sexta-feira, 20 de agosto de 2010

O Poder da Oração

Orar, rezar, sempre fez parte da tradição religiosa da nossa cultura. Aprendemos com os nossos pais, com as nossa religiões, mas será que a oração faz mesmo bem à saúde? Um grupo de pesquisadores diz que sim! Venha saber também a opinião da doutrina espírita sobre o assunto.

O poder da oração sempre andou de mãos dadas com a fé religiosa. Acreditava-se, para quem tinha fé, que a oração tinha o condão de aliviar os sofrimentos alheios, principalmente daqueles que já tivessem partido do mundo terreno para o mundo espiritual, pelo processo natural da morte do corpo físico.

As religiões tradicionais têm as suas orações preferidas, ensinando-as aos seus prosélitos.

Com o aparecimento do espiritismo, em 1857, com o lançamento da obra magistral «O Livro dos Espíritos», apareceu uma nova ideia, uma filosofia nova que nos apresentava a espiritualidade despida de todo e qualquer adorno, culto acessório, ritual.

Vieram ensinar-nos os espíritos que a oração nada mais é do que um acto de telepatia entre nós, seres no corpo de carne, e os seres que já estão no mundo espiritual, a que vulgarmente apelidamos de espíritos. Assim sendo, não faz qualquer sentido a declamação repetida de preces feitas, ditas umas após as outras, pois o que conta é a fonte geradora da energia mental que podemos direccionar com o nosso pensamento.


A oração é um acto de telepatia entre nós e os seres espirituais numa permuta de energias que nos fortalece.

Com a descoberta das leis que regem o intercâmbio entre o mundo espiritual e o mundo corpóreo, vemos que tudo deriva da nossa mente e que nada mais além do que o nosso pensamento tem importância para as coisas do espírito. Assim, uma oração muito bonita, com lindas palavras, ou muito demorada não sortirá qualquer efeito, se o pensamento de quem a efectua estiver nesse momento direccionado para outras situações, como por exemplo um problema familiar, um problema comercial, etc.
A oração, para sortir efeito, terá de ser sincera, brotar do íntimo de cada um, ser sentida profundamente, num acto de concentração da pessoa, em que a nossa mente liberta-se temporariamente do nosso mundo corpóreo, adentrando-se no mundo espiritual, onde vai buscar essas energias que a fortalecem. A pessoa que consegue esse estado de alma, entra em sintonia vibratória com seres do mundo espiritual superior, enviando os seus pensamentos e recebendo deles uma energia que fortalece, intui e orienta.
Daí a doutrina espírita alertar-nos sempre para a necessidade da nossa reforma íntima, procurando desenvolver as potencialidades do pensamento, dentro de uma directriz de disciplina interior, de consciencialização espiritual, procurando sempre ir mais além em busca de novos estados de espiritualidade.
«De acordo com os resultados de uma investigação realizada num hospital da cidade de Kansas, nos EUA, vários doentes na unidade dos problemas coronários melhoraram depois de um grupo de cristãos ter rezado por eles – mesmo sem os conhecer.
O estudo foi organizado pelo médico William Harris que, por precaução, não deu conhecimento do seu trabalho aos pacientes em causa e aos outros médicos. A partir do número dos seus registos clínicos, Harris seleccionou 466 doentes e forneceu os seus nomes próprios a um grupo de cristãos que se voluntariou para rezar por cada um deles, todos os dias, durante quatro semanas. A sua evolução clínica foi depois seguida por uma equipa de dez médicos que, tendo em conta um determinado número de parâmetros e sintomas, verificou que estes doentes registaram melhoras bastante mais acentuadas que os restantes 524 pacientes internados pelos quais ninguém rezou.
O estudo foi conduzido ao longo de um ano e veio confirmar as conclusões obtidas num teste similar, realizado em 1988..
Em «O Livro do Espíritos» e nas restantes obras de Allan Kardec, podemos encontrar assuntos preciosos, relacionados com este tema, que nos ajudarão a fazer um pouco mais de luz acerca dos mesmos.
Na Internet poderá encontrar mais informação em www.adeportugal.org