quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Separação da Alma do Corpo na Desencarnação

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Oração de São Francisco de Assis

Sonhos Mensagens da Alma

Prece de Cáritas

O Testamento

Contribuição do Irmão Márcio.

Um homem muito rico e avarento estava à beira da morte, agonizando. Ao sentir o apelo do éter metafísico, pediu papel e caneta, e escreveu com dificuldade o seguinte:

"Deixo meus bens a minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do padeiro nada dou aos pobres "

Como morreu antes de fazer a pontuação no texto, a quem deixava ele a fortuna?


Eram quatro os "concorrentes" a herdeiro, e, ao serem chamados, cada um fez o seguinte:

1º: A irmã ao chegar fez a seguinte pontuação no texto:

" Deixo meus bens a minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres. "


2º: O sobrinho chegou em seguida e pontuou assim o escrito do falecido:

" Deixo meus bens a minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres. "


3º: O padeiro pediu cópia do original e puxou a "brasa para a sardinha" dele:

" Deixo meus bens a minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres. "


4º: Finalmente, chegaram alguns sem-abrigo da região e um deles, bastante sabido, fez esta interpretação:

" Deixo meus bens a minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro? Nada! Dou aos pobres. "



MORAL DA HISTÓRIA:

ASSIM É A VIDA, PODE SER INTERPRETADA DE MUITAS MANEIRAS.

NÓS É QUE COLOCAMOS OS PONTOS E AS VIRGULAS, E ISSO É QUE FAZ TODA A DIFERENÇA.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

A Reencarnação de Peter Proud

Opinião de Emmanuel sobre o Carnaval

Emmanuel, Psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier

Nenhum espírito equilibrado em face do bom senso, que deve presidir a existência das criaturas, pode fazer apologia da loucura generalizada que adormece as consciências nas festas carnavalescas. É lamentável que na época atual, quando os conhecimentos novos felicitam a mentalidade humana, fornecendo-lhe a chave maravilhosa dos seus elevados destinos, descerrando-lhe as belezas e os objetivos sagrados da Vida, se verifiquem excessos dessa natureza entre as sociedades que se pavoneiam com os títulos de civilização.
Enquanto os trabalhos e as dores abençoadas, geralmente incompreendidas pelos homens, lhes burilam o caráter e os sentimentos, prodigalizando-lhes os benefícios inapreciáveis do progresso espiritual, a licenciosidade desses dias prejudiciais opera, nas almas indecisas e necessitadas do amparo moral dos outros espíritos mais esclarecidos, a revivescência de animalidades que só os longos aprendizados fazem desaparecer.
Há nesses momentos de indisciplina sentimental o largo acesso das forças das trevas nos corações e, às vezes, toda uma existência não basta para realizar os reparos precisos de uma hora de insânia e de esquecimento do dever.
É estranho que as administrações e elementos de governos colaborem para que se intensifique a longa série de lastimáveis desvios de espíritos fracos, cujo caráter ainda aguarda a toque miraculoso da dor para aprender as grandes verdades da vida.
Enquanto há miseráveis que estendem as mãos súplices, cheios de necessidades e de fome, sobram as fartas contribuições para que os salões se enfeitem e se acentue o olvido de obrigações sagradas por parte das almas cuja evolução depende do cumprimento austero dos deveres sociais e divinos.
Ação altamente meritória seria a de empregar todas as verbas consumidas em semelhantes festejos na assistência social aos necessitados de um pão e de um carinho. Ao lado dos mascarados da pseudo-alegria, passam os leprosos, os cegos, as crianças abandonadas, as mãos aflitas e sofredoras. Por que protelar essa ação necessária das forças conjuntas dos que se preucupam com os problemas nobres da vida, a fim de que se transforme o supérfluo na migalha abençoada de pão e de carinho que será a esperança dos que choram e sofrem? Que os nossos irmãos espíritas compreendam semelhantes objetivos de nossas despretenciosas opiniões, colaborando conosco, dentro de suas possibilidades, para que possamos reconstituir e reedificar os costumes para o bem de todas as almas.
É incontestável que a sociedade pode, com seu livre arbítrio coletivo, exibir superfluidades e luxos nababescos, mas, enquanto houver um mendigo abandonado junto de seu fastígio e de sua grandeza, ela só poderá fornecer com isso um eloquente atestado de sua miséria moral.

(Texto retirado do Boletim Informativo "A Voz do Caminho"

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Vidas no Além-Filme completo

Em Caso de Emergência, Saiba Como Fazer se a Vítima For Você Mesmo!

Digamos que,durante um horário qualquer do dia, vc está sozinho, depois de um dia bastante pesado no serviço. Não só porque trabalhou bastante, como também porque você teve uma discussão com seu chefe e não houve jeito de falê-lo entender seu ponto de vista.
Você está realmente aborrecido(quando era para estar, mantendo o controle emocional)e quanto mais pensa sobre o assunto, mais tenso você fica... De repente, você sente uma dor muito forte no peito, que se irradia pelo braço e sobe até o queixo e mal estar. Você está a uns 8 Km do hospital mais próximo e não tem certeza se vai conseguir chegar até lá... O que fazer?
Você fez um curso de primeiros socorros, mas não é que o instrutor esqueceu de explicar o que fazer quando a vítima é você mesmo??? Sem assistência, a pessoa cujo coração para de funcionar adequadamente, e que começa a sentir que vai desmaiar, tem apenas 10 segundos antes de perder a consciência! O que fazer para sobreviver quando estiver sozinho?
Resposta: Essas vítimas podem ajudar a si mesmo tossindo com força, repetidas vezes. Inspire antes de tossir e tussa profunda e prolongadamente, como quando está expelindo o catarro de dentro do peito. Repita a sequência inspirar/tossir a cada dois segundos, até que chegue algum auxílio ou até que o coração volte a funcionar normalmente e você procure socorro médico.
A inspiração profunda leva oxigênio aos Pulmões e a tosse contrai o coração e faz com que o sangue circule. A pressão da contração no coração também o ajuda a retomar o rítmo normal. Desse modo, uma vítima de um ataque cardíaco pode fazer uma ligação telefônica e, entre as inspirações pedir ajuda.
Entenda que qualquer que seja o resultado, mesmo se o coração voltar a funcionar normalmente, você deve procurar ajuda médica imediatamente.

Por Paulo Cisneiros, com adaptação de Antonio Carlos Laranjeira Miranda.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Aniversário do Centro Espírita Amor e Caridade - Carpina - PE

Queridos(as) Irmãos(ãs)!

Ontem, dia 15 de fevereiro, O Centro Espírita Amor e Caridade comemorou 66 anos de existência, com muito trabalho em favor dos necessitados, com um abrigo para idosos e tantas coisas Maravilhosas realizadas nessa maravilhosa casa de Oração como: Palestras,evangelização, tratamento a distância, tratamentos presenciais, tais como passes, cromoterapia, desobesessão,tratamentos médicos espirituais, orientações aos mais necessitados. Realiza sempre seminários com palestrantes de refência na Doutrina bem como possui uma biblioteca com um rico acervo de livros espíritas para as pessoas que não possuem condições de adquirir na livraria do mesmo, onde também são vendidos e revertido todo o arrecadado para trabalhos com pessoas e estituções carentes.
Neste dia 15 tivemos a brilhante presença da oradora Suely Werkalser onde nos presenteou com palavras de sabedoria abrangendo o tema: A Nova Era, encerrando sua palestra cantando uma linda canção a qual nos emocionou e encheu nossos corações de paz e harmonia.Todos da diretoria da casa estavam reunidos e juntamente com o público presente comemoraram cantando parabéns e degustando do bolo e refrigerante que fez parte do evento.

Por: Antonio Carlos laranjeira Miranda




sábado, 11 de fevereiro de 2012

Advento do Mundo de Regeneração

Richard Simonetti

Pinga Fogo*


1 - Como poderíamos definir a diferença entre Mundo de Provas e Expiações, estágio atual da Terra, e Mundo de Regeneração, o próximo estágio?

Mal comparando, diríamos que nos Mundos de Provas e Expiações o egoísmo predominante, resquício da animalidade primitiva, é o elemento gerador de todos os males. No Mundo de Regeneração, consciências despertas para esse problema estarão empenhadas em superá-lo.

2 - Então no Mundo de Regeneração ainda prevalece o mal?

Prevalece a consciência de que é preciso vencê-lo com o empenho do Bem. Equivale a dizer que o mal nesses planetas não tem receptividade nos corações e tende a desaparecer.

3 - Fala-se que a promoção de nosso planeta para Mundo de Regeneração ocorrerá neste milênio, provavelmente nos próximos séculos. Não estamos diante de um otimismo ingênuo, considerando os graves problemas humanos, envolvendo crimes, guerras, vícios, violência urbana, terrorismo, a evidenciar que a maldade ainda impera?

Há muita gente envolvida com o mal, por ignorância. Estes serão renovados no desdobramento de suas experiências, particularmente com a mestra dor, em reencarnações regeneradoras. O problema está naqueles que constituem uma minoria barulhenta, com o mal entranhado em seus corações. Esses serão expurgados, quando chegar a hora.

4 - Tipo Bin Laden?

Sim, todos aqueles que se comprazem com a violência, o vício, o crime, sem a mínima sensibilidade em relação aos males que causam, aos sofrimentos que impõem aos seus irmãos.

5 - Para onde irão os Espíritos degredados?

Provavelmente para Mundos Primitivos, em posição inferior à Terra, conforme a escala apresentada por Kardec, em O Evangelho segundo o Espiritismo.

6 - Isso não contraria o princípio doutrinário de que o Espírito pode estacionar, mas jamais retrograda?

Um homem civilizado condenado a viver entre aborígines não sofre nenhuma perda em relação à sua inteligência, cultura e conhecimentos, que, inclusive lhe serão úteis na nova situação, embora as limitações a que estará sujeito. O mesmo acontece com o Espírito degredado em planeta inferior.

7 - Não irá um Espírito intelectualmente evoluído, mas moralmente atrasado, causar embaraços aos habitantes desse mundo?

Não tanto quanto os benefícios que essa convivência ensejará. Os degredados estarão mais ou menos no mesmo estágio moral, mas superiores no estágio intelectual, favorecendo o progresso de seus hospedeiros, em cujo seio reencarnarão.

8 - E ficarão para sempre por lá?

Segundo Emmanuel, somos todos tutelados do Cristo, o governador espiritual de nosso planeta, compondo uma imensa família, de perto de vinte e cinco bilhões de Espíritos. Natural, portanto, que após superarem sua rebeldia e resgatarem seus débitos, ajustando-se às leis divinas, retornem os degredados ao convívio humano, o que poderá demandar milênios, mas forçosamente acontecerá. Como ensina Jesus, das ovelhas confiadas por Deus aos seus cuidados, nenhuma se perderá.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Erasto

Com o respeitável nome de Erasto, cujas comunicações traziam sempre o "cunho incontestável de profundeza e lógica", como disse o próprio Codificador, encontramos duas personalidades, em momentos diferentes da História da Humanidade.

A primeira, afirmativa do próprio Codificador, é de que ele seria discípulo de Paulo de Tarso (O livro dos médiuns, cap. V, item 98). A afirmativa tem procedência. Na segunda epístola a Timóteo, escrita quando prisioneiro em Roma, relata o Apóstolo dos Gentios: "Erasto ficou em Corinto." ( IV,20)

Segundo consta na epístola aos Romanos, na saudação final, este mesmo Erasto tinha cargo na cidade, pois se encontra no cap. 16, vers. 23: "Saúda-vos Erasto, tesoureiro da cidade".

Em Atos dos Apóstolos (XIX,22) lemos que Paulo enviou à Macedônia "...dois dos que lhe assistiam, Timóteo e Erasto..." , enquanto ele próprio, Paulo, permaneceu na Ásia. Interessante observar a proximidade dos dois discípulos de Paulo, pois em O Livro dos Médiuns, cap. XIX, encontramos longa mensagem assinada por ambos, a respeito do papel do médium nas comunicações (item 225). Juntos no século I da era cristã, juntos na tarefa da Codificação.

Ainda em O livro dos médiuns são de sua lavra os itens 98, cap. V, algumas respostas a perguntas constantes no item 99, itens 196 e 197 do cap. XVI, itens 230 do cap. XX, onde se encontra a célebre frase: "Melhor é repelir dez verdades do que admitir uma única falsidade, uma só teoria errônea." Finalmente, na comunicação de nº XXVII.

Em O Evangelho segundo o espiritismo, lê-se várias mensagens assinadas por Erasto. A primeira se encontra no cap. I, item 11, a segunda no cap. XX, item 4 e se intitula: Missão dos espíritas, trazendo a assinatura de Erasto, anjo da guarda do médium, aditando oportunamente o Codificador de que o médium seria o sr. d'Ambel.

As demais compõem os itens 9 (Caracteres do verdadeiro profeta) e 10 (Os falsos profetas da erraticidade), ambas datadas de 1862, sendo que na última é o próprio espírito que se identifica como "discípulo de São Paulo", o que igualmente faz no cap. I, item 11 de O evangelho segundo o espiritismo e cap. XXXI, nº XXVII de O livro dos médiuns.

A outra referência a esse espírito se encontra na Revista Espírita, ano de 1869, da Edicel, no índice Biobibliográfico, onde é apresentado como tendo sido Thomaz Liber, dito Erasto, médico, filósofo e teólogo alemão, nascido em 1524 e morrido em 1583. Foi professor de Medicina em Heidelberg e de Moral, em Basiléia.

No campo da Teologia, combateu o poder temporal da Igreja e se opôs à disciplina calvinista e à ordem presbiteriana. Sua posição lhe valeu uma excomunhão, sob suspeita de heresia, sendo reabilitado algum tempo depois.

Suas teorias tiveram muitos partidários, sobretudo na Inglaterra. Legou somas consideráveis aos estudantes pobres, sendo especialmente respeitado por seus gestos de benemerência.

De qualquer forma, o que resta incontestável, segundo Kardec, é que "...era um Espírito superior, que se revelou mediante comunicações de ordem elevadíssima..."(O livro dos médiuns, cap. XIX, item 225)

O que importa realmente é a tarefa desenvolvida à época de Paulo de Tarso e ao tempo de Kardec, por um espírito.

Encarnado, o seu grande trabalho pela divulgação das idéias nascentes do Cristianismo, em um ambiente quase sempre hostil. Desencarnado, ombreando com tantas outras entidades espirituais, apresentando elucidações precisas em favor da Codificação da Doutrina Espírita, respondendo a questões de vital importância para uma também doutrina nascente, a Terceira Revelação, o Consolador prometido por Jesus.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Palestrantes e Palestras

Warwick Mota

Sempre que se fala em reunião pública, pensamos logo em palestra, e por via de conseqüência imaginamos quem será o expositor e qual será o tema a ser apresentado no dia. É sempre motivo de expectativa, por parte do público assistente, o tema a ser abordado pelo palestrante.

A palestra espírita constitui-se nos dias atuais um dos grandes mecanismos de divulgação da Doutrina, principalmente para as pessoas que estão chegando pela primeira vez à Casa. A mensagem renovadora e esclarecedora que passa o expositor têm como objetivos principais, o despertar de consciências e a valorização de aspectos espirituais esquecidos que conduzem o homem a uma participação efetiva no processo evolutivo da humanidade.

Como sabemos, muitas pessoas buscam a Doutrina Espírita na certeza de que vão encontrar respostas concernentes para suas dúvidas e aflições, é aquela famosa frase, se não chegamos pelo amor, chegamos pela dor. Os conceitos impostos ao longo dos tempos pelas religiões ortodoxas trazem o questionamento pessoal de valores espirituais e levam pessoas a procurarem um argumento forte que satisfaça suas dúvidas.

Há um dito popular que diz que a primeira impressão é a que fica, e no caso o papel do expositor é de extrema importância para a transmissão de conceitos renovadores, a exposição balizada no evangelho de Jesus, nas obras básicas de Kardec, ou em obras de alto cunho doutrinário, como as de: Léon Dennis, Gabriel Delanne, André Luiz, Emmanuel, etc., realçam o caráter da pureza doutrinária, dirimindo dúvidas, e por extensão, trazendo esperança e conforto a corações aflitos.

Logicamente nós Espíritas sabemos que o papel das palestras não se resume simplesmente em esclarecer os encarnados, pois que há um envolvimento maior no contexto, e que essa dinâmica gira entre o plano físico e extrafísico; é aí que entram as nossas companhias espirituais. Cabe-se observar ainda, que quando nos acomodamos em um banco, de um salão de palestras, trazemos a nossa psicosfera pessoal alterada em função dos nossos problemas vividos ao longo do dia, e que as pessoas que nos cercam trazem problemas idênticos ou diferentes dos nossos, o que já envolve a psicosfera do ambiente.

Nós carregamos conosco nossas companhias espirituais, que nos acompanham ao Centro e se acomodam junto a nós, nos bancos do salão tendo participação efetiva na psicosfera do local. À medida em que o expositor desenvolve o assunto, acontece a mudança espiritual no ambiente, pois se modifica o teor das vibrações, através da uniformização dos pensamentos.

É justamente a figura do expositor que nos chama atenção. A falta de preparo e o pouco conhecimento da Doutrina podem trazer sérios problemas, a responsabilidade de quem assume a tribuna espírita é muito grande, pois os comprometimentos são muitos. A abordagem de forma pessoal, de assuntos que requerem conhecimento doutrinário, pode afastar para sempre aquele que chega pela primeira vez à Casa.

A ambição de alguns em subir a tribuna é no mínimo preocupante, pois o objetivo no caso não é levar o Espiritismo ao público, mas sim buscar o status de orador espírita. Para isso usam dos mais variados artifícios; esquecem que devem ter estilo próprio, e se preocupam em imitar grandes expositores, inclusive nos gestos, ou então, limitam-se em decorar longos trabalhos recheados de um vocabulário altamente prolixo, que logicamente vai prender o público mais no significado das palavras, do que na mensagem cristã.

A preparação do palestrante é de fundamental importância, a observação cuidadosa dos assuntos a serem abordados e o cuidado em citar Jesus e Kardec nas exposições, trazem com certeza a boa inspiração por parte da espiritualidade maior, e um melhor feedback com o público.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

O Concílio de Constantinopla - 553 D.C.-A Condenação da Reencarnação

Vivaldo J. de Araújo

Até meados do século VI, todo o Cristianismo aceitava a Reencarnação que a cultura religiosa oriental já proclamava, milênios antes da era cristã, como fato incontestável, norteador dos princípios da Justiça Divina, que sempre dá oportunidade ao homem para rever seus erros e recomeçar o trabalho de sua regeneração, em nova existência.

Aconteceu, porém, que o segundo Concílio de Constantinopla, atual Istambul, na Turquia, em decisão política, para atender exigências do Império Bizantino, resolveu abolir tal convicção, cientificamente justificada, substituindo-a pela ressurreição, que contraria todos os princípios da ciência, pois admite a volta do ser, por ocasião de um suposto juízo final, no mesmo corpo já desintegrado em todos os seus elementos constitutivos.

É que Teodora, esposa do famoso Imperador Justiniano, escravocrata desumana e muito preconceituosa, temia retornar ao mundo, na pele de uma escrava negra e, por isso, desencadeou uma forte pressão sobre o papa da época, Virgílio, que subira ao poder através da criminosa intervenção do general Belisário, para quem os desejos de Teodora eram lei.

E assim, o Concílio realizado em Constantinopla, no ano de 553 D.C, resolveu rejeitar todo o pensamento de Orígenes de Alexandria, um dos maiores Teólogos que a Humanidade tem conhecimento. As decisões do Concílio condenaram, inclusive, a reencarnação admitida pelo próprio Cristo, em várias passagens do Evangelho, sobretudo quando identificou em João Batista o Espírito do profeta Elias, falecido séculos antes, e que deveria voltar como precursor do Messias ( Mateus 11:14 e Malaquias 4:5 ).

Agindo dessa maneira, como se fosse soberana em suas decisões, a assembléia dos bispos, reunidos no Segundo Concílio de Constantinopla, houve por bem afirmar que reencarnação não existe, tal como aconteceu na reunião dos vaga-lumes, conforme narração do ilustre filósofo e pensador cristão, Huberto Rohden, em seu livro " Alegorias ", segundo a qual, os pirilampos aclamaram a seguinte sentença, ditada por seu Chefe D. Sapiêncio, em suntuoso trono dentro da mata, na calada da noite: " Não há nada mais luminoso que nossos faróis, por isso não passa de mentira essa história da existência do Sol, inventada pelos que pretendem diminuir o nosso valor fosforescente ".

E os vaga-lumes dizendo amém, amém, ao supremo chefe, continuaram a vagar nas trevas, com suas luzinhas mortiças e talvez pensando - " se havia a tal coisa chamada Sol, deve agora ter morrido ". É o que deve ter acontecido com Teodora: ao invés de fazer sua reforma íntima e praticar o bem para merecer um melhor destino no futuro, preferiu continuar na ilusão de se poder fugir da verdade, só porque esta fora contestada pelos deuses do Olimpo, reunidos em majestoso conclave.

Caridade Integral

José Marcelo G. Coelho

À questão 893, de O Livro dos Espíritos, Kardec indagava aos luminares espirituais qual seria a mais meritória das virtudes; ao que os espíritos responderam ser aquela que nasce da maisdesinteressada caridade.

Habitualmente, quando falamos em caridade, pensamos em assistência material, muito embora não seja somente esse o seu significado, como veremos. E ao falarmos em caridade material, lembramo-nos de sua mais elementar manifestação, que é a esmola, que, a propósito, foi alvo da questão 888, daquela mesma obra, em que Kardec assim questionava:
Que se deve pensar da esmola?
“Condenando-se a pedir esmola, o homem se degrada física e moralmente: embrutece-se. Uma sociedade que se baseie na lei de Deus e na justiça deve prover a vida do fraco, sem que haja para ele humilhação. Deve assegurar a existência dos que não podem trabalhar, sem lhes deixar a vida à mercê do acaso e da boa-vontade de alguns.”

Diante de tão incisiva resposta, o Codificador acrescentava (888-a):

Dar-se-á reproveis a esmola?
“Não; o que merece reprovação não é a esmola, mas a maneira por que habitualmente é dada. O homem de bem, que compreende a caridade de acordo com Jesus, vai ao encontro do desgraçado, sem esperar que este lhe estenda a mão.


E complementam:


“... Nem sempre o mais necessitado é o que pede. O temor de uma humilhação detém o verdadeiro pobre, que muita vez sofre sem se queixar. A esse é que o homem verdadeiramente humano sabe ir procurar, sem ostentação”.

Uma vez, então, indo ao encontro daquele que necessita “sem que haja para ele humilhação”, por que meio podemos avaliar se estamos de fato praticando uma caridade satisfatória?

Na passagem evangélica intitulada “A oferta da viúva pobre” (Mc 12: 41 a 44), já exaustivamente estudada, Jesus nos demonstrou que a importância da caridade material não se avalia pela quantia que se dá, mas, sim, pelo sentimento de desprendimento com que se dá — pode-se dar muito ou pouco, com muito ou pouco amor.

Entretanto, importa ressaltar que a distribuição indiscriminada de recursos nem sempre resulta na prática da caridade responsável.

A esse respeito, Kardec, à questão 896, também da primeira obra basilar, indagava:
“Há pessoas desinteressadas, mas sem discernimento, que prodigalizam seus haveres sem utilidade real, por lhes não saberem dar emprego criterioso. Têm algum merecimento essas pessoas?”

Tendo obtido a seguinte elucidação:
“Têm o do desinteresse, porém não o do bem que poderiam fazer. O desinteresse é uma virtude, mas a prodigalidade irrefletida constitui sempre, pelo menos, falta de juízo. A riqueza, assim como não é dada a uns para ser aferrolhada num cofre forte, também não o é a outros para ser dispersada ao vento. Representa um depósito de que uns e outros terão de prestar contas, porque terão de responder por todo o bem que podiam fazer e não fizeram, por todas as lágrimas que podiam ter estancado com o dinheiro que deram aos que dele não precisavam.”

Por extensão de raciocínio, se, em sã consciência, entregarmos certo recurso financeiro nas mãos de quem dele se utilizará de maneira irresponsável, para alimentar vícios ou excessos de qualquer ordem, certamente estaremos contribuindo para a queda de alguém; e contribuir para a queda de alguém jamais será considerado um ato de caridade.

Por outro lado, sem reduzir em momento algum a importância da caridade material, os Espíritos, à questão 886, novamente da primeira obra básica, nos afirmam, peremptoriamente, que o verdadeiro sentido da palavra caridade, como a entendia Jesus, se traduz por “benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições alheias e perdão das ofensas”. Eis aí a caridade moral, que também deve ser exercida sempre que possível, mas, também, mediante certas precauções.

Oportunamente, recordamo-nos de um episódio relatado pelo Espírito André Luiz, no capítulo 31, de sua obra intitulada Nosso Lar, psicografada por Chico Xavier, em que a questão da responsabilidade no exercício da caridade nos foi exemplificada de modo bastante significativo.

Encontravam-se André Luiz e Narcisa em Nosso Lar, quando uma figura de mulher se aproxima de um dos acessos daquela colônia implorando por socorro, em lamentável condição espiritual. Imediatamente o Vigilante-Chefe é convocado, e, ao examinar atentamente a recém-chegada das regiões umbralinas, afirma que, naquele momento, a triste criatura não poderia receber o socorro desejado. Confessando-se escandalizado, como muito provavelmente nós mesmos nos mostraríamos, André Luiz indaga se não seria faltar aos deveres cristãos abandonar aquela sofredora à própria sorte; ao que o responsável pela segurança aduz que assim agira por haver detectado cinqüenta e oito pontos escuros que maculavam o perispírito daquela entidade, e que correspondiam a exatamente cinqüenta e oito crianças por ela assassinadas ao nascerem, umas por golpes esmagadores, outras por asfixia.

Ao ser cientificada sobre o motivo que lhe impedia a entrada, a desafortunada criatura, antes aparentemente humilde, toma-se de cólera, passando a dirigir palavras extremamente agressivas ao seu interlocutor, demonstrando o seu verdadeiro estado de espírito.

Dando curso à valiosa lição, o Vigilante-Chefe afirma que, caso a infeliz entidade lograsse acesso àquela paragem de refazimento, certamente levaria extrema desarmonia a todos quantos ali se encontravam. E concluiu asseverando: “...a infeliz será atendida alhures pela Bondade Divina, mas, por princípio de caridade legítima, na posição em que me encontro, não lhe poderia abrir nossas portas.” (grifei)

Percebemos, pelo exposto, que, muitas vezes, a caridade se cumpre de maneira efetiva quando dizemos não, pois que, assim, estaremos propiciando àquele que erra, uma oportunidade para que, através do tempo e do esforço íntimo, possa avaliar toda a amplitude das conseqüências de seus atos.

A realidade é que a vida nos acena constantemente com as mais variadas possibilidades de atuação no campo da caridade.

Assim, ela estará presente no amparo material, através do pão que alimenta; da água que mata a sede; do abrigo que acolhe; do agasalho que ameniza o frio ou do recurso financeiro que suaviza a penúria—é a caridade material.

Senti-la-emos sendo elaborada na intimidade do ser, através das ondas mentais que emitirmos sob a forma do perdão silencioso que enobrece; da prece íntima que revigora ou do amor verdadeiro que liberta; são atitudes mentais salutares que, em primeiro lugar, nos favorecem, e, lançadas no espaço, certamente beneficiarão todos a quem se dirijam, encarnados ou desencarnados - é a caridade mental.

Far-se-á vibrante através das palavras que enunciemos; muitas são as tragédias íntimas e coletivas que a cada dia podemos evitar pela palavra que, quando sábia, orienta e edifica; quando suave, sufoca o pranto; quando indulgente, atenua a culpa; quando consoladora, dissipa o sofrimento; quando plena de amor, rompe o ódio ou quando em forma de oração, nos aproxima de Deus - é a caridade verbal.

Mas se pela palavra somos caridosos, também o podemos ser quando silenciamos ante uma ofensa desatada pelo desequilíbrio ou emudecemos para ouvir um desabafo de quem por tantas vezes não encontrou quem o fizesse - é a caridade passiva.

E, por estarmos encarnados, nosso corpo também se servirá à fraternidade, através do amplexo comovido que transfunde energia; do afago paternal que envolve uma criança; de um beijo carinhoso que aproxima as almas ou de um simples aperto de mão que faz brotar o sorriso num rosto antes amargurado - é a caridade gestual.

E se Deus nos concedeu, em qualquer grau ou modalidade, a ferramenta da mediunidade, como recurso precioso de auxílio a encarnados e desencarnados, estaremos aptos a praticar a solidariedade através das faculdades mediúnicas de que dispusermos - é a caridade mediúnica.

Só nos resta, então, porfiar nos caminhos que nos levam à eliminação lenta e gradual do orgulho e do egoísmo, o que somente se fará possível através da prática da caridade, em suas múltiplas e divinas manifestações, pois que, fora dela, conforme estatui a máxima eternizada pelo Espiritismo, não há salvação; salvação essa que representa para nós, espíritas, a inevitável purificação espiritual — única finalidade de nossas sucessivas existências.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Vamos Olhar Melhor Nossos Filhos

Prezados Irmãos(ãs)

Fazendo uma abordagem no nosso planeta, nos vem a preocupação com a educação dos pais(Educação Doméstica) que é dada aos filhos. Atualmente vemos pais mais preocupados em ganhar o vil metal que corrompe sentimentos, do que a educação dada a seus filhos, na maioria da vezes entregue as escolas, onde vem o conflito dos adolencentes devido a atitudes omissas dos pais.
O que está acontecendo no nosso mundo? Está acontecendo o que era previsto,o compromisso dos pais em educar esses espíritos reencarnates, que estão recebendo sua última oportunidade de permanecer no planeta terra, mas esses pais estão fugindo dos seus compromissos de educar, acarretando vícios, homicídios e uma série de barbaridades que vem a chocar a população.
Não é de se estranhar os acontecimentos nefastos que são noticias(dá ibope)na imprensa escrita, falada e televisiva, onde perguntamos muitas vezes: em que mundo estamos? Isso é o fim do mundo. Nada disso meus queridos irmãos(ãs) é apenas reflexo da falta de orientação dos pais para com seus filhos, pois muitas vezes chegam em casa e o filho diz: Pai quero falar com o senhor!Mãe quero falar com a Senhora e ela diz: depois da novela, mais tarde conversamos, deixe eu ver o noticiário e mais um dia se encerra e nada de diálogo.
Estamos em uma fase de transição, a resposabilidade por cometer atos irresponsáveis não é só do filho e sim também dos pais, que não dispõe de tempo para atender os apelos do meu amado.
É mais fácil fazer o gosto dos filhos com presentes e outras coisas que o agradam, do que educar.Mas, lembrem-se:Ensina-me hoje para eu não te fazer chorar amanhã!
Diante de tal fato vem o agravante da educação no Brasil, não levar em conta a formação do homem integral, uma vez que se precocupa com a minoria que é manipulada feito robô para que participe de competições injustas com outras classes sociais, o que vem agravar a situação atual.
Vamos a luta,vamos chegar junto de nosso filho e procurar saber um pouco dele, dá apôio e mostrar que em todos os momentos da sua vida vai estar junto deles seja qual for a dificuldade, basta esse mesmos pais dá exemplo de disciplina e amor a vida que já é um grande passo.
Muita paz em Cristo!

Por; Antonio Carlos Laranjeira Miranda