segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Insuperável Brandura

Uma contribuição da Irmã Lídia

Quando você for defrontado por alguém violento,
que o agrida verbalmente ou o ameace fisicamente,
recorde-se de que ele é muito infeliz.
Todo aquele que não recebeu amor na infância ou
foi vítima de insucessos emocionais, sempre perde
o endereço de si mesmo e se torna inimigo dos
outros.
Conceda-lhe a graciosa dádiva da bondade que
não o torna mais desventurado.
Não há quem resista a um indisfarçável gesto de
benevolência.
Surpreendido pela astúcia dos perversos, sempre
hábeis na arte de infligir sofrimentos aos outros,
tenha em mente que eles são também impiedosos
para consigo mesmos.
A sua desorientação provém de experiências
amargas, nas quais sofreram crueldades e
abandono.
Proporcione-lhes o ensejo de despertar,
dando-lhes compreensão.
Ninguém recusa amor, mesmo que, aparentemente
reaja com aspereza, o que é falta de hábito em
recebê-lo.
No pandemónio da revolta que grassa violenta em
toda parte, anunciando desastres morais e
conjunturas físicas dolorosas, reserve-se o direito
de permanecer em paz.
O aturdimento que procede de alguns poucos,
facilmente contamina o grupo social que se perturba.
O agitador, é alguém que se sentiu desrespeitado
nos seus direitos de criança e, na ocasião, não
soube administrar a ira nem a frustração, agora
tornadas bandeiras de comportamento doentio.
Seja amistoso para com ele, apresentando-lhe o
outro lado da existência humana. O ser carente vive
armado contra tudo e todos, até o momento em que
se sente rociado pela presença da brandura.
No crepitar das labaredas das acusações e calúnias
contra alguém, gerando situações asfixiantes e más,
continue portador de generosidade para com a vítima.
Quem delinque, perde-se no labirinto de terríveis
alucinações morais.
Não fustigue mais o desditoso, antes aplique
temperança para com ele.
O solo que arde, não pode receber mais calor, e sim,
água refrescante que lhe diminua e aplaque a
temperatura elevada.
Todos somos sensíveis à compreensão de alguém
para connosco.
Perseguido pela inveja ou malsinado pela insensatez
daquele que não gosta de você, resguarde-se na
compaixão para com ele.
A insegurança que o leva a afligi-lo é resultado da
família com a qual viveu e de quem somente recebeu
lições de impiedade e malquerença.
Ele gostaria, por certo, de ser como você, e, na
impossibilidade de que se dá conta, tenta
amargurá-lo.
Ofereça-lhe o silêncio em resposta de brandura, que
o alcançará inexoravelmente, alterando-lhe a atitude
interior. Nada pode detê-la, e quem a recebe jamais
prossegue como antes.
Na raiz de muitos males, que afligem e desconcertam
a criatura, o desamor de que foi objeto, na atual ou
em anterior reencarnação, é o responsável pelo seu
transtorno.
Naturalmente, quem lhe experimenta o aguilhão
impiedoso deseja libertar-se, defendendo-se e
acusando, reagindo.
Não existe, porém, defesa real quando se agride nem
se conquista harmonia quando se entra em debates
de violência.
Nunca aceite as injunções do mal nem as arruaças
dos desordeiros, simplesmente deixando de
conceder-lhes consideração.
Você cresce na vertical do amor, tendo por dever
levantar caídos e nunca torná-los mais vulneráveis
ao mal que neles reside.
Viva com brandura e esparza-a, tornando o mundo
melhor e as criaturas menos desesperadas.
Somente quem ama e se reveste de bondade pode
resistir aos conflitos e desafios perturbadores da
sociedade agressiva que prefere ignorar o Bem.
(Marco Prisco & Divaldo Pereira Franco)