domingo, 13 de fevereiro de 2011

Suicídio Pelo Cigarro

Uma tragada, apenas uma tragada...

... e em segundos, perto de 4.700 substâncias entram na corrente sangüínea e começam a atuar em todos os órgãos - entre elas detergentes, solventes, veneno de rato, inseticidas e compostos radioativos, todas presentes num cigarro.

As estatísticas são cruéis em demonstrar o estrago que o cigarro provoca na vida das pessoas. 90% dos casos de câncer no pulmão (entre os 10% restantes, 1/3 é de fumantes passivos);85% das mortes causadas por bronquites e enfisemas; 45% das mortes causadas por doenças coronarianas na faixa etária abaixo dos 60 anos; 40% dos casos de bronquite crônica; 45% das mortes por infarto agudo do miocárdio na faixa etária abaixo de 65 anos; 30% das mortes decorrentes de outros tipos de câncer (de boca, laringe, faringe, esôfago, pâncreas, rim, bexiga e colo de útero); 25% das mortes causadas por doença coronariana: angina e infarto do miocárdio; 25% das doenças vasculares (entre elas, derrame cerebral). Apesar de toda esta evidência nociva à saúde, maioria dos fumantes teima em ignorar as conseqüências do fumo em suas vidas. Este comportamento necessita, também, que seja qualificado como, de fato, ele o é: suicídio.

O suicídio é uma ação deliberada de subtrair a própria vida. Este ato pode ser imediato ou gradual. No caso do cigarro, especialistas afirmam que cada cigarro consumido é responsável pela diminuição de 14 horas do tempo de vida útil do organismo humano. Ora, quem fuma um cigarro deve ter a consciência que está se matando, pouco a pouco. Pior. Além de autocida, o fumante é também um criminoso, pois violenta a todos que estão ao seu redor, uma vez que o prejuízo à saúde do fumante passivo é bem maior.

As implicações espirituais, por exemplo, são ainda mais complexas. Quando se afeta organicamente um pulmão, um coração, os brônquios e outros órgãos e sistemas fisiológicos, o fumante está transferindo esta seqüela para o seu corpo espiritual correspondente. O corpo espiritual registra tudo que afetamos no corpo físico. Isto quer dizer que, numa próxima encarnação – retorno a Terra, noutra vida corporal – , o indivíduo certamente nascerá com problemas de saúde localizados provenientes da agressão provocadas na vida anterior.

Outro fator precisa ser esclarecido para o fumante inveterado: ele raramente fuma um cigarro sozinho. “Os mortos”, ainda presos psiquicamente ao hábito, se aproximam dos viciados e repartem as tragadas. Este processo é denominado de obsessão e perdura até que a pessoa tome a decisão sincera de parar de fumar, o que não é fácil. Além da desintoxicação do organismo, é necessária a desintoxicação psíquica. Não é somente a pressão da nicotina e do alcatrão que precisam ser combatidas, mas igualmente a do desejo, do impulso, alimentado por induções espirituais dos seus companheiros de trago. O apoio da família, dos amigos e dos colegas de trabalho são fundamentais para se manter afastado do cigarro.

O suicídio pelo cigarro poderia ser evitado. Calcula-se que 4,9 milhões de pessoas morrem no mundo por doenças provocadas pelo tabagismo e a tendência, pelo menos no Brasil, é um aumento de consumo de 40%, apesar das campanhas publicitárias de esclarecimento.

As recaídas, mesmo depois de anos de abstinência, não devem ser encaradas como culpa. No processo de auto-aperfeiçoamento é natural algum recuo, quando, porém, há uma firme disposição de renovação interior."