agora se cada ser humano travar essa intensa luta consigo mesmo para melhorar-se a si mesmo, teremos um mundo melhor. É o que todos desejamos, não é?
Anotações preciosas essas, de Santo Agostinho, na resposta à questão 919 de O Livro dos Espíritos.
Artigo gentilmente cedido por Orson Peter Carrara
Alcoolismo
A questão da ingestão de alcoólicos é uma preocupação antiga . No Evangelho de Lucas lemos que “Ele [João Batista] será grande diante do Senhor, e não beberá vinho, nem bebida forte.”
O alcoolismo é um dos mais sérios problemas médico-sociais do mundo contemporâneo. Os especialistas se esforçam em buscar as matrizes cáusicas da questão , e dentre muitos outros fatores, destacam a gigantesca influência da propaganda bem produzida, veiculadas pela mídia, especialmente na televisão. As mensagens são fortíssimos apelos para a ingestão da bebida, que ficam impregnadas no subconsciente de telespectador desatento aos preceitos do equilíbrio.
Lembra Victor Hugo “no estado de alcoolismo faz-se muito difícil a recomposição do paciente, dele exigindo um esforço muito grande para a recuperação da sanidade. A obsessão, através do alcoolismo, é mais generalizada do que parece. Num contexto social permissivo, o vício da ingestão de alcoólicos torna-se expressão de "status", atestando a decadência de um período histórico que passa lento e doído.”
Conforme registra “Mundo Espírita” a propósito da alcoolomania no meio espírita há certos “líderes” espíritas que costumam justificar suas tragadinhas na vil taça com “infundados argumentos, como: todo mundo bebe; uns pouco goles não fazem mal; só bebo em ocasiões sociais; (...) beber moderadamente é até bom para a saúde...”
Apesar dos danos que o Álcool provoca da estrutura fisiopsicossomática, existem aqueles especialistas" que alegam que o corpo físico necessita de pequenas quantidades dele. Ledo engano! isso é veementemente contestado pelos Drs. Edgar Berger e Oldmar Beskow, no livro intitulado: ESCRAVOS DO SÉCULO XX.
O alcoolista não é somente um destruidor de si mesmo, é também um veículo das trevas, ponte viva para as pontes arrasadoras do mal. Joanna de Ângelis nos ensina que a “pretexto de comemorações, festas e decisões, não nos comprometamos com o hábito da bebida. O oceano é constituído de gotículas, e as praias, de inumeráveis grãos. Libertemo-nos do chavão "HOJE SÓ", e quando impelidos a comprometimentos nocivos, não encampemos o célebre desculpismo "SÓ UM POUQUINHO", porquanto uma picada que injeta veneno letal, não obstante em pequena dose, produz morte imediata.” (grifos nossos).
A retórica permissiva do "inofensivo" drinque deve ser enterrada e jamais, sob nenhuma alegação, deveria ser exumada. Posto que tudo começa com o primeiro gole, depois vem a necessidade do segundo, do terceiro e assim por diante. Ainda sobre o editorial de “Mundo Espírita” se o espírita “conhece e faz-se de desentendido, é irresponsável que sofrerá as conseqüências da omissão em sua consciência profunda.”
Para o psicanalista Luis Alberto Pinheiro de Freitas, autor de "Adolescência, família e drogas" (Editora Mauad), a liberalidade de muitas famílias com o álcool é um dos maiores problemas para a prevenção:— Há o mito de que a maconha leva os jovens a outras drogas. Mas é o álcool que faz esse papel. E a própria família incentiva o consumo. Tenho pacientes que começaram a beber quando o pai, orgulhoso do filho que virava homem, os chamava para drinques.
Os índices cresceram de 25% a 30% nos últimos cinco anos, segundo o psiquiatra Frederico Vasconcelos “pesquisa sobre consumo de álcool entre jovens, pelo Centro Brasileiro de Informação sobre Drogas Psicotrópicas (Cebride), da Unifesp. Para ele os jovens de hoje têm muitas dificuldades com limites e a faixa etária do abuso de álcool diminuiu. Há dez anos, o alcoólatra de 40 anos começava a beber aos 17 ou 18 anos. Hoje, aos 12 ou 13. Isso significa que, daqui a dez anos, teremos alcoólatras graves de apenas 35 anos, no auge da vida produtiva.
Vasconcelos atesta que o “álcool gera uma doença de longa evolução (dez anos em média) e o abuso entre jovens os leva a drogas maiores: — Uma delas é o ecstasy, encontrado em dois tipos de pastilha: a MAP( meta-anfetamina) e a MDMA (metil-dietil- MA), esta com propriedades alucinógenas e ambas vendidas a R$ 50 cada, nas boates da Zona Sul e da Barra da Tijuca. O adolescente se expõe hoje muito mais ao álcool. Está se formando uma geração de dependência de álcool. Além dos riscos à saúde, há os perigos de dirigir embriagado, da violência e de traumatismos decorrentes do abuso de álcool.”
Lamentavelmente, em nosso País se consome cerca de dois bilhões de litros de pinga e mais de cinco bilhões de litros de cerveja por ano. Segundo o Dr. Josimar França, membro da Faculdade da Ciência e Saúde da UnB (Universidade de Brasília), no Distrito Federal existem mais de cem mil alcoolistas e boa porcentagem desse universo é constituído de jovens com menos de 17 anos de idade. Josimar atesta que o alcoolismo é o mais importante problema de saúde pública no Brasil.
Retornando ao “Mundo Espírita” é muito bem ressaltado que “o espírita equivocado [esquece] de que nem tudo o que é comum na sociedade é normal, aconselhável. Para esse, há uma Doutrina dos Espíritos para o discurso de conveniência e outra doutrina para sua prática pessoal [espiritismo particular]. É adepto da aberração: Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço.”
Ante o desculpismo que procura arrazoar o hábito de beber ouçamos uma lenda que um dia vi num calendário com frases e pensamentos orientais:, Um homem chega ao líder de sua religião, que proíbe a bebida e indaga: - Grande mestre, as uvas são proibidas? - Não. - E o suco de uva é contra a nossa religião? - Absolutamente. - E se as uvas fermentarem na água seremos culpados? - De jeito nenhum. - Pois ao fermentar, elas produzem o vinho. Por que é pecado então bebê-lo? - Bem, respondeu o Grande mestre, - se eu lhe atirar um punhado de terra à cabeça, não lhe farei mal algum!. - Claro! - Se lhe jogar água misturada com terra, também não o ferirei!.. - Certo! - Mas se eu pegar nesse punhado de terra misturado com água e o meter no forno para cozimento, transformando-o num tijolo e o atirar na sua cabeça que será que pode acontecer ?....
Todos os círculos da existência, para se adaptarem aos processos da educação, necessitam do esforço continuado (disciplina), porque todas as conquistas do espírito se efetuam na base de lições recapituladas. Hahnemann ensina que “o homem não se conserva vicioso senão porque quer permanecer vicioso; aquele que queira corrigir-se sempre o pode. De outro modo, não existiria para o homem a lei do progresso.”
O alcoolismo é um dos mais sérios problemas médico-sociais do mundo contemporâneo. Os especialistas se esforçam em buscar as matrizes cáusicas da questão , e dentre muitos outros fatores, destacam a gigantesca influência da propaganda bem produzida, veiculadas pela mídia, especialmente na televisão. As mensagens são fortíssimos apelos para a ingestão da bebida, que ficam impregnadas no subconsciente de telespectador desatento aos preceitos do equilíbrio.
Lembra Victor Hugo “no estado de alcoolismo faz-se muito difícil a recomposição do paciente, dele exigindo um esforço muito grande para a recuperação da sanidade. A obsessão, através do alcoolismo, é mais generalizada do que parece. Num contexto social permissivo, o vício da ingestão de alcoólicos torna-se expressão de "status", atestando a decadência de um período histórico que passa lento e doído.”
Conforme registra “Mundo Espírita” a propósito da alcoolomania no meio espírita há certos “líderes” espíritas que costumam justificar suas tragadinhas na vil taça com “infundados argumentos, como: todo mundo bebe; uns pouco goles não fazem mal; só bebo em ocasiões sociais; (...) beber moderadamente é até bom para a saúde...”
Apesar dos danos que o Álcool provoca da estrutura fisiopsicossomática, existem aqueles especialistas" que alegam que o corpo físico necessita de pequenas quantidades dele. Ledo engano! isso é veementemente contestado pelos Drs. Edgar Berger e Oldmar Beskow, no livro intitulado: ESCRAVOS DO SÉCULO XX.
O alcoolista não é somente um destruidor de si mesmo, é também um veículo das trevas, ponte viva para as pontes arrasadoras do mal. Joanna de Ângelis nos ensina que a “pretexto de comemorações, festas e decisões, não nos comprometamos com o hábito da bebida. O oceano é constituído de gotículas, e as praias, de inumeráveis grãos. Libertemo-nos do chavão "HOJE SÓ", e quando impelidos a comprometimentos nocivos, não encampemos o célebre desculpismo "SÓ UM POUQUINHO", porquanto uma picada que injeta veneno letal, não obstante em pequena dose, produz morte imediata.” (grifos nossos).
A retórica permissiva do "inofensivo" drinque deve ser enterrada e jamais, sob nenhuma alegação, deveria ser exumada. Posto que tudo começa com o primeiro gole, depois vem a necessidade do segundo, do terceiro e assim por diante. Ainda sobre o editorial de “Mundo Espírita” se o espírita “conhece e faz-se de desentendido, é irresponsável que sofrerá as conseqüências da omissão em sua consciência profunda.”
Para o psicanalista Luis Alberto Pinheiro de Freitas, autor de "Adolescência, família e drogas" (Editora Mauad), a liberalidade de muitas famílias com o álcool é um dos maiores problemas para a prevenção:— Há o mito de que a maconha leva os jovens a outras drogas. Mas é o álcool que faz esse papel. E a própria família incentiva o consumo. Tenho pacientes que começaram a beber quando o pai, orgulhoso do filho que virava homem, os chamava para drinques.
Os índices cresceram de 25% a 30% nos últimos cinco anos, segundo o psiquiatra Frederico Vasconcelos “pesquisa sobre consumo de álcool entre jovens, pelo Centro Brasileiro de Informação sobre Drogas Psicotrópicas (Cebride), da Unifesp. Para ele os jovens de hoje têm muitas dificuldades com limites e a faixa etária do abuso de álcool diminuiu. Há dez anos, o alcoólatra de 40 anos começava a beber aos 17 ou 18 anos. Hoje, aos 12 ou 13. Isso significa que, daqui a dez anos, teremos alcoólatras graves de apenas 35 anos, no auge da vida produtiva.
Vasconcelos atesta que o “álcool gera uma doença de longa evolução (dez anos em média) e o abuso entre jovens os leva a drogas maiores: — Uma delas é o ecstasy, encontrado em dois tipos de pastilha: a MAP( meta-anfetamina) e a MDMA (metil-dietil- MA), esta com propriedades alucinógenas e ambas vendidas a R$ 50 cada, nas boates da Zona Sul e da Barra da Tijuca. O adolescente se expõe hoje muito mais ao álcool. Está se formando uma geração de dependência de álcool. Além dos riscos à saúde, há os perigos de dirigir embriagado, da violência e de traumatismos decorrentes do abuso de álcool.”
Lamentavelmente, em nosso País se consome cerca de dois bilhões de litros de pinga e mais de cinco bilhões de litros de cerveja por ano. Segundo o Dr. Josimar França, membro da Faculdade da Ciência e Saúde da UnB (Universidade de Brasília), no Distrito Federal existem mais de cem mil alcoolistas e boa porcentagem desse universo é constituído de jovens com menos de 17 anos de idade. Josimar atesta que o alcoolismo é o mais importante problema de saúde pública no Brasil.
Retornando ao “Mundo Espírita” é muito bem ressaltado que “o espírita equivocado [esquece] de que nem tudo o que é comum na sociedade é normal, aconselhável. Para esse, há uma Doutrina dos Espíritos para o discurso de conveniência e outra doutrina para sua prática pessoal [espiritismo particular]. É adepto da aberração: Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço.”
Ante o desculpismo que procura arrazoar o hábito de beber ouçamos uma lenda que um dia vi num calendário com frases e pensamentos orientais:, Um homem chega ao líder de sua religião, que proíbe a bebida e indaga: - Grande mestre, as uvas são proibidas? - Não. - E o suco de uva é contra a nossa religião? - Absolutamente. - E se as uvas fermentarem na água seremos culpados? - De jeito nenhum. - Pois ao fermentar, elas produzem o vinho. Por que é pecado então bebê-lo? - Bem, respondeu o Grande mestre, - se eu lhe atirar um punhado de terra à cabeça, não lhe farei mal algum!. - Claro! - Se lhe jogar água misturada com terra, também não o ferirei!.. - Certo! - Mas se eu pegar nesse punhado de terra misturado com água e o meter no forno para cozimento, transformando-o num tijolo e o atirar na sua cabeça que será que pode acontecer ?....
Todos os círculos da existência, para se adaptarem aos processos da educação, necessitam do esforço continuado (disciplina), porque todas as conquistas do espírito se efetuam na base de lições recapituladas. Hahnemann ensina que “o homem não se conserva vicioso senão porque quer permanecer vicioso; aquele que queira corrigir-se sempre o pode. De outro modo, não existiria para o homem a lei do progresso.”
Caminhando Para o Suicídio Inconsciente
A invigilância moral que nasce e se estrutura na ignorância humana com relação ao conhecimento da vida espiritual, tem dizimado milhões de criaturas através dos tempos, e o pior é que continuará sua marcha lúgubre.
O Espiritismo vem tirar da pasmaceira moral os espíritos aqui reencarnados a fim de que melhorem, um pouco que seja, a qualidade de suas vidas, fazendo-os ver e sentir as conseqüências de seus vícios, paixões e desatinos cultivados através do corpo carnal.
Nessas horas de devaneio a criatura se deixa envolver por espíritos de baixo astral, ou de baixo padrão vibratório, quando o ser perde o domínio integral de si mesmo. Criam-se algemas cruéis, difíceis de serem abertas. É a malha do vício que aprisiona, cerceia a liberdade, impõe condições, passa a dominar.
Queremos nos referir ao tabagismo, esquecendo por enquanto os demais, como por exemplo o alcoolismo, o uso de drogas, a maledicência, o hábito de caluniar, a glutonaria, o sexo em desregramento, a violência, etc., etc., tudo isso causando sérios curtos-circuitos no perispírito do viciado, energeticamente desestruturando-o, lamentavelmente, tendo em vista que ele será o molde do novo corpo físico da próxima reencarnação do viciado.
Segundo dados colhidos num trabalho sobre saúde, da jornalista Magaly Sonia Gonzales, publicado na revista "Isto É", de julho de 2000, "o vício do fumo foi adquirido pelos espanhóis, junto aos índios da América Central, que o encontraram nas adjacências de Tobaco, província de Yucatán. Um dos primeiros a cultivar o tabaco na Europa foi o Monsenhor Nicot, embaixador da França, em Portugal, de onde se derivou o nome nicotina, dado à principal toxina nele contida".
Através das constatações médicas científicas, verifica-se que o fumo é um veneno para o corpo. Como aliado deste princípio, encontramos os preceitos médicos/morais do Espiritismo, que mostra o fumo como um destruidor da mente, que provoca tonteiras, que enseja vômitos no estômago, dispara perturbações brônquicas nos pulmões e no sangue; é um agente envenenador, com ameaças de leucemia.
O tabagismo se apodera do viciado em processo lento mas contínuo, fazendo-o mais uma "vítima", inicialmente de si mesmo, depois dele, o fumo. Em verdade, o viciado se torna escravo de sua vontade pusilânime. O tabagismo é uma doença que, tratada a tempo, tem cura, requerendo do viciado, no entanto, muita obstinação para dele se desvencilhar, determinação esta que ainda não é apanágio dos espíritos aqui residentes.
Para deixar o cigarro é preciso readquirir o poder da vontade que se estiolou diante da prepotência, do autoritarismo da nicotina e seus sequazes.
O viciado é aquele que perde o comando da mente.
A luta do viciado pela recuperação do controle da vontade torna-se mais acerba pelo fato do vício haver encontrado quem lhe insufla maior potência: os espíritos desencarnados tabagistas. As mentes de além-túmulo não se desvinculam com facilidade, sem mais nem menos, deste foco que alimenta seus desregramentos: o fumante terreno.
Os efeitos do tabagismo são devastadores, a saber: afeta o sistema respiratório, provocando bronquite, enfisema, câncer pulmonar, angina do peito, laringite, tuberculose, tosse e rouquidão; ataca o sistema digestivo, dificultando o apetite e a digestão, além de provocar úlcera gastroduodenal, hepatite; aumenta a concentração do ácido úrico, instalando a chamada gota; o sistema circulatório sofre com o aparecimento de varizes, flebite, isquemia, úlceras varicosas, palpitação, trombose, aceleração de doenças coronarianas e cardiovasculares; o sistema nervoso, sempre muito sensível, leva à uremia, mal de Parkinson, vertigem, náuseas, dores de cabeça, nervosismo e opressão. A falta do fumo no organismo do viciado gera ansiedade, angústia, desencadeando crises, convulsões e espasmos. Instala-se, como se depreende, toda uma dependência mental, psíquica e física.
Para os indígenas, a fumaça afastava os "maus espíritos", daí o surgimento dos defumadores. Os pajés jogavam folhas secas no braseiro, ao mesmo tempo em que invocavam os seus deuses. Com o passar do tempo, habituaram-se a fazer um rolo de folhas secas de tabaco, fumegantes, aspirando e tragando a fumaça, o que neles provocava sensações de prazer. Nascia aí, para a desgraça de tantas pessoas e o enriquecimento despudorado de muitas outras, o vício de fumar.
Rogamos a Deus que surjam, cada vez mais, medidas restritivas aos fumantes e aos que propagam o cigarro, como também exemplos de abominação ao tabagismo nas famílias, nas escolas e na sociedade em geral. Com tal procedimento se dará uma demonstração de que o tabagismo é um suicídio em processo inconsciente lento, porém pertinaz.
A tendência do tabagismo é desaparecer antes do alcoolismo. Os dois têm seus dias contados na face da Terra.
Os males de um vício altamente destruidor da vida física, como o tabagismo, destrói também a vida espiritual pelo fato de lesar o perispírito. Acompanhando o espírito na erraticidade, não só de imediato aparecem as seqüelas, mas também no seu retorno à vida carnal, num novo corpo altamente comprometido, estruturado que se acha em matriz defeituosa - o perispírito.
Largar o tabagismo, dizem os entendidos, tem de ser feito de uma só vez. Não concordamos tacitamente com isso, tendo em vista que cada criatura tem suas próprias reações orgânicas. O resultado que se obtém em relação a um caso pode ser diverso daquele que se constata em um outro. Deve-se, entendemos, colocar em ação todos os recursos existentes e, estando a pessoa determinada a parar com o uso do cigarro, surgirá o meio mais eficaz, o que seja mais aconselhável para o seu organismo reagir ao assédio do vício. Referimo-nos ao fato de que, na hora em que o viciado se predispõe a deixar o vício, logo a Espiritualidade Superior passa a cuidar do caso, a ele se dedicando com determinação e amor. O resultado só poderá ser o melhor - libertação do vício.
O Espiritismo analisa o tabagismo como um "inimigo" do ser humano que precisa ser "eliminado". Sendo um gerador de doenças e de dependências, merece do Espiritismo uma batalha sem trégua. Contudo, ele atuará sem violentação de consciências, somente ajudando, com a sua terapia, a quem quer ser ajudado.
O viciado recebe do Espiritismo, além de informações fornecidas pela medicina tradicional quanto aos males provocados pelo fumo, o alerta contra as obsessões e as desastrosas conseqüências no campo energético do espírito, fator este a exigir atenções especiais e procedimentos profundos na mentalização do fumante.
Mostra a Doutrina Espírita a necessidade não só de se cuidar do corpo, mas, sobretudo, do espírito e de seu campo vibratorial, o perispírito.
A visão reencarnatória é o principal fator que induz reformulação dos valores éticos/morais de quem se aproxima do Espiritismo, pois ela representa, acima de tudo, o uso da lógica e da razão na busca de uma melhor compreensão da vida, abrangendo o aspecto dual da existência: o material e o espiritual.
Compete-nos, portanto, ajudar os nossos irmãos a irmãs que se encontram sob o jugo do vício a fugirem desta forma sub-reptícia de mergulhar num suicídio inconsciente.
ADÉSIO ALVES MACHADO
Escritor, Orador e Radialista.
O Espiritismo vem tirar da pasmaceira moral os espíritos aqui reencarnados a fim de que melhorem, um pouco que seja, a qualidade de suas vidas, fazendo-os ver e sentir as conseqüências de seus vícios, paixões e desatinos cultivados através do corpo carnal.
Nessas horas de devaneio a criatura se deixa envolver por espíritos de baixo astral, ou de baixo padrão vibratório, quando o ser perde o domínio integral de si mesmo. Criam-se algemas cruéis, difíceis de serem abertas. É a malha do vício que aprisiona, cerceia a liberdade, impõe condições, passa a dominar.
Queremos nos referir ao tabagismo, esquecendo por enquanto os demais, como por exemplo o alcoolismo, o uso de drogas, a maledicência, o hábito de caluniar, a glutonaria, o sexo em desregramento, a violência, etc., etc., tudo isso causando sérios curtos-circuitos no perispírito do viciado, energeticamente desestruturando-o, lamentavelmente, tendo em vista que ele será o molde do novo corpo físico da próxima reencarnação do viciado.
Segundo dados colhidos num trabalho sobre saúde, da jornalista Magaly Sonia Gonzales, publicado na revista "Isto É", de julho de 2000, "o vício do fumo foi adquirido pelos espanhóis, junto aos índios da América Central, que o encontraram nas adjacências de Tobaco, província de Yucatán. Um dos primeiros a cultivar o tabaco na Europa foi o Monsenhor Nicot, embaixador da França, em Portugal, de onde se derivou o nome nicotina, dado à principal toxina nele contida".
Através das constatações médicas científicas, verifica-se que o fumo é um veneno para o corpo. Como aliado deste princípio, encontramos os preceitos médicos/morais do Espiritismo, que mostra o fumo como um destruidor da mente, que provoca tonteiras, que enseja vômitos no estômago, dispara perturbações brônquicas nos pulmões e no sangue; é um agente envenenador, com ameaças de leucemia.
O tabagismo se apodera do viciado em processo lento mas contínuo, fazendo-o mais uma "vítima", inicialmente de si mesmo, depois dele, o fumo. Em verdade, o viciado se torna escravo de sua vontade pusilânime. O tabagismo é uma doença que, tratada a tempo, tem cura, requerendo do viciado, no entanto, muita obstinação para dele se desvencilhar, determinação esta que ainda não é apanágio dos espíritos aqui residentes.
Para deixar o cigarro é preciso readquirir o poder da vontade que se estiolou diante da prepotência, do autoritarismo da nicotina e seus sequazes.
O viciado é aquele que perde o comando da mente.
A luta do viciado pela recuperação do controle da vontade torna-se mais acerba pelo fato do vício haver encontrado quem lhe insufla maior potência: os espíritos desencarnados tabagistas. As mentes de além-túmulo não se desvinculam com facilidade, sem mais nem menos, deste foco que alimenta seus desregramentos: o fumante terreno.
Os efeitos do tabagismo são devastadores, a saber: afeta o sistema respiratório, provocando bronquite, enfisema, câncer pulmonar, angina do peito, laringite, tuberculose, tosse e rouquidão; ataca o sistema digestivo, dificultando o apetite e a digestão, além de provocar úlcera gastroduodenal, hepatite; aumenta a concentração do ácido úrico, instalando a chamada gota; o sistema circulatório sofre com o aparecimento de varizes, flebite, isquemia, úlceras varicosas, palpitação, trombose, aceleração de doenças coronarianas e cardiovasculares; o sistema nervoso, sempre muito sensível, leva à uremia, mal de Parkinson, vertigem, náuseas, dores de cabeça, nervosismo e opressão. A falta do fumo no organismo do viciado gera ansiedade, angústia, desencadeando crises, convulsões e espasmos. Instala-se, como se depreende, toda uma dependência mental, psíquica e física.
Para os indígenas, a fumaça afastava os "maus espíritos", daí o surgimento dos defumadores. Os pajés jogavam folhas secas no braseiro, ao mesmo tempo em que invocavam os seus deuses. Com o passar do tempo, habituaram-se a fazer um rolo de folhas secas de tabaco, fumegantes, aspirando e tragando a fumaça, o que neles provocava sensações de prazer. Nascia aí, para a desgraça de tantas pessoas e o enriquecimento despudorado de muitas outras, o vício de fumar.
Rogamos a Deus que surjam, cada vez mais, medidas restritivas aos fumantes e aos que propagam o cigarro, como também exemplos de abominação ao tabagismo nas famílias, nas escolas e na sociedade em geral. Com tal procedimento se dará uma demonstração de que o tabagismo é um suicídio em processo inconsciente lento, porém pertinaz.
A tendência do tabagismo é desaparecer antes do alcoolismo. Os dois têm seus dias contados na face da Terra.
Os males de um vício altamente destruidor da vida física, como o tabagismo, destrói também a vida espiritual pelo fato de lesar o perispírito. Acompanhando o espírito na erraticidade, não só de imediato aparecem as seqüelas, mas também no seu retorno à vida carnal, num novo corpo altamente comprometido, estruturado que se acha em matriz defeituosa - o perispírito.
Largar o tabagismo, dizem os entendidos, tem de ser feito de uma só vez. Não concordamos tacitamente com isso, tendo em vista que cada criatura tem suas próprias reações orgânicas. O resultado que se obtém em relação a um caso pode ser diverso daquele que se constata em um outro. Deve-se, entendemos, colocar em ação todos os recursos existentes e, estando a pessoa determinada a parar com o uso do cigarro, surgirá o meio mais eficaz, o que seja mais aconselhável para o seu organismo reagir ao assédio do vício. Referimo-nos ao fato de que, na hora em que o viciado se predispõe a deixar o vício, logo a Espiritualidade Superior passa a cuidar do caso, a ele se dedicando com determinação e amor. O resultado só poderá ser o melhor - libertação do vício.
O Espiritismo analisa o tabagismo como um "inimigo" do ser humano que precisa ser "eliminado". Sendo um gerador de doenças e de dependências, merece do Espiritismo uma batalha sem trégua. Contudo, ele atuará sem violentação de consciências, somente ajudando, com a sua terapia, a quem quer ser ajudado.
O viciado recebe do Espiritismo, além de informações fornecidas pela medicina tradicional quanto aos males provocados pelo fumo, o alerta contra as obsessões e as desastrosas conseqüências no campo energético do espírito, fator este a exigir atenções especiais e procedimentos profundos na mentalização do fumante.
Mostra a Doutrina Espírita a necessidade não só de se cuidar do corpo, mas, sobretudo, do espírito e de seu campo vibratorial, o perispírito.
A visão reencarnatória é o principal fator que induz reformulação dos valores éticos/morais de quem se aproxima do Espiritismo, pois ela representa, acima de tudo, o uso da lógica e da razão na busca de uma melhor compreensão da vida, abrangendo o aspecto dual da existência: o material e o espiritual.
Compete-nos, portanto, ajudar os nossos irmãos a irmãs que se encontram sob o jugo do vício a fugirem desta forma sub-reptícia de mergulhar num suicídio inconsciente.
ADÉSIO ALVES MACHADO
Escritor, Orador e Radialista.
domingo, 24 de julho de 2011
Antes Que Venha o Arrastão
Mateus, 13:47-50
Richard Simonetti
Ao tempo de Jesus era usado no Mar da Galiléia o arrastão, uma forma de pescaria.
Os pescadores preparavam redes quadradas, bem grandes, que permaneciam numa posição vertical dentro d’água, mediante a utilização de pesos e flutuadores. Eram levadas pelos barcos e deixadas em determinada localização. A partir dali eram puxadas para a praia, por cordas, colhendo todos os tipos de peixes, suficientemente grandes para ficarem presos em suas malhas.
Havia proibições de consumo, pela lei judaica, como está na orientação mosaica, em Levítico (11:12):
Tudo o que não tem barbatanas nem escamas, nas águas, será para vós abominável.
Juntamente com os peixes não comestíveis e de mau sabor, eram jogados de volta ao oceano ou iam para o lixo.
***
Jesus usa a imagem do arrastão para transmitir um de seus ensinamentos sobre o Reino dos Céus.
… é semelhante a uma rede lançada ao mar, que apanha toda espécie de peixes.
Quando está cheia, os pescadores a retiram e, sentados na praia, escolhem os bons para os cestos, e o que não presta deitam fora.
Assim será na consumação dos séculos: virão os anjos e separarão os maus dentre os justos, e os lançarão na fornalha ardente, onde haverá choro e ranger de dentes.
No aspecto individual o Reino é uma condição íntima. Instala-se num momento de iluminação em que nos integramos plenamente na Vida, cidadãos do Universo.
No aspecto coletivo exprime-se numa sociedade formada por Espíritos iluminados.
Com o crescimento espiritual da Humanidade amplia-se o contingente dos que realizaram o Reino em seus corações.
Hoje, uma minoria.
Amanhã – dentro de decênios, séculos ou milênios, depende de nós –, a maioria.
Acontecerá, então, o arrastão.
Colhidos pelas malhas da Justiça, aqueles que não se enquadrarem na nova ordem serão jogados na fornalha ardente…
Naturalmente, trata-se de um simbolismo, uma imagem forte, que a teologia medieval levou ao pé da letra, concebendo a idéia do inferno de fogo, onde as almas comprometidas queimam sem se consumir, em perenes sofrimentos.
O Espiritismo oferece idéia diferente.
Não estarão irremissivelmente condenados.
Serão simplesmente degredados em planetas inferiores, onde enfrentarão dificuldades e dissabores sob orientação da mestra Dor, lá bem mais severa.
Isso, somado às saudades da Terra e dos afeiçoados que aqui ficarão, quebrará a rebeldia, favorecendo sua renovação.
Redimidos, ainda que isso exija o concurso dos milênios, retornarão ao nosso Mundo, porquanto compõem a grande família humana, sob os cuidados de Jesus.
***
Segundo Emmanuel, no livro A Caminho da Luz, há dez mil anos havia no sistema de Capela, estrela da constelação de Cocheiro, um planeta habilitado à promoção.
Deixaria de ser um mundo de expiação e provas, como é a Terra, cujos habitantes são orientados pelo egoísmo, e passaria a mundo de regeneração, com uma população disposta a assumir a cidadania do Reino de Deus.
Ocorre que uma parcela da população não estava sintonizada com os novos rumos. Então, houve o arrastão, envolvendo milhões de recalcitrantes. A direção espiritual do planeta os transferiu para um mundo em evolução primária.
Você pode imaginar qual foi, amigo leitor?
Se pensou na Terra, acertou.
Os capelinos encarnaram no seio das raças humanas, promovendo desde logo grandes transformações, já que mentalmente eram muito mais evoluídos, embora moralmente em estágio semelhante aos terrestres.
Os antropólogos espantam-se com a civilização neolítica. Em algumas centenas de anos grandes conquistas foram obtidas – a domesticação dos animais, a descoberta da agricultura, a formação da escrita, a utilização de metais, a vida urbana…
O Homem, que estava praticamente na idade da pedra, repentinamente viu-se em meio a significativas conquistas.
Foram iniciativas dos capelinos, que deram origem às grandes civilizações, como a egípcia, a chinesa, a hindu e a indo-européia.
Detalhe importante. Não estão bem definidos para os antropólogos os fatores que determinaram sua extinção.
À luz do Espiritismo, é simples explicar.
À medida que os degredados, renovados e redimidos, retornaram ao planeta de origem, as civilizações que edificaram entraram em decadência.
Imaginemos uma família rica e abastada, que construa moderno palacete numa favela. Depois de alguns anos o proprietário muda-se e deixa o imóvel para os favelados. Estes, sem condições para cuidar adequadamente dele, deixam que se deteriore, até transformar-se em ruínas.
Foi o que aconteceu com aquelas civilizações.
Morreram porque o homem terrestre não tinha competência para preservá-las.
***
Algo semelhante ocorrerá conosco, no grande arrastão.
Seitas pentecostais o anunciam para breve, ainda neste século.
Proclamam seus arautos:
– Arrependam-se! Está chegando a hora!
O Espiritismo confirma que isso acontecerá, não como uma condenação eterna, mas como um degredo transitório para aqueles que não aderirem, de coração, ao Reino.
Parece-me, amigo leitor, que não acontecerá em tempo breve. Fácil entender a razão.
No Sermão da Montanha Jesus nos dá uma pista de quem ficará, ao proclamar:
Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a Terra.
Significa que ficarão aqueles que houverem conquistado a mansuetude. Se acontecesse agora, certamente, nosso planeta seria transformado num deserto, porquanto raras pessoas efetuaram essa conquista.
Estamos tão longe da mansidão, em face do caráter agressivo que caracteriza o homem, orientado pelo egoísmo, que o termo manso guarda uma conotação pejorativa.
Chamar alguém de manso é xingá-lo, equivalente a dizer que corre sangue de barata em suas veias.
No entanto, é apenas alguém que venceu a agressividade; que não reage ao mal com o mal; que guarda as raízes de sua estabilidade no próprio íntimo.
Se bem observarmos, verificaremos que muitos males que conturbam as relações humanas, em todos os níveis, inspiram-se na agressividade, sempre com o propósito de favorecer o interesse pessoal.
***
Podemos fazer um teste ligeiro, a verificar se estamos conquistando a mansidão, habilitando-nos ao Reino, ou se corremos perigo no arrastão.
• Submetidos a uma cirurgia, permanecemos acamados por alguns dias.
a) Cultivamos a oração e a serenidade, procurando não incomodar os familiares, nem aumentar sua preocupação.
b) Perturbamos a todos com gemidos e reclamações, como se estivéssemos em leito de faquir, colchão de pregos pontiagudos.
• Um conhecido passa por nós sem nos cumprimentar.
a) Consideramos que não nos viu ou estava distraído.
b) Ficamos possessos: – Pretensioso! Julga que tem um rei na barriga!
• O cônjuge está quieto, fechado, poucas palavras…
a) Imaginamos que esteja cansado, querendo um pouco de sossego.
b) Estressamos e logo clamamos que intenciona nos levar à loucura com seu mutismo.
• No trânsito, um motorista buzina atrás, assim que abre o sinal.
a) Admitimos que deve estar com pressa. Engatamos a primeira e seguimos em frente.
b) Castigamos o atrevido, demorando para avançar. Se torna a buzinar, fazemos um sinal malcriado, convidando-o a passar por cima.
• Cruzamos rua preferencial, inadvertidamente. Um motorista, cujo carro quase foi atingido, faz gesto pejorativo, sugerindo barbeiragem.
a) Admitimos que precisamos estar mais atentos.
b) Gritamos a plenos pulmões, recomendando-lhe que vá procurar aquela senhora de profissão nada recomendável, que o pôs no Mundo.
• O chefe nos adverte quanto a uma falha.
a) Desculpamo-nos, com a disposição de melhorar nosso desempenho.
b) Mal contemos o desejo de pular em seu pescoço, e, intimamente, formulamos ardentes votos de que ele vá para o diabo que o carregue.
• O subordinado comete uma falha.
a) Tratamos de orientá-lo para uma melhor condução do serviço.
b) Lembramos-lhe de que, se não der um jeito na sua atuação profissional, há dezenas de desempregados que podem ocupar seu lugar, fazendo o dobro do que faz, ganhando metade de seu salário.
• Os vizinhos envolvem-se numa discussão, pondo-se a gritar uns com os outros.
a) Consideramos que estão com algum problema e passamos a orar por eles.
b) Chamamos a polícia para dar um jeito naqueles malucos.
• O filho vai mal na escola.
a) Dispomo-nos a acompanhá-lo nas tarefas, ajudando-o.
b) Damos-lhe uma surra, prometendo fazer pior se voltar a ter notas baixas.
• Num grupo de trabalho, em atividade religiosa, não aceitam nossa sugestão.
a) Ficamos tranqüilos, considerando que muitas cabeças pensam melhor que uma só.
b) Reclamamos que é uma cambada de pretensiosos que não deixa espaço para ninguém, e nos afastamos.
Se nossas respostas envolvem em maioria a opção “a”, podemos ficar tranqüilos. Estamos bem em nosso aprendizado espiritual.
Se as respostas mais freqüentes envolvem a opção “b”, há deficiências comprometedoras.
É preciso cuidado, torcendo para que não venha o arrastão antes de vencermos os arrastamentos da agressividade.
Richard Simonetti
Ao tempo de Jesus era usado no Mar da Galiléia o arrastão, uma forma de pescaria.
Os pescadores preparavam redes quadradas, bem grandes, que permaneciam numa posição vertical dentro d’água, mediante a utilização de pesos e flutuadores. Eram levadas pelos barcos e deixadas em determinada localização. A partir dali eram puxadas para a praia, por cordas, colhendo todos os tipos de peixes, suficientemente grandes para ficarem presos em suas malhas.
Havia proibições de consumo, pela lei judaica, como está na orientação mosaica, em Levítico (11:12):
Tudo o que não tem barbatanas nem escamas, nas águas, será para vós abominável.
Juntamente com os peixes não comestíveis e de mau sabor, eram jogados de volta ao oceano ou iam para o lixo.
***
Jesus usa a imagem do arrastão para transmitir um de seus ensinamentos sobre o Reino dos Céus.
… é semelhante a uma rede lançada ao mar, que apanha toda espécie de peixes.
Quando está cheia, os pescadores a retiram e, sentados na praia, escolhem os bons para os cestos, e o que não presta deitam fora.
Assim será na consumação dos séculos: virão os anjos e separarão os maus dentre os justos, e os lançarão na fornalha ardente, onde haverá choro e ranger de dentes.
No aspecto individual o Reino é uma condição íntima. Instala-se num momento de iluminação em que nos integramos plenamente na Vida, cidadãos do Universo.
No aspecto coletivo exprime-se numa sociedade formada por Espíritos iluminados.
Com o crescimento espiritual da Humanidade amplia-se o contingente dos que realizaram o Reino em seus corações.
Hoje, uma minoria.
Amanhã – dentro de decênios, séculos ou milênios, depende de nós –, a maioria.
Acontecerá, então, o arrastão.
Colhidos pelas malhas da Justiça, aqueles que não se enquadrarem na nova ordem serão jogados na fornalha ardente…
Naturalmente, trata-se de um simbolismo, uma imagem forte, que a teologia medieval levou ao pé da letra, concebendo a idéia do inferno de fogo, onde as almas comprometidas queimam sem se consumir, em perenes sofrimentos.
O Espiritismo oferece idéia diferente.
Não estarão irremissivelmente condenados.
Serão simplesmente degredados em planetas inferiores, onde enfrentarão dificuldades e dissabores sob orientação da mestra Dor, lá bem mais severa.
Isso, somado às saudades da Terra e dos afeiçoados que aqui ficarão, quebrará a rebeldia, favorecendo sua renovação.
Redimidos, ainda que isso exija o concurso dos milênios, retornarão ao nosso Mundo, porquanto compõem a grande família humana, sob os cuidados de Jesus.
***
Segundo Emmanuel, no livro A Caminho da Luz, há dez mil anos havia no sistema de Capela, estrela da constelação de Cocheiro, um planeta habilitado à promoção.
Deixaria de ser um mundo de expiação e provas, como é a Terra, cujos habitantes são orientados pelo egoísmo, e passaria a mundo de regeneração, com uma população disposta a assumir a cidadania do Reino de Deus.
Ocorre que uma parcela da população não estava sintonizada com os novos rumos. Então, houve o arrastão, envolvendo milhões de recalcitrantes. A direção espiritual do planeta os transferiu para um mundo em evolução primária.
Você pode imaginar qual foi, amigo leitor?
Se pensou na Terra, acertou.
Os capelinos encarnaram no seio das raças humanas, promovendo desde logo grandes transformações, já que mentalmente eram muito mais evoluídos, embora moralmente em estágio semelhante aos terrestres.
Os antropólogos espantam-se com a civilização neolítica. Em algumas centenas de anos grandes conquistas foram obtidas – a domesticação dos animais, a descoberta da agricultura, a formação da escrita, a utilização de metais, a vida urbana…
O Homem, que estava praticamente na idade da pedra, repentinamente viu-se em meio a significativas conquistas.
Foram iniciativas dos capelinos, que deram origem às grandes civilizações, como a egípcia, a chinesa, a hindu e a indo-européia.
Detalhe importante. Não estão bem definidos para os antropólogos os fatores que determinaram sua extinção.
À luz do Espiritismo, é simples explicar.
À medida que os degredados, renovados e redimidos, retornaram ao planeta de origem, as civilizações que edificaram entraram em decadência.
Imaginemos uma família rica e abastada, que construa moderno palacete numa favela. Depois de alguns anos o proprietário muda-se e deixa o imóvel para os favelados. Estes, sem condições para cuidar adequadamente dele, deixam que se deteriore, até transformar-se em ruínas.
Foi o que aconteceu com aquelas civilizações.
Morreram porque o homem terrestre não tinha competência para preservá-las.
***
Algo semelhante ocorrerá conosco, no grande arrastão.
Seitas pentecostais o anunciam para breve, ainda neste século.
Proclamam seus arautos:
– Arrependam-se! Está chegando a hora!
O Espiritismo confirma que isso acontecerá, não como uma condenação eterna, mas como um degredo transitório para aqueles que não aderirem, de coração, ao Reino.
Parece-me, amigo leitor, que não acontecerá em tempo breve. Fácil entender a razão.
No Sermão da Montanha Jesus nos dá uma pista de quem ficará, ao proclamar:
Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a Terra.
Significa que ficarão aqueles que houverem conquistado a mansuetude. Se acontecesse agora, certamente, nosso planeta seria transformado num deserto, porquanto raras pessoas efetuaram essa conquista.
Estamos tão longe da mansidão, em face do caráter agressivo que caracteriza o homem, orientado pelo egoísmo, que o termo manso guarda uma conotação pejorativa.
Chamar alguém de manso é xingá-lo, equivalente a dizer que corre sangue de barata em suas veias.
No entanto, é apenas alguém que venceu a agressividade; que não reage ao mal com o mal; que guarda as raízes de sua estabilidade no próprio íntimo.
Se bem observarmos, verificaremos que muitos males que conturbam as relações humanas, em todos os níveis, inspiram-se na agressividade, sempre com o propósito de favorecer o interesse pessoal.
***
Podemos fazer um teste ligeiro, a verificar se estamos conquistando a mansidão, habilitando-nos ao Reino, ou se corremos perigo no arrastão.
• Submetidos a uma cirurgia, permanecemos acamados por alguns dias.
a) Cultivamos a oração e a serenidade, procurando não incomodar os familiares, nem aumentar sua preocupação.
b) Perturbamos a todos com gemidos e reclamações, como se estivéssemos em leito de faquir, colchão de pregos pontiagudos.
• Um conhecido passa por nós sem nos cumprimentar.
a) Consideramos que não nos viu ou estava distraído.
b) Ficamos possessos: – Pretensioso! Julga que tem um rei na barriga!
• O cônjuge está quieto, fechado, poucas palavras…
a) Imaginamos que esteja cansado, querendo um pouco de sossego.
b) Estressamos e logo clamamos que intenciona nos levar à loucura com seu mutismo.
• No trânsito, um motorista buzina atrás, assim que abre o sinal.
a) Admitimos que deve estar com pressa. Engatamos a primeira e seguimos em frente.
b) Castigamos o atrevido, demorando para avançar. Se torna a buzinar, fazemos um sinal malcriado, convidando-o a passar por cima.
• Cruzamos rua preferencial, inadvertidamente. Um motorista, cujo carro quase foi atingido, faz gesto pejorativo, sugerindo barbeiragem.
a) Admitimos que precisamos estar mais atentos.
b) Gritamos a plenos pulmões, recomendando-lhe que vá procurar aquela senhora de profissão nada recomendável, que o pôs no Mundo.
• O chefe nos adverte quanto a uma falha.
a) Desculpamo-nos, com a disposição de melhorar nosso desempenho.
b) Mal contemos o desejo de pular em seu pescoço, e, intimamente, formulamos ardentes votos de que ele vá para o diabo que o carregue.
• O subordinado comete uma falha.
a) Tratamos de orientá-lo para uma melhor condução do serviço.
b) Lembramos-lhe de que, se não der um jeito na sua atuação profissional, há dezenas de desempregados que podem ocupar seu lugar, fazendo o dobro do que faz, ganhando metade de seu salário.
• Os vizinhos envolvem-se numa discussão, pondo-se a gritar uns com os outros.
a) Consideramos que estão com algum problema e passamos a orar por eles.
b) Chamamos a polícia para dar um jeito naqueles malucos.
• O filho vai mal na escola.
a) Dispomo-nos a acompanhá-lo nas tarefas, ajudando-o.
b) Damos-lhe uma surra, prometendo fazer pior se voltar a ter notas baixas.
• Num grupo de trabalho, em atividade religiosa, não aceitam nossa sugestão.
a) Ficamos tranqüilos, considerando que muitas cabeças pensam melhor que uma só.
b) Reclamamos que é uma cambada de pretensiosos que não deixa espaço para ninguém, e nos afastamos.
Se nossas respostas envolvem em maioria a opção “a”, podemos ficar tranqüilos. Estamos bem em nosso aprendizado espiritual.
Se as respostas mais freqüentes envolvem a opção “b”, há deficiências comprometedoras.
É preciso cuidado, torcendo para que não venha o arrastão antes de vencermos os arrastamentos da agressividade.
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Entrevista Concedida ao Jornal Terra Azul-SP
Ricardo Di Bernardi
Médico homeopata e pediatra geral, Presidente do Instituto de Cultura Espírita de Florianópolis SC Articulista espírita, palestrante internacional e autor de diversos livros, inclusive traduzidos para outros idiomas, o Dr. Ricardo Di Bernardi é um entusiasmado trabalhador da seara espírita com contribuições no estudo da reencarnação e da ciência espírita.
1. Como o senhor descobriu a Doutrina Espírita?
R - Quando comecei a raciocinar.
2. O que o fez querer ser espírita?
R - Compreender a vida, compreender de onde viemos para onde vamos e quem somos....
3. Atualmente já temos algumas faculdades espíritas, Por que não existem colégios espíritas para formação dos jovens e crianças?
R - Fundamos um ,em Florianópolis, mas infelizmente o terreno que estávamos não era nosso e... o proprietário solicitou a devolução. Foi uma grande tristeza. Estamos esperando algo acontecer...
4. Com tantos casos de experiências de quase morte documentados e estudamos, curas que contradizem os prognósticos médicos entre outras ocorrências, por que a medicina, em geral, não se preocupa com o aspecto espiritual dos pacientes?
R - Por que estas experiências tem outras versões e outras visões para os que não admitem a existência da dimensão espiritual.O espiritismo ainda é um grande desconhecido no meio científico.
5. O senhor enfrentou obstáculos na sua carreira profissional por ser espírita?
R - Muito pouco. Mais alegrias do que tristezas.
6. Qual tem sido a ação da AME dentro do campo médico?
R - Atualmente não estou mais na presidência da AME, mas do ICEF- Instituto de Cultura Espírita de Florianópolis, mas tanto na AME como no ICEF visamos estudar , aprofundar conhecimentos, divulgar a doutrina dos Espíritos.
7. Por que o senhor optou pela homeopatia, um campo que sofre tanta resistência no meio médico?
R - Porque a Homeopatia vê o homem como um ser trino , composto de espírito (mente), corpo vital e corpo físico. Também, porque trabalha com energias, os medicamentos atuam na energia vital (corpo etérico) e o terceiro motivo porque a homeopatia nos ensina a ver o doente não como um órgão enfermo mas um ser humano que pensa e sente.
8. Alguns defensores da homeopatia dizem que sua ação não se dá no corpo físico. Como é realmente a ação dos remédios homeopáticos?
R - O medicamento homeopático não atua diretamente no corpo físico nem diretamente no perispírito nem,ainda , diretamente no espírito. O remédio HOMEOPÁTICO é energia que atua na energia vital do paciente, o que significa fluido vital. Esta energia está no corpo etérico ou duplo etérico, que é o campo de energia que une o perispírito ao corpo físico. Do duplo etérico esta energia passa a influenciar o perispírito- espírito e depois o corpo.
9. Para o senhor que já teve oportunidade de proferir palestras em outros países, como está a aceitação da Doutrina Espírita fora do Brasil?
R - O país que, em termos de número de espíritas, está tendo desenvolvimento significativo é Portugal.
10. O fato do Espiritismo estimular tanto na leitura não dificulta sua disseminação num pais como Brasil?
R - Cada povo tem o governo que merece, e vive mergulhado nas suas limitações, é melhor não termos muitos espíritas do que possuirmos muitos grupos espiritólicos manuseando a mediunidade de forma inadequada e com resultados catastrófricos.
11. Atualmente temos uma grande polêmica por conta do uso de células-tronco embrionárias. Qual sua posição sobre este assunto?
R - Há células tronco no cordão umbilical, este órgão normalmente será jogado no lixo hospitalar. Poderiam estas células tronco ser aproveitadas para tratamento médico em doenças graves, somos neste caso francamente favoráveis. Também somos favoráveis ao uso de células tronco da medula óssea que todos dispomos , mesmo na fase adulta... Quanto as células tronco embrionárias , retiradas de embriões ocasionando abortos somos contrários em tese, isto é, de modo geral. Haverá , no entanto, casos particulares que deverão ser analisados. Exemplo: Um embrião congelado há 3 anos, que está sendo descartado para o lixo hospitalar, melhor que sejam usadas as células tronco deste embrião quando o mesmo estiver sendo eliminado ou seja descartado pelos médicos. O assunto é ainda novo, e de delicada posição em termos definitivos. A questão 356 do Livro dos Espíritos afirma ser possível o desenvolvimento embrionário sem a presença do espírito (isto quer dizer que , também , em embriões congelados pode acontecer não existirem espíritos ligados), porém conclui: o ser não nasce. Logo, podem haver também, inúmeros embriões congelados onde apenas o estímulo vital das células germinativas o faz desenvolver. Cumpre-nos também acrescentar que diversos autores espirituais afirmam existir em alguns casos (penso que seriam em menor número), espíritos ligados a certos embriões . Trata-se do caso específico de entidades que ainda necessitam equilibrar centros perispirituais em profunda desarmonia. Os embriões congelados estariam servindo de local para drenagem e higienização destes campos vibratórios. Cito , entre outros, o espírito Viana de Carvalho , pelo médium Divaldo Franco, que alude a este particular. Portanto há embriões congelados que não tem espíritos ligados (creio eu ser a maioria), mas há também outros que apresentam esta fixação da entidade.
12. Quais podem ser as conseqüências para o espírito que é vítima do aborto ou da eutanásia?
R - Não é possível responder se não admitirmos que cada caso é um caso diferente, mas, em resumo, esta entidade perde uma oportunidade de completar mais um ciclo de desenvolvimento e de progresso espiritual.
13. Como os sentimentos e pensamentos podem contribuir com a saúde do indivíduo?
R - Ambos são energias que harmonizam ou desarmonizam o fluido vital, portanto, geram fragilidade ou resistência na saúde física e psíquica do indivíduo.
14. Num dos seus livros o senhor aborda a gestação. Quais alguns dos aspectos espirituais que as mães devem observar neste período?
R - Ter consciência de que há um intercâmbio fluidico-magnético entre ela e o filho. Saber , também, que este filho é um vínculo do seu passado que necessita ser burilado. Filhos são espíritos com os quais temos compromissos históricos.
15. Como as mulheres que sofrem abortos espontâneos sucessivos devem encarar este fato?
R - Como um processo de amadurecimento e reequilíbrio do seu chakra genésico. Torna-se necessário para ela e para o espírito que tenta reencarnar, este amadurecimento, pois ambos possuem, neste centro de força, regiões desajustadas.
16. O senhor possui um estudo muito interessante sobre ovóides. Como se formam os ovóides? Qual a melhor forma de recupera-los?
R - São corpos espirituais deformados ,que alguns espíritos apresentam, cuja forma lembra a de um ovo. Formam-se pela manutenção de uma idéia fixa ou seja monoideísmo , quando esta idéia ou pensamento fixo é de baixo teor vibratório. A vibração em uma única frequência mantém um mesmo raio de energia ou seja gira sempre no mesmo eixo.
17. O que Espiritismo trouxe para sua vida?
R - Esclarecimento ou seja , compreensão de onde EU vim, quem sou e dependendo do que pense, faça e sinta, para onde EU irei ...
18. Quais são seus projetos atuais?
R - Estudar sempre mais, trabalhar muito, ler, escrever outros livros , fazer palestras, conhecer outros países e ter momentos de relaxamento como : criar passarinhos....
19. O que o senhor pensa do crescimento dos movimentos que defendem o aborto e a eutanásia?
R - LAMENTÁVEL. Trata-se de uma reação negativa de mentes encarnadas e desencarnadas que ainda não conseguiram absorver o verdadeiro sentido da vida.
20. Algumas pessoas têm receio de doar os órgãos de parentes falecidos por temer causar prejuízos ao espírito do desencarnado. Isto possui algum fundamento?
R - Tal fato pode suceder quando aquele que se tornou doador, por decisão da família, é contrário a doação. Contrário, por não estar preparado emocional e espiritualmente para um ato de amor e desprendimento como é o ato da doação. Deve ser respeitada a vontade do não-doador. Nas demais situações não há problemas, pois se o doador optou por isto, a doação só poderá lhe fazer bem.
21. Pediríamos que o senhor deixasse uma mensagem aos nossos leitores.
R - Meus amigos, é preciso que todos nós possamos entender a doutrina Espírita não como uma Religião , mas como um novo modo de entender a Vida, em todos os seus aspectos. Entender que todos nós só temos um único destino, destino este, que fatalmente chegaremos: A sabedoria e a felicidade plena. E as asas para para alçar este vôo são : o conhecimento e o amor. Um grande abraço a todos!
Médico homeopata e pediatra geral, Presidente do Instituto de Cultura Espírita de Florianópolis SC Articulista espírita, palestrante internacional e autor de diversos livros, inclusive traduzidos para outros idiomas, o Dr. Ricardo Di Bernardi é um entusiasmado trabalhador da seara espírita com contribuições no estudo da reencarnação e da ciência espírita.
1. Como o senhor descobriu a Doutrina Espírita?
R - Quando comecei a raciocinar.
2. O que o fez querer ser espírita?
R - Compreender a vida, compreender de onde viemos para onde vamos e quem somos....
3. Atualmente já temos algumas faculdades espíritas, Por que não existem colégios espíritas para formação dos jovens e crianças?
R - Fundamos um ,em Florianópolis, mas infelizmente o terreno que estávamos não era nosso e... o proprietário solicitou a devolução. Foi uma grande tristeza. Estamos esperando algo acontecer...
4. Com tantos casos de experiências de quase morte documentados e estudamos, curas que contradizem os prognósticos médicos entre outras ocorrências, por que a medicina, em geral, não se preocupa com o aspecto espiritual dos pacientes?
R - Por que estas experiências tem outras versões e outras visões para os que não admitem a existência da dimensão espiritual.O espiritismo ainda é um grande desconhecido no meio científico.
5. O senhor enfrentou obstáculos na sua carreira profissional por ser espírita?
R - Muito pouco. Mais alegrias do que tristezas.
6. Qual tem sido a ação da AME dentro do campo médico?
R - Atualmente não estou mais na presidência da AME, mas do ICEF- Instituto de Cultura Espírita de Florianópolis, mas tanto na AME como no ICEF visamos estudar , aprofundar conhecimentos, divulgar a doutrina dos Espíritos.
7. Por que o senhor optou pela homeopatia, um campo que sofre tanta resistência no meio médico?
R - Porque a Homeopatia vê o homem como um ser trino , composto de espírito (mente), corpo vital e corpo físico. Também, porque trabalha com energias, os medicamentos atuam na energia vital (corpo etérico) e o terceiro motivo porque a homeopatia nos ensina a ver o doente não como um órgão enfermo mas um ser humano que pensa e sente.
8. Alguns defensores da homeopatia dizem que sua ação não se dá no corpo físico. Como é realmente a ação dos remédios homeopáticos?
R - O medicamento homeopático não atua diretamente no corpo físico nem diretamente no perispírito nem,ainda , diretamente no espírito. O remédio HOMEOPÁTICO é energia que atua na energia vital do paciente, o que significa fluido vital. Esta energia está no corpo etérico ou duplo etérico, que é o campo de energia que une o perispírito ao corpo físico. Do duplo etérico esta energia passa a influenciar o perispírito- espírito e depois o corpo.
9. Para o senhor que já teve oportunidade de proferir palestras em outros países, como está a aceitação da Doutrina Espírita fora do Brasil?
R - O país que, em termos de número de espíritas, está tendo desenvolvimento significativo é Portugal.
10. O fato do Espiritismo estimular tanto na leitura não dificulta sua disseminação num pais como Brasil?
R - Cada povo tem o governo que merece, e vive mergulhado nas suas limitações, é melhor não termos muitos espíritas do que possuirmos muitos grupos espiritólicos manuseando a mediunidade de forma inadequada e com resultados catastrófricos.
11. Atualmente temos uma grande polêmica por conta do uso de células-tronco embrionárias. Qual sua posição sobre este assunto?
R - Há células tronco no cordão umbilical, este órgão normalmente será jogado no lixo hospitalar. Poderiam estas células tronco ser aproveitadas para tratamento médico em doenças graves, somos neste caso francamente favoráveis. Também somos favoráveis ao uso de células tronco da medula óssea que todos dispomos , mesmo na fase adulta... Quanto as células tronco embrionárias , retiradas de embriões ocasionando abortos somos contrários em tese, isto é, de modo geral. Haverá , no entanto, casos particulares que deverão ser analisados. Exemplo: Um embrião congelado há 3 anos, que está sendo descartado para o lixo hospitalar, melhor que sejam usadas as células tronco deste embrião quando o mesmo estiver sendo eliminado ou seja descartado pelos médicos. O assunto é ainda novo, e de delicada posição em termos definitivos. A questão 356 do Livro dos Espíritos afirma ser possível o desenvolvimento embrionário sem a presença do espírito (isto quer dizer que , também , em embriões congelados pode acontecer não existirem espíritos ligados), porém conclui: o ser não nasce. Logo, podem haver também, inúmeros embriões congelados onde apenas o estímulo vital das células germinativas o faz desenvolver. Cumpre-nos também acrescentar que diversos autores espirituais afirmam existir em alguns casos (penso que seriam em menor número), espíritos ligados a certos embriões . Trata-se do caso específico de entidades que ainda necessitam equilibrar centros perispirituais em profunda desarmonia. Os embriões congelados estariam servindo de local para drenagem e higienização destes campos vibratórios. Cito , entre outros, o espírito Viana de Carvalho , pelo médium Divaldo Franco, que alude a este particular. Portanto há embriões congelados que não tem espíritos ligados (creio eu ser a maioria), mas há também outros que apresentam esta fixação da entidade.
12. Quais podem ser as conseqüências para o espírito que é vítima do aborto ou da eutanásia?
R - Não é possível responder se não admitirmos que cada caso é um caso diferente, mas, em resumo, esta entidade perde uma oportunidade de completar mais um ciclo de desenvolvimento e de progresso espiritual.
13. Como os sentimentos e pensamentos podem contribuir com a saúde do indivíduo?
R - Ambos são energias que harmonizam ou desarmonizam o fluido vital, portanto, geram fragilidade ou resistência na saúde física e psíquica do indivíduo.
14. Num dos seus livros o senhor aborda a gestação. Quais alguns dos aspectos espirituais que as mães devem observar neste período?
R - Ter consciência de que há um intercâmbio fluidico-magnético entre ela e o filho. Saber , também, que este filho é um vínculo do seu passado que necessita ser burilado. Filhos são espíritos com os quais temos compromissos históricos.
15. Como as mulheres que sofrem abortos espontâneos sucessivos devem encarar este fato?
R - Como um processo de amadurecimento e reequilíbrio do seu chakra genésico. Torna-se necessário para ela e para o espírito que tenta reencarnar, este amadurecimento, pois ambos possuem, neste centro de força, regiões desajustadas.
16. O senhor possui um estudo muito interessante sobre ovóides. Como se formam os ovóides? Qual a melhor forma de recupera-los?
R - São corpos espirituais deformados ,que alguns espíritos apresentam, cuja forma lembra a de um ovo. Formam-se pela manutenção de uma idéia fixa ou seja monoideísmo , quando esta idéia ou pensamento fixo é de baixo teor vibratório. A vibração em uma única frequência mantém um mesmo raio de energia ou seja gira sempre no mesmo eixo.
17. O que Espiritismo trouxe para sua vida?
R - Esclarecimento ou seja , compreensão de onde EU vim, quem sou e dependendo do que pense, faça e sinta, para onde EU irei ...
18. Quais são seus projetos atuais?
R - Estudar sempre mais, trabalhar muito, ler, escrever outros livros , fazer palestras, conhecer outros países e ter momentos de relaxamento como : criar passarinhos....
19. O que o senhor pensa do crescimento dos movimentos que defendem o aborto e a eutanásia?
R - LAMENTÁVEL. Trata-se de uma reação negativa de mentes encarnadas e desencarnadas que ainda não conseguiram absorver o verdadeiro sentido da vida.
20. Algumas pessoas têm receio de doar os órgãos de parentes falecidos por temer causar prejuízos ao espírito do desencarnado. Isto possui algum fundamento?
R - Tal fato pode suceder quando aquele que se tornou doador, por decisão da família, é contrário a doação. Contrário, por não estar preparado emocional e espiritualmente para um ato de amor e desprendimento como é o ato da doação. Deve ser respeitada a vontade do não-doador. Nas demais situações não há problemas, pois se o doador optou por isto, a doação só poderá lhe fazer bem.
21. Pediríamos que o senhor deixasse uma mensagem aos nossos leitores.
R - Meus amigos, é preciso que todos nós possamos entender a doutrina Espírita não como uma Religião , mas como um novo modo de entender a Vida, em todos os seus aspectos. Entender que todos nós só temos um único destino, destino este, que fatalmente chegaremos: A sabedoria e a felicidade plena. E as asas para para alçar este vôo são : o conhecimento e o amor. Um grande abraço a todos!
Entrevista Concdida à ADE-Associação de Divulgadores do Espiritismo-PR
Ricardo Di Bernardi.
API – Ao tempo da Codificação, os Espíritos Superiores resumiram o homem a três elementos: corpo, perispírito e espírito. André Luiz fala-nos em corpo mental e duplo-etérico, o mesmo ocorrendo com certas religiões orientais. Afinal, à luz dos conhecimentos atuais, como, nós encarnados, somos constituídos?
RDB (DR. RICARDO DI BERNARDI) – Na infância aprendemos que o corpo humano é dividido em cabeça, tronco e membros. Está certo. Mas, é apenas um resumo. Somos constituídos de corpo físico, corpo etérico, corpo astral (perispírito), corpo mental e espírito. No entanto, cada corpo destes possui bilhões de subdivisões e compartimentos como o nosso corpo físico é constituído de trilhões de células que se constituem de tetralhões de moléculas.
API – Diante de um quadro de coma irreversível, quais os critérios para se desligar os aparelhos que mantêm artificialmente a vida do paciente?
RDB – Eu sempre erraria ao dar critérios que se aplicassem a todos os casos. Cada caso deve ser estudado, analisado e sentido com seriedade, profundidade e amor. Em resumo, nunca desligar se houver qualquer possibilidade de manutenção da vida por algum tempo.
API – Mas num país com uma assustadora precariedade do serviço público de saúde, seria justo dispêndios tão elevados com uma só pessoa?
RDB – Enquanto houver tempo de reencarnação a cumprir não devemos abreviar.
API – Como e onde fica o espírito durante os comas profundos, às vezes, de muitos anos?
RDB: Nos casos citados a situação vai depender acima de tudo do nível evolutivo de cada espírito. Assim, por exemplo: alguns ficam presos ao corpo, inconscientes, pois são espíritos comprometidos carmicamente e despreparados para se desprenderem naquele momento. Recebem assistência espiritual, porém ainda não são passíveis de serem libertados do arcabouço biológico. Outros desdobram-se durante o processo e têm consciência. Trata-se, neste caso, dos espíritos de nível ético-moral mais elevado e, por isto, automaticamente se libertam com mais facilidade. Outros ainda ficam presos ao corpo, semi-conscientes, e sofrem as dores. Há, portanto, diversas situações decorrentes da freqüência vibratória que a entidade se encontra. Não se pode generalizar o que ocorre pois cada situação é específica.
API – Espiritualmente falando, a permanência prolongada em estado de coma representa uma punição ao espírito? Estava programado?
RDB – Na nossa visão não existe punição nem neste caso nem em nenhum caso. Há sempre aprendizado. A experiência é útil para drenar as energias ou fluidos em desarmonia no corpo astral (perispírito) para a superfície física. Quanto maior necessidade desta drenagem, maior o tempo necessário para que o indivíduo permaneça em coma. O processo não é punitivo, mas de oportunidade para aprimoramento do espírito visando reduzir sofrimentos e não causá-los. Cremos não haver uma programação imposta pela espiritualidade, porém uma auto-programação gerada pelos núcleos energéticos do próprio espírito que, tal qual um computador, registra todas as atitudes pretéritas e auto-programa a correção. É um processo contínuo que o livre arbítrio refaz a cada minuto da existência. A espiritualidade orienta e ampara mas nós mesmos é que construímos o nosso destino.
API – Qual a utilidade de se congelar corpos humanos?
RDB – Se forem utilizados em benefício da humanidade, no sentido de aliviar dores, reduzir sofrimentos do próximo poderiam até ser úteis. Depende da utilização e da intenção que se pretenda efetuar.
API – Um corpo preservado indefinidamente após a morte clínica, mesmo sem a possibilidade de retorno do espírito, não pode causar uma perturbação ainda maior no espírito, como nos casos em que há o acompanhamento do processo de decomposição? Haveria algum benefício para o espírito?
RDB – Em casos raros poderia. Depende do desequilíbrio do espírito ou da patologia psíquica que vive. A espiritualidade superior não quer ninguém sofrendo. É herança judaico-cristã medieval e atual concepção “espiritólica” que temos que sofrer para evoluir. Precisamos abrir a porta do amor e do labor ao invés da porta da dor. No entanto, quando se fica cego psiquicamente não se consegue ver as mãos amorosas que ao seu lado o querem e desejam muito auxiliar. Fica-se então preso ao corpo. É uma anormalidade.
API – Embriões humanos congelados possuem algum espírito ligado a ele?
RDB - Há casos que pode haver e há casos que não há. Veja no Livro dos Espíritos a questão 356. Pode haver o desenvolvimento de gestação sem espírito. SEM ESPÍRITO. André Luiz explica o mecanismo deste processo na 2ª parte do livro Evolução em Dois Mundos. O molde perispiritual é o materno dado pelo comando espiritual da mãe que deseja muito Ter o filho.
API – Numa época de tantos descalabros na esferas da sexualidade, o que o Sr. Poderia nos dizer sobre os processos envolvidos?
RDB – Vivemos hoje um processo reacional aos séculos anteriores. Antes a sexualidade era proibida, tabu, pecado e conceitos do gênero. Hoje há sucedendo aos conceitos infantis um conceito adolescente ou de transição, um conceito de reação ao modelo anterior. O sexo é exibido, liberado sem responsabilidade. A humanidade galgou um degrau da evolução como o bebê que passa a adolescente. O bebê parece angelical, mas ao chegar a adolescência fica agressivo, inconveniente... trata-se de um processo rumo ao equilíbrio futuro. Vamos chegar lá até o ano 3000, creio.
API – Fala-se em possível tramitação no Congresso Nacional de uma lei que permitiria a união entre homossexuais. Qual a sua opinião a respeito?
RDB – Nada entendo de leis humanas. No entanto, a natureza nos propiciou dois sexos. Sexos complementares e que possibilitam a reencarnação de quem necessita retornar ao plano físico. Naturalmente falamos do sexo embasado no amor entre os espíritos. A homossexualidade é uma dificuldade adaptativa do indivíduo ao sexo físico que a programação espiritual assim determinou. Esta programação envolve dificuldades para alguns como em outros campos. Devemos respeitar o homossexual como um ser que deve ser amado como um irmão, mas não estimular a fuga de sua programação reencarnatória.
API – E quanto à possibilidade ou direito de, nestas condições, adotar-se crianças?
RDB – Sempre estudei, como médico e como terapeuta, que uma criança necessita dos modelos masculino e feminino para Ter as duas polaridades energéticas com estímulo ao desenvolvimento do seu psiquismo. Qualquer outra posição é uma dificuldade a ser transposta. Não somos radicalmente contra, mas somos a favor de que os casos (criança e pretendentes) devam ser individualmente analisados.
API – Qual a relação existente entre acupuntura e perispírito?
RDB – Os pontos de acupuntura são núcleos energéticos situados no corpo etérico (entre o perispírito e o corpo físico). Estes pontos tem representações correspondentes no físico e no perispírito.
API – Os espíritas deveriam estudá-la?
RDB – Cabe aos médicos estes procedimentos e não aos leigos. Os espíritas podem e devem estudar todas as formas de conhecimento humano, mas não exercê-las pois é ilegal e podem pôr em risco a vida do paciente.
API – E quanto à homeopatia, essa medicamentação afeta o corpo espiritual ou só o físico?
RDB – A medicina homeopática não atua quimicamente sobre o corpo. A ação do medicamento é energética. Isto quer dizer que atua sobre o nosso corpo energético e não diretamente nas células físicas. Naturalmente, a ação sobre o campo energético será captada pelas células físicas que passarão a modificar-se na sua bioquímica. A vantagem inicial da homeopatia é a ausência de toxidade química sobre o organismo. Os efeitos colaterais e contra-indicações são, em comparação com a terapêutica convencional, inexpressivos. A Segunda vantagem do tratamento homeopático é a sua ação não ser, apenas, sobre um determinado órgão, mas no conjunto ou totalidade do organismo. Esta harmonia holística que se procura determinar ao conjunto reflete sobre o órgão que padece de uma alteração qualquer. O terceiro ponto seria a abordagem que o médico homeopata efetua sobre a psicologia do paciente. Nós, médicos homeopatas e espíritas, procuramos esclarecer que a origem dos processos costumam Ter uma causa ou fator de origem espiritual. Ou seja, quem adoece inicialmente é a alma do indivíduo, seus sentimentos e pensamentos o fragilizam permitindo-o adoecer. A homeopatia visa curar o doente e não a doença, pois o médico homeopata trabalha na essência energética ou fluido vital como se diz entre espíritas e vai interferir na causa mais profunda da doença antes mesmo que ela se manifeste.
API – Como conciliar o desenvolvimento da engenharia genética com as leis divinas de justiça na área psicossomática, ou seja, ação e reação?
RDB – Excelente pergunta! A lei de Ação e Reação sempre se faz. É do automatismo da natureza. E a natureza é o livro divino onde Deus escreve a história de sua sabedoria. Quando interferimos no processo, a espiritualidade superior dá novos rumos à programação. Se assassinamos alguém ou nos suicidamos, a espiritualidade reprograma uma ou várias assistências espirituais. Também, se interferimos na genética ou programamos um embrião, será atraído para este o espírito que tiver afinidade energética, merecimento ao carma compatível com o mesmo. Os amparadores extrafísicos reestudam e reprogramam. O que não isenta de responsabilidade os agentes desta interferência .
API - Há opiniões espíritas de que nas experiências visando a clonagem humana, para fins terapêuticos ou de reprodução, e mesmo nos de reprodução assistida, a ligação de algum espírito ao corpo em formação só se faria se e quando implantado no útero materno. O que pensa disso?
RDB – Absurdo! A ligação do espírito se faz na fecundação ou concepção. Esta idéia é altamente nociva pois acaba permitindo o uso da pílula do dia seguinte, quando já se iniciou a reencarnação. Portanto, na visão espírita, esta pílula é abortiva.
API – Quem está mais perto de descobrir o espírito, a Medicina ou a Física?
RDB – Creio em um empate.
API – Costumamos, para encerrar, submeter nosso entrevistado a um JOGO RÁPIDO, proposições de temas doutrinários e pessoais aos quais, responde-se em, no máximo, dez palavras. Vamos lá, então?
Loucura: espiritopatia com repercussões cerebrais. Ou cerebropatia por desajuste energético do corpo espiritual.
Ciência espírita: estudo do mundo extrafísico e suas relações com o mundo físico.
Intuição: percepção psíquica de campos energéticos e ondas mentais externas.
Instinto: reflexos automáticos e atuais adquiridos em função de experiências de nosso passado longínquo.
Carma: tendência relativa e provisória a determinadas dificuldades adquiridas pelo mal uso do livre-arbítrio.
Um objetivo ainda não realizado: atingir a plenitude do amor e da sabedoria.
Medicina do futuro: integrará os conhecimentos das estruturas extra-físicas e orgânicas ao amor integral.
Um vulto espírita encarnado e outro desencarnado: Divaldo Franco e Allan Kardec
Lazer preferido: conhecer países e culturas.
Amor: o objetivo de toda criatura do universo
Dr. Ricardo Gandra Di Bernardi é médico homeopata geral e pediatra. Natural de Florianópolis – SC, nascido a 11/11/1947, casado com a Sra. Helena S. Thiago Di Bernardi, tem 4 filhos e 2 netas. Ingressou jovem no movimento espírita tendo sido presidente da Juventude Espírita de Florianópolis e também do MEUC ( Movimento Espírita Universitário). Exerceu posteriormente diversas funções em âmbito federativo estadual, fundou o ICEF (Instituto de Cultura Espírita de Florianópolis) e a AME-SC (Assoc. Médico-Espírita de Santa Catarina). Tem elaborado inúmeros workshops e participado como palestrante em encontros, jornadas e congressos espíritas. Seus seminários mais solicitados são: “Gestação, Reencarnação e Aborto” “Estudo dos corpos espirituais na visão espírita”, “Fisiologia da Reencarnação”, “Drogas, ação nos Corpos Espirituais”, “Sexualidade na Visão Espírita”. Desenvolveu interessante pesquisa sobre fotos Kirlian com estudo da movimentação da aura pelo passe magnético.
API – Ao tempo da Codificação, os Espíritos Superiores resumiram o homem a três elementos: corpo, perispírito e espírito. André Luiz fala-nos em corpo mental e duplo-etérico, o mesmo ocorrendo com certas religiões orientais. Afinal, à luz dos conhecimentos atuais, como, nós encarnados, somos constituídos?
RDB (DR. RICARDO DI BERNARDI) – Na infância aprendemos que o corpo humano é dividido em cabeça, tronco e membros. Está certo. Mas, é apenas um resumo. Somos constituídos de corpo físico, corpo etérico, corpo astral (perispírito), corpo mental e espírito. No entanto, cada corpo destes possui bilhões de subdivisões e compartimentos como o nosso corpo físico é constituído de trilhões de células que se constituem de tetralhões de moléculas.
API – Diante de um quadro de coma irreversível, quais os critérios para se desligar os aparelhos que mantêm artificialmente a vida do paciente?
RDB – Eu sempre erraria ao dar critérios que se aplicassem a todos os casos. Cada caso deve ser estudado, analisado e sentido com seriedade, profundidade e amor. Em resumo, nunca desligar se houver qualquer possibilidade de manutenção da vida por algum tempo.
API – Mas num país com uma assustadora precariedade do serviço público de saúde, seria justo dispêndios tão elevados com uma só pessoa?
RDB – Enquanto houver tempo de reencarnação a cumprir não devemos abreviar.
API – Como e onde fica o espírito durante os comas profundos, às vezes, de muitos anos?
RDB: Nos casos citados a situação vai depender acima de tudo do nível evolutivo de cada espírito. Assim, por exemplo: alguns ficam presos ao corpo, inconscientes, pois são espíritos comprometidos carmicamente e despreparados para se desprenderem naquele momento. Recebem assistência espiritual, porém ainda não são passíveis de serem libertados do arcabouço biológico. Outros desdobram-se durante o processo e têm consciência. Trata-se, neste caso, dos espíritos de nível ético-moral mais elevado e, por isto, automaticamente se libertam com mais facilidade. Outros ainda ficam presos ao corpo, semi-conscientes, e sofrem as dores. Há, portanto, diversas situações decorrentes da freqüência vibratória que a entidade se encontra. Não se pode generalizar o que ocorre pois cada situação é específica.
API – Espiritualmente falando, a permanência prolongada em estado de coma representa uma punição ao espírito? Estava programado?
RDB – Na nossa visão não existe punição nem neste caso nem em nenhum caso. Há sempre aprendizado. A experiência é útil para drenar as energias ou fluidos em desarmonia no corpo astral (perispírito) para a superfície física. Quanto maior necessidade desta drenagem, maior o tempo necessário para que o indivíduo permaneça em coma. O processo não é punitivo, mas de oportunidade para aprimoramento do espírito visando reduzir sofrimentos e não causá-los. Cremos não haver uma programação imposta pela espiritualidade, porém uma auto-programação gerada pelos núcleos energéticos do próprio espírito que, tal qual um computador, registra todas as atitudes pretéritas e auto-programa a correção. É um processo contínuo que o livre arbítrio refaz a cada minuto da existência. A espiritualidade orienta e ampara mas nós mesmos é que construímos o nosso destino.
API – Qual a utilidade de se congelar corpos humanos?
RDB – Se forem utilizados em benefício da humanidade, no sentido de aliviar dores, reduzir sofrimentos do próximo poderiam até ser úteis. Depende da utilização e da intenção que se pretenda efetuar.
API – Um corpo preservado indefinidamente após a morte clínica, mesmo sem a possibilidade de retorno do espírito, não pode causar uma perturbação ainda maior no espírito, como nos casos em que há o acompanhamento do processo de decomposição? Haveria algum benefício para o espírito?
RDB – Em casos raros poderia. Depende do desequilíbrio do espírito ou da patologia psíquica que vive. A espiritualidade superior não quer ninguém sofrendo. É herança judaico-cristã medieval e atual concepção “espiritólica” que temos que sofrer para evoluir. Precisamos abrir a porta do amor e do labor ao invés da porta da dor. No entanto, quando se fica cego psiquicamente não se consegue ver as mãos amorosas que ao seu lado o querem e desejam muito auxiliar. Fica-se então preso ao corpo. É uma anormalidade.
API – Embriões humanos congelados possuem algum espírito ligado a ele?
RDB - Há casos que pode haver e há casos que não há. Veja no Livro dos Espíritos a questão 356. Pode haver o desenvolvimento de gestação sem espírito. SEM ESPÍRITO. André Luiz explica o mecanismo deste processo na 2ª parte do livro Evolução em Dois Mundos. O molde perispiritual é o materno dado pelo comando espiritual da mãe que deseja muito Ter o filho.
API – Numa época de tantos descalabros na esferas da sexualidade, o que o Sr. Poderia nos dizer sobre os processos envolvidos?
RDB – Vivemos hoje um processo reacional aos séculos anteriores. Antes a sexualidade era proibida, tabu, pecado e conceitos do gênero. Hoje há sucedendo aos conceitos infantis um conceito adolescente ou de transição, um conceito de reação ao modelo anterior. O sexo é exibido, liberado sem responsabilidade. A humanidade galgou um degrau da evolução como o bebê que passa a adolescente. O bebê parece angelical, mas ao chegar a adolescência fica agressivo, inconveniente... trata-se de um processo rumo ao equilíbrio futuro. Vamos chegar lá até o ano 3000, creio.
API – Fala-se em possível tramitação no Congresso Nacional de uma lei que permitiria a união entre homossexuais. Qual a sua opinião a respeito?
RDB – Nada entendo de leis humanas. No entanto, a natureza nos propiciou dois sexos. Sexos complementares e que possibilitam a reencarnação de quem necessita retornar ao plano físico. Naturalmente falamos do sexo embasado no amor entre os espíritos. A homossexualidade é uma dificuldade adaptativa do indivíduo ao sexo físico que a programação espiritual assim determinou. Esta programação envolve dificuldades para alguns como em outros campos. Devemos respeitar o homossexual como um ser que deve ser amado como um irmão, mas não estimular a fuga de sua programação reencarnatória.
API – E quanto à possibilidade ou direito de, nestas condições, adotar-se crianças?
RDB – Sempre estudei, como médico e como terapeuta, que uma criança necessita dos modelos masculino e feminino para Ter as duas polaridades energéticas com estímulo ao desenvolvimento do seu psiquismo. Qualquer outra posição é uma dificuldade a ser transposta. Não somos radicalmente contra, mas somos a favor de que os casos (criança e pretendentes) devam ser individualmente analisados.
API – Qual a relação existente entre acupuntura e perispírito?
RDB – Os pontos de acupuntura são núcleos energéticos situados no corpo etérico (entre o perispírito e o corpo físico). Estes pontos tem representações correspondentes no físico e no perispírito.
API – Os espíritas deveriam estudá-la?
RDB – Cabe aos médicos estes procedimentos e não aos leigos. Os espíritas podem e devem estudar todas as formas de conhecimento humano, mas não exercê-las pois é ilegal e podem pôr em risco a vida do paciente.
API – E quanto à homeopatia, essa medicamentação afeta o corpo espiritual ou só o físico?
RDB – A medicina homeopática não atua quimicamente sobre o corpo. A ação do medicamento é energética. Isto quer dizer que atua sobre o nosso corpo energético e não diretamente nas células físicas. Naturalmente, a ação sobre o campo energético será captada pelas células físicas que passarão a modificar-se na sua bioquímica. A vantagem inicial da homeopatia é a ausência de toxidade química sobre o organismo. Os efeitos colaterais e contra-indicações são, em comparação com a terapêutica convencional, inexpressivos. A Segunda vantagem do tratamento homeopático é a sua ação não ser, apenas, sobre um determinado órgão, mas no conjunto ou totalidade do organismo. Esta harmonia holística que se procura determinar ao conjunto reflete sobre o órgão que padece de uma alteração qualquer. O terceiro ponto seria a abordagem que o médico homeopata efetua sobre a psicologia do paciente. Nós, médicos homeopatas e espíritas, procuramos esclarecer que a origem dos processos costumam Ter uma causa ou fator de origem espiritual. Ou seja, quem adoece inicialmente é a alma do indivíduo, seus sentimentos e pensamentos o fragilizam permitindo-o adoecer. A homeopatia visa curar o doente e não a doença, pois o médico homeopata trabalha na essência energética ou fluido vital como se diz entre espíritas e vai interferir na causa mais profunda da doença antes mesmo que ela se manifeste.
API – Como conciliar o desenvolvimento da engenharia genética com as leis divinas de justiça na área psicossomática, ou seja, ação e reação?
RDB – Excelente pergunta! A lei de Ação e Reação sempre se faz. É do automatismo da natureza. E a natureza é o livro divino onde Deus escreve a história de sua sabedoria. Quando interferimos no processo, a espiritualidade superior dá novos rumos à programação. Se assassinamos alguém ou nos suicidamos, a espiritualidade reprograma uma ou várias assistências espirituais. Também, se interferimos na genética ou programamos um embrião, será atraído para este o espírito que tiver afinidade energética, merecimento ao carma compatível com o mesmo. Os amparadores extrafísicos reestudam e reprogramam. O que não isenta de responsabilidade os agentes desta interferência .
API - Há opiniões espíritas de que nas experiências visando a clonagem humana, para fins terapêuticos ou de reprodução, e mesmo nos de reprodução assistida, a ligação de algum espírito ao corpo em formação só se faria se e quando implantado no útero materno. O que pensa disso?
RDB – Absurdo! A ligação do espírito se faz na fecundação ou concepção. Esta idéia é altamente nociva pois acaba permitindo o uso da pílula do dia seguinte, quando já se iniciou a reencarnação. Portanto, na visão espírita, esta pílula é abortiva.
API – Quem está mais perto de descobrir o espírito, a Medicina ou a Física?
RDB – Creio em um empate.
API – Costumamos, para encerrar, submeter nosso entrevistado a um JOGO RÁPIDO, proposições de temas doutrinários e pessoais aos quais, responde-se em, no máximo, dez palavras. Vamos lá, então?
Loucura: espiritopatia com repercussões cerebrais. Ou cerebropatia por desajuste energético do corpo espiritual.
Ciência espírita: estudo do mundo extrafísico e suas relações com o mundo físico.
Intuição: percepção psíquica de campos energéticos e ondas mentais externas.
Instinto: reflexos automáticos e atuais adquiridos em função de experiências de nosso passado longínquo.
Carma: tendência relativa e provisória a determinadas dificuldades adquiridas pelo mal uso do livre-arbítrio.
Um objetivo ainda não realizado: atingir a plenitude do amor e da sabedoria.
Medicina do futuro: integrará os conhecimentos das estruturas extra-físicas e orgânicas ao amor integral.
Um vulto espírita encarnado e outro desencarnado: Divaldo Franco e Allan Kardec
Lazer preferido: conhecer países e culturas.
Amor: o objetivo de toda criatura do universo
Dr. Ricardo Gandra Di Bernardi é médico homeopata geral e pediatra. Natural de Florianópolis – SC, nascido a 11/11/1947, casado com a Sra. Helena S. Thiago Di Bernardi, tem 4 filhos e 2 netas. Ingressou jovem no movimento espírita tendo sido presidente da Juventude Espírita de Florianópolis e também do MEUC ( Movimento Espírita Universitário). Exerceu posteriormente diversas funções em âmbito federativo estadual, fundou o ICEF (Instituto de Cultura Espírita de Florianópolis) e a AME-SC (Assoc. Médico-Espírita de Santa Catarina). Tem elaborado inúmeros workshops e participado como palestrante em encontros, jornadas e congressos espíritas. Seus seminários mais solicitados são: “Gestação, Reencarnação e Aborto” “Estudo dos corpos espirituais na visão espírita”, “Fisiologia da Reencarnação”, “Drogas, ação nos Corpos Espirituais”, “Sexualidade na Visão Espírita”. Desenvolveu interessante pesquisa sobre fotos Kirlian com estudo da movimentação da aura pelo passe magnético.
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