sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Entrevista com Richard Simonetti - Divulgação do espiritismo

CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo

Entrevista Virtual
Entrevistado(a): Richard Simonetti

Tema: Divulgação do Espiritismo
Num. Questões: 30
Nota: O conteúdo das respostas é de inteira responsabilidade do autor,
Cabendo ao CVDEE o papel de divulgação e incentivo ao estudo da Doutrina Espírita.


--- Questão nº 01

Como falar sobre o Espiritismo para uma pessoa que desconhece a respeito, é
materialista, e de acordo com suas palavras "acha que tem um espírito mas
não está convencido". Como proceder?

Resposta: Kardec recomendava que não nos preocupemos com quem está
despreocupado.
Se a pessoa sente-se satisfeita na sua crença ou descrença, tudo bem.
Pensemos
numa iniciação a partir do momento em que experimentar o "estalo", desejosa
de
resolver os porquês da existência humana, como só o Espiritismo é capaz.
Quanto
ao nosso amigo, falta-lhe "espírito", ou não teria dúvida de que é um
Espírito.
Talvez se convença, lendo nosso livro - O Livro dos Espíritos.

--- Questão nº 02

Na maioria das vezes, as pessoas procuram os centros na certeza de
encontrar
curas e soluções para seus problemas: sabemos que a intenção dos centros
espiritas está na divulgação da doutrina através da evangelização e de
palestras públicas! Como divulgar os Centros e como saber os que realmente
estão fazendo este tipo trabalho, com consciência, amor e caridade,
desmistificando a questão da "consulta mediúnica"?

Resposta: O problema maior do Centro Espírita é o despreparo de dirigentes.
Têm boa vontade, mas falta-lhes a cultura doutrinária. Fazem um Espiritismo "a
Moda da casa", em que o fenômeno mediúnico é cultivado como recurso para atrair
as pessoas. Daí a "consulta". A mudança desse quadro ocorre quando a direção
da casa espírita institui cursos, seminários, palestras... É preciso arejar o
Centro, nesse particular. Segundo a orientação de O Livro dos Médiuns,
devemos evitar reuniões mediúnicas públicas, o que implica em suspender a consulta
aos Espíritos, substituindo-a pela entrevista fraterna, em que companheiros
treinados recebem os consulentes, orientando-os e encaminhando-os aos
serviços de assistência espiritual, às reuniões públicas, aos cursos de
Espiritismo.

--- Questão nº 03
O que o Sr. acha da influência pessoal do comunicador na Divulgação do
Espiritismo?

Resposta: Escritores, palestrantes, monitores, instrutores, todos os que se
envolvem com essa área de comunicação, são importantes na divulgação da
Doutrina. Problema, idêntico ao relacionado com o Centro Espírita, é a
falta de cuidado do comunicador, que não se prepara devidamente. É preciso muito
estudo, muito empenho, para que se fale ou escreva algo de sugestivo, atraente, e
produtivo, sem soníferos.

--- Questão nº 04

Resido numa cidade no interior do Goiás onde o preconceito contra a
Doutrina Espírita é muito grande devido a cidade ser constituída numa grande maioria
de evangélicos. Com o intuito de divulgar o Espiritismo, resolvi realizar
palestras utilizando o auditório de um colégio e para isso, ponho algumas
faixas na cidade anunciando que em tal dia realizaremos uma palestra sobre
tal assunto, bem como colo alguns panfletos na cidade. Gostaria de saber se é
válido este tipo de divulgação.

Resposta: Quando nos propomos a programar uma palestra, há uma iniciativa
fundamental para que tenhamos sucesso: divulgar. Se queremos que as pessoas
compareçam é preciso informá-las sobre o expositor, indicar endereço, dia horário local... faixas, anúncios em jornais, rádios, televisão, panfletos, cartazes, avisos nos centros espíritas, tudo é válido e necessário. Em algumas cidades usa-se até o carro de som, com notáveis resultados. Certa feita falei sobre a morte numa pequena cidade do interior de S.Paulo. O tema é atraente. Não obstante, cidade pequena, eu esperava um público de no máximo 200
pessoas. Fiquei pasmo ao constatar que havia perto de mil no local, um clube recreativo.
Fiquei sabendo que a palestra fora divulgada por um serviço de som. Muito
bom,
Talvez, nossos irmãos evangélicos não fiquem felizes com essas iniciativas,
Mas o resultado é ótimo. Aleluia!

--- Questão nº 05

Por que o Espiritismo sofre ainda tantas restrições por parte da Imprensa?
Quais seriam os critérios para promover uma maior divulgação da doutrina
Espírita? Como eu poderia colaborar sendo jornalista?

Resposta: Normalmente, nos grandes veículos de comunicação as restrições
envolvem todas as religiões, não por preconceito ou coisa semelhante, mas por mera questão financeira. Não se faz nada de graça. Evangélicos e católicos, com maior poder econômico, patrocinam programas. Por isso aparecem mais.
Precisamos nos organizar nesse sentido, motivando a comunidade espírita para que colabore
e possamos ter nossos próprios programas e, quem sabe, um canal de televisão.
Como jornalista você poderá colaborar buscando abrir espaço junto à mídia para a Doutrina. Uma coluna num jornal, alguns minutos numa emissora de rádio ou TV, uma entrevista com orador conhecido, reportagem sobre trabalho assistencial espírita, são algumas das muitas iniciativas que poderá desenvolver em sua atividade profissional.

--- Questão nº 6

Ao meu ver um problema que impede de alguma forma a divulgação da Doutrina Espírita, é a sua associação com outros segmentos religiosos espiritualistas. A
minha sugestão, muito embora sabendo que contraria a opinião de muitos, é a aceitação do termo "Kardecista", para caracterizar os praticantes do Espiritismo. Qual a sua opinião a respeito?

Resposta: Falar em Espiritismo kardecista é um pleonasmo. O Espiritismo é um só. O termo cunhado por Kardec define o adepto das idéias contidas na obra da codificação e deve ter a nossa preferência, esclarecendo sempre que possível, que o contato com os Espíritos não é monopólio da Doutrina, mas será sempre mediunismo, enquanto não disciplinado pelos princípios espíritas.

--- Questão nº 07

Entendemos ser a reunião pública na casa espírita uma das formas de divulgação da Doutrina Espírita. Assim sendo, se possível, gostaria de apresentar as seguintes perguntas: Se existe, qual a fonte da afirmação que durante esta reunião o ambiente físico "se dilata" para comportar tantos espíritos desencarnados ali presentes? Os espíritos que acompanham os encarnados, ali permanecem para ser auxiliados?

Resposta: Essa "dilatação do ambiente físico" é apenas uma força de expressão.
Embora o plano espiritual interpenetre o físico, tem suas próprias dimensões.
Você pode estar num salão para cem pessoas e ter, na espiritualidade, espaço para mil, sem problemas.
Dependendo das condições do Espírito que acompanha o encarnado, um familiar em
perturbação, por exemplo, ele também tem acesso e poderá ser auxiliado. Entidades malfazejas, espíritos obsessores interessados em perturbar o ambiente, são impedidos de entrar.

--- Questão nº 08

Caro Richard, nesses tempos modernos em que nos encontramos, a Internet e
Os vários meios de comunicação se mostram como ferramentas de divulgação de idéias de todos os tipos, e se mal utilizada podem levar à graves conseqüências. A leitura de livros, por sua vez, para muitos os que necessitam de orientação, é um veículo pouco interessante. As mídias populares como a TV e o rádio, desde anos até aqui, tiveram um papel um tanto quanto distorcido: já não mais se preocupam em esclarecer, formar opinião, e sim, apenas entreter o indivíduo que já se encontra saturado de sua rotina amarga e dolorosa da vida moderna....
Eu Te pergunto então: como conseguir a atenção dessas pessoas que, na sua ignorância, buscam auxílio em lugares cujos propósitos não são de elevação espiritual? Tendo em vista que, dentro de nossa condição de espíritas, realmente não somos melhores que ninguém, mas gostaríamos de acalentar mais e mais corações aflitos - não apenas com pão e roupa, mas com carinho e dedicação. Se o nosso papel não é o de converter ninguém ao Espiritismo,
Mesmo porque, apenas mostrar que o bem está em toda a religião (ou doutrina) que
siga a caridade como objetivo maior, o amor ao próximo, a fé e a união dos homens. Como então conciliar essa prerrogativa diante de tantas dores do mundo, feridas que se abrem frente aos nossos olhos e que, na fúria e na angústia, essas pessoas não querem abrir o coração para a lição de Luz do Nosso Pai?
Como divulgar a doutrina espírita neste caso? Seria apenas uma questão de comportamento? Atitudes benéficas? Ou chamá-lo ao estudo seria uma saída aconselhável?

Resposta: Jesus dizia que a candeia não pode ser colocada debaixo do
alqueire.
A luz deve ficar no alto, iluminar a todos. Uma de nossas tarefas, como participantes do movimento espírita, é divulgar a Doutrina. Se ela é boa para nós, certamente o será para muita gente. Mas é imperioso que não incorramos na inconveniência de querer jogar a doutrina goela abaixo, naqueles que nos rodeiam, o que poderá produzir efeito contrário. Consideremos, inda, quea melhor maneira de divulgar nossos princípios é demonstrando-os na prática, buscando vivenciá-los. O verbo edifica; só o exemplo convence.

--- Questão nº 09

Na reunião pública da casa espírita onde trabalhamos, foi instituído, uma vez por mês, um chá fraterno (com toda a simplicidade, onde é servido chá com torradas e biscoitos) com o intuito de abrir nova frente de trabalho para os freqüentadores e sobretudo para se ter tempo para conversar e divulgar os eventos programados no movimento espírita da nossa cidade. O Sr. Entende que esta atividade esteja também divulgando a Doutrina Espírita?

Resposta: Muito boa a idéia. Comes e bebes aproximam as pessoas, fortalecem o Centro, ampliando as possibilidades de trabalho. Isso também é divulgação.

--- Questão nº 10

Gostaria de perguntar ao nosso querido Simonetti, como agir quando toda sua família é católica e você é a única pessoa espírita por convicção e iniciativa própria?

Resposta: Seja tão espírita, tão fraterno, tolerante, compreensivo, bem humorado, otimista, caridoso, amável, e tudo mais que aprendemos, que a família quede-se admirada: "Uau! o Espiritismo é ótimo! Fez de nosso familiar um homem maravilhoso!"

--- Questão nº 11
Na sua opinião, qual a postura quanto à prática de cirurgias mediúnicas com incisão e ao receituário de medicamentos alopáticos nos centros espíritas?

Resposta: Não aprecio intervenções com instrumental cirúrgico na prática mediúnica, envolvendo médicos desencarnados. Temos a medicina, que é fruto da misericórdia divina, em favor do homem. Também entendo complicado o receituário alopático. O homeopático parece-me mais razoável. É uma medicina mais voltada para o Espírito. Cirurgias, só espirituais, envolvendo intervenções no perispírito.

--- Questão nº 12

Simonetti, conheço o seu trabalho e sua forma de expor os assuntos doutrinários, e os admiro. Será porém, que o tanto de obras ditas psicografadas (as suas não trazem esse aspecto) que brotam em avalanche, são mesmo de esclarecimento? Cito, por exemplo, "O Livro dos Espíritos", editado por João Nunes Maia, em 15 tomos de maior volume que o principal. Isso já não é a tão famosa atuação dos espíritos inferiores?

Resposta: Realmente há muitas obras espíritas, supostamente mediúnicas, que fazem um desserviço à divulgação espírita. Mas não incluiria o João Nunes Maia.
Sua produção mediúnica é boa e tem edificado muitos leitores.

--- Questão nº 13

Faço parte do Ipepe Debates de Pernambuco e estou desenvolvendo um Projeto sobre a Divulgação do Espiritismo para a mídia. Você acha que para podermos fazer este movimento, seria importante criarmos uma fundação ( Tipo Bends, Capemi) a fim de gerar recursos para tal empreitada?

Resposta: É um sonho, que gostaria de ver convertido em realidade, envolvendo todo o movimento espírita. Importante que tenha a coordenação de uma entidade federativa, do movimento de unificação. Mas não está fácil. Ainda não temos receptividade para iniciativas dessa natureza. Implica em doações. O pessoal não gosta muito de enfiar a mão do bolso. Teme o caranguejo.

--- Questão nº 14

Entendendo ser a reunião pública da casa espírita uma forma de divulgação, perguntamos: Qual a duração ideal da reunião pública?

Resposta: À reunião pública, onde normalmente são aplicados passes magnéticos após o encerramento, comparecem muitas pessoas em estado de perturbação, com grande dificuldade de manter a atenção. Não deve, por isso, ser longa. O ideal seria termos duas palestras de 25 minutos. Fundamental, também, que os expositores sejam bons, estudiosos, empenhados em preparar seus temas, dando o melhor de si para sustentar a atenção e favorecer o entendimento.

--- Questão nº 15

Fazemos campanha do quilo num bairro da nossa cidade, onde a casa onde trabalhamos é a única casa espírita do bairro. Para ser distribuída na campanha do quilo, foi impressa uma mensagem de Emmanuel, onde cita o livro em que a mesma está publicado e dizendo ser uma oferta daquela casa. No verso encontra-se a informação dos trabalhos desenvolvidos na casa, com o dia e horário. Durante a campanha, conversa-se com os moradores das residências
visitadas, na calçada, oferecendo a mensagem, esclarecendo o endereço da casa, convidando a conhecê-la. Esta também é uma forma correta de divulgação?

Resposta: Sem dúvida. É um ótimo trabalho. O uso de folhetos com mensagens e endereços das casas espíritas vem se disseminando em nosso meio, com ótimos resultados.

--- Questão nº 16

Ouço sempre falar que "o melhor meio de divulgar a doutrina dos Espíritos, é viver o Evangelho de Jesus a luz da Doutrina Espírita, ou seja: Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, perdoar quantas vezes for preciso..." e por ai vai. O que o Sr acha a respeito, qual a sua visão, e que comentário gostaria de fazer?

Resposta: Concordo plenamente. Mas é também importante que nos engajemos no
movimento de divulgação, a começar pela disposição em oferecer donativos para esse serviço.

--- Questão nº 17

Tenho 44 anos, casado, 04 filhos. Após a perda do meu querido pai a dois anos, tive algumas experiências que acredito ser evidências, contatos com ele através de sonhos que se demonstraram de uma realidade incrível, dai iniciei meu aprofundamento no estudo da Doutrina Espirita e recentemente participei do 10.Congresso Espírita do RN, que por sinal elevou muito meu nível de conhecimento e esclarecimento. O que eu gostaria de saber é que tenho me
desenvolvido sozinho através de literatura, e praticado a Evangelização no meu Lar com minha família e amigos, isto é correto ou deveria procurar um Centro Espírita para dar continuidade aos meus trabalhos?

Resposta: Isolados somos mais vulneráveis às influências espirituais inferiores, e tendemos a produzir bem menos no campo do Bem. Importante que tenhamos o estímulo do grupo. Devemos participar das atividades do Centro, assumindo compromissos e tarefas.

--- Questão nº 18

Qual a melhor maneira de se divulgar a Doutrina no meio acadêmico, onde em sua maioria predomina pensamentos e ideologias materialistas?

Resposta: Em algumas cidades, são realizados no meio universitário seminários com a participação de companheiros da área. É uma boa maneira de levar o Espiritismo para a universidade. Os resultados são muito satisfatórios.

--- Questão nº 19

Devo dizer que sou espírita nas entrevistas que eu for fazer para procurar emprego? E se eles os entrevistadores agirem com discriminação, o que devo fazer?

Resposta: Normalmente não se pergunta a religião dos entrevistados, salvo em empresas fortemente ligadas a determinadas correntes religiosas. Não há preconceitos. Há até um certo status para a pessoa que se diz espírita. De qualquer forma, devemos honrar nossa fé, declinando nossa crença quando o perguntarem. Jesus dizia que se alguém se envergonhasse dele, ele se envergonharia desse alguém.

--- Questão nº 20

Gostaria de saber sobre quais os Livros de sua autoria que explicam o Livro dos Espíritos de Allan Kardec, numa linguagem mais simples.

Resposta: É uma série de cinco livros, "trocando em miúdos" as 4 partes de "O Livro dos Espíritos":
A Presença de Deus - 1a. parte
Quem Tem Medo dos Espíritos? e Viver em Plenitude - 2a. parte
A Constituição Divina - 3a. parte
Um Jeito de Ser Feliz - 4a. Parte

--- Questão nº 21

Richard, você é a favor de se fazer um pequeno folheto explicativo e divulgar a Doutrina Espírita de porta em porta, explicando às pessoas interessadas, conforme o caso?

Resposta: Os folhetos com textos espíritas são ótimos para a divulgação.
Já...bater de porta em porta não me parece produtivo. As pessoas tendem a se sentir incomodadas.

--- Questão nº 22

O que o senhor acha dessa "invasão" do Espiritismo na Internet?

Resposta: Eu tenho desfrutado disso para as minhas pesquisas e meu aprimoramento.
Porém, acho que pode ser um pouco perigoso. Por exemplo, já encontrei uma
página onde um cara se diz reencarnação de Kardec, alguém não espírita, pode acreditar nele, e aí estará feita a confusão....E estando na Internet, está acessível para qualquer um sem censura! É o ônus do progresso. Inventaram o avião e logo surgiram os bombardeios; desintegrou-se o átomo e veio a bomba atômica. A Internet não fugiria à regra. Cabe-nos separar o joio do trigo.

--- Questão nº 23

Gostaria de saber como poderíamos fazer para chamar a atenção dos jovens na participação mais ativa nas reuniões de mocidade.

Resposta: Que se abordem temas de atualidade, instituindo-se debates.

--- Questão nº 24

Como você considera a opinião de alguns espíritas referente a rifas e bingos, condenando estas atividades, mesmo sabendo que é para uma "boa causa" ?

Resposta: Há quem condene um simples copo de vinho, acenando com o alcoolismo;
é ridículo enquadrar um sorteio beneficente como cultivo do vício do jogo.
Nunca vi alguém "viciado" em participar de sorteios beneficentes, até porque ninguém compra para ganhar. A intenção é contribuir.

--- Questão nº 25

Como o senhor vê os movimentos de unificação?

Resposta: Como uma defesa da pureza doutrinária. Centro que se fecha, evitando contatos com as demais casas espíritas, tende a fazer um Espiritismo desvirtuado, à moda da casa.

--- Questão nº 26

Até que ponto a divulgação da Doutrina Espírita não é proselitismo?

Resposta: A intenção da divulgação é oferecer ao maior número possível de pessoas a oportunidade de um contato com a Doutrina Espírita, demonstrando as excelências de nossos princípios. Se a Doutrina é boa para nós, certamente o será para muita gente. Não há nenhum mal nisso. A expressão "fazer proselitismo" só teria cabimento se estivéssemos impondo nossos princípios.

--- Questão nº 27

Minha pergunta é se podemos considerar a literatura espírita, hoje, como a maior divulgadora da Doutrina? E como podemos incentivar a leitura dentro do grupo de jovens? Essa seria também uma forma de divulgação da Doutrina?

Resposta: Uma boa maneira é o debate em torno de um livro, convidando as pessoas a emitir sua opinião, o que vai exigir que leiam a obra.

--- Questão nº 28

No seu livro "A Constituição Divina" você fala a respeito de todas as leis divinas. Não seria necessário primeiramente esclarecer a todos os leigos da Doutrina do que se tratam as leis divinas juntamente com a divulgação do espiritismo, visto que, algumas são difíceis de serem compreendidas?

Resposta: O estudo das leis morais, contidas na 3a. parte de O Livro dos Espíritos, constituí temário para quem está estudando a doutrina. Os textos de divulgação doutrinária devem abordar temas mais abrangentes e de fácil assimilação pelo leitor.



Emanuel diz que a maior caridade que podemos fazer, em se tratando da doutrina espírita, é a sua própria divulgação. Oportuno e necessário que façamos investimentos na divulgação. Na medida em que as pessoas conhecerem e vivenciarem o Espiritismo, estaremos contribuindo de forma decisiva para a erradicação da miséria, com o combate ao egoísmo.

--- Questão nº 29
O senhor acha que há espaço no Estado do Rio de Janeiro para existência da USEERJ e da FEERJ ? De que forma elas poderiam atuar juntas?
Para o bem da divulgação da Doutrina não seria mais conveniente se houvesse uma fusão destas instituições ?

Resposta: É uma situação curiosa e até constrangedora. A fusão acabará por
ocorrer, em favor do próprio movimento de unificação.

--- Questão nº 30

O exemplo pessoal e a paciência seriam a melhor forma de divulgarmos o espiritismo?

Resposta: O exemplo pessoal, sim. Quanto à paciência, as vezes atrapalha;
"Quem sabe faz a hora, não espera acontecer."