sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Fazer a Diferença

Um velho passeava na praia e viu um menino que apanhava estrelas-do-mar e as atirava suavemente de volta à água.
O velho perguntou ao menino: - O que é que estás a fazer? Ao que o miúdo respondeu: - O sol está a subir e a maré a descer. Se eu não devolver estas estrelas ao mar elas irão morrer. No seu ar de pessoa madura o idoso respondeu: - Mas, meu jovem - há quilómetros de praia cobertos de estrelas-do-mar. Que diferença faz atirares uma ou outra ao mar?
O menino curvou-se, pegou mais uma estrela e atirou-a, carinhosamente, de volta ao oceano, e disse: - FIZ A DIFERENÇA PARA ESTA ESTRELA!

Este pequeno e inocente texto que retirámos de um e-mail recebido via Internet faz-nos meditar acerca das nossas responsabilidades na sociedade, nomeadamente aqueles que se dizem espiritualistas, onde se incluem os cristãos em geral e os espíritas em particular. Relembramos o líder indiano Gandhi, que se afirmava estupefacto perante a grandiosidade da ideia cristã e que ficava boquiaberto pelo facto dos seus seguidores não a colocarem em prática. Afirmava ele que se um terço dos cristãos colocasse em prática as suas ideias o mundo estaria completamente diferente.
Geralmente deleitamo-nos com as ideias, mas quando chega o momento de as colocarmos em prática falhamos, de tal modo estamos imersos no egoísmo, no orgulho, dos quais fazemos questão de não sairmos. É uma repetição continuada, dia após dia.
Mergulhados no materialismo anestesiante, que não nos permite ver mais além do que a nós próprios, vivemos na matéria, com a matéria, da matéria e para a matéria, esquecendo que somos seres imortais com responsabilidades intransferíveis no concerto da vida.
Assim sendo, cumpre-nos viver uma espiritualidade sadia, que nos faça despertar para novos valores para além dos valores efémeros que acumulamos em contas bancárias. Assim procedendo seremos o «sal do mundo», demonstrando com o exemplo que é possível mudar a sociedade, começando por nos mudarmos a nós próprios em primeiro lugar.

Fazer a diferença é o caminho que nos cumpre percorrer, mesmo que tal proceder pareça irrisório e sem impacto. Tal análise pessimista deriva do facto de não termos uma visão de conjunto a longo prazo.
Estudar a doutrina espírita (ou espiritismo) abre sem dúvida os horizontes existenciais, explicando ao homem quem ele é, de onde vem, para onde vai, o porquê das dissemelhanças de oportunidades, de características.
Estimular os laços de fraternidade entre todos, distribuir amizade sincera e desinteressada, interessarmo-nos uns pelos outros sem outro objectivo que não seja o do prazer de ser útil, são tarefas inevitáveis para quem quiser ser mais feliz dentro dos parâmetros vivenciais que Jesus de Nazaré deixou há cerca de 2000 anos.
Está na hora de investirmos numa estratégia diferente, na estratégia da paz interior, da paz social, uma vez falida a estratégia do egoísmo, do orgulho que só tem trazido sofrimento à humanidade e que teimamos em colocar em prática há mais de 2000 anos.
Mais importante do que acertar, conseguir de imediato, é tentarmos a mudança de atitude.

Está na hora de fazer... a diferença.