sábado, 29 de outubro de 2011

Divaldo Pereira Franco - Um Fato Inusitado

Na 55ª SEMANA ESPÍRITA DE VITÓRIA DA CONQUISTA, ocorrida naquela próspera cidade baiana, no mês de setembro de 2008, o querido médium DIVALDO FRANCO, relatou de público fato verídico vivido por ele, que muito sensibilizou a quantos o ouviram naquela ocasião em que se estudara: REENCARNAÇÃO UMA QUESTÃO DE JUSTIÇA...

Quando perguntaram ao médium se ele acreditava na reeencarnação, disse que não acreditava nela, pois quê ia mais além - ele sabia que ela existia! E narrou-nos o seguinte episódio, que agora visto com minha própria emotividade ao lhes escrever esse singelo artigo.

Divaldo há cerca de 40 anos foi por vez primeira à Paris, hospedando-se na residência de familiares de um casal amigo residente aqui no Rio de Janeiro, à época: Ligia e Emílio Ribeiro. A primeira noite naquela capital foi-lhe tormentosa, não conseguindo conciliar o sono de modo algum e sendo vítima de atrozes fenômenos psíquicos.

Pela manhã, sentindo-se muito estranho, pediu permissão ao casal anfitrião para sair e dirigir-se a algum lugar que ele mesmo não sabia onde seria. O casal ficou perplexo, sem entender, como uma pessoa que jamais houvera ido àquela cidade pedia para sair sozinho, para ir não se sabia aonde...

Ao demais eram 7 horas de uma segunda-feira, onde os monumentos históricos franceses não ficam abertos à visitação pública. Mas, Divaldo insistiu, afirmando-lhes que levaria o endereço deles no bolso e dizendo que qualquer coisa os avisaria por telefone ou pegaria um táxi. Eles anuíram.

Divaldo saiu a pé, depois pegou o metrô, depois um ônibus que começou a levá-lo para fora da cidade. Algum tempo se passou dentro do ônibus e o médium cada vez mais se sentindo noutra personalidade, essa muito endurecida, parecendo detestar tudo e todos à volta...

O ônibus começou a passar perto de certo bosque. Divaldo pediu ao motorista para descer do veículo, dirigindo-se a uma estrada de pedras, muito bem cuidada, uma estrada real, que terminava em frente a enorme Monastério também revestido de pedras, onde bela torre de igreja ao fundo predominava. Era uma ordem religiosa, de monjas enclausuradas, que datava do século XVII, fundada em 1606 por um frade capuchinho.

Divaldo cada vez mais entronizava aquela personalidade estranha para ele, sentia-se aturdido, mas dispôs-se a bater à porta do Monastério, onde sorridente monja-porteira lhe informou que o Monastério não estava aberto à visitação pública; que as monjas eram enclausuradas e só lhes era permitida uma única visita masculina - a do confessor da Instituição.

Divaldo, muito pálido pediu que ela fosse chamar a monja-mestra e deu-se conta que estava falando em francês! Era um francês com um acento diferente...

Sem saber porque a moça aquiesceu, mandou-o entrar até o parlatório onde uma religiosa, de cerca de 60 anos, passou a lhe dizer da impossibilidade do intento por ele almejado. O médium mais pálido e suando muito disse que desejava uma entrevista com a Abadessa.

Veio a Abadessa, veneranda senhora belga de cerca de 70 anos, e passaram os dois a dialogar mais ou menos assim:

- Senhora, eu sou o fundador dessa Instituição, muito dura para com as jovens que aqui habitam, quando a instituí eu não me dava conta disso, mas hoje venho pedir-lhe para ser mais complacente com as monjas, aja com mais amor, com mais benevolência para com elas!

- Meu filho, você é tão jovem! Porque está falando em francês provençal? Meu filho, esta Instituição foi fundada no século XVII em 1625. Você está aturdido, vou providenciar levá-lo de volta. Onde se hospeda? Vá na companhia da irmã mestra e outra religiosa...

- Não antes que eu possa visitar a cela onde faleci.
- Como você sabe que nosso fundador morreu aqui?

- Irmã, eu sou ele! Eu vivia em orações contínuas, tanto que onde eu me ajoelhava, o piso de pedra-pome, ficou um pouco mais fundo que o restante do assoalho...A minha cela possuía uma gravura da Madona, que certo dia, após muitas preces, inadvertidamente, queimei um pedaço com uma vela acessa.

- Como o senhor pode saber disso? Essas referências verídicas não constam em nenhuma de nossas publicações!
- Irmã eu sou ele! A Irmã diz que não posso visitar minha cela porque teria que passar pelo pátio interno, onde ficam as clausuras proibidas ao sexo masculino...Mas, se formos pelo altar-mor, atrás dele, há uma porta, que dá para uns degraus, que vão terminar num corredor, onde sem passar pela clausura, sem passar pelo átrio principal, chegaremos à minha cela, irmã! Vamos!

Já que insiste tanto e para acabarmos logo com isso, venha e mostre-nos o caminho que diz conhecer! E Divaldo foi à frente, mostrando o caminho, que reconhecia, com a Abadessa logo atrás dele, depois a irmã-mestra seguida pela monja-porteira. Como nos velhos tempos... O fundador à frente de todas...

Depois do desejo do médium ter sido concretizado e, Divaldo ter observado na cela a surrada vestimenta do sacerdote, ter visto o chão realmente amolgado perto do genuflexório, e de não ter visto mais a gravura da Madona que lá não estava mais, todos muito emocionados, retornaram pelo mesmo caminho...

A Abadessa pediu para que as outras duas se retirarem e lhe pergunta o que seria aquele fenômeno. Divaldo fala-lhe abertamente da reencarnação, da lei de causa e efeito e, promete mandar-lhe o EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO e O LIVRO DOS ESPÍRITOS em francês, logo que retornasse à Paris.

Já era hora do almoço e Divaldo, convidado, almoça na Instituição. Continuam a conversar o médium e a Abadessa. Ela, muito emocionada, expressa amargura por saber disso tudo “tão tarde”, ao que Divaldo lhe diz que não, que ela estava na plenitude das suas forças e que poderia com o novo conhecimento, usar do Amor Incondicional do Cristo para com as moças ali recolhidas. Convidado a lanchar, pois já eram 16 horas, ele declina do convite, mas aceita voltar com as referidas monjas para Paris onde por certo o casal amigo deveria estar preocupado com tão prolongada ausência.

No dia seguinte, refeito e feliz, ele próprio vai a uma livraria para comprar os dois livros de Kardec, que o seu anfitrião, gentilmente, entrega no Monastério.

Passam a se corresponder ele e a Abadessa Beatriz que dois anos depois é transferida para a Bélgica, por obrigações administrativas; na década de 80 Divaldo a visita, no referido país, nonagenária, lúcida, muito feliz com o reencontro, mostrando-lhe o EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, que tanto lia e relia, e aí o médium lhe conta da sua vida atual, das conferências, da Mansão do Caminho e demais atividades que lhe dizem respeito.

"O vento sopra onde quer e ouves o seu ruído, mas não sabes de onde vem e nem para onde vai. Assim acontece com todo aquele que nasceu do Espírito." [Jo 3:8)

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Seara de Ódio

- Não! Não te quero em meus braços! - dizia a jovem mãe, a quem a Lei do Senhor conferira a doce missão da maternidade, para o filho que lhe desabrochava do seio - não me furtarás a beleza! Significas trabalho, renúncia, sofrimento...

- Mãe, deixa-me viver!... Suplicava-lhe a criancinha no santuário da consciência - estamos juntos! Dá-me a bênção do corpo! Devo lutar e regenerar-me. Sorverei contigo a taça de suor e lágrimas, procurando redimir-me... Completar-nos-emos. Dá-me arrimo, dar-te-ei alegria. Serei o rebento de teu amor, tanto quanto serás para mim a árvore de luz, em cujos ramos tecerei o meu ninho de paz e de esperança...

- Não, não...

- Não me abandones!

- Expulsar-te-ei.

- Piedade mãe! Não vês que procedemos de longe, alma com alma, coração a coração?

- Que importa o passado? Vejo em ti tão-somente o intruso, cuja presença não pedi.

- Esqueces-te, mãe, de que Deus nos reúne? Não me cerres a porta!...

- Sou mulher e sou livre. Sufocar-te-ei antes do berço...

- Compadece-te de mim!...

- Não posso. Sou mocidade e prazer, és perturbação e obstáculo.

- Ajuda-me!

- Auxiliar-te seria cortar em minha própria carne. Disputo a minha felicidade e a minha leveza feminil...

- Mãe, ampara-me! Procuro o serviço de minha restauração...

Dia a dia, renovava-se o diálogo sem palavras, até que, quando a criança tentava vir à luz, disse-lhe a mãezinha cega e infortunada, constrangendo-a a beber o fel da frustração:

- Torna à sombra de onde vens! Morre! Morre!

- Mãe, mãe! Não me mates! Protege-me! Deixa-me viver...

- Nunca!

- Socorre-me!

- Não posso.

Duramente repelido, caiu o pobre filho nas trevas da revolta e, no anseio desesperado de preservar o corpo tenro, agarrou-se ao coração dela, que destrambelhou, à maneira de um relógio desconsertado...

Ambos, então, ao invés de continuarem na graça da vida, precipitaram-se no despenhadeiro da morte.

Desprovidos do invólucro carnal, projetaram-se no Espaço, gritando acusações recíprocas.

Achavam-se, porém, ligados um ao outro, pelas cadeias magnéticas de pesados compromissos, arrastando-se por muito tempo, detestando-se e recriminando-se mutuamente...

A sementeira de crueldade atraía a seara de ódio. E a seara de ódio lhes impunha nefasto desequilíbrio.

Anos e anos desdobraram-se, sombrios e inquietantes, para os dois, até que, um dia, caridoso Espírito de mulher recordou-se deles em preces de carinho e piedade, como a ofertar-lhes o próprio seio. Ambos responderam, famintos de consolo e renovação, aceitando o generoso abrigo...

Envolvidos pela caricia maternal, repousaram enfim.

Brando sono pacificou-lhes a mente dolorida.

Todavia, quando despertaram de novo na Terra, traziam o estigma do clamoroso débito em que se haviam reunido, reaparecendo, entre os homens, como duas almas apaixonadas pela carne, disputando o mesmo vaso físico, no triste fenômeno de um corpo único, sustentando duas cabeças.

Chico Xavier-Médium

Irmão X - Espírito.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Pensamento Positivo

Pensamentos positivos geram invariavelmente atitudes vencedoras.

Sendo o pensamento uma energia efetiva e que cria formas obedecendo a emanação mental, há que nos atentarmos para o tipo de pensamentos que nutrimos.

Por exemplo: Quando dizemos que somos incapazes de realizar tal tarefa, automaticamente projetamos essas ondas negativas em nós mesmos, e acabamos por nos sentirmos derrotados antes mesmo de tentarmos a realização daquilo que deveríamos realizar.
A isso dá-se o nome de derrota antecipada.

Sem exceção, todos que conquistaram seus objetivos nos mais variados campos de atuação da humanidade municiaram-se de extrema auto confiança.

Outro fator curioso é quando sentimos antipatia por alguém, freqüentemente nossos pensamentos em relação a essa pessoa não são nada generosos, tendemos a maximizar suas fraquezas e sequer observar suas virtudes.

Alguns mais apressados afirmam:

- Foi meu santo que não cruzou com o dele, não adianta, jamais seremos amigos ou sequer teremos um relacionamento amistoso, é melhor que fique ele no canto dele e eu no meu.

Diante disso, poderíamos exercitar o inverso - que fique claro, óbvio que há questões de afinidade que envolvem as criaturas - contudo, nada nos impede de treinar o bom pensamento em torno das pessoas, principalmente aquelas que nutrimos certa antipatia, quem sabe dessa forma não possamos descobrir grandes amigos, ocultos pela má vontade de olhar o lado bom das pessoas, do mundo, da vida...

Precisamos nos desvencilhar da preguiça de nos relacionarmos com as pessoas. Claro, muito mais cômodo e pratico continuar com o velho pensamento negativo em torno daqueles que se antipatiza do que procurar virtudes e motivos para se estabelecer um bom relacionamento, e quem sabe até uma proveitosa amizade.

É a velha inferioridade humana que se nega a ver o lado positivo das pessoas, do mundo, da vida.

E em virtude dos pensamentos nada amistosos que se cultiva em relação a todos, é claro que se verá apenas o lado obscuro e denso de cada um.

Diante disso, cabe-nos a pergunta:

Por que nos contaminamos a todos os segundos com pensamentos tortuosos de pessimismo e desânimo, de desinteresse e arrogância?

Fácil a resposta, pelo simples fato de desconhecermos os mecanismos de atuação do pensamento, e isso, saliente-se que é fruto de nossa mentalidade extremamente materialista que computa como realidade apenas aquilo que consegue ver, ter, pegar, ouvir..

Ou seja, tudo que foge do alcance de nossa falha percepção, tendemos a desprezar, por isso, muitos sequer percebem a atuação marcante do pensamento em suas vidas.

Amigo leitor, nossas atitudes começam em nossa casa mental, portanto, cuidemos para que dela emanem apenas pensamentos positivos, de confiança e coragem para que se reflita positivamente em nossa maneira de agir e se relacionar com a vida e com as pessoas.
São nos pensamentos que se constroem atitudes vencedoras!

Pensemos nisso.

Artigo gentilmente cedido por Wellington Balbo

O Ser e o Ter na Sua Prática

Prezados (as) Irmãos(ãs)

Venho junto a todos fazer uma reflexão em torno do ser e do ter dentro da doutrina Espírita.
O Mais importante é o ser do que o ter, pois muitas vezes no nosso ato de consumismo excessivo,queremos alcançar coisas verdadeiramente que não estamos aptos para merecer tal objeto.
Acontece,que por dizer o que vale é ser, não vem dizer que não venhamos a lutar para conseguirmos nossos objetivos, claro que devemos lutar para alcançar nossos objetivos, desde que seja de maneira lícita e que esteja de acordo com os princípios morais Cristãos.
Poderemos lutar por melhores condições de vida, pois isso faz parte do nosso engrandecimento, mas de forma que não desperte a cobiça, a forma desenfreada que vai se transformar em inveja, pois se o vizinho tem um carro de luxo, temos que ter também. Isso é que não pode acontecer, pois devemos desempenhar todo o esforço possível para dar melhores condições para nossa família, mas se não conseguir o objetivo, saber que continuamos a ser a mesma pessoa perante Deus e agradecer de coração a tudo o que possuimos, visto que muitas pessoas são felizes com o mínimo possível e não devemos entrar nessa competição desenfreada que gera o consumismo apelativo do comércio, que no intuito de verder seus produtos coloca como marketing que a pessoa para ter classe precisa ter um carro do ano ou de luxo.
Quando nos acharmos por baixo por não ter determinado objeto de consumo, devemos sempre olhar para trás, onde tem irmãos nossos em bem piores situações, até faltando o pão de cada dia e sofrendo nos corredores dos hospitais etc.
Vamos lutar para conseguir nossos objetivos, mas sem prejudicar nem que seja qualquer princípio moral cristão, pois a verdadeira vida está em ser em não em ter.
Quando chegarmos a nossa pátria espiritual, vamos precisar de nossa bagagem de princícios do evangelho de Jesus, o que um carro de luxo não vai substituir.
É aí onde devemos nos preparar para que não haja prantos e ranger de dentes.
Coragem! O pai não nos desampara!
Muita paz!
Antonio Carlos laranjeira Miranda.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Sempre o Amor

...Há duas espécies de afeições; a do corpo e a da alma e, frequentemente se toma uma pela outra . A afeição da alma, quando é pura e simpática, é durável; a do corpo é perecível. Eis porque frequentemente, aqueles que crêem se amar, com um amor eterno, se odeiam quando a ilusão termina.
O Livro dos Espíritos - Allan Kardec (Final da resposta 939)

A palavra amor nos dias de hoje, possui uma vasta aplicação teórica que a vulgariza e a torna desgastada, de difícil caracterização no que toca à sinceridade de quem a usa. Amar significa doar-se. Doar do que tem e, sobretudo, de si mesmo. Aprendeu a mar aquele que freqüentou e foi aprovado na escola da renúncia, da paciência e do perdão. Hoje, os que dizem amar pretendem possuir, impor diretrizes, cercear ideais. Temos o que retemos e retemos aquilo a que franqueamos liberdade. Amar ao próximo constitui tal raridade nos dias atuais, que quando surge alguém mais fraterno, logo é rotulado de puxa-saco, ou colocado entre os que procuram vantagens pessoais pela bajulação. Dias há em que encontramos dificuldade em amar até aos amigos, imaginem aos inimigos, como aconselha o evangelho. O amor doação é conquista rara de raros Espíritos, que renunciam a si próprios e seguem limpando chagas e enxugando lágrimas pelo vale dos aflitos. Quem diz amar e ausenta-se da disciplina, não ama. Quem se diz amoroso e não se faz de enfermeiro, não ama. Ama aquele que, reconhecendo-se frágil, faz-se forte para amparar a enfermidade. É comum ouvirmos jovens, em confidências, dizerem:
- Eu te amo!
No entanto, não resistem por um mês no teste de convivência.

O exemplo maior dessa virtude é Jesus. Se Kardec foi o bom senso encarnado, Jesus foi o amor encarnado, clarificando com a sua luz gloriosa as nossas trevas espirituais. "Amai-vos uns aos outros como eu vos amei". Eis a receita para a felicidade neste mundo. Mais de dois mil anos passados e o homem ainda não conseguiu adaptar-se a este mandamento, preferindo o "armai-vos uns aos outros". Quando nos amaremos? Talvez a dor seja a única mestra a saber de tais perspectivas.

Pessimismo - Atitude destruidora

PESSIMISMO - ATITUDE DESTRUIDORA

O planeta, por suas características de atraso ético/moral/espiritual, carrega habitantes intoxicados, podemos dizer que quase a maioria, por um estado mental pessimista. Tal pessimismo origina-se no hábito lastimável da lamentação, do acúmulo de mágoas e de queixas. O somatório leva à vivências e convivências conturbadas.

É, como se pode aquilatar, um comportamento enfermiço, arrastando milhões de pessoas ao desestímulo, insuflando temperamentos voltados à violência e seus sequazes. No fundo, tais criaturas, mesmo que agindo inconscientemente, desejam desviar o curso da vida terrena em seu derredor, insatisfeitas que se acham, com ela, pelo não atendimento aos seus caprichos.

A pessoa que contumazmente reclama, queixa-se, vive insatisfeita, tem uma visão distorcida da realidade existencial, desconhecendo, como não poderia deixar de ser, o papel desempenhado pela vida espiritual em nossas reencarnações que são intercaladas pelas necessárias vidas na matéria.

Em geral, o tipo de pessoa aqui analisada apresenta-se como vítima inocente de tudo quanto lhe acontece, porque não cogita, nem de leve, sobre reencarnação, lei de causa e efeito, evolução espiritual, influência dos espíritos, bons e menos bons, em nossas vidas e outras questões doutrinárias do Espiritismo. Ignora as fases positivas e as concessões que lhes são ofertadas pela Vida, adotando uma forma de ingratidão que sempre acarreta conseqüências infelizes.

Os ideais de enobrecimento humano são torpedeados pelas pessoas alimentadas mentalmente de pessimismo, o qual se deriva da autocomiseração. Atormentam-se os pessimistas e passam também a atormentar as criaturas desprevenidas, assim aumentando o número de deprimidos que recorrem às clínicas psiquiatras em busca de solução para o que elas mesmas criaram, invigilantemente.

Tudo deve convergir em favor da retificação dos erros nas suas mais variadas formas de manifestação. Com a adoção deste procedimento saneador, costuma a pessoa, interessada pela sua reforma interior, a ter que enfrentar obstáculos revestidos aparentemente de intransponibilidade. É justamente aí que a atuação pessimista se mostra mais numerosa e ativa. Os fracassos se agravam, o desânimo impera e a crítica destrutiva transparece preponderantemente.

Com o pessimismo e o hábito da crítica destrutiva, não há o favorecimento de estímulos à saúde, ao bem-estar psico-físico, mas sim do incentivo à valorização das doenças.

A recuperação das patologias diminuem por haver ignorância quanto à ação benfazeja da mente saudável sobre os implementos celulares, estes que são os delicados mecanismos dos nervos, os quais agem nos sutis equipamentos cerebrais onde operam os neurônios. Estes sofrem, desta maneira as descargas vibratórias desequilibradas, e verdadeiros curtos circuitos são estabelecidos.

Diz o Espírito Joanna de Ângelis que "A conduta pessimista constitui vício grave do Espírito comprometido com a própria consciência". Torna-se necessária, como se percebe, uma mudança radical no estilo de comportamento mental. Um salto de um extremo a outro, do pessimismo para o otimismo.

A saúde física e mental se constitui num estado natural da vida, o que parece o contrário no nosso mundo, quando as enfermidades se alastram de forma impressionante e vão se mostrando como resultados de distúrbios morais que a alma invigilante e ignorante costuma insculpir nas delicadas organizações celulares, exigindo imediata reparação para que a doença não chegue a um estado irreversível.

Sem a higienização, a assepsia da mente, esta distonia que ocorre propicia a instalação das doenças de etiologias as mais variadas. Somente através da harmonização geral do seu campo energético o ser humano desfrutará saudavelmente da vida. Sem isto, a flora e a fauna microbiana se instalam e proliferam por encontrarem campo propício, ideal para suas operações destruidoras, as quais levam à produção das degenerações celulares.

O ser humano caminha, vai em frente, mesmo sem ter uma noção mais exata do fenômeno que o leva ao crescimento intelecto-moral, à plenitude, à sublimação.

Os degraus evolutivos são granjeados pelo esforço despendido na ação do Bem, o que faz com que o ser reconheça o seu auto-valor, que atinja outros patamares evolutivos e alcance, por fim, as cumeadas da evolução.

A vida, na sua essencialidade, é alicerçada em desafios permanentes, habituamo-nos a conceituar, sendo que nossos limites e dificuldades, que vão surgindo pelo caminho para serem vencidos, estão em nosso mundo íntimo, nos atavismos e reminiscências menos felizes, e não no mundo exterior. Transformam-se, assim, em excelentes aguilhões que nos projetam longe, fazendo com que descortinemos uma outra visão da existência na carne e fora dela, tudo isso graças às admiráveis dádivas recebidas de Deus para o nosso tentame finalista da Vida - a perfeição.

Se queremos complicar ainda mais o quadro de realizações enobrecedoras, comecemos por nos queixar e reclamar de tudo e de todos, e o pessimismo, tóxico letal de nossas nobres realizações, assumirá o papel de carrasco de nossos anelos superiores, vitimando-nos sem piedade.

As etapas da evolução são vencidas, pouco a pouco, ora trabalhando-se a nossa condição intelecto-moral, outras vezes vivenciando as experiências mais doridas, estas que mais nos fixam às preciosas lições da vida, de forma indelével, desta forma nos capacitando pata tentames mais auspiciosos e elevados.

Valiosos são os recursos em disponibilidade para o triunfo: otimismo, alegria de viver, bom humor, simpatia e confiança em Deus, em Sua providência e também na Espiritualidade Superior. Com estes trunfos morando em nosso mundo interior, haveremos de nos libertar dos atávicos pensamentos pessimistas, os quais precisam, devem ser abandonados em favor da auto-realização, da auto-plenificação..

terça-feira, 18 de outubro de 2011

A Turma do " Eu Avisei ".

No ambiente familiar, religioso ou profissional, certamente já convivemos com a Turma do Eu avisei.
È fácil identificá-los, pessimistas incorrigíveis tem sempre uma palavra de desânimo e de desencorajamento.
O profissional que julgando o patrão um explorador torce contra a própria empresa!
O cônjuge que sepulta os sonhos do outro com suas tendências negativas!
O religioso que procura entravar os ideais de seus companheiros de jornada!
Estes estão sempre a espreita, na espera de um insucesso para dar o ar da graça, quando isso acontece, afirmam vitoriosos: - Eu avisei, eu disse que não daria certo!
Para eles tudo é imensamente trabalhoso e doloroso.
A qualquer idéia nova sustentam inúmeras objeções!
Refratários as iniciativas e as mudanças, preferem sempre o acomodamento e a facilidade, julgam assim, estarem seguros quanto as intempéries da vida.
Ignoram que não estamos aqui por mero acidente biológico!
Certamente serão obrigados a mudar suas concepções pela marcha inexorável do progresso humano!
Entretanto, graças a bondade divina temos pessoas que rompem com a Turma do eu Avisei.
Empreendedores que com suas iniciativas trazem o progresso e as benfeitorias ao ser humano, certamente não dão ouvidos a essa Turma!
Voluntários de instituições filantrópicas que desenvolvem fantástico trabalho em prol do desenvolvimento humano ignoram essa Turma!
Idealistas que empregam seu tempo na busca de melhores condições de vida a seus semelhantes desafiam freqüentemente a Turma do Eu avisei!
Ao contrário do que alguns pensam não precisamos ser gênios ou criaturas angelicais para romper com essa turma.
Precisamos sim, de boa vontade!
Aliás você faz parte da Turma do Eu Avisei?


Artigo gentilmente cedido por Wellington Balbo
Baurú - SP