sábado, 15 de agosto de 2009

Somente Você

Ninguém poderá carregar o fardo de suas dores. Eduque-se com o sofrimento. Ninguém entenderá os problemas complexos de sua existência. Exercite o silêncio. Ninguém seguirá com você indefinidamente. Acostume-se com a solidão. Ninguém acreditará que suas aflições sejam maiores do que as do vizinho. Liberte-se delas com o trabalho de auto-iluminação. Ninguém lhe atenderá todas as necessidades. Subordine-se apenas ao que você tem. Ninguém responderá por seus erros. Tenha cuidado no proceder. Ninguém suportará suas exigências. Faça-se brando e simples. Ninguém o libertará do arrependimento após o crime. Medite na paciência e domine os impulsos. Ninguém compreenderá seus sacrifícios e renúncias para a manutenção de uma vida modesta e honrada. Persevere no dever bem cumprido. Sábio é todo aquele que reconhece a infinita pequenez ante a infinita grandeza da vida. Embora ninguém possa servi-lo sempre, você encontrará um sublime Alguém, que tem para cada anseio de sua alma uma alternativa de amor. Por você, Ele carregou o fardo do mundo... Compreendeu os conflitos da vida... Caminhou com todos... Socorreu todos que O buscaram... Matou a fome, saciou a sede e ouviu as multidões inquietas... Atendeu à viúva de Naim, ao apelo materno em Caná... Carregou a cruz da injustiça sem nenhuma reclamação... Perdoou a traição de Judas, desculpou as negativas de Pedro e a ambos libertou do remorso com a concessão do trabalho em novos avatares... Compreendeu as lutas da mulher atormentada, sedenta de paz; esclareceu o enfático doutor do Sinédrio, sedento de saber; arrancou das trevas o cego Bartimeu, sedento de claridade... Ensinou que diante do amor todos os enigmas do Universo se aclaram, por ser o Pai Celeste a Suprema Fonte do Amor. Não se imponha, pois, a ninguém. Embora você dependa de todos, nada aguarde dos outros. Receba e agradeça o que lhe chegue e como chegue, ajude e passe... Aprenda que a luta é a lição de cada hora no abençoado livro da existência planetária, e siga adiante com Ele, que "jamais se escusava". Autor: Marco PriscoPsicografia de Divaldo Franco