domingo, 29 de agosto de 2010

Psiquismo Fetal

Márcia Fuga



Saiba como a ciência demonstra que o feto já possui capacidade de resposta aos estímulos externos.

Sabemos que a vida biológica inicia-se com a fecundação, isto é, na fusão entre o óvulo e o espermatozóide, marcando, assim, o processo inicial do reencarne biológico. Mas e o espírito? O espírito é eterno, então, a vida não tem começo, ela é um processo infinito que tem como atributos o sempre, o eterno, o constante, mesmo que seja difícil para o nosso raciocínio entender plenamente essa verdade.

A pesquisa sobre psiquismo fetal entre os homens ocorreu inicialmente por causa da necessidade de entender-se a vida, seu início e seu término. Houve a necessidade de se entender como um pequenino recém-nascido possui tantas capacidades, evidenciando que não é um “charutinho inerte”; ainda mais quando analisado sob a ótica da psique, fica difícil para os especialistas o convencimento de que tanto desenvolvimento cognitivo no primeiro ano de vida seja decorrência de uma vida pós-natal. Buscou-se, dessa forma, para entender o desenvolvimento infantil, estudar a vida intra-uterina com os antecedentes de toda a complexidade do recém-nascido.

Vemos que o espírito milenar reencarna e reflete no novo corpo todas as suas tendências, seu caráter, suas qualidades ou dificuldades. O estudo mais aprofundado do psiquismo fetal, aliado à visão espírita, mostra-nos essas expressões individuais, afirmando que cada ser é único, com sua personalidade própria, reconstituída em várias encarnações e longas etapas vivenciadas.

Embriões com cinco semanas de vida, com apenas um centímetro de comprimento, já têm movimentos espontâneos. O feto com nove semanas e meia já é um ser ativo; se sua mãozinha ou pezinho tocar a parede do útero, os dedos se contrairão.

Entre 16 e 32 semanas de gestação, o feto reage com um piscar de olhos, estremecimento do corpo ou de um dos membros quando ruídos são aplicados próximo ao abdome da mãe. O feto ouve a voz de sua mãe a partir do quarto mês de gestação; voz áspera e zangada é associada a experiências desagradáveis.


PESQUISAS CIENTÍFICAS

Experiências realizadas em uma maternidade inglesa revelaram que fetos entre quatro e cinco meses acalmavam-se quando escutavam música clássica e ficavam agitados ao som do rock and roll.

Na Escandinávia, pesquisas com uso de tecnologia avançada revelaram que os fetos recebem e armazenam padrões de fala transmitidos por suas mães. Fotografias e filmagens mostram que fetos exercitam-se dentro do líquido amniótico com movimentos neuromusculares que levariam, em contato com o ar, ao choro e à vocalização.

Estudando o choro de prematuros extremos (900 gramas), verificou-se uma correspondência específica, em alguns casos, com a fala de suas mães. Através de espectrogramas, houve evidências da presença da audição e também da linguagem no útero. Recém-nascidos de mães mudas não choravam ao nascer ou quando choravam, apresentavam um choro estranho, como se tivesse faltado a linguagem falada no útero.

O dr. Anthony Deo Casper, pesquisador norte-americano, descobriu que os recém-nascidos discriminam e preferem a voz de sua mãe a outras vozes, conhecimento que devem ter adquirido durante a experiência intra-uterina.

Em posse de todos esses conhecimentos, a psicologia e o espiritismo encontram razões para consorciarem-se no entendimento do ser humano, não havendo abismos que os separem. Uma leitura da psicologia à luz do espiritismo no que tange à esfera pré-natal é riquíssima, principalmente se consultarmos as obras de André Luiz, psicografadas por Francisco Cândido Xavier.

A luz do conhecimento aliada ao sentimento de amor e respeito pela vida são ferramentas fundamentais garantir a integridade do feto.