segunda-feira, 5 de setembro de 2011

O Suicídio não Vale a Pena!

Queridos Irmãos!

Nós Espíritas temos a consciência das consequências do aniquilamento da própria vida, o que representa um ato de covardia, onde rejeitamos uma oportunidade de evolução que o Senhor nos proporciona e muito de nós em ato impensado cometemos tal atitude, que nos leva a longo sofrimento até que possamos compreender e cumprir o nosso tempo que deveríamos ter ficado encarnado, gerando sequelas para o perispírito em futuras encarnações. O Maior sofrimento aqui na terra é o menor no vale dos suicidas. Orai e Vigiai. Disse Jesus.
A seguir postarei um capítulo do livro Bioética do grande Médico Cearense Francisco Cajazeiras, escritor e expositor espírita, o qual recomendo seus livros, onde tem um linguajar fácil de compreender e muito a aprender.
Abraços fraternos, Antonio Carlos Laranjeira Miranda.

Bioética
Francisco Cajazeiras
Uma Contribuição Espírita.

SUICÍDIO NÃO RESOLVE

A cada dia vê-se aumentar o número de suicídios.O problema existe em todos os recantos do mundo, nas mais diversas classes sociais. O Fato é que a vida conteporânea com seus desafios, com a solidão em meio à multidão, com o medo do próprio semelhante, com a competividade desumana, com o predomínio do materialismo, especialmente nos centros urbanos onde o homem dilata sua capacidade intelectual, mas ignora sua condição espíritual, esta vida contemporânea age como má conselheira ao homem que sofre.
As estatísticas indicam que, a cada minuto que passa, pelo menos uma pessoa comete suicídio em nosso planeta, o que nos fornece a vultosa cifra dos quinhentos mil suicídios anuais no mundo. E isso baseado nos dados de registro. Se levarmos em conta, porém, que nos países do Terceiro mundo as estatísticas costumam estar muito defasadas e, ainda, os inúmeros casos de suicídios que são interpretados como acidentes, mortes naturais ou homicídios, será possível aquilatar-se a dimensão do problema.
Podemos afirmar mesmo que os suicídios constitui-se em uma verdadeira endemia a subjulgar o nosso planeta.

O SUICÍDA

O suicida pode ser encontrado em todas as faixas etáriase, embora isso possa parecer inacreditável para muitas pessoas, até as crianças se suicidam. E o fazem muito mais do que conseguimos identificar! Muitos dos casos de acidentes envovendo crianças-atropelamentos, quedas,acidentes com fogo- têm sua origem em uma determinação da criança de pôr fim à sua própria existência.
No entanto estatísticamente, os suicídios acontecem principalmente em pessoas do sexo masculino e de maior faixa etária, beirando a terceira idade. Por outro lado, predomina um maior índice de tentativas de suicídio entre as mulheres jovens.
Os homens costumam praticar o suicídio silenciosamente, sem que ninguém saiba das suas intenções, causando comumente supresa aos seus familiares e amigos.
As mulheres jovens que tentam o suicídio, por outro lado, costumam ameaçar com frequência, até que um dia consumam a sua ameaça, apesar de, com alguma frequência, não chegarem a pedir ajuda, como era de se esperar nesses casos, após a consumação do seu ato.
As tentativas de suicídio são, no mais das vezes, uma tentativa sim de chamar a atenção sobre si mesmo, de alertar sobre a sua dor e fragilidade. Mas é bom que se entenda que as lesões acontecem com gravidade em cerca de 20% dos casos e que 40% reincidem na tentativa de suicídio.

AS CAUSAS:

As razões que levam um ser humano ao suicídio são múltiplas, mas podemos, em uma tentativa de melhor compreendê-las, dividi-las em:

a)CAUSAS DIRETAS

-OCIOSIDADE-uma vida vazia, sem objetivos, sem trabalho(seja de que tipo for), torna-se monótona e pode contribuir nos Espíritos mais fracos para a quebra da monotonia no ato suicida.

-FALTA DE FÉ-a descrença na vida futura para aquele que sofre e não vislumbra uma possibilidade de desvencilhar-se do seu sofrimento, termina por levá-lo ao ato suicida como o melhor meio de sustar as suas dores, já que nada mais lhe resta esperar.

-INFLUÊNCIA DA SOCIEDADE

-EGOÍSMO-as lutas que são travadas para fazer prevalecer a si mesmo e às suas idéias, bem como uma desconsideração recíproca, pela busca irrefreável de satisfação e vitórias pessoais.O egoísmo fatalmente alija do páreo os que se apresentarem menos capazes em certas áreas, que por orgulho recorrem ao auto-aniquilamento.

-MATERIALISMO

-COMPETIÇÃO MÓRBIDA
De onde vem o desgoso pela vida?
-Efeito da ociosidde, da falta de fé e da sociedade.

-INFLUÊNCIA DE AÇÕES EM VIDAS PRETÉRITAS-muitas vezes o Espírito já vivenciou experiências dolorosas no passado reencarnatório que o fez buscar no suicídio a solução.Essas vivências poderão aflorar e a pretensa solução também.

b)CAUSAS INDIRETAS

-OBSESSÃO-a influência dos Espíritos sobre esses é indiscutível.Ela pode acontecer sutilmente, na forma de obsessão simples ou em casos graves de subjugação em que o paciente tem a sua vontade completamente dominada pelo Espírito obsessor.

-LOUCURA-situação em que o Espírito não consegue manifestar a sua vontade sobre o corpo, por defeitos na maquinaria ou mesmo quando há um transtorno mental inclusive do Espírito, frequentemente pelas ações indevidas de vidas pretéritas.

*A PROPAGAÇÃO DAS IDÉIAS MATERIALISTAS É O VENENO QUE INOCULA EM MUITOS A IDÉIA DO SUICÍDIO.


MOTIVOS ALEGADOS:

Os suicidas ou os que tentaram o suicídio constumam aventar alguns motivos que o levaram ao ato de rebeldia ante as leis Divinas.
Inicialmente a busca do nada. O ser queria fugir de tudo, buscava a nadificação propalada pelos materialistas e frustam-se intensamente ao verem "VIVOS"
ainda e com os sofrimentos dilatados.
As dores físicas ou morais são muito frequentemente o motivo daquela busca do nada. Não há como negar que as dores provocam situações aflitivas, mas o homem, pelo seu imediatismo e pela visão material da vida, amplia o seu quadro doloroso com o desespero, o que não ocorreria se entendesse que a vida física é passageira e que a vida do espírito é imortal.
Há Espíritos que pretendem esconder suas intenções, tornando útil a sua morte, tentando com um pseudo-altruísmo a liberação de sua culpa diante das Leis Divinas. Enganam-se a si mesmos, mas não ao Tribunal da Consciência, após a desencarnação.
Outras vezes, inconformados com a partida de familiares e amigos queridos, optam alguns por buscá-los no além, imaginando encontrá-los logo. Outro engano! A mudança vibratória unicamente os distancia do seu objetivo, prolongando mais ainda o tempo de reencontro e, consequentemente, a sua saudade.

TIPOS DE SUICÍDIOS

Podemos classificar os suicídios:

a) Quanto ao método utilizado:

-DIRETO-quando a pessoa utiliza-se de meio químico, físico ou mecânico com o fim determinado de matar-se.

-INDIRETO-quando a pessoa coloca-se em situação que a predispõe à desencarnação, seja por imprevidência, por fraqueza moral ou voluntariamente.

b) Quanto à vontade suicida:

-CONSCIENTES(VOLUNTÁRIOS)-nesses casos a pessoa está decidida a suicidar-se. Há a intenção de matar-se

-INCONSCIENTES-quando a intenção primária não é a de pôr fim a própria vida, mas vivenciar determinadas práticas, a despeito do reconhecimento da sua ação danosa sobre o organismo. Fumar, beber alcoólicos, usar tóxicos, dentre outros vícios, são formas indiretas e insconscientes de suicídio. É obvio que a medida que a pessoa vai entendendo mais profundamente os males causados pela sua ação, diminui a inconsciência e passa a ter maior responsabilidade pelo ato suicida.

REPERCUSSÕES DO SUICÍDIO

Podemos caracterizar as repercussões do ato suicida em mediatas, aquelas que se fazem no período logo após a morte do corpo, e tardias, as que se manifestam decorrido maior tempo e, inclusive e, inclusive em uma próxima reencarnação.

REPERCUSSÕES MEDIATAS

Nas mortes violentas, por suicídio, o Espírito é supreendido, espanta-se, não acredita estar morto, sustenta teimosamente que não morreu.
Sabemos que o processo morte\desencarnação determina um estado de desequilíbrio e perturbação anímicos, variável em função da evolução do Espírito desencarnante, da sua forma de vida e do seu tipo de morte. Nos casos de suicídio, existe uma intensificação desse estado e um aumento de sua duração. Além disso, o Espírito passa a experimentar sofrimentos inenarráveis, consistindo basicamente de um:
a)Monoideísmo suicida- o Espírito suicida, com frequência, passa a ver repetir-se o ao final, em sua tela mental, com repercussão inclusive do tipo "sensorial". Assim, por exemplo, os que aplicaram um balaço na cabeça vêem repetirem-se a cena e as impressões do impacto do projétil sobre o crânio ósseo; outros que se jogaram sob um trem revivem todo o drama do choque causado no corpo somático pelo veículo que lhe desestruturou.
Nos casos de suicídio após homicídio, há um agravamento desse estado de sofrimento, como descrevem os próprios protagonistas dessas tragédias, em comunicações mediúnicas.

b)Ligação ao corpo em decomposição- a desencarnação é um processo contínuo que se demora, mais ou menos,de acordo com os parâmetros apontados como responsáveis pelo estado de pertubação post mortem. Assim sendo, é frequente, em maior ou menor escala, aos Espíritos suicidas, a ligação com o corpo exterminado, inclusive acompanhando-lhe a decomposição e mesmo a ação da fauna cadavérica sobre este. Isto se deve aos fortes vínculos fluídicos que ainda prendem o suicida aos seus despojos, haja vista o seu desprezo pela vitalidade que ainda lhe restava, ofertada pelo Criador para exercício da vida biológica.
*A afinidade que persiste, em alguns indivíduos, entre a alma e o corpo é às vezes muito penosa porque o Espírito pode experimentar os horrores da decomposição.

c)Sintonia com Entidades Sofredoras- os Espíritos suicidas descrevem muito frequentemente a sua circunscrição em regiões de intensos sofrimentos, na companhia de outros espíritos suicídas, que se deblateram na dor e na revolta e se deixam dominar por esta situação, de tal sorte, que nem mesmo uma prece é comum ouvir-se entre eles, exceto após um longo tempo, quando se lhe amainam as vibrações deletérias pelas vivências dolorosas e pelo desfazerem-se das suas resistências e revoltas.
Como se não bastasse tamanho sofrimento, esses Espíritos ainda se encontram expostos à crueldade e perversidade de Espíritos descompromissados com o Bem, que se aproveitam de sua incapacidade de defesa, seja por encontrarem-se sem ação pela dor e pela humilhação, seja pelos débitos que acumularam com o ato suicida nivelando-os, em sintonia, a estes últimos.

REPERCUSSÕES TARDIAS

No entanto, mesmo após a liberação do suicida desse primeiro estágio, e embora o amparo dos Espíritos amigos e obreiros do Bem, que o encaminham a um hospital do plano espiritual, ele ainda sofre as repercurssões de seu ato de revolta perante a Lei Divina. Assim, é possível reportar-se a um conjunto de perturbações tardias:

a) Complexo de Culpa- a despeito de melhorado o estado monoidéico do ato suicida, ele ainda persiste na forma de forte complexo de culpa, que, apesar de pulsar em menor escala, ainda traz à baila mental os fatos que determinaram a desastrosa desencarnação.

b)Repercussões em Nova Reencarnação- as dissonâncias vibratórias perispirituais persistem e se transfere para o novo corpo, em sua gênese, por ocasião da reencarnação. Assim, na rzão direta da culpa e das estruturas atingidas, podem-se formar órgãos ou sistemas orgânicos frágeis e potencialmente enfermiços, senão cronicamente doentes e até mesmo estados funcionais alterados ou malformações congênitas ou predisposição para determinadas patologias como cânceres, diabetes, psicopatologias, etc.

PROFILAXIA

Diante de tanto sofrimento e da constatação da endemicidade com picos mesmo de epidemicidade em algumas regiões, além do conhecimento das causas que determinam o autocídio, intrinsecas e extrínsecas ao suicida, vê-se a importância de se realizar um trabalho que vise reduzir os índices desse mal em nossa sociedade.
O Espiritismo, pelas explicações que nos traz sobre o porquê da dor e do sofrimento no mundo, bem como pelas provas da imortalidade que fornece, representa um dos mais fortes antídotos à idéia suicida.
Enquanto o materialismo nada oferece, além do gozo fácil e fugidio das atividades materiais, sugerindo indiscutivelmente ao que sofre sem perspectivas do seu mal, como única saída, o suicídio; o Espiritismo, pela forte consolação que oferece ao paciente e pelas amplas perspectivas futuras que oferece aos que bem souberem resistir às intempéries do mundo, constitui-se em uma âncora ao que fraqueja, promovendo-o e fortalecedo-o pela fé raciocinada que proporciona.
A calma e a resignação adquiridas na maneira de encarar a vida terrena e a fé no futuro dão ao Espírito uma serenidade que é o melhor preservativo da loucura e do suicídio.
Destarte, podemos apontar como profiláticos eficazes ao suicídio:
a) A fé raciocinada
b) O conhecimento sobre a vida e sobre a morte.
c) A firme disposição para encarar as dificuldades da vida.

Sejamos nós os grandes semeadores da mensagem Espírita no mundo e, tenhamos a certeza, estaremos colaborando para a extinção, dentre outros males do mundo, também do suicídio.