sexta-feira, 7 de agosto de 2009

PROGRESSOS NO TRATAMENTO DA DEPRESSÃO

Depressão
O tratamento consiste na combinação da farmacoterapia (antidepressivos combinados ou não com ansiolíticos ou calmantes) com aporte da psicoterapia, com tempo definido e limitado. Um grande avanço no tratamento da depressão foi o desenvolvimento dos inibidores seletivos de recaptura de serotonina (ISRS).
A depressão altera a função das substâncias cerebrais serotonina e noradrenalina - responsáveis pelo equilíbrio emocional. O medicamento vai modificar a maneira como o cérebro produz e aproveita essas substâncias, sendo que o mais conhecido é a fluoxetina. Os efeitos colaterais são menores do que os remédios anteriores.
Mas por mais que os medicamentos tenham sido aprimorados ao longo dos anos, o tratamento da depressão continua sendo um processo prolongado e que pode variar de seis meses a dois anos. "O grande erro no tratamento é a pessoa ou o médico suspender o medicamento depois que observa melhora. A recaída é pior. É preciso cumprir rigorosamente o tratamento", ressalta Paulo Mattos, acrescentando que, ao final de um mês, 80% dos pacientes ainda estão adeptos ao tratamento e, ao final de seis meses, esse número cai para 60%.
O psiquiatra do Instituto da Previdência Social do Estado de Minas Gerais (Ipsemg) e chefe do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Ciências Médicas, Fábio Eustáquio Peres Munhoz, confirma que o tratamento da depressão é mesmo prolongado e que a melhora dos sintomas não é imediata. "Entre a segunda e quarta semana de tratamento é que o resultado clínico chega de maneira gradual. Por isso é importante uma avaliação constante", disse. De acordo com Munhoz, metade dos casos da depressão, mesmo não sendo tratada, melhora no período de um ano, mas a outra metade cronifica. Ou seja, a doença se agrava.
Fábio Munhoz observa que as terapias cognitivas e comportamentais também têm mostrado eficácia. Elas consistem em fazer com que o paciente veja que sua visão sobre o mundo é distorcida. A partir daí, afirma o médico, o terapeuta vai trabalhar essas distorções cognitivas de forma a confrontar o paciente sobre a natureza da doença. No entanto, ele afirma que a terapia não deve ser a única opção de tratamento, ela deve ser combinada com medicação.
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Vida e Saúde – Qualidade de VidaHoje em Dia: com os psiquiatras Fábio Eustáquio e Paulo Mello