sexta-feira, 7 de agosto de 2009

EM DEFESA DA VIDA - PENA DE MORTE

EM DEFESA DA VIDA
ACERCA DA PENA DE MORTE
Indaga você como apreciam os desencarnados a instituição da pena de morte, e acrescenta: - “não será justo subtrair o corpo ao espírito que se fez criminoso? será lícito permitir a comunhão de um tarado com as pessoas normais?”
E daqui poderíamos argumentar: - quem de nós terá usado o corpo como devia? Quem terá atingido a estatura espiritual da verdadeira humanidade para considerar-se em plenitude de equilíbrio?
............................................
Eliminar a carne não é modificar o Espírito.
............................................
(...) e as vítimas da forca ou do fuzilamento, do machado ou da cadeira elétrica, se não constituem padrões de heroísmo e renunciação, de imediato, além-túmulo, vampirizam o organismo social que lhes impôs o afastamento do veículo físico, transformando-se em quistos vivos de fermentação da discórdia e da indisciplina.
............................................
Organizar a penitenciária renovadora, onde o serviço e o livro encontrem aplicação adequada, é a solução para o escuro problema da criminalidade, entre os homens, mesmo porque o melhor desforço da sociedade, contra o delinqüente, é deixá-lo viver, na reparação das próprias faltas.
............................................
Se você demonstra interesse tão grande na regeneração dos costumes, defendendo com tamanho entusiasmo a suposta legalidade da pena de morte, vasculhe o próprio coração e a própria consciência e verifique se está isento de faltas. Se você já superou os óbices da animalidade, adquirindo a grande compreensão a preço de sacrifício, estimaria saber se terá realmente coragem para amaldiçoar os pecadores do mundo, atirando-lhes “a primeira pedra”.
(Do livro “Cartas e Crônicas”, pelo Espírito Irmão X, psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier, ed. FEB)