terça-feira, 2 de março de 2010

O Esclarecimento Ainda Chegou a Tempo


Na sessão pública de 14 de agosto de 1983, do Centro Espírita “Amor ao Próximo”, já iniciávamos diálogo doutrinário, quando a médium Vera Cândida Tavares, secretária do Centro, nos entregou uma mensagem psicografada que acabava de receber. Um Espírito nos solicitava que falasse sobre o suicídio, pois as nossas palavras teriam “endereço certo”, visto como ali se encontrava alguém que projetava desertar da vida.

Ressaltamos a inutilidade do gesto: matar-se e continuar vivo! Explicamos que o trânsfuga, no Mundo Espiritual, revive a agonia da morte, tendo diante de si permanentemente a cena e as dores do suicídio até que se esgote o tempo predeterminado que lhe restaria de permanência na carne. Outras vezes, fica ligado ao corpo sepultado, lúcido, sentindo as emanações horrendas da sua própria decomposição cadavérica e percebendo os ratos e vermes se banquetearem com suas vísceras! Quer fugir e não consegue se mover! Quer gritar e não pode! E o martírio ainda é mais cruel, porque traz a sensação de que aquele sofrimento não terminará nunca!

No dia seguinte, a professora Maria das Graças Pinho, diretora e instrutora do “Amor ao Próximo”, receber um telefonema. Era uma senhora confessando que, na véspera estivera em nosso Centro, como despedida, pois pretendia suicidar-se no outro dia. Face à nossa explanação, arrependera-se. Agora, lhe solicitava urgentemente, ajuda para superar seus angustiantes problemas.

Aos que pensam ser o suicídio uma saída para as suas vicissitudes, advertimos mais uma vez: Não há morte! Viveremos para sempre! Destrói-se o corpo físico, mas não se destrói o Espírito! Todo delito clama por resgate! Toda a lágrima redime e lava!