domingo, 19 de julho de 2009

Proselitismo

O Espiritismo, ao contrário de outras religiões, não faz proselitismo de arrastamento, e os médiuns, que se lhe dedicam às fileiras, devem adotar idêntico comportamento.
Os Centros Espíritas estão de portas abertas para os que desejam procurá-los e as lições ali ministradas são acessíveis a todos.
Os que estiverem aptos para assimilarem a Doutrina, espontaneamente a procurarão.
Muitos dos que, após o seu primeiro contato com a filosofia espírita, dela se distanciaram, é porque se sentiram "incomodados", a nível de consciência, de vez que, justamente por não exigir nada de ninguém, sentem-se na obrigação de corresponder-lhe de alguma forma.
O comodismo é o responsável pelo atraso espiritual de um sem-número de pessoas e infelizmente,existem religiões que fomentam esse estado de coisas, já que lhes interessa a ingenuidade de seus profitentes.
Habitualmente, diz-se que os espíritas trabalham muito. É que, ansiando por recuperar o tempo perdido, eles compreendem o significado das palavras do Mestre Nazareno: "Pedi e se vos dará; buscai e achareis; batei à porta e se vos abrirá...
No Espiritismo não há lugar para a ociosidade.
Compreende-se a brevidade da vida física e procura-se fazer o que se pode. O Espírita tem sede de progresso, e os Espíritos-espíritas(se é que podemos rotular assim) também a tem.
É por não fazer proselitismo que a Doutrina tem chamado a atenção de muita gente. Mas o espírita não faz proselitismo porque não deseja que as pessoas sejam espíritas.... Evidentemente que deseja colocar a luz sobre o candeeiro e compartilhá-la com todos, mas sabe que não pode e não deve obrigar ninguém a contemplá-la.
Paulo, que ansiava por espalhar a Boa-Nova, foi rejeitado exatamente pelo povo mais culto da época-o grego-, que, inclusive, no areópago de Atenas, rendia culto ao Deus Desconhecido!
O médiun não deve prevalecer-se de sua mediunidade para fazer proselitismo.
Quando o fruto amadurece, ele despenca da árvore, se bem que o vendaval das provas pode arremessá-lo ao chão, obrigando-o à maturação.
O exemplo é o discurso mais convincente.
A Altercação religiosa deve ser evitada, a todo custo, pelos espíritas idôneos. Dialogar, sim; polemizar, não.
Se o Próprio Cristo não polemizou sobre a verdade, com Pilatos, por que haveríamos de nos arvorar em seus intransigentes defensores?
A discussão religiosa aumenta a distância entre Deus e os homens.
Divulgar a Doutrina, através de todos os recursos lícitos, é dever básico do espírita, desde que não haja imposição.
Que as sementes sejam lançadas e que germinem as que cairem em terreno fértil.

Lembremo-nos de que, dos dez leprosos curados pelo mestre, apenas um voltou para agradecer-lhe...
Silenciando, ainda, ante Pilatos, Jesus não o estaria convidando a descobrir por si mesmo a resporta, como a dizer-nos que o conhecimento da verdade é uma tarefa pessoal?!...