quinta-feira, 21 de abril de 2011

Semana Santa

Uma contribuição da Irmã Hildete Britto

Era uma sexta-feira santa e recebemos, com justo júbilo, o querido mentor Irmão José, para uma reflexão sobre os eventos que a humanidade cristã reverencia. Humilde, em sua postura, procurava apagar o brilho pessoal que dele emanava. Naquele momento todos os presentes captaram a emoção do notável discípulo do Mestre, que falaria mais com o coração do que com palavras, das ocorrências que presenciara no passado. Dava para sentir o embargo de sua voz quando deu início:
“Sexta-feira da Paixão, foi o dia em que Nosso SenhorJesus Cristo consumou o seu calvário terreno, posto que toda a sua vida fosse um ato de sacrifício desse Espírito misericordioso, que desceu até o nosso mundo para elevá-lo a melhores condições espirituais.
“A vida de Jesus, nos mínimos acontecimentos do cotidiano, foi um hino de louvor ao Pai celestial. Desde o nascer do sol ao poente, com intervalos pequenos para repouso e alimentação, o Mestre teceu o manto de sua proposta filosófica renovadora, mostrando àqueles que tiveram a honra de sua convivência o melhor caminho para a evolução. Quando repousava, seu Espírito portentoso se libertava das amarras físicas e ascendia a outros páramos, onde se reabastecia de energias celestiais. O pensamento se mantinha aguçado, como fiel depositário das mensagens divinas. “Jesus nunca esteve sozinho na missão de orientar os irmãos terrenos. Ele veio como missionário do amor e do conhecimento, e bebia constantemente na fonte inesgotável da sabedoria divina. Subir o monte calvário, com o lenho a pesar-lhe nos ombros, não constituiu para Ele o término da sublime tarefa. Ainda hoje e por séculos que não sabemos quando se consumarão, o Mestre estará à frente do orbe terreno como um fiel condutor que conhece o caminho correto da jornada, que viu o ponto de partida e conhece o local da chegada.


“Saudemos Jesus nesta sexta-feira santa; louvemos o seu santo nome e agradeçamos a excelsa bondade do seu coração, o seu amor que não teve limites e que, para a maioria dos homens, ainda hoje é inexplicável.